Mary & Max - Uma Amizade Diferente: Críticas - Página 12
Mary & Max - Uma Amizade Diferente
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Marcia M.
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5,0
Enviada em 17 de abril de 2013
Maravilhoso! Mostra como as amizades podem ser reais e livre de interesses . Não recomendo para crianças. É um filme criado para adultos. Instiga à reflexão sobre quão verdadeiras são nossas amizades e como lidamos hoje em dia com os deficientes. Excelente
Já faz tempo que os grandes estúdios, como a Pixar e a Dreamworks, provaram ao mundo que “desenho” está longe de ser só coisa de criança. Produções como Shrek, Carros, Madagascar e Toy Story 3, recheadas de insinuações e “piadinhas” claramente voltadas para o público adulto, estão aí para deleitar e fazer rir esse povo estressadinho que, cá entre nós, precisa mesmo de uma boa dose de entretenimento para relaxar e se esquecer um pouco dos problemas rotineiros.
Contudo, não são só os mega-estúdios que se dedicam à produção de filmes de animação. Tem muita coisa boa por aí produzida de forma independente ou através de estúdios menores e sem muito prestígio, mas que merecem nosso total respeito e nossa atenção. É o caso do mais que excelente Mary e Max, Uma Amizade Diferente, escrito e dirigido pelo australiano Adam Elliot.
Mary e Max é, de acordo com a definição do próprio diretor, uma “clayography” (do inglês clay, termo popularmente utilizado para definir a plasticina, material moldável com o qual são feitos aqueles bonequinhos fofos dos filmes em stop motion + biography), ou seja, uma animação baseada em uma história real. Só isso deveria ser motivo suficiente para atiçar a curiosidade de qualquer um, certo? Mas essa não é uma clayography qualquer e supera quaisquer expectativas por seu roteiro excelente, repleto de falas e diálogos divertidíssimos, e sua técnica simplesmente linda, que agrada os olhos e dá aquela sensação de “pô, como é que os caras conseguem?”.
O filme traz a história cativante de uma amizade absolutamente inusitada entre Mary, uma menina de oito anos que tem uma marca de nascença “cor de cocô” na testa e mora com os pais – perturbadíssimos – nos subúrbios de Melbourne, na Austrália, e Max, um nova-iorquino judeu e obeso, que sofre de um mal conhecido como síndrome de Asperger – sim, eu também nunca tinha ouvido falar nesse transtorno até assistir ao filme – e é viciado em cachorro-quente de chocolate. Uma amizade por correspondência que começa por acaso, quando Mary escolhe Max aleatoriamente em uma lista telefônica de Manhattan para ser seu melhor amigo, e dura 20 anos – mais do que muitas amizades “de carne e osso”.
Com direito a ataques de pânico, crises de depressão, adultérios homossexuais, tentativas de suicídio, brigas, reconciliações e todos os altos e baixos tão comuns nos dias de hoje, Mary e Max traz, de maneira muito divertida, toda a história das idas e vindas de uma das amizades mais sinceras e bonitas que eu já vi. E o melhor: maximizada pela beleza e pela magia do stop motion. Uma coisa linda.
Uma animação de stop motion de massinha em sépia e preto e branco... Confesso que quando ví que o filme seria assim desanimei um pouco; achei que seria um filme infantil... Mas eu - como muitas outras pessoas, imagino - me enganei e subestimei o filme.
É interessante como o filme trata de temas tão serios - alcolismo, bullying, suícidio, morte, depressão e outros problemas psicologicos - e ao mesmo tempo é narrado e desenvolvido de forma tão simples e inocente; isso me chamou muito a atençao, nunca ví algo assim em outros filmes. Acho que posso dizer que o 'formato' do filme em relação ao tema é tão improvavel quanto a amizade de Mary e Max, dois personagens que cultivam uma amizade forte e verdadeira apesar da distancia, da grande diferença de idade e da maneira inusitada como se conheceram. A historia é muito cativante e retrata uma amizade muito bonita onde cada um mostra o que é de verdade e não há preconceitos, egoísmo ou orgulho. Vale a pena ver.
Simplesmente adoro este filme, ele retrata como uma amizade pode superar as diferenças e limites de cada um... Considero uma animação para adultos, pois tem um ar triste que vai desde a falta de cores até o sofrimento passado pelos personagens principais.
...Adoro desenho para adultos!!!! Esse é um dos últimos que assisti. Com um aspecto cinzento o filme inteiro, a pequena Mary se depara com as dificuldades que a cercam (mãe problemática, falta de amigos na escola), mas ela sozinha consegue resolver seu maior problema. Isto é o melhor do filme, com uma atitude simples e ingenua ela consegue se resolver na vida em vez d cair no desespero!!! A Mary é d+!!
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