A Garota Dinamarquesa
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4,3
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Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de dezembro de 2018
Ótimas atuações, tanto de Eddie Redmayne, quanto de Alicia Vikander. Um filme convincente e comovente ao mesmo tempo e também baseado em fatos reais. Realmente digno de Oscar. Vale a pena!
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
Imagine como seria ser um transexual na década de 30 na Europa. Já vimos em O Jogo da Imitação que ser homossexual não daria muito certo. Usando a mesma lógica...
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 974 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de janeiro de 2016
Um filme muito interessante, ainda mais por se tratar de fatos reais, do que possivelmente é um dos primeiros casos abertos de transexualidade. Um homem que totalmente à frente de sua época e em busca de sua felicidade, sem se importar com a sociedade e seus julgamentos, foge de diagnósticos absurdos e errôneos até mesmo pela falta de conhecimento e chega aos limites para se transformar completamente na sua essência. Por outro lado, ainda acompanhamos o sofrimento da coadjuvante que dividida entre seu amor incondicional e seus instintos femininos, apoia seu parceiro em toda sua jornada. Eddie Redhayne se aparenta mais uma vez um grande ator. Não se trata de sexo. Não tem promiscuidade ou homossexualidade. Temos uma pessoa trocada em seu íntimo, que expõe suas fraquezas, medos e confusões. Com um final triste, porém feliz em sua realização. Um legado histórico nasce aí. Fica uma parte de seu diálogo... "Deus me fez assim, a vida apenas me disfarçou".
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de março de 2016
Existe uma certa ambiguidade em cima do título A Garota Dinamarquesa, filme dirigido por Tom Hooper. Tem um determinado momento da obra, em que não sabemos se isso se refere à pintora Gerda Wegener (Alicia Vikander, em atuação vencedora do Oscar 2016 de Melhor Atriz Coadjuvante) ou ao seu marido, o também pintor Einar Wegener (Eddie Redmayne, em performance indicada ao Oscar 2016 de Melhor Ator).

A verdade é que a construção do relacionamento entre Einar e Gerda é o ponto mais positivo do filme. Tente se imaginar no lugar da esposa que ama profundamente o seu marido e que testemunha a coragem dele em vivenciar aquilo que ele escondeu dentro de si durante todo esse tempo. Tente se colocar na posição do homem que relegou, durante anos, os seus verdadeiros desejos; ao mesmo tempo em que ele vive um dilema interno enorme, por possuir um enorme carinho e respeito pela mulher que ele assumiu como sua companheira de vida.

Tudo isso é difícil, mas A Garota Dinamarquesa escolhe um caminho correto a seguir ao nos retratar toda a cumplicidade que envolvia Einar e Gerda, que dividiam, além da vida, a casa, a profissão, o amor, o apoio, a parceria e o companheirismo. A transformação de Einar em Lili nos é retratada de uma maneira bastante respeitosa por Tom Hooper, que entende que a sua personagem (bem como as pessoas que a rodeavam) possuem um tempo próprio para “aceitar” tudo aquilo que estava se passando.

Diretor competente, Tom Hooper entrega, com A Garota Dinamarquesa, um filme tecnicamente perfeito. Entretanto, Hooper perde a mão a partir do momento em que decide colocar Gerda e Einar, mesmo que temporariamente, em sentidos opostos. A força de A Garota Dinamarquesa vem do amor e do respeito que ambos tinham um pelo outro. Sem o apoio de Gerda, Lili nunca existiria. Uma sempre foi a extensão da outra.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 897 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de dezembro de 2025
A garota dinamarquesa é um drama histórico que contou com a direção de Tom Hooper e roteiro de Lucinda Coxon. O filme recebeu 4 indicações ao Oscar de 2016: Melhor figurino, melhor design de produção, melhor ator (Eddie Redmayne) e Melhor atriz coadjuvante (Alicia Vikander)- vencendo apenas a última indicação mencionada. Na trama, é ambientada em Copenhague de 1926, e acompanhamos os artistas Einar (Eddie Redmayne) e Gerda (Alicia Vikander) que são casados. Gerda convence Einar a se vestir de mulher para poder pinta-lo, porém aos poucos Einar passa a mudar sua aparência e deseja se transformar em uma mulher. A trama explora questões de sexualidade e identidade em um período passado, mas que ainda permanece bastante atual. O longa ainda oferece algo mais profundo que é a transexualidade, tomando como referência a primeira cirurgia transgênica da história. A direção prefere focar na relação entre Einar/Lili com Gerda, uma vez que a pintora não vai ficando confortável com as decisões de Lili. Pois o que tudo começou com uma “brincadeira “ e/ou mesmo porque as pinturas que Gerda fazia de Lili servia para alavancar a sua carreira. O roteiro derrapa um pouco em não desembocar em subtemas e fica em um verdadeiro loop mostrando Einar se tornando Lili para depois voltar a Einar. A maneira em que os médicos queriam tratar Einar, merecia um destaque até maior. A parte técnica está impecável, pois conseguiram reconstruir uma Copenhague de forma brilhante. Por fim, a performance de Redmayne está impecável e a única estatueta para o filme foi bastante merecida.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2016
A história é interessante, mas contada de uma forma muito linear e melosa demais que você acaba perdendo o interesse numas partes, apesar disso as atuações de Redmayne e Vikander são muito boas.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de junho de 2016
Transexual. Época. Delicado. Atuação. Dinamarca. Drama. Pintores. Suave. Triste. Quadros. Esposa. Situação difícil.
Sandro P.
Sandro P.

7.485 seguidores 572 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de fevereiro de 2017
Um filme bem produzido, mas esperava mais, o destaque do longa vai para a química e atuação do casal (Eddie Redmayne e Alicia Vikander), o figurino e a trilha sonora. Na minha opinião faltou emoção!!!
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de junho de 2016
Um filme super sensível, que em certos momentos parece uma pintura sobre tela, tamanha a sensibilidade para abortar o tema do transsexualismo. Conta a história da primeira pessoas a se submeter a cirurgia de troca de sexo. Excelente atuações de ambos os atores para contar uma história de amor, superação, enfim, o filme é imperdível com cenas marcantes e delicadas que não saem da cabeça. Uma OBRA DE ARTE para abordar o assunto. Palavras para definir o filme: SENSIBILIDADE, EMOÇÃO, AMOR, ARTE, DELICADEZA, enfim, IMPERDÍVEL
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de março de 2018
“Man into Woman”
A GAROTA DINAMARQUESA (The Danish Girl

O longa é dirigido por Tom Hooper (vencedor do Oscar por "O Discurso do Rei"), roteirizado por Lucinda Coxon e baseado no romance homônimo de David Ebershoff.

A Garota Dinamarquesa é uma cinebiografia de Lili Elbe (aqui interpretado magistralmente por Eddie Redmayne), que nasceu homem (Einar Wegener) e foi a primeira pessoa na história a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo.

O longa de Tom Hooper nos leva para dentro de uma Dinamarca na década de 1920 (com belos cenários e belos figurinos) e nos mostra a vida do casal de pintores Einar Wegener e Gerda Wegener (Alicia Vikander) em seu dia a dia. É muito interessante acompanhar a vida de Einar e a forma como ele encara as coisas, com seus diferentes tipos de visões sobre tudo. Nessa parte o roteiro acerta e muito bem, ao nos mergulhar em seus nuances, como sua descoberta como mulher. Uma coisa que me chamou muita a atenção no filme, foi o fato do roteiro se desenvolver de uma forma leve e serena, sem apelações emocionais, sem forçar demais em cima do drama.

Tudo funciona de uma forma muito peculiar e com detalhes minuciosos, como as descobertas de Einar em querer tirar e expor o que estar preso dentro de si, os pequenos detalhes de um simples toque sobre uma peça de roupa feminina, os olhares espantosos e assustados. Do meio para o final, o filme ganha cada vez mais um ar mais dramático e mais verdadeiro, o que de certa forma nos prende e nos chama cada vez mais para dentro do drama de Einar Wegener, juntamente com o drama pessoal de Gerda Wegener.

Eddie Redmayne está completamente irreconhecível, a forma como ele adentrou no personagem é simplesmente magnífica (eu fiquei embasbacado). Como não se surpreender com a entrega e a magnitude de Redmayne, com seus olhares, suas facetas, seus gestos, sua expressões. Uma atuação forte e muito segura, que se passava pelo indeciso e confuso Einar Wegener, para a singela e frágil Lili Elbe. Eddie Redmayne havia ganhado o Oscar de Melhor Ator em 2015 por "A Teoria de Tudo" e já no ano seguinte ganhou a indicação por "A Garota Dinamarquesa."

Alicia Vikander faz o papel da sua vida! Gerda Wegener completa Einar Wegener em todos os quesitos (é impressionante a química alcançada entre Vikander e Redmayne), desde a esposa dedicada e apaixonada até a amiga compreensível e absoluta. Gerda vive ao lado de Einar em seu dia a dia, desde o trabalho até a sua vida domiciliar, porém, ela carrega o peso do seu drama pessoal após cada descoberta de seu marido. O que de certa forma a deixa ferida e cada vez mais desconfortada, uma vez que a própria influenciava o marido a se vestir de mulher (como uma espécie de jogo como ela mesmo dizia no começo). Mas ela ficou ao seu lado em todas as fases, passando por todas as dificuldades, até o fim. Vikander também se entregou de corpo e alma pra personagem, com uma atuação muito verdadeira que lhe exigia momentos com mais dramaticidade e momentos mais alegres e carismáticos. O que lhe rendeu o seu primeiro Oscar em 2016 (merecidíssimo por sinal).

Portanto: A Garota Dinamarquesa é uma belíssima adaptação, que nos dar prazer em acompanhar cada cena com os mínimos detalhes possíveis. Com uma belíssima trilha sonora de Alexandre Desplat (que nos emocionava), e um final surpreendente e avassalador. [30/03/2018]
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