Extermínio 3: A Evolução
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2,6
208 notas

63 Críticas do usuário

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NerdCall
NerdCall

60 seguidores 485 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de junho de 2025
Quando um clássico retorna após quase duas décadas de silêncio, a empolgação do público é inevitável. E no caso de Extermínio: A Evolução, ela veio turbinada pelo retorno de dois nomes fundamentais da franquia original: o diretor Danny Boyle e o roteirista Alex Garland. A promessa era de um novo marco dentro do subgênero de infectados, agora com o respaldo de um elenco estrelado — Aaron Taylor-Johnson, Jodie Comer, Ralph Fiennes e a revelação Alfie Williams — e uma estética mais moderna, como já dava a entender o trailer impactante que tomou conta da internet. Mas o que poderia ser uma explosão cinematográfica acaba se revelando uma narrativa arrastada, confusa e, por vezes, contraditória.

O filme deixa claro, desde os primeiros minutos, que não quer apenas ser uma sequência direta dos anteriores, mas sim o pontapé de uma nova trilogia. A intenção até pode ser compreensível — o mercado atual adora franquias —, mas o problema está em como isso é estruturado. A trama gira em torno de uma família isolada em uma ilha do Reino Unido, décadas após a primeira contaminação. Jamie (Taylor-Johnson), sua companheira Isla (Comer) e o filho adolescente Spike (Alfie Williams) vivem nesse cenário quase pós-apocalíptico, onde uma pequena civilização tenta se manter viva em meio ao caos. O foco parece ser a relação entre pai e filho, mas o roteiro nunca se decide sobre qual história quer contar: a dinâmica familiar ou a nova ameaça dos infectados.

Essa indecisão narrativa faz com que o longa se arraste. Os eventos importantes são espaçados e a construção dos personagens é rasa. A relação entre Jamie e Spike, que deveria ser o motor emocional do filme, soa pouco crível. A diferença geracional entre os dois não convence como vínculo de pai e filho, e a química entre os atores pouco ajuda nesse sentido. Além disso, o filme não se preocupa em preencher o vazio de quase 30 anos entre os acontecimentos dos filmes anteriores e os eventos atuais. Uma única fala menciona que a infecção ficou contida no Reino Unido, e é isso. A decisão de ignorar os acontecimentos de Extermínio 2 poderia ter sido interessante se houvesse algum esforço em mostrar como essa sociedade isolada evoluiu — mas não há.

O roteiro tenta dividir o filme em duas linhas narrativas: a primeira, mais contemplativa, apresenta a situação da família, a dinâmica entre eles e as ameaças que rondam a ilha. Essa parte até tem momentos de tensão, com novos tipos de infectados sendo introduzidos — os chamados "rastejantes" e os “alfas” — e visuais fortes que remetem à brutalidade do original. No entanto, a brutalidade aparece de forma muito pontual, quase comedida, como se o filme tivesse medo de abraçar totalmente a essência que tornou o primeiro tão marcante. Técnicas como o uso de câmeras de iPhone para criar efeitos de bullet-time até chamam atenção visualmente, mas rapidamente perdem o impacto. A sensação é de que a escolha estética está mais preocupada com o marketing do que com a narrativa.

Na segunda metade, a trama muda de direção com a chegada de personagens vindos de fora do Reino Unido, o que abre espaço para o conflito entre mundos completamente distintos. Lá fora, a civilização evoluiu. Aqui dentro, tudo está congelado no tempo. Esse choque de culturas até gera bons momentos, com alívios cômicos e reflexões interessantes, mas novamente não vai a fundo. O foco muda para Spike, que parte em busca do Dr. Kelson (Ralph Fiennes) numa missão quase suicida para salvar a mãe. É aqui que o roteiro mais se sabota. Spike, que horas antes mal sabia se defender, subitamente se transforma num herói destemido, capaz de atravessar regiões perigosas repletas de infectados. A mudança é tão brusca que quebra totalmente a suspensão de descrença e esvazia o peso dramático da jornada.

O filme passa a sensação de que os personagens tomam decisões ilógicas apenas para fazer a história andar. Muitas escolhas são apressadas e mal justificadas. O simbolismo que o roteiro tenta empurrar na reta final soa forçado, e a mudança de tom entre os dois atos é tão brusca que parece se tratar de dois filmes diferentes. No meio disso tudo, é Alfie Williams quem realmente segura o filme. O jovem ator entrega uma performance surpreendente, carregando emoção, intensidade e presença. Sua cena com Ralph Fiennes, por exemplo, é um dos raros momentos em que o filme atinge alguma profundidade emocional.

Visualmente, o filme acerta. A fotografia é consistente, especialmente nas cenas em ambientes fechados, onde o medo da proximidade com os infectados é palpável. Em espaços abertos, o uso da luz e da profundidade cria a constante sensação de que algo está à espreita, prestes a atacar. A trilha sonora também funciona como um complemento bem dosado, sem exageros, mas sempre presente para manter o clima de tensão.

Mas no fim das contas, Extermínio: A Evolução parece mais preocupado em pavimentar o caminho para as próximas sequências do que em contar uma boa história por si só. É um filme que tenta emular o impacto do original, mas falha em praticamente todos os aspectos emocionais e narrativos. A trama é inconsistente, os personagens pouco desenvolvidos, e a tentativa de modernizar a fórmula fica mais na intenção do que na execução. Para uma produção que carrega nomes como Danny Boyle e Alex Garland, o resultado é decepcionante. E se nem eles conseguiram fazer a reinicialização funcionar, fica difícil acreditar que os próximos capítulos consigam.
Brenda Cavalcante dos Santos
Brenda Cavalcante dos Santos

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 20 de junho de 2025
Ai, eu nem tenho palavras para descrever...
Estava aguardando esse filme a muito tempo, estava muito ansiosa. Sai da sala de cinema decepcionada.
Sinto que venderam um filme diferente para as mídias.
É confuso, cenas sem sentido, sons exagerados, um jogo de câmeras sem sentido que não quiseram (ou não conseguiram) sustentar pelo resto do filme (ainda bem...)
O segundo ato do filme foi bom, mas nada realmente interessante.
E o final, Deus, eu nem quero falar daquele final.
Para mim foi um desperdício de tempo e dinheiro.
Thiago Petherson
Thiago Petherson

168 seguidores 259 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 19 de junho de 2025
Não tenho palavras pra expressar minha decepção com esse filme. Fui assistir na estreia, movido pelo fato de ser fã da franquia e também pelo trailer, que prometia um filme bem interessante. Mas esse terceiro filme conseguiu ser o pior da franquia.

Os personagens tomam decisões completamente inverossímeis, e o roteiro é ruim (tenta utilizar de referências e ligações com filmes anteriores, mas nada disso é aproveitado de forma convincente). Só usa o universo de "Extermínio" como pano de fundo, sem se aprofundar em absolutamente nada. Os atores até se esforçaram, mas com um roteiro tão fraco, fica difícil.

E nem a trilha de "Boots", que foi usada com muita competência no trailer e criou expectativas, escapa da bagunça. No filme, ela é jogada num momento totalmente aleatório, sem impacto algum.

Sinceramente, é difícil acreditar que a direção seja a mesma do primeiro filme. Esperei muito por esse filme, mas fiquei com vergonha ao sair da sala do cinema.

Ah, e o que foi aquele final bizarro ? Meu Deus!
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