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Cinema com Rapadura
Tenso e eficiente, “Guerra Mundial Z” é uma boa adição aos diversos fins do mundo que o cinema nos proporcionou, tendo coragem de adentrar em alguns temas mais espinhosos sem diminuí-los e sem abandonar sua proposta mais pop.
New York Times
As cenas de ação são bem-feitas e coerentes, de modo a parecerem surpreendentes e mesmo empolgantes. [...] As sequências com a cidade sendo destruída aparecem cedo, levando a um clíma íntimo, complexo e cheio de suspense.
Rubens Ewald
Este é certamente o mais caro filme de zumbi de todos os tempos e possivelmente o melhor. [...] Todas as cenas de ação do filme são extremante tensas, por vezes de perder o fôlego. Difícil é escolher a quem mais impressiona.
Variety
Uma contribuição surpreendentemente esperta, empolgante e criativa ao gênero "filme de zumbi", inspirada tanto em filmes de desastres científicos como "Contágio" quanto nos filmes de mortos-vivos de George Romero.
Cinema10
A mais-valia de "World War Z" (no original) não fixa-se, contudo, no resgate histórico (este bem menor que outros aspectos da trama), mas em mostrar realmente a que veio – evidenciar ação e espetáculo visual...
Gazeta do Povo
Vivemos uma era de obviedades, de um cinema comercial feito para espectadores com idade mental de adolescentes, que querem tudo mastigado, explicado, e "Guerra Mundial Z", embora não seja nenhum "O Exorcista", ao menos tenta optar por soluções narrativas menos óbvias.
CineClick
"Guerra Mundial Z" é um thriller que garante duas horas de diversão sem maiores pretensões na sala de cinema. A aspiração, se é que houve, de oferecer um novo olhar sobre os filmes de zumbi, definitivamente, não teve êxito.
Cineweb
A produção é contida, graças a uma ingerência do estúdio para a classificação indicativa não restringir a audiência adolescente e, consequentemente, os lucros na bilheteria. Assim, nada de banhos de sangue, mutilações ou mesmo lutas viscerais entre infectados e humanos.
Critikat.com
Garantindo duas horas de espetáculo, "Guerra Mundial Z" não consegue impor uma personalidade, uma visão ou uma interpretação inovadora a esta figura emblemática do filme de terror. Ele é mais um blockbuster do que um filme de zumbis.
Diário de Pernambuco
Ao insistir na mensagem de paz entre os homens, entretanto, o filme exagera no humanismo, fica falso na tentativa de ser politicamente correto e perde uma das principais críticas sociais contidas nos clássicos do zumbinismo: o retrato do comportamento individualista do ser humano.
O Globo
Pitt interpreta com credibilidade seu personagem. E muitas cenas são recheadas de suspense e adrenalina, com sensação de perigo constante. Então, o que desandou em "World War Z" (no original)? Fez falta um cineasta que desse algum sentido a toda a ação turística que se vê na tela.
Omelete
Pode não ser o melhor filme de zumbis de todos os tempos, mas pelo menos tenta trazer ao desgastado gênero alguma novidade, não só no formato mas também nas interpretações (superpopulação, aquecimento global etc.).
Preview
Há complexidade nos personagens, e isso Marc Forster não perdeu [...] Mas algo acontece na etapa final, com resoluções abruptas e inverossímeis, que espanta pela falta de ousadia ...
The Hollywood Reporter
[O filme traz] uma porção de cenas impressionantes coladas uma ao lado da outra, ao invés de uma boa história convincente, mas essa produção gigantesca deve favorecer o estrelato de Brad Pitt.
Télérama
Portanto, "Guerra Mundial Z" não é completamente sangrento e grotesco como nós imaginamos um filme de terror. Também não é uma grande máquina hollywoodiana, mesmo que o lançamento publicitário nos faça pensar assim.
Veja
Apesar de ter um desfecho muito mequetrefe, na minha opinião, em parte porque planeja-se fazer mais duas continuações pro filme, "Guerra Mundial Z" surpreendeu.
Chicago Sun-Times
"Guerra Mundial Z" é como se alguém visse "Extermínio" e pensasse: "O filme é bom, mas seria melhor se custasse US$200 milhões, tivesse milhões de zumbis e um herói perfeito interpretado por Brad Pitt". O que é uma outra maneira de dizer que às vezes menos é mais.
Cineplayers
Se por um lado a obra não se arrasta, por outro esse foco quase exclusivo na ação também resulta em uma experiência emocionalmente estéril à plateia. O roteiro [...] parece ter sido escrito em total piloto automático.
Revista Interlúdio
O roteiro é eficiente. [...] O que mais podemos querer? Um diretor minimamente capaz, algo que Marc Forster certamente não é. Seu estilo é o de um esquartejador embriagado.
Screen International
Ao ignorar várias realidades geopolíticas, o filme perde a maior força do material de origem, e se transforma em apenas mais um blockbuster quase-pós-apocalíptico.
The Guardian
Este inchado e monótono filme de zumbis com Brad Pitt é mais um exemplo de Hollywood transformando um livro complexo em uma paródia bagunçada e agressiva da obra.
Zero Hora
O suspense foi trocado pelo susto puro e simples [...] e qualquer possibilidade de crítica política ou social acaba soterrada pelo ritmo de videoclipe impresso pelo diretor Marc Forster.
Estado de Minas
Tudo gira em torno das atitudes do herói. O problema é que ele nem tem tanto carisma. [...] O curioso é que, no caso de "Guerra mundial Z", o 3D foi pura firula, nada que possa acrescentar na experiência do espectador.
Chronic'art.com
"Guerra Mundial Z" tenta explorar a maturidade, talvez uma certa pós-modernindade do blockbuster, mas acaba voltando 20 anos no passado: quando vemos Brad Pitt lutando contra zumbis, temos a impressão de assistir a um remake mal-feito de Jurassic Park.