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Leonardo B.
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4,0
Enviada em 3 de setembro de 2014
Sem saber que tratava-se de uma história anterior a "Alien, o 8º passageiro", aluguei o filme. Já no início as semelhanças começam, principalmente por parte da Weyland Corp, presente em toda a série Alien. Quem viu o primeiro Alien, de 1979, ficará empolgado com alguns cenários que já vimos no clássico da ficção. O único problema é que a ligação com o Alien de 79 não ficou muito bem feita, por causa de cenas ao fim do filme. spoiler: Quando o alienígena morre ao fim, o ocorrido é dentro da nave da expedição humana. O Alien sai do seu peito como sugerido no filme de 79. O problema é que no filme de 79 isso ocorre dentro da nave dos Engenheiros. Mesmo considerando a existência de outra nave em que isso poderia ocorrer, ainda fica uma lacuna, pois o primeiro "facejugger" veio da humana, por sugestão do filme. Há também uma outra falha de conexão, pois cenas de Alien VS Predador sugerem uma interação entre humanos, aliens e predadores muito antes da história de Prometheus, ou seja, os Aliens já existiam. O que nos resta, é crer que o Alien que explode o peito do Engenheiro é uma nova versão, assim como em Alien 3 - A Ressurreição. Mesmo assim ainda vale muito a pena ser visto, pois quem gosta da franquia de Alien irá adorar.
No ramo da ficção científica muitos filmes apelam pro "sem pé nem cabeça". Prometheus foi um deles. A sinopse me interessou logo de cara, mas o filme não seguiu absolutamente nada do proposto. Em certo ponto já teve tanta destruição e morte que já não me interessava mais. Provavelmente terá uma continuação. Tô fora.
… e turbinado com questões existenciais. Assim é Prometheus, que vale mais pelos efeitos do que pela engenhosidade da história
Nem religião, nem darwinismo. É em uma terceira via que Prometheus, de Ridley Scott, fundamenta as origens da humanidade. A explicação para os segredos de tudo aquilo que somos há milênios está em um planeta distante. Graças a seres chamados de “engenheiros”, estamos onde estamos hoje: viajando pelo espaço e nos questionando de onde viemos e para onde vamos. Claro: a trama se passa no futuro, mas as angústias existenciais são atemporais. Após um prólogo misterioso e muito bem arquitetado artisticamente, vemos a nave Prometheus a caminho de um destino “confidencial”. Vale lembrar que o título do filme faz referência a Prometeu, um dos titãs gregos castigado por roubar o fogo exclusivo dos deuses e concedê-lo aos homens. Em razão disso, foi condenado a ter o fígado consumido por uma águia para então, ver o órgão reconstituir-se e depois, ser novamente devorado, em um ciclo eterno de consumação e reconstrução. Mitologia exagerada? Não se substituirmos “fogo” por ideias como “conhecimento”, “técnica”, “condições de igualdade entre criaturas e criador(es)”. Assim, fica evidente a total relação entre o nome da nave e o propósito do projeto para o qual ela se destina no filme. Os amantes da ficção científica poderão encantar-se com a cena da câmara de procedimentos cirúrgicos em ação. Encantamento em termos de imaginação e vislumbre tecnológico, mas não por sua dramaticidade narrativa. Os pacifistas sorrirão com a alfinetada de um dos tripulantes: “Eles [os ‘engenheiros’] não são idiotas de criar armas de destruição em massa perto de onde moram”. Prometheus é complexo o suficiente para anular conclusões precipitadas; e falsamente original para ser levado tão a sério. Complexo porque apresenta uma delicada queda de braço entre ciência e fé, frieza e empatia, com uma suave (ou nem tanto) tendência em privilegiar ciência e frieza. Ora pode-se dizer que o filme é um grito em favor do ateísmo. Ora é possível vê-lo como um alerta, lá dos anos 2093, para que a humanidade não creia cegamente na ciência. “O fundamentalismo científico é tão prejudicial quanto o religioso”, parece sussurrar Scott, apesar de em entrevista, não expor isso. Atenção para a “coincidência” de eventos importantes na trama acontecerem no Natal e no Ano Novo.
Filme recicla o antigo para revender como novo Prometheus desliza em termos de originalidade porque a complexidade, que envolve questões existenciais e embate entre ciência e fé, fundamenta-se em um roteiro que repete o clássico Alien, também de Scott, lançado em 1979. Com adaptações aqui e ali e, claro, uso de efeitos muito mais avançados, Prometheus segue os mesmos passos de Alien. Chega a ser didático em sua cópia, de tanto que permite ser comparado ao predecessor. É possível afirmar que este “novo” filme não passa de uma regravação de Alien. Mas, agora, a roupagem high tech é de “última moda”, confeccionada com base naquilo que computadores modernos são capazes de elaborar. Exemplo típico da estratégia da indústria cultural de reciclar seus produtos e revendê-los. Literalmente.
2089. Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) são exploradores que encontram a mesma pintura em várias cavernas na Terra. Com base nisto, eles desenvolvem uma teoria em que a pintura aponta para um lugar específico do universo, que teria alguma relação com o início da vida no planeta. A dupla convence um milionário, Peter Weyland (Guy Pearce), a bancar uma cara expedição interestelar para investigar o assunto. Desta forma, Elizabeth e Charlie entram para a tripulação da nave Prometheus, composta pelo robô David (Michael Fassbender), a diretora Meredith Vickers (Charlize Theron), o capitão Janek (Idris Elba), entre outros. Todos, com exceção de David, hibernam em sono criogênico até que a nave chegue ao objetivo, o que acontece em 2093. Encantados com a descoberta de um novo mundo e a possibilidade de revelarem o segredo da origem da vida na Terra, Elizabeth e Charlie não percebem que o local é também bastante perigoso. Esperava Mais Desse Filme Bem Fraco Mais Nao é Ruim , Filme Regular Tem Boas Atuaçoes e Excelentes Efeitos Nota 5.5
Embora seja o tipo de espectador que gosta do gênero - com ou sem reflexões platônicas - PROMETHEUS é decepcionante! E não é porque as “perguntas” não foram respondidas, mas sim pelos personagens medíocres que nada tinham haver com a “atmosfera” do filme. E ao contrário da crítica deste site, há várias referências e clichês de O 8º PASSAGEIRO (1979). QUANTO AO ELENCO: É ótimo, mas seus personagens: Ora simplórios e alienados ora displicentes e debochados comprometiam a credibilidade. Seus textos não tinham sintonia com o clima tenso e aterrador que a historia exigia. Charlize Theron foi desperdiçada, visto que seu personagem pouco fez diferença na trama, se comportando como uma referencia nostálgica à personagem de Sigourney Weaver (Ripley). TENHO MUITO RESPEITO à filmografia de Ridley Scott, mas fiquei com a impressão de que dessa fez não passou de um oportunista ao fazer um reboot mal argumentado e vende-lo como novidade. Vou levar nas lembranças apenas as imagens de um satélite natural que a nossa imaginação tratou de melhorar.
Prometheus é um filme confuso, mal explicado e que não chega a lugar nenhum em sua história. A única coisa em que o filme acerta são os efeitos especiais. Horrível !
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