Robocop
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4,1
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Tarciso F.
Tarciso F.

5 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
É um remake. José Padilha imprimiu sua visão de mundo à nova versão, mas não pôde fugir da ótica comercial americana. Contudo, gostei muito e desejo sucesso aos próximos empreendimentos desse ótimo diretor brasileiro.
luishsbc
luishsbc

6 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Não é só um blockbuster (que não fez muito dinheiro), é um diretor brasileiro fazendo uma crítica em solo estrangeiro com ação e reflexão. Pessoalmente, este filme conversou mais comigo do que o original. A violência do Tropa não está no Robô, mas a critica está. Fui com baixas expectativas e me surpreendi de forma extremamente positiva. Saí da sessão empolgado, querendo rever. Está tudo ótimo, até então não tenho nada do que reclamar.

Este RoboCop traz a discussão do militarismo automatizado e da incorporação homem-máquina (mesmo que em menor parte). É bonito de ver. Neste filme defino Padilha como um diretor que vem trazer a discussão sobre a política e a sociedade moderna. Tropa de Elite fez, e RoboCop, aliado a ficção científica, faz também.
Wilker M.
Wilker M.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
“Mesmo não se aprofundando em críticas sociais, novo RoboCop é um filme original, de trama inteligente e ritmo eletrizante.”

Algumas pessoas se enganam a respeito de RoboCop – O Policial do Futuro (1987), de Paul Verhoeven, por ter em mente apenas a figura canastrona do lento ciborgue policial que, seguindo diretrizes organizacionais, ia pras ruas matar bandidos e aplicar violentamente leis impostas. Porém, estas não se atentaram aos principais tópicos que nele são abordados, como ampla crítica social, capitalismo exacerbado e a influência do poder político e judiciário, em meio a todo caos das ruas de Detroit. E que trazia, além do lado indutivo, cenas impactantes, diálogos primorosos e efeitos práticos que permanecem intactos até hoje.

Sabendo disso, fica clara a ligação do cineasta brasileiro, José Padilha, ao clássico de Verhoeven, já que toda sua carreira foi, praticamente, em cima desses temas. Principalmente no petardo Tropa de Elite (2007), que também trazia uma espécie de RoboCop, aqui chamado de Capitão Nascimento. Onde, manipulado pelo sistema, decidiu, através de seu cargo, pôr em prática a justiça com as próprias mãos. Sendo deveras uma boa aposta da Sony, que pretende trazer de volta a franquia que, em outrora, fez tanto sucesso – pegando carona, também, nos filmes de super-heróis, subgênero que é o maior filão da indústria cinematográfica americana.

E, sim, é louvável como Padilha conduziu este trabalho, criando uma narrativa sóbria, mas chocante, a ponto de nunca parar; parece que algo de importante está sempre acontecendo em tela. Mesmo num filme de estúdio, na sombra do PG-13, o diretor conseguiu introduzir seu habitual estilo documental, com câmeras nervosas, recheadas de planos detalhes, acompanhando, de perto, as cenas ilustradas. Que, pela ótica cominada, tem lá seus momentos crus e impactantes. Assim como o roteiro de Joshua Zetumer é enxuto e certeiro – também possuindo uma tola conclusão –, em que, ajudado pela montagem da dupla Peter McNulty e Daniel Rezende, parece seguir o estilo linear do mestre Jorge Amado, de deixar sempre o leitor ansioso pelo próximo parágrafo – aqui seria a próxima tomada.

Mesmo sem tanto carisma, Joel Kinnaman (The Killing) convence como o policial, pai e marido, Alex Murphy, por conferir um ar natural, e mais ainda como Robocop, pelo seu trabalho corporal, que em nenhum momento soa falso. Mas é em nomes como Gary Oldman (O Espião Que Sabia Demais), Michael Keaton (Batman) e Jackie Earle Haley (Watchmen: O Filme) que se concentram os papéis mais verdadeiros do conto. Todos ambiciosos, que usam a falácia do “bem de todos” para pôr em prática atrocidades – embora que o personagem de Oldman venha se redimir depois.

Destaco também a presença de Samuel L. Jackson (The Avengers – Os Vingadores), que mais parece o repórter policial José Luiz Datena, por sua constante luta pela barbárie e dos discursos travestidos em apoio a violência radical – provavelmente, mais uma cínica alfinetada de Padilha, assim como havia feito em Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora É Outro, no polêmico Fortunato, vivido por André Mattos.

Alguns aspectos mais técnicos, como a fotografia de Lula Carvalho (À Beira do Caminho), tem função de deixar o clima frígido, através de lentes azuladas, mas ao mesmo tempo limpas, fazendo uma rima pontual com a personalidade de Alex e o robô que se tornou. Ou na trilha sonora assinada por Pedro Bromfman (Mataram Irmã Dorothy), que aparece como auxílio narrativo, apenas para pontuar algumas cenas aludidas. Inserindo, até, em alguns momentos, a passagem mais marcante da composição de Basil Poledouris, do primeiro filme da franquia, que, sim, empolgará os fãs de longa data.

Não podemos garantir que a investida surtirá efeito no quesito comercial – até mesmo porque sua estreia nos EUA não foi tão agradável –, mas, do ponto de vista artístico, o reboot de RoboCop não faz feio a sua obra de origem e consegue superar todas as terríveis continuações. Pois, ainda que não tenha a mesma proposta fílmica do anterior, possui um ritmo eletrizante, é detentor de uma trama inteligente, que consegue prender a atenção do espectador, do início ao fim, impetrando êxito total no que se refere a entretenimento.
Ilou D.
Ilou D.

29 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
O diretor brasileiro José Padilha consegue ao mesmo tempo entreter e fazer o expectador pensar nos mais variados temas durante a exibição dos seus filmes, depois de conquistar o Brasil com Tropa de Elite 1 e 2, dois fenômenos, e Paraísos Artificiais chegou a vez de Holywood experimentar o talento tupiniquim. É inevitável as analogias de Robocop com Tropa de Elite 1 e 2, a começar pela nova cor do policial ciborgue e outras reflexões como até que ponto ações policiais justificadas pelo bem-comum são plausíveis ou o apresentador histérico que "denuncia" as mazelas da sociedade. Tirando os aspectos fora das telonas de jogo o filme não deixa a desejar em momento algum, os efeitos especiais foram excelentes, a cena clássica da montagem Roobocop novamente causou as mais diversas reações dos expectadores, enfim, não posso adiantar muito do filme e que essa é uma pequena crítica, o universo do filme vai muito mais além, digo apenas uma coisa: ASSISTAM.
Michele N.
Michele N.

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Robocop, o filme Brasileiro de 120 milhões de dólares. Vale a pena assistir.
Ta certo, não é um filme para se ver de novo, mas mesmo assim é muito bom, seja por causa da historia muito bem elaborada, da direção etc. Enfim, é legalzinho.
Mateus S.
Mateus S.

67 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
Robocop é o Remake dirigido por José Padilha (Tropa de Elite) de Robocop - O Policial do Futuro (1987). O filme se mantém fiel a várias coisas do clássico, e adiciona coisas que funcionam perfeitamente. Envolvendo também algumas questões morais e políticas que ficam ótimas no filme.
Não tem como negar que várias pessoas estavam com um pé atrás em relação a esse filme. E é compreensível, já que mesmo Padilha sendo um ótimo diretor, é muito difícil dar certo um filme quando um diretor brasileiro o comanda. Mas o filme surpreendentemente é ótimo. José Padilha consegue equilibrar perfeitamente o realismo da fantasia. É óbvio que um filme como esse que trata de uma história futurística teria várias coisas que fogem do realismo, mas Padilha consegue fazer algo futurístico e ao mesmo tempo pé no chão. Claro, temos várias coisas que estão longe de ser realistas, mas Padilha se esforça para torna-las o mais pé no chão possível.
O roteiro também é bom. Claro que um Remake sempre tem influências de seu clássico e este filme não foge desta proposta. Felizmente, esse filme não é uma cópia do filme de 1987, ele possui sim várias coisas que o clássico possuía (o que é bom), mas ao mesmo tempo possui elementos novos e que fazem o filme fluir bem.
As cenas de ação são ótimas. E sim, há várias influências de Tropa de Elite. Infelizmente elas deixam um ar de que faltou algo. Talvez mais explosões ou mais cenas impressionantes nelas. Deixa a desejar um pouco, mas não decepciona. O elenco também é ótimo. Cheio de estrelas. Gary Oldman (Batman: Begins), Michael Keaton (Batman: O Retorno) e Samuel L. Jackson (Os Vingadores). O mais desconhecido é o protagonista, Joel Kinnaman, que mesmo não sendo muito conhecido, trabalha bem. Há também mais alguns nomes grandes no elenco, mas eles não tem tanta importância no roteiro.
Robocop não decepciona. Traz vários elementos do clássico e tem alguns próprios seus. Como as questões morais e políticas. Há sim um bom roteiro. José Padilha não decepciona em sua estreia, muito pelo contrário. O filme tem alguns erros, há alguns momentos que falta catarse, mas felizmente, diferente do que muitos esperavam, é um bom filme.
Lucas S.
Lucas S.

1 seguidor 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
José Padilha, conseguiu que ninguém podia imaginar um RoboCop bem diferente do anos 80 uma trama sem furos, tudo do filme esta relacionado o uniforme preto deu o tom de um novo começou, cada personagem teve o seu espaçou de grande importância para o desenvolvimento da trama o direto deixo a sua assinatura a única coisa que faltou foi colocar uma trilha sonora mais impactante, mas tirando isso o filme e bem legal.
Brandao
Brandao

25 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de março de 2014
Um filme Brasilieiro, não fez muito sucesso com os americanos mas aqui ta fazendo muito sucesso, não é muito bom se formos contar o quesito enredo, mas as cenas de ação valem a pena, embora poucas. Bom filme.
Elias N.
Elias N.

13 seguidores 25 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
O filme consegue nos levar para dentro das telonas sem ter o 3D e isso é culpa principal do seu diretor: Zé Padilha, com movimentos de câmera,roteiro inspecionado por ele e com a ajuda financeira de Hollywood, ele conseguiu fazer um filma eletrizante e com bastante crítica a vários temas atuais e vindouros,um exemplo: a utilização de drones e o poder que a mídia tem em manipular opniões e interesses... Vale salientar as grandes atuações de Michael Keaton, Gary Oldman, e uma participação convincente de Samuel L. Jackson e também uma interpretação convincente de Joel Kinnaman. Recomendo que vão assistir esse filme "Brasileiro" no cinema que vai ser muito mais divertido!!!
Airton Reis Jr.
Airton Reis Jr.

25 seguidores 66 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de agosto de 2015
Aviso aos navegantes que minha avaliação de "Robocop", do nosso brazuca José Padilha, é muito mais pelo rompimento do paradigma. Estamos com os dois pés em Hollywood, onde antes só algumas estrelas isoladas tinham se firmado, numa megaprodução com direito a efeitos especiais e o comando de um elenco estelar, estamos prontos para trabalhar com o formato americano, só falta a contribuição de um conteúdo genuinamente nacional. E há muitas histórias excelentes esperando para ser contadas. Robocop é um filme que atualiza e incrementa o original, trazendo um pouco do ponto de vista de Padilha. Está lá a crítica aos sistemas de segurança repressivos, que tem ligação estreita com a criminalidade, que já foi tratada de forma brilhante em "Tropa de Elite", com muito menos dinheiro, é verdade. Dá para sentir um pouco a influência da indústria cinematográfica no ritmo da trama, pois toda vez que se toca nesse tema, caro ao diretor, a abordagem é rápida e superficial, prevalecendo o showbiz; por isso a ênfase ao entretenimento transforma o filme em diversão pura, um blockbuster dos melhores. Norton (Gary Oldman), um cientista da Fundação OCP, e Abbie Cornish (Clara Murphy), esposa de Alex Murphy (Joel Kinnaman) são o contraponto à visão maniqueísta do lucro defendida pela personagem Raymond Sellars (Michael Keaton) e da ética, representada pelo senador Dreyfuss (Zach Grenier), que se tornam os núcleos em torno dos quais as demais personagens se alinham. Pat Novak (Samuel L. Jackson) faz um divertido jornalista sensacionalista, que está a cara do James Brown, defensor de ideias reacionárias norteadas por maior eficácia na busca da "Segurança", o que estamos muito acostumados a ver no Brasil. Algumas tomadas demonstram bem como os americanos são perdulários e nos faz pensar o porquê de a sociedade americana sozinha consumir um terço dos recursos mundiais: um helicóptero é utilizado com todo um cast de figurantes apenas para arremeter o pouso. Seria interessante saber se foi utilizado um helicóptero de verdade para essa cena, com tantos recursos videográficos. É muito bom ver vários nomes conhecidos nos créditos finais. Enfim, é o nosso Padilha. Vamos vê-lo!
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