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Fabrício Madureira
6 seguidores
55 críticas
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4,0
Enviada em 20 de novembro de 2017
Sem dúvidas, um bom filme. Aborda o tema de pessoas transgênero, com muita leveza e sensibilidade. O final é um pouco previsível, mas se encaixa perfeitamente na proposta do filme. Recomendo.
Filme bem tocante e delicado. Eddie se saiu tão bem, que parecia realmente feito para esse papel. O destaque vai para a Alicia que interpretou um papel muito difícil também de forma impecável.
O interessante desse filme é que ele promove uma discussão importante mas que no Brasil está totalmente nivelada por baixo, a identidade de gênero. Fora essa discussão o filme tem cenas muito bonitas e interessante, destaco a cena final. É impressionante o amor daquela mulher pelo personagem de Eddie. Ela ama aquela pessoa, aquele homem/mulher, mesmo ele não podendo corresponder as expectativas dela,
Muito doce a forma como a descoberta de Einar acontece.... Maravilhoso ator, realmente um filme muito recomendado para pessoas que tem sensibilidade em aceitar as diferenças de genero e,principalmente, que tem a intenção de entender as questões relacionadas ao tema...
Não gostei muito da crítica do Adoro Cinema. Quem escreveu falou mais do diretor do que de tudo. Achei que o filme se propôs a contar um romance e como tal tem seus clichês: a delicadeza do toque e a trilha sonora enriquecem o filme; cenas na chuva, crises existenciais, tudo corrobora para uma sensível história. Não vi problema algum nisso. O que eu acho que faltou no filme foi o enredo, que poderia ter sido mais denso. Eu dei uma pesquisada na história de Lili e achei bem interessante o fato de spoiler: Gerda ser lésbica, mas entendo os motivos, poderia confundir o público.
Outro fato interessante que deveria estar no filme é que foram várias cirurgias (ao menos cinco cirurgias), que foi notório na Dinamarca e ela conseguiu legalmente "ser mulher", acho que teria sido interessante ter colocado essa publicidade que a história ganhou na época, como a ex-pintora lidou com a curiosidade pública e, talvez com preconceito de ignorantes, já que transexualidade é tabu até hoje.
Por último, Lili morreu porque tentou implantar um útero, faltou ter deixado mais claro isso, ela morreu por querer ser mãe, e que já estava plena de certa forma, pois era uma mulher completa com um companheiro e tudo. spoiler:
Outra questão polêmica foi o fato de um ator cisgênero ter interpretado uma trans no cinema. Mas o Eddie Redmayne foi impecável, entendo que o cinema precisa ser mais inclusivo, mas colocar um ganhador do Oscar homem hetero para fazer um papel assim é desafiador também e claro, acaba trazendo mais holofotes para o filme. Entendo que o filme é tão desbravador quanto foi a história de Lili. Futuramente poderemos ter mais representatividade ainda no cinema e TV.
Confesso que quando descobri que Eddie Redmayne seria o ator principal desse filme fiquei com um pé atrás. Não gostei de sua atuação em Os Miseráveis e muito menos concordei com o Oscar de melhor ator por A Teoria de Tudo. Então assisti sem muitas expectativas. Não esperava tamanha surpresa.
Eddie Redmayne simplesmente se superou como Lili Elbe. Uma atuação impecável, emocionante e única. Isso sem apelar para a voz forçada e transitando mais que naturalmente entre as duas personalidades que vivem em seu interior. Além disso, Alicia Vikander que deu vida à Gerda Wegener também não fica muito atrás Seu Oscar foi mais que merecido.
Tom Hooper volta a mostrar que sabe o que faz com um filme tocante e lindo. Com uma trilha sonora perfeitamente sincronizada com a história, mas onipresente, o que pode incomodar alguns, mas não a mim.
Com um desfecho que quase me levou às lágrimas (e olha que isso não é nada fácil), The Danish Girl entra na minha lista de filmes favoritos.
Um filme que fala, acima de tudo, sobre amor, amar a si mesmo e saber aceitar como você realmente é. O filme é inteiramente carregado de emoção, a atuação do Eddie com certeza abrilhanta a obra.
Tom Hopper é certamente um ótimo diretor, entretanto parece que ele insiste em uma fórmula de direção que vale para todos os seus filmes. Assim como em O Discurso do Rei, um cenário londrino toma o pano de fundo, isso o faz ser um filme belo, mas nem um pouco empolgante. Salvo Alicia Vikander que faz um excelente trabalho numa personagem bem interessante e Eddie Redmayne que fica um pouco over em alguns momentos, mas, em geral, fica bem no papel de Lili, o longa é um dos mais fracos indicados ao Oscar.
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