Um filme que fala, acima de tudo, sobre amor, amar a si mesmo e saber aceitar como você realmente é. O filme é inteiramente carregado de emoção, a atuação do Eddie com certeza abrilhanta a obra.
A GAROTA DINAMARQUESA é um dos filmes mais tristes que vi na vida. Alguém que não se reconhece em seu próprio corpo é refém de uma tristeza sem tamanho e, talvez, sem fim. Contrariando a crítica especializada, posso dizer que o filme é estupendo e os atores, memoráveis. Cada fotograma é uma pintura, às vezes com uma escuridão que beira o sentido do intransponível, noutras vezes, luminosa como a esperança. Ao final, podemos compreender porque Lili (a personagem central e verdadeira) tornou-se um símbolo para os movimentos pró-transgêneros e, por que não, a favor de toda e qualquer diferença.
É um conto baseado em estória real tão profundo e cheio de mensagens, que, dificilmente você não se comoverá. Entre o conflito de ser e o de querer, a vida vai se desdobrando a ponto de os desejos mais profundos , no caso de tornar-se mulher criarem um conflito doloroso finalizando no que mais importa que é o amor e o cuidado. A atuação estonteante de Alicia Vikander ( que acaba ganhando óscar por este papel) e Eddie Redmayne também indicado - que só não ganhou o mesmo prêmio por que a atuação de DiCaprio estava em seu caminho - completam esta viagem deliciosa de sentimentos. Até alguém que tenha preconceitos profundos, poderá se valer deste trabalho afim de entender um pouco mais sobre a opção sexual de cada um que só lembrando, não é uma doença , mas sim uma verdade da existência. Confira, aprecie. É glorioso!
É um drama triste e meio louco. De repente o que era uma ideia engraçada se transforma num pesadelo sem igual. Pobre coitada dessa mulher. Quase fica louca com a doença do marido.
Não é a toa que esse filme dividiu a crítica especializada. Ele é baseado em uma historia real, do livro homônimo de David Ebershoff sobre a história do transexual Lili Helbe. O problema é que o que é mostrado para o telespectador não corresponde inteiramente a realidade. O roteiro sofreu brusca alteração e o que sobra é apenas cinema; e é exatamente aí o ponto alto do filme garota dinamarquesa. A produção é de primeira qualidade- fotografia, direção de arte, figurinos, trilha sonora. O ritmo é cadenciado e os atores interpretam tão bem seus papéis que é impossível não nos aprumarmos nas poltronas para prestarmos atenção nos seus personagens. Eddie Redmayne e Alicia Vikander são marido e mulher tão cúmplices nas suas loucuras e anseios que a garota dinamarquesa se torna uma grande diversão, suas cenas tem um erotismo bastante delicado e Vikander parece se excitar com as brincadeiras de travestismo do seu marido. Redmayne no início, não está bem adaptável ao seu personagem, não sentimos realmente uma alma feminina naquele corpo e quando o filme pede para que ele inicie realmente seus gostos pelo universo feminino, a sua interpretação do começo morre, para aí sim dar início ao processo de criação do personagem Lili. Embora o final seja bastante pegajoso e insatisfatório o resultado no todo agrada pelo exotismo e linda atmosfera nórdico-francêsa.
Em resumo, nunca vi nada igual no cinema. Inusitado, ameaçador e sensível, demasiadamente humano. Difícil esquecer, vai fundo na alma. Digno de um Oscar, atores de alta performance. Até o momento, melhor filme do ano.
Tom Hopper é certamente um ótimo diretor, entretanto parece que ele insiste em uma fórmula de direção que vale para todos os seus filmes. Assim como em O Discurso do Rei, um cenário londrino toma o pano de fundo, isso o faz ser um filme belo, mas nem um pouco empolgante. Salvo Alicia Vikander que faz um excelente trabalho numa personagem bem interessante e Eddie Redmayne que fica um pouco over em alguns momentos, mas, em geral, fica bem no papel de Lili, o longa é um dos mais fracos indicados ao Oscar.
A Garota Dinamarquesa é um filme ambicioso, conta com uma trama interessante e é bem divido em primeiro, segundo e terceiro ato. As atuações são excelentes, mesmo o Eddie Redmayne mandando muito bem, o destaque é Alicia Vikander, que merece ganhar o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. O filme às vezes apela em algumas cenas dramáticas, tem alguns momentos sem sentido na trama e poderia ser mais curto, mas é um bom filme com ótimas atuações.
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