O Irlandês
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4,3
768 notas

110 Críticas do usuário

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34 críticas
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Alessandro V
Alessandro V

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4,5
Enviada em 13 de dezembro de 2019
Um filme brilhante de Martin Scorcese, um retrato fidedigno da história da Máfia nos EUA em paralelo comuma das muitas historias a serem contadas ainda.
Não dou 5 estrelas pq considerei a atuação do AL PACINO uma mesmice do que ele vem fazendo ultimamente, quis parecer ser tão mafioso que tornou-se apenas uma caricatura da realidade. DE NIRO novamente espetacular, conduz a historia de uma forma que 3h30m de filme passaram rapidamente!
Arthur
Arthur

5 seguidores 85 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2022
2019 foi um ano interessante. Não só foi o grande encarceramento de uma década, mas também foi uma bela sina para amantes de cinema e demais outros meios de entretenimento; tivemos neste ano o lançamento de pequenas Obras-Primas subestimadas como 'Rocketman' e 'Ártico', tivemos o segundo capítulo da promissora carreira dos três cineastas mais interessantes do cinema de horror atual, com os novos filmes de Robert Eggers, Jordan Peele e Ari Aster; filmes que fizeram muito dinheiro na bilheteria deixando um mar de polêmica no processo como 'The Lion King' e 'Joker', teve final divisor de 'Game of Thrones', foi o ano de lançamento do primeiro longa-metragem não estadunidense à ganhar o Oscar de Melhor Filme; o ano em que o Adam Sandler quase foi indicado ao Oscar de Melhor Ator; foi tanta coisa à acontecer, que eu julgo que até mesmo filmes objetivamente ruins daquele ano foram no mínimo obras interessantes de se discutir.

Mas aí vem, 'The Irishman', o grande lançamento de Martin Scorsese. e também o que eu acredito ser o grande feito cinematográfico daquele ano, e vou além ao afirmar que este filme já é um verdadeiro clássico moderno... mas vamos por partes. Baseado no livro não-fictício 'I Heard You Paint Houses', publicado pelo advogado e investigador Charlie Brandt em 2003, o roteiro de Steven Zaillian se concentra em Frank Sheeran (Robert De Niro), um condecorado veterano da Segunda Guerra que passou a trabalhar como caminhoneiro nos anos seguintes. Tudo muda, no entanto, quando ele conhece o mafioso Russell Bufalino (Joe Pesci), de quem se torna colega íntimo e que eventualmente o transforma em cobrador/assassino da Máfia nova-iorquina. Mas não é só: Bufalino, por sua vez, apresenta Frank ao renomado Jimmy Hoffa (Al Pacino em sua primeira parceria com Scorsese, curioso isso ter demorado mais de 40 anos para acontecer), presidente do sindicato nacional de caminhoneiros, os Teamsters. Aproximando-se cada vez mais do protagonista, Hoffa o eleva a líder sindical – e seu destino… bem, quem conhece a história real talvez já tenha uma noção, mas mesmo assim vou manter em sigilo aqui.

A ideia de envelhecimento é algo muito complicado, pois no fundo todos sabemos que isso chegará à nós um dia, aí nós perguntamos como será que isso deve ser lidado pra um autor como Scorsese, que já está na casa dos 70, o cineasta sempre foi conhecido por sua versatilidade, ele já dirigiu grandes estudos de personagens, histórias de gângster, biografias, horror psicológico e até histórias infantis sobre a mais pura Inocência. Mas acima de tudo, ele sempre foi marcado pela sua clássica narrativa, onde o vemos contar a ascensão de homens fortes, onde acompanhamos à sua trajetória seguindo por uma narração em primeira pessoa, que basicamente serve para romantiza a vida destes homens, até que Scorsese apresentar a realidade dua e crua onde vemos queda destas personagens, com o longa encerrando com o nosso protagonista carismático literalmente terminando na merda. Uma narrativa bastante atraente para os padrões dos anos 70-80, e que hoje percebe-se como sendo uma legítima desconstrução do conseito de patriarcado e masculinidade tóxica por parte de Scorsese.

Se em 'The Wolf of Wall Street ' Scorsese subverte este conceito a partir da sátira áspera e do exagero, em 'The Irishman' isso é desconstruido à partir da mais pura e alto-reavaliação, pois o longa é em essência uma grande discussão sobre o seu próprio autor, os seus vícios, desgastes, e méritos, e principalmente o envelhecimento; foi-se todo aquele sarcasmo e entusiasmo juvenil de 'Os Bons Companheiros', e chega uma áurea melancólica, dentro de uma história sobre o que é envelhecer e encarar os seus maiores arrependimentos, se uma hora a violência era longa, bruta e o prato principal, hoje ela é rápida, esguia e vista por relance, se uma hora o suposto final trágico de sua protagonista era o ponto de encerramento, hoje é uma abertura para um epílogo, mostrando o que após o fundo do poço vem a vida, pois as vezes, a solidão pode ser pior que a morte.

Ao reavaliar o conseito de fazer uma Obra-Prima, Martin Scorsese faz uma Obra-Prima. Como uma linda música de final de ano. Isso meus amigos, é apenas cinema, sem autoindulgencias, sem parques de diversão, sem discursos vazios proporcionados a partir de uma visão adolescente do que é uma obra intelectual. Apenas cinema em sua pura essência. E é por este e muitos outros motivos que 'The Irishman' foi o filme que fechou o cinema dos anos 2010 com chave de ouro.
AlesonRezende
AlesonRezende

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4,0
Enviada em 21 de janeiro de 2020
Que filme...!
Quando você menos percebe você já está dentro dele, dentro daquela realidade.
Realmente, O Irlândes te faz ter uma visão bem ampla e realista daquele cenário "mafioso".
Apesar de ser um filme bem lento, você nem percebe o tempo passando.
Não tem um bom drama, ou uma boa comédia, apenas nos conta uma história bem realista de um senhor cheio de ressentimentos e arrependimentos.
É como se ele estivesse contando a história de sua vida para nós.
(Nota 8/10)
Gabriel Santos
Gabriel Santos

5 seguidores 38 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de novembro de 2020
É um filme bom, com ótimas atuações e que prendem o espectador por tantas horas principalmente por causa dos que atuam, já que a história não é tão chamativa para prender alguém por tanto tempo em frente a tela.
Roberto Vasco
Roberto Vasco

4 seguidores 35 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 16 de maio de 2020
Saco. Esses filmes de Scorsese são todos iguais. Homens de casaco escuro de terno escuro e de chapéu escuro e caras iguais. Creio quem ninguém entende nada ou talvez muito pouco da historia. Esqueci dos tiros, todo mundo atira em todo mundo, todo mundo tem cara de mau e poderoso. Um saco.
Davi Dutra
Davi Dutra

3 seguidores 26 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de abril de 2020
Simplesmente Incrível junto com Taxy Drive é o melhor filme do Scorcese, é uma versão melhor de Os Bons Companheiros
Lucas Henrique
Lucas Henrique

2 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de agosto de 2020
Scorsese, Al Pacino, Joe Pesci, Robert de Niro. Eis a receita para um filme de máfia espetacular, três horas parecem minutos. Você pinta casas?
Carlos Eduardo
Carlos Eduardo

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5,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2025
O filme é sensacional. Um dos melhores. Embora vc encontre aqui comentários depreciativos, eu digo que esse tipo de filme nunca mais veremos após essa geração de atores partirem! O que dizer de quem não gostou? Devem gostar de Titanic por exemplo. Simplesmente, isso não é filme para "qualquer um"; é filme para pessoas que gostam e apreciam o ótimo filme. Infelizmente não veremos mais filmes como este em breve. Os atores do filme trabalham "brincando", são os melhores.
Sérgio Raul
Sérgio Raul

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 25 de agosto de 2024
Um filme que só mostra o quanto Martin Scorsese se perdeu no caminho, já conseguimos ver um pouco disso em O Lobo de Wall Street, que apesar de ser um baita filme, também peca em alguns pontos, principalmente no quesito "encher linguiça", e em O Irlandês podemos tirar a prova, um filme longo, que poderia ser muito bem contado em 1 hora, bons atores, porém que não condizem com seus respectivos papeis, como, por exemplo, Robert De Niro, que é um amigo de longa data de Martin, mas que não faz sentido algum sua escalação para seu personagem, muitas vezes enquanto assiste, pensa: ei, ele não é velho demais para fazer esses movimentos? O filme já é melhor que 90% do que temos hoje, mas ainda assim não parece que foi feito pelo Cineasta, e sim algum fã querendo replicar as antigas obras como: em Os Bons Companheiros, e Cassino.
Giedre Marllyne O.
Giedre Marllyne O.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de dezembro de 2019
Assisti ontem à noite, esse filme...Impactada! Foram três horas e meia , sem ir ao banheiro, sem beber água, e quase sem fôlego! Adoro história, e sou fanática por cinema. Obviamente, em livros, documentários, outros filmes, essas 'personagens' já apareceram e suas estórias foram narradas...Mas, nada comparado ao que Scorcese, nos presenteia!Atuações magistrais! Fotografias, diálogos,edição,jogos de câmeras...Clubes, ruas,bairros:trabalho minucioso! UFA!!! Até agora, sob os efeitos da obra...Agora, a quem entregar o "Oscar"??? De Niro,Pesci,Pacino...??? Todos:excepcionais!!!Viscerais!!! Vale cada segundo...Verei de novo, tentando ser mais fria e distante :será possível???A homenagem ao Brasil, totalmente necessária e merecida! Naqueles tempos "áureos", realmente o nosso país, mandava muito bem!É um elo, que não caberia outrem...Sem soiler!!!
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