O novo filme, 28 Years Later, conhecido no Brasil como Extermínio 3: A Evolução, chega aos cinemas com a difícil missão de revitalizar a franquia. E, no geral, ele faz um trabalho decente, entregando uma experiência de terror que, embora seja familiar, é eficaz. Para os fãs do gênero e da série, a sensação é de estar de volta em casa, mesmo que a casa tenha uma mobília um pouco gasta.
O ponto forte do filme é, sem dúvida, a tensão. A forma como ele constrói a atmosfera de perigo é louvável. As cenas de perseguição são bem-feitas, a maquiagem das criaturas é convincente, e o som te mantém sempre alerta. É o tipo de terror que te faz prender a respiração e te assusta com eficiência. A trama principal, sobre o grupo de sobreviventes tentando encontrar um refúgio, é um clichê, mas funciona. É um filme que, em grande parte de sua duração, te mantém engajado e curioso sobre o que vai acontecer.
Um final que não cumpre a promessa
No entanto, o filme tropeça justamente onde não poderia. O final simplesmente não funciona. Depois de uma construção de tensão e suspense sólida, o desfecho parece apressado e, para mim, anticlimático. É como se a história estivesse caminhando para um clímax épico, mas de repente resolvesse pegar um atalho. A resolução é morna e não honra a jornada dos personagens. Em vez de nos deixar com uma sensação de triunfo ou desespero, o que sobra é uma leve decepção.
Em resumo, 28 Years Later é um filme mediano. Ele cumpre o que promete durante a maior parte do tempo, entregando um terror de qualidade, mas não consegue se destacar por causa de um final que não está à altura do restante da produção. É um filme para ser assistido sem grandes expectativas e para ser apreciado pelo que ele é: uma continuação que diverte, mas não choca.