Robocop
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4,1
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Leandro M.
Leandro M.

8 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
José Padilha aceitou uma tarefa cruel, árdua e, geralmente, mal agradecida: refilmar um clássico de Hollywood. Neste caso, um filme de ação, ficção, fantasia, herói e policial ao mesmo tempo, Robocop. Logo assim vê-se o quão difícil era a sua missão.
E não é que o brasileiríssimo diretor acertou em cheio? Os fãs mais aficionados vão levantar da cadeira durante o filme pra reclamar daquela cena maravilhosa em o policial Alex Murphy "morria" pra ser transformado em robô, ou da leve diminuição de violência excessiva, brutalidade a flor da pele e ausência de sentimento na maior parte do filme.
Mas, acredito que tenha disso aí que o filme tem seu mérito. Padilha mostra um robô mais humano, uma situação mais crível, uma família mais presente. Dá ao povo de Detroit a chance de acompanhar o nascimento do herói, saber quem ele é, de onde veio. O filme permite que o homem por trás da máquina seja desmistificado, vencendo as limitações que a ciência impõe na trajetória.
O elenco é solto e brilhante: o quase estreante Joel Kinnaman passa segurança e carisma, Michael Keaton mostra mais uma vez que nasceu pra personagens enigmáticos e Gary Oldman sobra, como sempre, em talento e competência.
O ponto fraco fica, talvez, pela execução da nova armadura do robô, que aparenta mais ser de borracha do que de metal, mas que deu um toque moderno, aproximando o policial dos herói dos quadrinhos Marvel.
Rodrigo M.
Rodrigo M.

17 seguidores 14 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de março de 2014
Fui ver o filme esperando mais ação e menos política.
Achei que o José Padilha não fosse cutucar a onça com vara curta, mas ainda bem que teve coragem como é de costume dele.
Com mais orçamento, fez cenas de ação inteligentes e com a qualidade que lhe é peculiar.
Mesmo eu esperando mais ação, o filme tem bastante. Mas também tem uma história de qualidade por trás que liga bem os pontos. Traz emoção, drama, política, entretanto, o foco é na ação mesmo.
Destaque para Gary Oldman que está muito bem no papel do doutor. No decorrer do filme duvidados da índole do personagem, e isso é ponto positivo pra Padilha e pro próprio ator que conseguiram criar essa dúvida.
O filme é correto, falaram que faz jus a história original, não tenho como julgar porque não vi o original, mas essa refilmagem é uma belo filme, é mais do que entretenimento puro e por isso ficou um pouco acima da média!
Fabiano S.
Fabiano S.

10 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
RoboCop | Crítica

Antes de iniciar a crítica propriamente dita, preciso que você leitor entenda duas coisas: 1) Vivemos em uma era do “politicamente correto”. A década de 80 foi recheada de violência e personagens vingativos. Me lembro de assistir desenhos animados do Conan e Rambo nas manhãs antes de ir para a escola. Isso mesmo: desenhos animados para crianças de personagens que tiveram filmes violentos. Hoje isso não é mais tolerado ou permitido; 2) A indústria do cinema americano tem um objetivo como qualquer outra indústria: fazer dinheiro. E para tanto, os filmes geralmente tem que garantir a classificação etária em 13 anos, possibilitando uma maior bilheteria.

Depois desta pequena explicação, vamos passar para a crítica propriamente dita do filme. A premissa do filme é basicamente a mesma do original: policial entre a vida e a morte é transformado em uma máquina para integrar a polícia local. Depois de um período de adaptação, passa a buscar os responsáveis pelo seu atual estado.

Mas o filme de José Padilha parte para uma abordagem mais “real” do personagem e do mundo que ele habita. Desta maneira, somos apresentados a uma realidade em que os EUA mandam robôs, drones e paranoia militar.

O governo americano não aprova o uso de robôs dentro do país. Para resolver este problema, a Omnicorp desenvolve um projeto único ao colocar um ser humano dentro de uma máquina. Ao implantar o “Projeto Robocop”, a opinião pública aprova tal iniciativa com as imediatas baixas na criminalidade.

O mundo criado por Padilha é crível e muito próximo do nosso. Parece uma evolução natural do que vivemos hoje em dia.
Apesar da ausência da violência explícita em comparação ao original, o RoboCop versão 2014 é mais humano. Toda sua adaptação à nova realidade física é dolorida e sentida. Tem-se aqui o embasamento do avanço das próteses e fisioterapia de readaptação. A tensão e desconforto da família neste processo de 3 meses.

O modelo “black fosco” do policial do futuro tem um motivo. Assim como sua arma de projéteis de descarga elétrica. Tudo no filme tem uma razão e explicação. Do início ao fim.
Mas apesar de um roteiro bem arrumado e amarrado, o grande destaque deste filme é o elenco. Cercando Joel Kinnaman como o policial dedicado e pai de família Alex Murphy, temos Gary Oldman, Michael Keaton, Abbie Cornish, Samuel L. Jackson e Jackie Earle Haley atuando de forma concisa e segura. Gary Oldman abordando a ética médica de forma tão dividida e real é um show em especial. Somente no final é que ficamos sabendo qual o posicionamento do personagem. Michael Keaton em uma versão Steve Jobs tem papel de destaque. E Samuel L. Jackson em uma versão “Datena” faz crítica ao poder de que a mídia tem direcionar a população que a mídia tem.

Se você tem mais de 30 anos, não encare como uma refilmagem. Faça como eu: são dois filmes com a mesma premissa em realidades diferentes.

Um bom filme e que mostra o talento de José Padilha para o mercado internacional.
Mateus S.
Mateus S.

67 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
Robocop é o Remake dirigido por José Padilha (Tropa de Elite) de Robocop - O Policial do Futuro (1987). O filme se mantém fiel a várias coisas do clássico, e adiciona coisas que funcionam perfeitamente. Envolvendo também algumas questões morais e políticas que ficam ótimas no filme.
Não tem como negar que várias pessoas estavam com um pé atrás em relação a esse filme. E é compreensível, já que mesmo Padilha sendo um ótimo diretor, é muito difícil dar certo um filme quando um diretor brasileiro o comanda. Mas o filme surpreendentemente é ótimo. José Padilha consegue equilibrar perfeitamente o realismo da fantasia. É óbvio que um filme como esse que trata de uma história futurística teria várias coisas que fogem do realismo, mas Padilha consegue fazer algo futurístico e ao mesmo tempo pé no chão. Claro, temos várias coisas que estão longe de ser realistas, mas Padilha se esforça para torna-las o mais pé no chão possível.
O roteiro também é bom. Claro que um Remake sempre tem influências de seu clássico e este filme não foge desta proposta. Felizmente, esse filme não é uma cópia do filme de 1987, ele possui sim várias coisas que o clássico possuía (o que é bom), mas ao mesmo tempo possui elementos novos e que fazem o filme fluir bem.
As cenas de ação são ótimas. E sim, há várias influências de Tropa de Elite. Infelizmente elas deixam um ar de que faltou algo. Talvez mais explosões ou mais cenas impressionantes nelas. Deixa a desejar um pouco, mas não decepciona. O elenco também é ótimo. Cheio de estrelas. Gary Oldman (Batman: Begins), Michael Keaton (Batman: O Retorno) e Samuel L. Jackson (Os Vingadores). O mais desconhecido é o protagonista, Joel Kinnaman, que mesmo não sendo muito conhecido, trabalha bem. Há também mais alguns nomes grandes no elenco, mas eles não tem tanta importância no roteiro.
Robocop não decepciona. Traz vários elementos do clássico e tem alguns próprios seus. Como as questões morais e políticas. Há sim um bom roteiro. José Padilha não decepciona em sua estreia, muito pelo contrário. O filme tem alguns erros, há alguns momentos que falta catarse, mas felizmente, diferente do que muitos esperavam, é um bom filme.
Camila Reis
Camila Reis

64 seguidores 103 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de abril de 2014
Logo no início de “Robocop” (2014), é possível notar uma preocupação ligada ao uso de robôs na segurança dos Estados Unidos substancialmente maior do que a apresentada no original, de 1987. Novak, personagem de Samuel L. Jackson, por meio de seu programa de TV, indaga por que essa tecnologia pode ser usada no Oriente Médio e não nos EUA. O responsável por essa realidade é o senador Dreyfuss (Zach Grenier), que não simpatiza nada com a ideia de colocar agentes sem sentimentos ou emoções quaisquer nas ruas para defender os cidadãos. Após estudar o caso e chegar à conclusão de que o melhor, então, seria colocar um homem dentro de uma armadura, Raymond Sellars (Michael Keaton) e Dr. Dennett Norton (Gary Oldman) partem para a escolha do “premiado”, sem achar, num primeiro momento, o policial ideal para o teste. Eis que, pouco tempo depois, Alex Murphy (Joel Kinnaman), profissional, pai e marido exemplar, sofre um atentado e sobrevive, contudo, muito debilitado. spoiler: Cego de um olho, com um braço e uma perna amputados,
ganha uma segunda chance quando autorizada pela esposa (Abbie Cornish) sua robotização. A priori, apesar da aparência diferente, Murphy continua sendo um ser humano: ele detém controle sobre suas ações e preocupa-se com o procedimento adequado em cada situação. spoiler: Isso muda quando os resultados de seu treinamento não agradam os interessados em colocar máquinas para garantir a segurança de Detroit, os quais induzem, cada vez mais, a retirada de características de um indivíduo e transformam-no numa máquina, de fato. Dessa forma, o policial não reconhece mais sua família e não avalia, por exemplo, as consequências de atirar num bandido e acertar num refém – seu único objetivo torna-se combater o crime. A retomada da consciência aqui ocorre de uma maneira um tanto idealizada – por amor a Clara, a esposa, e a David (John Paul Ruttan), o filho – se comparada à do Robocop da década de 1980, que, por sua vez, faz uso inteligente das quatro diretrizes. O final feliz é garantido exatamente por essa volta de consciência acrescida à morte dos antagonistas Raymond Sellars, Antoine Vallon (Miguel Ferrer) e companhia.
A última cena, desculpa para estender uma enorme bandeira da maior potência mundial, spoiler: expõe o nacionalismo exacerbado do personagem de L. Jackson frente à negação da lei que transformaria robôs nada humanizados em policiais e entrega a oposição dele ao uso de máquinas com sentimentos.
Tirando essa parte, só elogios: ótima direção de José Padilha, boa fotografia, trilha sonora remetente ao primeiro filme e excelentes atuações (inclusive, chamo a atenção para a semelhança entre Cornish e Ruttan, que se passam facilmente por mãe e filho).
Gabriel Torres
Gabriel Torres

28 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2014
O filme RoboCop, de José Padilha, como a maioria deve saber é uma refilmagem de um clássico do cinema 'RoboCop - O Policial do Futuro' (1987). Hoje em dia há muitas pessoas que criticam refilmagens de filmes clássicos, já que são fascinados pelo bom e velho filme. Mas, nem todos os filmes que são regravados são necessariamente ruins. 'RoboCop' é um exemplo disso. O diretor brasileiro acerta em cheio em sua nova produção. O filme é recheado de bons efeitos, cenas de ação surpreendentes e uma enredo cativante.
A trilha sonora do filme é muito boa, principalmente quando toca a música "If I Only Had a Heart" (música épica para os verdadeiros fãs de cinema), que faz referência ao Homem de Lata do clássico 'O Mágico de Oz', de 1939, e a "Fly Me To The Moon (In Other Words)", de Frank Sinatra.
Os atores não se saíram EXTREMAMENTE bem, mas fizeram uma boa atuação, e a mesclagem com uma boa direção, enredo, efeitos e trilha sonora deixa isso quase invisível.
Enfim, José Padilha conseguiu alcançar uma meta: entreter e nos relembrar do clássico Homem-Robô.
Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de maio de 2016
Quem curtiu os Robocop´s anteriores, com certeza vai se amarrar também nesse. Na trama, estamos no ano de 2028. Já há vários anos os drones têm sido usados para fins militares mundo afora e agora a empresa OmniCorp deseja que eles sejam usados também para o combate ao crime nas grandes cidades. Entretanto, esta iniciativa tem recebido forte resistência nos Estados Unidos. Na intenção de conquistar o povo americano, Raymond Sellars (Michael Keaton) tem a ideia de criar um robô que tenha consciência humana, de forma a aproximá-lo à população. A oportunidade surge quando o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) sofre um atentado, que o coloca entre a vida e a morte. Um gfrande atuação do protagonista, que encara seu primeiro grande trabalho. A crítica fica por conta da armadura de cor preta, que na minha opinião, descaracterizou totalmente o Robocop e ainda faz lembrar do Homem Aranha 3.
danilo s
danilo s

1.092 seguidores 293 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de julho de 2015
Filmaço para quem curte muita ação, bons atores e sequencias de ação bem feitas pelo Jose Padilha. Vale a pena ver!
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Primeiramente gostaria de frisar que vi o filme original há muito tempo atrás, e não farei nenhuma comparação entre essas duas versões. O que importa aqui é que este Robocop me surpreendeu muito positivamente. A história pode não ser nova, mas a forma que é posta em prática é bastante interessante e atual. Para quem não sabe, o filme narra a jornada de Alex Murphy (muito bem interpretado pelo sueco Joel Kinnaman), que descobre um esquema de corrupção na polícia de Detroit e acaba sendo vítima de um atentado. Com a vida por um fio e o consentimento da esposa que buscava uma forma de salvar o marido, Alex é transformado em um artefato, meio humano, meio robô, capaz de unir os dois lados da moeda: a agilidade, precisão e frieza da máquina, com os sentimentos e discernimento do homem. Obviamente que o viés do filme retrata essa questão polêmica em meio a muita ação e correria, mas ao mesmo tempo não é deixada de lado toda a crítica referente ao dilema moral dessa circunstância limite. Na verdade, toda a manipulação política, de interesses e relacionada a dinheiro envolvidos nesse imbróglio é mostrada de maneira bastante ácida e marcante. O filme é uma crítica bastante pungente ao comportamento totalitário americano, e as visões ambíguas sobre corrupção e poder versus virtude e heroísmo são bem interessantes. A forma como um policial honesto é transformada num “monstro” robótico, onde seu primeiro contato com sua nova realidade é marcada pela repulsa, tem ares bastante contundentes. Ele absorve sua nova função amargamente, tornando-se uma figura sem sentimentos, um objeto controlado e manipulado pelos “grandes e poderosos”, sem consciência de ser uma mera marionete. Os cidadãos americanos abraçam Robocop como um novo heroi, mas não o consideram um homem perdido, e sim uma máquina que serve para combater uma criminalidade assustadora. O ritmo ágil e a coesão empregada pelo brasileiro José Padilha são bem vindos, assim como a forma que ele leva seu filme de maneira contundente em sua crítica social. Pode não ser um filme tão importante como Tropa de Elite 1 e 2, mas bom ver que o brasileiro conseguiu manter a discussão social em alto nível em sua primeira aventura hollywoodiana, coisa que ótimos diretores daqui como Walter Salles, Fernando Meirelles e Heitor Dhalia não conseguiram lograr com tanto entusiasmo em terra ianque. Fora isso, o filme conta com um ótimo elenco, onde além de Kinnaman, vemos ótimas performances de Gary Oldman e Michael Keaton, coisa rara em filmes de ação. Isso sem falar em um dos personagens mais interessantes do longa, que não poderia ter sido personificado por melhor ator: Samuel L. Jackson. É ver e avaliar com seus próprios olhos. Enfim, Robocop funciona como ótimo filme de ação e como filme reflexivo, item raro no cinemão de blockbuster atual. Pode não ser perfeito, e tampouco revolucionário, mas para um remake que muita gente não botava fé, o filme veio mostrar que tem uma qualidade bem acima da média do que se tem visto por aí no gênero.
Barbara Martins
Barbara Martins

34 seguidores 18 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2014
A primeira incursão do diretor José Padilha em Hollywood vem com a nova versão da história de um personagem que virou um clássico do cinema de ação, pelo menos para a geração que acompanhou o surgimento do “policial perfeito” em 1987 no filme com direção de Paul Verhoeven. Devo concordar com a crítica do Jornal O Globo e dizer que o filme é mais entretenimento do que reflexão. Contudo, existe sim uma tentativa de provocar discussões, inclusive sobre os limites da ciência ao pisar em solo protegido por leis morais e éticas que regem a sociedade e as faces da instituição policial, por exemplo, assunto com o qual Padilha já está familiarizado.
O diretor brasileiro, mais conhecido por seu trabalho em Tropa de Elite 1 e 2, volta à cena policial, mas dessa vez nas cores da bandeira norte-americana, fortemente defendida por um Samuel L. Jackson interpretando um apresentador de TV pró-robôs que satiriza a mídia sensacionalista. Alguns aspectos marcantes no longa são bastante similares ao que já tínhamos visto de Padilha, a exemplo da câmera inquieta nas cenas de ação e da aproximação do trabalho policial à realidade. Aliás, a última sequência de ação, que marca o alcance do objetivo central do protagonista desde o início da trama, utiliza um jogo de iluminação muito interessante que cede à cena aquele sentimento de tensão em um confronto, só que maximizado pelo fato de alternar rapidamente entre completa escuridão e flashes de imagem.
Os primeiros minutos de filme nos apresentam a realidade de um mundo que convive com máquinas no ano de 2028 e um caso policial que não terminou bem e voltará a assombrar o protagonista, um policial persistente e pai de família que terá sua vida completamente transformada por uma tentativa de homicídio. É a partir do acidente que surge o Robocop. Desnorteado, Alex Murphy acorda depois da explosão dentro de uma armadura e percebe que não é mais o mesmo. Porém, é quando Alex pede para ver quem ele realmente é que o espectador é impactado por uma cena digna de elogios. A crise existencialista que atinge o personagem quase que instantaneamente também é sentida por quem assiste as partes mecânicas sendo removidas e dando lugar aos poucos membros que sobraram do corpo do policial (poucos mesmo!). E o longa segue, alternando de forma bastante equilibrada entre as cenas de ação, os discursos que concernem essa sociedade futurista e a batalha interna de Alex Murphy.
Toda reação é motivada por uma ação. Em Robocop não é diferente: toda cena de ação se dá devido à crise interior de um homem mental e fisicamente transformado por um acidente e que precisa recuperar o controle sobre sua nova (semi?) vida. E enquanto ele tenta, o espectador desfruta de um filme com conteúdo, bem produzido e cheio da experiência de Padilha quando se trata de mocinhos e bandidos entre tiros e questões sociais e humanas pouco aprofundadas, mas ainda assim presentes.
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