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Marcos A.
95 seguidores
123 críticas
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3,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2014
Para começar, a primeira cena é sensacional. Depois.... o filme fica bastante irregular, com uma parte super chata onde o que sobrou do corpo do homem vira máquina, mas ainda assim tem muitos pontos positivos, a cena final é muito boa, e as pitadas sobre como somos (ou não somos) manipulados pela imprensa, pelas corporações e pelos políticos, também é muito boa. Destaque para o estilo "apresentador de TV indignado (comprado)" do grande Samuel L. Jackson.
O diretor José Padilha está a um passo de começar sua conquista ao mundo, com um currículo de dar inveja a qualquer cineasta brasileiro, em questões financeiras e de aprovação do publico, o mesmo ganha uma chance de peso para ter seu nome exposto com "categoria". Primeiro vem a preocupação de refilmagem de um clássico dos anos 80, tirado a expectativa e o medo de uma possível e provável decepção, temos uma grata surpresa. O filme tem pegada desde os seus primeiros minutos e continua assim até o final, é isso mesmo que você leu. A história não é meio rasa, o que se torna um diferencial para esse gênero, mas se sobressai com os efeitos especiais, as vezes relembram gráficos de console de video game e possui algumas cenas que estão ali apenas para preencher a lacuna sem ação em boa parte do filme. Michael Keaton e Joel Kinnaman integram o elenco dessa nova versão, pelo que vimos em tela, vai embalar outras continuações em breve, uma boa pedida para esse final de semana e para os próximos, com muito papo e pouco tiro, mas suficiente para uma continuação a altura.
Assisti ao Robocop, lançamento hoje, e achei comigo mesmo que colocaram o Chuck Norris dentro da armadura do Homem de Ferro. Me parece que o diretor brasileiro estava deslumbrado com os efeitos de um orçamento holliwoodiano. Dá para perceber, contudo, uma forma diferente.
Recomendo assistir, com um pouco de bom humor à la Chuck Norris ajudará a digerir. Engraçado é que uma das armas chama-se Beowulf, uma clara demonstração da pretensão do filme. Não chega a ser um Machete tampouco Kill Bill (do auge do bom humor do ridículo ao bom humor não ridículo), tá aí no meio. Nosso diretor é bem melhor do que o roteiro que lhe apresentaram, mas uma chance em Holliwood como essa, não se joga no lixo. Talvez nos próximos filmes lhe dêem mais liberdades na escolha de roteiros. Quem sabe não estaremos falando de um novo diretor com produções mais autênticas do que meros enlatados americanos (desculpe o trocadilho)?
Estamos num ambiente em que o homem de aço já se esgotou, agora para inová-lo ele deverá ter uma missão como impedir um desastre cósmico, levar a terra para orbitar outro sol ou coisa do tipo, porque eu não posso imaginar mais que batalha e pancadaria pode interessar ao p+ublico.
O homem de ferro foi no mesmo caminho, o único que ainda parece ter margem de manobra é o RoboCop mesmo até que ele se transforme no Goku ainda tem muito chão para trilhar.
Um bom filme, bastante diferente do primeiro. Sem a surpresa do home-robô optaram por atualizar os problemas. Os bandidos ficaram mais dissimulados. Dependendo da perspectiva um mocinho poderia virar bandido e vice-versa. Os diálogos ficaram mais rápidos e as ações sem muitas explicações. De mensagem política apenas uma propaganda satírica da hegemonia americana no mundo. Vale a pena.
Um remake que vale a pena se apreciado. Padilha soube fazer um filme cruel. Tornou diferente, inteligente e agiu. As cenas de tiro, explosões, são impactantes, fortes e bem produzidas. Corruptos, pessoas sujas, crués, a maldade domina o dinheiro, faz com que o ser humano avance cade vez mais, tornando a imbuição um perigo eminente. A beleza deste filme, carrega uma trilha sonora gozadora, ela envolve cada vez mais o publico pra esse mundo fantástico. Robocop é um filme excelente, bem produzido. Não se deve comparar produções diferentes, mas Robocop é um novo mundo, um novo caminho pra o universo expansivo e apavorador.
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