A Garota Dinamarquesa
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Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2016
Estas garotas dinamarquesas
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Quem é a autêntica garota dinamarquesa? Foi essa pergunta que martelou minha cabeça ao sair do cinema depois de assistir ao belo filme do diretor Tom Hooper, indicado em quatro categorias do Oscar 2016 e baseado numa história verídica. Em "A Garota Dinamarquesa", o pintor Einar Wegener (Eddie Redmayne) vive uma forte mudança de comportamento ao se assumir mulher por completo e tomar a difícil decisão de se submeter à primeira cirurgia de redesignação sexual registrada na história, isso na década de 20. Casado com a também pintora Gerda (Alicia Vikander), Einar vai se soltando aos poucos, dando vida à sua caracterização feminina, Lili Elbe, e mostrando um verdadeiro mundo novo para sua mulher. 

É nesse ponto que a figura de Gerda brilha ao lado do seu marido. Durante todo o filme, ela é a verdadeira figura da força, da compreensão, do entendimento, da gratidão. Tudo bem que a ardorosa mudança de vida - e a busca infinita pelo impetuoso consentimento da sociedade - é inteiramente do protagonista, que, mesmo naquele tempo em que pessoas "assim" eram taxadas como doentes, larga tudo o que construiu na sua vida pessoal e profissional para buscar a felicidade. Mas o que vi à sombra desta mulher já formada foi uma outra mulher determinada, ajustada, decidida a apoiar aquela figura que tanto ama até o fim. E, realmente, se não fosse por ela, Lili Elbe não teria nem uma imagem, enfim.

Por mais duras que as críticas surjam - o filme vem sendo polemizado por romancear e adocicar demais a história, que teria sido mais dura para seus protagonistas -, o fato é que a linha seguida pelo diretor (e pelo escritor David Ebershoff, que escreveu o livro homônimo no qual o filme foi baseado) é mesmo a de romancear a história. Tanto que notamos isso logo de cara pelo tom melodramático das cenas de abertura, em que paisagens dinamarquesas são ilustradas ao som de acordes de piano melódicos e sutis; e ainda na "descoberta" do protagonista ao se vestir com roupas femininas, a pedido de Gerda, e assim posar para ela no lugar de uma modelo ausente: o toque no tecido, o olhar de fascínio por se ver mulher, a vontade exacerbada de, enfim, assumir a tão sonhada mudança de gênero e chegar à sua plena harmonia íntima.

Nessa luta interior por equilíbrio, Einar, já transformado por dentro (principalmente) e por fora em Lili, volto a dizer: some ao lado de sua parceira. Apesar de Eddie Redmayne fazer mais um papel excepcional - assim como no ano passado, quando ganhou o Oscar pelo seu trabalho poderoso e detalhista ao interpretar Stephen Hawking, em "A Teoria de Tudo" - e seu personagem viver as amarguras e transformações de um transgênero, quem merece o título de "A Garota Dinamarquesa, pra mim, é Gerda. Ela enxergou o marido, o ajudou na sua transposição e conversão, conduziu a sua mutação e, ainda assim, mesmo com aquela gigante perda, lidou com a irremediável solidão. Sem contar que ainda era a chefe da casa, guiava magistralmente a sua própria carreira e aceitação, numa fase em que os sonhos dela se dissipavam e o de seu marido estavam em plena ebulição. Se o título original não for colocado no plural e dividido com ela, acho que não entendi o filme, não.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2016
A história é interessante, mas contada de uma forma muito linear e melosa demais que você acaba perdendo o interesse numas partes, apesar disso as atuações de Redmayne e Vikander são muito boas.
Chanice M.
Chanice M.

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3,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2016
A REPRESENTAÇÃO PROBLEMÁTICA DA TRANSEXUALIDADE
A Garota Dinamarquesa é um filme que está indicado ao Oscar de Melhor Ator esse ano, pela participação do Eddie Redmayne, vencedor do prêmio no ano passado. No filme, ele interpreta a personagem histórica Lili Elbe, considerada a primeira mulher do mundo a fazer a cirurgia de readequação sexual.

A obra vem sendo bastante aclamada por pessoas de fora da comunidade trans, que consideram o filme uma linda história de amor, um grande espetáculo de atuação do Eddie Redmayne e um importante marco social para a comunidade trans. A ilustração da vida de uma representante histórica transsexual em um meio cinematográfico de grande alcance, sendo reconhecido pelo maior evento de cinema do mundo, está permitindo que um imenso número de pessoas sejam tocadas e atingidas com a história de Lili Elbe.

Quando se faz parte de um grupo marginalizado pela sociedade e totalmente invisibilizado pelas Artes do Entretimento, é de se imaginar a transformação social que uma obra assim tem o poder de causar entre as pessoas. E é justamente por conta desse poder de mudança que todo cuidado no tratamento do filme ainda é pouco. A representação somente pela representação pode fazer muito mais mal do que bem. Pode desinformar mais do que informar. Aumentar a ignorância de um povo ao invés de acabar com os preconceitos há muito enraizados.

O primeiro questionamento envolvendo a transfobia no filme - e o mais debatido nas redes sociais - diz respeito à escolha de um homem cisgênero para representar uma mulher trans. Como muito texto já foi produzido sobre esse tema, principalmente pela própria comunidade trans, vou apenas indicar essa leitura que exprime totalmente a minha opinião envolvendo a questão.

Aqui, vou me limitar apenas a discutir os aspectos técnicos do filme como o enredo e a atuação do Eddie Redmayne: enquanto muitos elogiaram o seu desempenho, o que eu vi foi uma caricatura estereotipada do feminino. Sua atuação parecia tão forçada que me tirava da imersão do cinema, me lembrava a todo instante que eu estava assistindo a uma representação da Lili. O olhar, especialmente, foi a minha maior fonte de incômodo. (Cheguei até a me questionar se ele estava interpretando uma personagem com tique nervoso, que toda vez que entrava em contato com a sua feminilidade, começava a piscar e arregalar os olhos. Concluí que foi apenas uma atuação ruim mesmo, onde foi decidido que ser mulher se resume a ter um olhar de louca).

Sobre o enredo, foi perpetuado um falso conhecimento sobre a biografia das personagens e ainda mais danos foram causados em relação às questões da transexualidade - promovendo a manutenção da ignorância entre os espectadores menos familiarizados com o assunto.

Inicialmente, Lili e Greta são completamente apaixonadas e possuem um casamento exemplar, sem nenhum problema conjugal e, especialmente, sexual. Fica claro que Lili, antes da sua transição, ama e sente muito desejo por sua esposa Greta. Entretanto, sem qualquer tipo de explicação maior, após o início da sua transição, Lili não só perde o interesse sexual por Greta, como só tem olhos para outros homens. Percebe o problema? Há uma total confusão e junção entre identidade de gênero e orientação sexual, como se fosse tudo uma coisa só e são tratadas de igual maneira ao longo da obra.

Lili, enquanto vivia como homem na sociedade, sentia atrações por mulheres. Mas quando passou a viver como mulher, começou a gostar de homens. Simples assim e sem nenhum tipo maior de explicação. Esse é o nível de superficialidade da obra quando se tratando de assuntos tão delicados e é aí que mora o perigo desse tipo de "descuido".

Para além dessas questões, o que mais me surpreendeu é que o filme é muito mais empenhado em mostrar como a esposa, Greta, lida com a transição do marido do que na experiência do marido em si. É muito mais importante nos encantarmos com a pessoa elevada, compreensiva e aceitadora que era Greta do que sermos tocados pela história pessoal da vida de Lili. Nesse contexto, Greta que é a verdadeira "garota Dinamarquesa" do filme e a verdadeira protagonista dessa história. É o seu amor o que mais nos emociona.

Em suma, acredito que o principal defeito do filme está num roteiro mal elaborado e confuso, na falta de pesquisa histórica e no descuido com as questões transsexuais. Já nos outros aspectos em que o ele também foi indicado ao Oscar: Figurino, Design de Produção e Melhor Atriz Coadjuvante, eu acredito que o filme acerta nesses pontos e inclusive estou na torcida pela Alicia Vikander.

Convido a todos a conhecerem o meu blog!
Gabriela C.
Gabriela C.

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5,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2016
Um filme forte, impactante, digno de oscar de melhor filme, melhor ator e atriz coadjuvante. Uma história de emocionar do começo ao fim. Recomendo a todos!
Katia G.
Katia G.

10 seguidores 22 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de fevereiro de 2016
Esse filme merece ser visto, e seguramente vale o bilhete, não pela estória em si, que no seu complexo é muito simplesinha para um roteiro cinematográfico, mas sim, e ai está o valor de "A Garota Dinamarquesa" pela atuação de seus atores. A estupenda atuação de Eddie Redmayne ( que faz a transgender Lilli Elbe ) e da não menos maravilhosa atuação de Alicia Vikander ( a mulher e amiga de Lilli ) é que sustenta o filme e dá profundidade e densidade a trama, talvez mais ainda a atuação de Alicia Vikander, que ao meu ver constrói com mais sobriedade seu personagem, mas com uma profundidade marcante e comovente. Claro também vale a pena pela bela fotografia em tons que lembram muito pinturas do séc XIX, com cores marcantes e atmosfera intimista. Enfim, me encantou mais esses fatores que a estória em si, valendo a pena conferir em tela grande.
Sofia T.
Sofia T.

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4,5
Enviada em 19 de fevereiro de 2016
Filme maravilhoso e emocionante, ótima atuação e roteiro, além da história inspiradora. Vale a pena assistir.
Leonardo C.
Leonardo C.

4 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de fevereiro de 2016
um tema tão bom poderia ter sido executado de melhor forma. As atuações salvam esse longa, assim como a fotografia não deixa a desejar. Eddie Redmayne está incrível se comunicando com o olhar, mostrando o desejo, até sua transformação que é o momento em que perde o encanto retomando-o ao final do filme. Alícia vikander está excepcional, Rooney mara tem uma grande concorrência aqui. Personagens aparecem sem ter importância, se fossem retirados a história seria passada da mesma formar e outros não estão tão bons. É um filme que vale a pena ser assistido pelo ótimo tema e mensagem que carrega.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de fevereiro de 2016
Uma grande expectativa rondava este filme. Lembro-me que vários comentários surgiram nas redes sociais, há muitos meses atrás, ao postarem uma foto do ator Eddie Redmayne travestido de mulher. Muito se cogitou sobre indicações a prêmios mundo afora (o que foi concretizado, e mais do que justamente). Fiquei até curioso em ler o livro baseado na tal história do pintor casado com uma mulher e que se descobriria uma transexual, sendo a primeira pessoa a ser submetida a esta tão controversa e arriscada cirurgia de mudança de sexo. Einar (Redmayne, mais uma vez em interpretação tocante e irrepreensível) é um pintor casado com Gerda (Alicia Vikander, também em atuação excepcional). Certo dia, uma das modelos de Gerda não pode comparecer para que a artista dê os toques finais de um retrato, e então ela pede ao marido para usar meias femininas e cobrir-se com um vestido, em tom até de brincadeira, para que ela consiga concluir sua pintura. Só que a partir deste momento, o lado feminino de Einar ganha as formas de Lili. Obviamente se trata de algo que estava oculto e adormecido por muitos anos, e a partir deste momento foi “reaflorado”. A partir daí, um mundo de descobertas e tensão entre personalidades toma corpo elevando a vários questionamentos tanto de Einar quanto de Gerda. O filme tinha tudo pra ser excepcional. Parte técnica impecável, atores em atuações marcantes (e diria até memoráveis) e um tema interessantíssimo. Pena que não há profundidade em tudo isso. Todos os dilemas e incongruências ali retratados são apenas pincelados e romanceados. Há cenas incríveis, mas tudo parece amenizado de tal forma a ser tratado com uma leve história de amor de incompatibilidades. E o fato de eu estar lendo o livro, que é muito mais elaborado, complexo e pertinente, faz com que minha visão crítica sobre o filme não seja tão favorável. Várias importantes passagens do livro são amplamente simplificadas (algo que é até compreensível), mas que faz com o que o filme perca fluidez. Várias passagens, aliás, são alteradas numa frustrada tentativa de coesão narrativa. O filme está longe de ser ruim, afinal, é ainda assim um sensível retrato de um casal “diferente”, que age verdadeiramente por amor, mas que tem de enfrentar barreiras quase que sobre-humanas em busca de sonhos idealizados aparentemente inalcançáveis: o de Lili, se tornar fisicamente uma mulher, “matando” o seu lado “Einar” até então dominante; e o de Gerda, que ama incondicionalmente o marido e que se vê numa tremenda sinuca de bico, entre apoiar o sonho da pessoa que ama, e ter de ceder um futuro ao lado do grande amor de sua vida. É um belo filme, embora deveras romanceado, que poderia ter equilibrado melhor entre a boa intenção e a real execução de uma obra que poderia ser bem mais contundente.
Thiago C
Thiago C

172 seguidores 152 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2016
A redescoberta delicada (até demais) do eu interior sob o glamour europeu da década de 1920 e a cumplicidade inquebrável de um casal de pintores. Uma pena que Tom Hooper seja um diretor falcatrua e não trate a causa transgênero como deveria.
Chica B.
Chica B.

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4,0
Enviada em 17 de fevereiro de 2016
Fui assistir A Garota Dinamarquesa com a expectativa de quem vai receber um prêmio: Nervosa e muito, muito feliz por antecipação. Há meses que esperava por esse dia, então, natural que eu fantasiasse um pouco e me imaginasse saindo do cinema carregada por paramédicos após um choque de beleza ou algo similar. Só que.
Imagine uma pessoa que tem um cabelo lindo, brilhoso e sedoso, mas que passa 365 dias por ano com esse cabelo preso, escondido... Acha um desperdício, não é? Pois então, foi exatamente o que eu senti quando terminei de assistir esse filme.
A vida de Elinar/Lili e Gerda Wegener tinha TUDO para dar um filme assombrosamente inesquecível. O FILME! Mas não. Fizeram um filme bonito, emocionante até certo ponto, mas com gosto de café com leite de casa. Acho que a parte mais “tchan” nisso tudo foi na escolha dos atores (não consigo imaginar outros que fizessem tão bem). Eu sou fã enlouquecida do Eddie Redmayne e a diva da Alicia Vikander, que até então eu só conhecia pelos filmes “O Agente da U.N.C.L.E” (Guy Ritchie) e “Ex-Machina – Instinto Artificial” (Alex Garland), me deixou com o queixo caído. Ela foi, sem sombra de dúvidas, a calda do sorvete, a farofa no jantar, enfim, ela tornou o filme de fato ~~especial~~.
Mas recomendo. Na verdade, super recomendo. Esse filme tem uma importância muito grande e traz a tona um tema ainda ridiculamente polêmico de forma suave e bonita. Assistam!
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