A Garota Dinamarquesa
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carlos d.
carlos d.

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4,0
Enviada em 5 de abril de 2016
Quando vemos um filme que aborda um tema tão polêmico e delicado como as pessoas transgêneras presupomos uma série de clichês que estão por vir. O preconceito, o esforço individual do protagonista, e umas pinceladas de crítica social. Mas A Garota Dinamarquêsa foge dessas armadilhas, não por medo, mas sim por que tem algo mais a dizer.
É um filme de amor. E mais do que isso: um filme de amor incondicional. O longa não joga na nossa cara que devemos pensar isso ou aquilo dos transgêneros, nem apela à humilhação física ou social sofrida por Lily. Mas com suavidade ele nos convida à entrar na intimidade de um casal que descobre, à duras penas é verdade, que o amor é plural. Não depende do sexo ou de sexo, e não é mais ou menos bonito por ser assim ou assado. Com uma mensagem tão clara e potente não há necessidade de questionar o preconceito, pois o filme desconstrói a qualquer ideia ou argumento que justificasse tal.
Redmayne nos brinda com a tradução dos dilemas intrapsiquicos inerentes de uma descoberta tão radical e reveladora, mas nos transmite no final o sentimento de ciclo completo. Lily pôde morrer no corpo em que sempre anseou viver, o corpo de uma mulher.
elias j.
elias j.

2 seguidores 12 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de janeiro de 2016
Drama verídico triste, mas ao mesmo tempo empolga com a boa atuação de Eddie, e ótima interpretação de Alícia, merecedora de um Oscar.
Elga Silva Porto
Elga Silva Porto

1 seguidor 79 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de dezembro de 2024
Achei o Filme com uma temática muito importante, apesar de se retratar no século XX é uma história que muitas pessoas se identificam agora no século XXI, onde preconceito com pessoas trans e homossexuais ainda é muito forte no mundo todo. infelizmente muitos ainda veem como doença.

O filme em si, nos ensina que podemos nos reencontrar, no caso de ( Einar) que Se "descobriu" como ( Lili) uma mulher mas na época a medicina ainda estava em avanço.

O fato de sua esposa (Gerda )o encorajar, mesmo que com medo de perde-lo aos poucos, pois (Lili )já não era mais seu marido (Einar), é algo interessante, pois "Lili" foi deixando sua vida e quis seguir sua nova vida, já Gerda, tentou seguir em frente, porém sempre cuidando e acompanhando Lili até o fim de sua vida. Gerda foi leal até o fim, mesmo sabendo que antes do final de "Lili" seu marido já havia partido.

Na minha opinião"Lili" pensou apenas em si mesma, deixou Gerda, mas Gerda não o deixou. Porém teve muita, mas muita coragem , por enfrentar e lutar por quem ela se tornou.
Anna P.
Anna P.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2016
Me emocionei muito com os diálogos bem construídos e bem humorados. A elegância, o olhar tímido e as piscadas de Lili. O brejo e no final, a cena quando a echarpe que ela tanto gostava voa, e sua fiel esposa e amiga diz para deixar voar. Lindo.
PEDRO LUIS DE F.
PEDRO LUIS DE F.

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de abril de 2016
A atuação de Eddie é surreal, dá para sentir sua dor , sua tristeza ,Alicia Vikander também está maravilhosa , o filme é bem feito ,lindas fotos , lugares maravilhosos , uma pena não ter relatado com originalidade a história , mesmo assim eu recomendo ! Para finalizar , nunca mais assisto o Oscar , por mais que o DiCaprio tenha feito um bom trabalho mais uma vez , não tem comparação em nível com o Eddie Redmayne , a academia e suas politicagens como em tudo , não acho justo.
Chanice M.
Chanice M.

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3,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2016
A REPRESENTAÇÃO PROBLEMÁTICA DA TRANSEXUALIDADE
A Garota Dinamarquesa é um filme que está indicado ao Oscar de Melhor Ator esse ano, pela participação do Eddie Redmayne, vencedor do prêmio no ano passado. No filme, ele interpreta a personagem histórica Lili Elbe, considerada a primeira mulher do mundo a fazer a cirurgia de readequação sexual.

A obra vem sendo bastante aclamada por pessoas de fora da comunidade trans, que consideram o filme uma linda história de amor, um grande espetáculo de atuação do Eddie Redmayne e um importante marco social para a comunidade trans. A ilustração da vida de uma representante histórica transsexual em um meio cinematográfico de grande alcance, sendo reconhecido pelo maior evento de cinema do mundo, está permitindo que um imenso número de pessoas sejam tocadas e atingidas com a história de Lili Elbe.

Quando se faz parte de um grupo marginalizado pela sociedade e totalmente invisibilizado pelas Artes do Entretimento, é de se imaginar a transformação social que uma obra assim tem o poder de causar entre as pessoas. E é justamente por conta desse poder de mudança que todo cuidado no tratamento do filme ainda é pouco. A representação somente pela representação pode fazer muito mais mal do que bem. Pode desinformar mais do que informar. Aumentar a ignorância de um povo ao invés de acabar com os preconceitos há muito enraizados.

O primeiro questionamento envolvendo a transfobia no filme - e o mais debatido nas redes sociais - diz respeito à escolha de um homem cisgênero para representar uma mulher trans. Como muito texto já foi produzido sobre esse tema, principalmente pela própria comunidade trans, vou apenas indicar essa leitura que exprime totalmente a minha opinião envolvendo a questão.

Aqui, vou me limitar apenas a discutir os aspectos técnicos do filme como o enredo e a atuação do Eddie Redmayne: enquanto muitos elogiaram o seu desempenho, o que eu vi foi uma caricatura estereotipada do feminino. Sua atuação parecia tão forçada que me tirava da imersão do cinema, me lembrava a todo instante que eu estava assistindo a uma representação da Lili. O olhar, especialmente, foi a minha maior fonte de incômodo. (Cheguei até a me questionar se ele estava interpretando uma personagem com tique nervoso, que toda vez que entrava em contato com a sua feminilidade, começava a piscar e arregalar os olhos. Concluí que foi apenas uma atuação ruim mesmo, onde foi decidido que ser mulher se resume a ter um olhar de louca).

Sobre o enredo, foi perpetuado um falso conhecimento sobre a biografia das personagens e ainda mais danos foram causados em relação às questões da transexualidade - promovendo a manutenção da ignorância entre os espectadores menos familiarizados com o assunto.

Inicialmente, Lili e Greta são completamente apaixonadas e possuem um casamento exemplar, sem nenhum problema conjugal e, especialmente, sexual. Fica claro que Lili, antes da sua transição, ama e sente muito desejo por sua esposa Greta. Entretanto, sem qualquer tipo de explicação maior, após o início da sua transição, Lili não só perde o interesse sexual por Greta, como só tem olhos para outros homens. Percebe o problema? Há uma total confusão e junção entre identidade de gênero e orientação sexual, como se fosse tudo uma coisa só e são tratadas de igual maneira ao longo da obra.

Lili, enquanto vivia como homem na sociedade, sentia atrações por mulheres. Mas quando passou a viver como mulher, começou a gostar de homens. Simples assim e sem nenhum tipo maior de explicação. Esse é o nível de superficialidade da obra quando se tratando de assuntos tão delicados e é aí que mora o perigo desse tipo de "descuido".

Para além dessas questões, o que mais me surpreendeu é que o filme é muito mais empenhado em mostrar como a esposa, Greta, lida com a transição do marido do que na experiência do marido em si. É muito mais importante nos encantarmos com a pessoa elevada, compreensiva e aceitadora que era Greta do que sermos tocados pela história pessoal da vida de Lili. Nesse contexto, Greta que é a verdadeira "garota Dinamarquesa" do filme e a verdadeira protagonista dessa história. É o seu amor o que mais nos emociona.

Em suma, acredito que o principal defeito do filme está num roteiro mal elaborado e confuso, na falta de pesquisa histórica e no descuido com as questões transsexuais. Já nos outros aspectos em que o ele também foi indicado ao Oscar: Figurino, Design de Produção e Melhor Atriz Coadjuvante, eu acredito que o filme acerta nesses pontos e inclusive estou na torcida pela Alicia Vikander.

Convido a todos a conhecerem o meu blog!
marcospenajr
marcospenajr

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de novembro de 2018
Dispor de si, não importa o fim

A cumplicidade, a mais pura cumplicidade é a liga que leva as pessoas a se revelarem uma para a outra, se influenciarem profundamente, adensarem seus desejos em comum, e construírem suas cenas conjuntas particulares. Casais podem alcançar níveis de companheirismo e admiração mútua que os levem a se amar intensa e verdadeiramente. Amor, não paixão. O afeto amigo, cuidadoso, dedicado, a vontade de apoiar o outro e ser a base para suas realizações. Os pintores dinamarqueses Einar e Gerda Wegener, que viveram na Europa no início do século XX, alcançaram esse amor. Tornaram-se extremamente cúmplices. Ele quis chegar a um ponto nunca tentado pelos seres humanos e que surgia como possibilidade em sua época, ela levou o desejo dele a ponto de ser não apenas o dela própria, mas uma tentativa artística de ambos.

Em "A garota dinamarquesa" nos é apresentado um casal apaixonado, amigo, que faz da sua vida a dois uma sucessão de momentos de prazer, experimentação, romance, alegria, paixão ardente, de torcida profissional e artística mútua. Ambos pintores, Einar já relativamente bem sucedido como artista, enquanto Gerda busca alcançar reconhecimento similar ao do marido. Conheceram-se muito jovens, quando alunos da "Royal Danish Academy of Fine Arts" em Copenhague na Dinamarca. Casaram-se em 1904, ele com 22 e ela com 19 anos. Feitos um para o outro, um homem que àquela altura já havia idealizado ser mulher e que foi se tornando loucamente aficcionado nesse seu desejo e uma lésbica.

Com uma interpretação fora de série de Eddie Redmayne (Einar) e também magnífica atuação de Alicia Vikander (Gerda), o filme consegue levar os espectadores a sentirem toda dor sofrida por ambos no processo de decisão do pintor de tentar se sentir uma mulher e passar por cirurgias para amputar sua genitália e construir artificialmente uma mimese de órgãos sexuais femininos. Foi algo como se o casal tivesse se unido para dar vida a uma obra de arte. Alguns anos antes de Einar e Gerda tentarem criar Lili, Oscar Wilde sabiamente afirmou: "A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida".

Tão emocionante e extremamente gratificante quanto as atuações dos atores principais é a fotografia do filme. O diretor de fotografia Danny Cohen realizou algo fenomenal, algo realmente raro e que nos impressiona, as cenas parecem ser construídas de quadros, pinturas que se sucedem. Verdadeiramente enchem os olhos e nos desafiam a encontrar uma única entre elas que não se assemelhe a um belo quadro e nos transmita as emoções nela contidas. Nada mais apropriado para uma narrativa sobre parte da vida de dos pintores. Cohen também atuou na mesma função em outros longas, destaque para "O discurso do rei" e "Os miseráveis", mas foi com "A garota dinamarquesa" que ele alcançou o nível de esplendor.

Tom Hooper fez um trabalho excepcional, também dirigiu os dois famosos longas citados acima, mas é com a história de Einar e Gerda que ele consegue fazer com que nos identifiquemos profundamente com a tristeza e a perturbação do casal Wegener. Desde que assisti "A garota dinamarquesa", fico me perguntando como Hooper filmaria a história de uma pessoa com Transtorno de Identidade de Integridade Corporal (TIIC).

Crítica disponível no meu site: http://marcospenajr.com/dispor-de-si-nao-importa-o-fim-dispose-of-yourself-no-matter-what-for-2/
Carlotha S.
Carlotha S.

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2016
A obra é muito delicada, sutil, o passar o do filme acontece e você não percebe.
O filme é leve, compreensível e ao mesmo tempo ágil demais. A interpretação de Eddie Redmayne e Alicia Vinkander são impecáveis, é possível sentir o sofrimento de Lili e Gerda no olhar dos artistas, a sensação de impotência, de nada poder fazer para mudar a situação. A dor que exala os poros é bem visível na ansiedade que Lili passa antes de mudar o rumo de sua história.
O final por incrível que parece nos comove, e olha que o autor nem explora muito o sentimentalismo do público, mesmo assim, lágrimas rolam, mas consolam. Pois as mentes abertas conseguem entender o quanto isso foi importante.
Há que se fazer uma reflexão a cerca de toda dificuldade que os transgeneros enfrentam desde décadas atrás.
Atual da Alicia (SENSACIONAL) e o Eddie (formidável)
JCarlos
JCarlos

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de abril de 2021
Filme excelente. Atuação sensacional de Eddie Redmayne e Alicia Vikander. A retratação dos conflitos de Einar e da tristeza da perda de Greta são perfeitos.
Mayara Rodrigues
Mayara Rodrigues

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de agosto de 2021
Um filme ótimo.Com atuações excelentes.Drama.Amor.Família.Luta.Filme impecável.Trata com muito respeito a história.Incrível.Ótimo filme李
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