A Garota Dinamarquesa
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Lúcio T.
Lúcio T.

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4,5
Enviada em 11 de julho de 2016
Quem realmente somos? Uma pergunta que aparece de vez em quando, despercebida (ou não) em sua mente, seja de tempos em tempos ou diariamente. E quando se trata deste questionamento, a resposta não é a mais fácil, aquela que todos sabem responder, não é o seu "você" social de todos os dias e sim sobre aquele ser que seus olhos enxergam, através do espelho, a sua alma e nela, sua felicidade plena! Seja aquele futebol que você ama de paixão mas nunca se atreveu a jogar por achar que não serve para isso, ou aquele amor que aprecias discretamente e loucamente sem se pronunciar com medo da rejeição, ou até mesmo a vontade de ser alguém livre, liberto de seu casulo há tempos criado pela sociedade. O diretor Tom Hooper (famoso pelo O DISCURSO DO REI de 2010 e OS MISERÁVEIS de 2012), juntamente com a roteirista Lucinda Coxon, resolvem nos presentear com esta belíssima obra cinematográfica, adaptada de um livro de David Ebershoff, que trata sobre descobertas, preconceitos, incertezas, sentimentos, determinação, compreensão. Assistimos partes da trajetória do primeiro transexual e já aviso aos "machos" de plantão: homem de verdade é aquele que sabe respeitar e até aprender com a diversidade, racismo é de algo ignorante, estúpido e atrasado, com medo de algo que desconhece (o famoso "bundão"). Que trama! E que drama..... Peculiarmente ousado em suas cenas, acho eu que Hooper não nos traz todo o conteúdo presente na literatura de Ebershoff (que eu não li), apenas o que achou relevante e isso explicaria alguns pequenos pulos temporais na história sendo que acontecera algo que, com certeza, teria alguma consequência. E que Fotografia tem, parecendo certas tomadas, pinturas como aquelas que o protagonista pinta e o torna conhecido. O lado bonito está em como o personagem tem coragem de seguir sua escolha e se transformar em seu "eu" no mais puro significado de ser autêntico. Já o lado dramático é em como é difícil assumir algo "fora dos padrões" naquela época (na década de 20, se bem que, até hoje é.....) e a angústia de uma mulher em perder o homem que ama, mas por tal carinho, o apoia até o fim, mesmo que seu coração esteja em prantos, até porque, em seu real conteúdo, amar é deixar ir, mesmo com aquele sentimento de dor, isso é o amor! E entenda, aqui temos uma pessoa que acredita ser uma mulher que nasceu em corpo de homem (com vontades de até ser mãe, por exemplo), o que difere de ser homossexual. Só achei uma situação meio conveniente no que diz a respeito do sucesso da esposa do protagonista (ou o diferente começou a ser apreciado, não sei). E que fantásticas as atuações de Eddie Redmayne (conhecido por mim em OS MISERÁVEIS de 2012, mas pelo mundo com a estatueta do Oscar de melhor ator pela performance em A TEORIA DE TUDO de 2014) e Alicia Vikander (conhecida por EX_MACHINA: INSTINTO ARTIFICIAL de 2015 e O AGENTE DA U.N.C.L.E. de 2015, caramba, essa moça trabalhou neste ano.....), que formam um casal que se ama de uma maneira que transcende seu conceito. Perfeitos em cada diálogo, caras e bocas. Ele, mais uma vez sendo espetacular (e nem é o Homem-Aranha) na personificação e sem medo de ser medido pelas mais taradinhas de Hollywood em mostrar seus dotes. Ela, além de sua beleza facial e corporal (.....voz do Candy Crush dizendo DELICIOUS.....), mostra o porquê ganhou o Oscar de Atriz Coadjuvante pela grande interpretação que faz. Mas seria mesmo ela a adjunta neste enredo? Tenho minhas dúvidas. Só sei que, se quiseres mexer "neste armário" para descobrir coisas, cuidado, você pode se surpreender com o que (ou quem) sair de lá...
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
Imagine como seria ser um transexual na década de 30 na Europa. Já vimos em O Jogo da Imitação que ser homossexual não daria muito certo. Usando a mesma lógica...
Jerffson B.
Jerffson B.

8 seguidores 80 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de junho de 2017
Filme surpreendente baseado em fatos reais...Excelente atuacao dos atores principais................
Sueli A
Sueli A

4 seguidores 56 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de janeiro de 2019
Filme que trata o tema da transexualidade de um modo delicado, sensível, esclarecedor. A atuação dos protagonistas está impecável. Direção primorosa. Prendeu minha atenção do início ao fim. Recomendo e assistirei novamente.
Lucas D.
Lucas D.

7 seguidores 24 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de abril de 2018
Delicado, sensível e muito triste. Uma história real que nos faz refletir sobre como julgamos e tratamos nossos iguais.
Frederico Coelho
Frederico Coelho

6 seguidores 37 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de julho de 2016
Complicado, Sensível, Instigante, Delicado, Emocionante. Em certos momentos, o filme com sua esplendorosa fotografia alinhada com um roteiro magnifico, te coloca diante de uma reflexão moral que de ser levada em consideração. Isto por que, o maior objetivo de A Garota Dinamarquesa é este, fazer com que reflitamos sobre nossos preconceitos a respeito da escolha sexual das pessoas. Confesso que em determinados momentos o filme nos confunde, e isto acontece exatamente porque está situação não é tratada com a devida importância pela sociedade atual. Imagina como devesse ser na época em que se passou o filme. E vamos ser francos, que atuação espetacular, digna de ser aplaudida de pé do ator Eddie Redmayne. Sabe por que ele não levou o Oscar de melhor ator? Simplesmente porque concorria com o extraordinário Leonardo Di Caprio, que também teve uma atuação primorosa em O Regresso. Se pudesse dividir a estatueta, certamente ele merecia também, mas Alicia Vikander, ganhou o Oscar como melhor atriz coadjuvante, o que a premiou com todos os méritos. Enfim, assistir ao filme foi uma experiência única, na busca de entender uma realidade tão pouco explorada no mundo cinematográfico. Parabéns ao diretor Tom Hooper pela coragem de retratar o tema e o faze-lo com tanta maestria.
Deia Rodrigues
Deia Rodrigues

6 seguidores 56 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2018
Um filme delicioso, com atuações brilhantes, bem desenvolvido e com linda fotografia. Pena que o final é tão triste.
grega
grega

25 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de janeiro de 2016
O interessante do filme é o conflito psicológico vivido pelo Einer/Lili, interpretado divinamente por Eddie Redmayne: os olhares, o movimentar das mão e o andar estão bem sutis condizendo com sua (re)descoberta de gênero. A atuação da Alicia Vikander foi na medida certa: forte, mas ao mesmo tempo com uma incrível dedicação à pessoa amada. Belo filme!
Mariela B.
Mariela B.

5 seguidores 31 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de maio de 2016
A aceitação é o primeiro passo para a felicidade! Foi revigorante poder assistir o que é a cumplicidade do amor genuíno, aquele que é capaz de se colocar no lugar do outro...alteridade!
Gabriel B.
Gabriel B.

4 seguidores 41 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de fevereiro de 2023
Esse filme é ótimo. É uma cinebiografia de uma pintora que é casada com um cara que se vê como uma mulher, resumindo: É a história da primeira transexual ou uma das primeiras.
Agora, é o seguinte: Se hoje em 2023 em pleno século XXI isso ainda é um tabu e não adianta vir com mimimi porque É imagine então no começo da década de XX o burburinho que isso não deu.
No começo o casal faz uma brincadeira ele se veste de mulher, ela de homem e para a mulher isso não mudou nada, mas para o cara isso mudou TUDO e ele começou a se ver como uma mulher e como se não bastasse ele se submete a mudança de sexo.
Posso estar parecendo preconceituoso, sei que esse post provavelmente não será publicado mas temos que entender que o tempo era outro, não se falava abertamente sobre essas coisas no início do século XX era uma sociedade MUITO conservadora e uma coisa dessas era INACEITÁVEL naquela época. O filme é ótimo mas tem quase 2 horas de duração.
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