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Lwidge Elian O
19 seguidores
1 crítica
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5,0
Enviada em 11 de dezembro de 2018
Luca Guadagnino continua a surpreender e mal deixa seus seguidores descansarem e ainda elogiarem o excelente “Me chame pelo seu nome” com seu novo filme “Suspiria”, definido erroneamente pela mídia como um remake que na verdade deveria ser sinônimo de uma só palavra: homenagem. Aqui Luca explora o terror, o grotesco e o subjetivo, mas de uma forma linda que em cada frame o espectador encontra-se diante de uma pintura, que por mais fortes que sejam não é possível desviar o olhar da grande tela. Porém, aviso para os amantes de terror B, este não é um filme de sustinhos gratuitos e coisas fúteis do gênero, o que talvez seja a grande vitória do mesmo por não se entregar ao ordinário. Ao contrário, é um trabalho claramente feito por um amante da sétima arte e do filme de Dario Argento, trazendo inovações e respeitando sempre, porém sem se prender, o original. “Suspiria” de Luca Guadagnino pode ser considerado facilmente como um dos melhores filmes de 2018 e quiçá já tenha seu lugar no panteão dos clássicos modernos.
Ame ou deteste, mas é formidável. Belo e perturbador o filme Art-horror que cria uma releitura do clássico de Dario Argento de uma forma bem particular, sublime e brutal.
Susie Bannion (Dakota Johnson), uma jovem bailarina americana, vai para a prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim. Ela chega assim que Patricia (Chloë Grace Moretz) desaparece misteriosamente. Tendo um progresso extraordinário, com a orientação de Madame Blanc (Tilda Swinton), Susie acaba fazendo amizade com outra dançarina, Sara (Mia Goth), que compartilha com ela todas suas suspeitas obscuras e ameaçadoras.
Luca Guadagnino (do ótimo Me Chame Pelo Seu Nome) faz uma leitura particular do clássico e distância o máximo que pode do original, tornando assim sua obra um pouco original e mais brutal. Aqui Guadagnino não da espaço para o mistério que envolve a escola e já entrega de cara o que tem nas profundezas daquele lugar, diferente do clássico que constroem um mistério e segura até no seu terceiro ato antes da revelação. Uma joga esperta, já que quem viu o clássico tem uma ideia do que vai vim. Temos aqui um raro acontecimento, uma refilmagem tão bom quanto o original e além disso um filme com abordagens mais particular é diferente. Um bom diretor faz toda a diferença. Guadagnino utiliza a dança para representar a sexualidade, a forma que ele aborda como um objeto sexua, tanto física quanto mental é um acerto, fazendo uma referência a danças como um símbolo sexual forte, seja qual for a dança, são de uma fiscalidade sexual e emocional muito bem representada pela atriz Dakota Johnson. As coreografias e seu figurino é de uma arte impecável, única é brilhante. Representando a força da Arte em uma das cenas mais criativas, bela e perturbadora do longa, onde o telespectador cai na real que as bizarrices da escola são maior do que ele pensa. Sua fotografia também longe do clássico, que tem uma fotografia saturado de vermelho verde neon, aqui Guadagnino utiliza de tons frios e imagens mais granulado, provocando uma sensação de estranheza e sem esperança, apenas no seu clímax onde Guadagnino usa e abusa do vermelho saturado e aproveita do seu talento para promover um show de gore de uma maneira artística, o horror se torna belo e perturbador ao mesmo tempo, uma obra de arte, consegue com maestria representar muito bem suas criaturas bizarras. Dakota Johnson da um show de interpretação, principalmente na dança onde mostra todo o seu talento físico, e provando que esforçou nas suas aula de balé para fazer o filme, além disso sua personagem tem uma ótima química com a personagem da fabulosa Tilda Swinton, que por sua vez tem uma performance maravilhosa na pele da Madame Blanc, além de também interpretar outros dois personagens distintos no longa.
Suspiria está num dos meus gêneros favoritos, o Art-Horror. Suspiria tem uma atmosfera sombria, densa, e estranha. Consegue prender o público até no seu ato final. E um daqueles filmes que ou você ama ou vc odeia, não tem meio termo, mas diferente da sua opinião está claro que o filme é formidável e contemporânea, que vai se tornar um novo clássico daqui uns anos. Uma obra de arte. Excelente filme!
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