Robocop
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4,1
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Roberto H.
Roberto H.

13 seguidores 9 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Quando foi anunciado que o remake de Robocop seria dirigido por José Padilha, os fãs do original já ficaram preocupados, e ainda mais quando saíram os trailers do personagem em um novo uniforme. Por sorte, Padilha conseguiu um filme bem equilibrado e que agradou a maioria.
Alguns reclamaram bastante de como o original de Paul Verhoeven tinha uma carisma e tom diferente, mas quem disse que esse novo filme deveria ser a mesma coisa? Os tempos mudaram, infelizmente não temos mais a carisma de tempos passados - o que é uma pena, pois muitos filmes seriam bem melhores se fossem levados com um pouco de simplicidade - mas, no caso de Padilha, ele não quer apenas um grande filme de ação e ficção científica, que por si só já poderiam fazer algo ótimo, o rapaz tem uma abordagem mais séria e crítica do que o original. Verhoeven fez um excelente trabalho construindo todo universo em volta de Robocop e a trama de Alex Murphy, o que deixou para Padilha apenas o trabalho de incluir alguns elementos e criar um remake respeitável. Pouca coisa mudou do original, se formos falar da premissa envolvendo a batalha entre homem e máquina e a constante contradição envolvendo emoção e automação, mas aqui temos todo o ambiente e o tom que são completamente diferentes.

O ano é 2028 - Alex Murphy (Joel Kinnaman) é um policial que consegue atrair a atenção do crime organizado, chegando a sofrer um atendado em sua própria casa. O atentado acaba resultando em queimaduras de mais de 80 porcento do corpo do policial, o que atrai a atenção da empresa multinacional OmniCorp. Mas que que essa empresa quer? Bem, a OmniCorp tem atuação forte no Oriente com seus drones e artilharia pesada contra o terrorismo, mas ainda não conseguiu realizar o maior sonho de Raymond Sellars (Michael Keaton), o presidente da empresa, colocar androides no combate ao crime nas ruas da América. O governo não aceita muito bem a ideia, já que uma máquina não teria o poder de escolha. Qual a solução? Unir um homem a uma máquina, neste caso, Alex. O que poderia ser a salvação do policial, transforma-se em uma maldição, quando descobre não ter total controle de sua vida.

Padilha consegue equilibrar muito bem o filme, dando espaço para outros personagens que são bem aproveitados, como a família de Alex e o doutor Dennett Norton (Gary Oldman); O mais divertido é, sem duvidas, o apresentador de um programa sensacionalista na defesa da empresa OmniCorp, Pat Novak, interpretado por Samuel L. Jackson.

Por mais que sofra de alguns inevitáveis clichés, Padilha cria um ritmo interessante e nada cansativo, além de algumas sequências incríveis. O maior diferencial do diretor aqui é a dimensão que deu ao filme e o personagem, que não só recebeu uma trama mais elaborada, como um desenvolvimento muito bom.

Pode parecer chato ficar comparando o original com o remake, mas é a melhor forma de mostrar como este é um dos poucos casos em que o segundo não pareceu desnecessário e veio no momento certo, por mais que se passe mais de 10 anos no futuro, tudo parece real e acessível.

Nada é perfeito, é claro, mas como diz aquele ditado, "se é pra fazer, faz direito" - e Padilha conseguiu fazer a lição de casa.
Anna Clara  V.
Anna Clara V.

16 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Robocop 1987 / 2014 -

Robocop é um clássico do cinema desde seu lançamento em 1987 (dirigido pelo holandês Paul Verhoeven). Atualmente, José Padilha (diretor de Tropa de Elite I e II) se dispôs a regravá-lo, agora com a tecnologia avançada e a fama Hollywoodiana vibrando a seu favor. É inevitável a comparação entre o primeiro longa e seu remake, sem dúvida a catarse está presente em sua versão original, enquanto na atual o envolvimento da história diante do público deixa um pouco a desejar. (Mas não estamos aqui para focar nas comparações, e sim, observar a individualidade e os resultados da direção de José). O avanço tecnológico de Robocop (2014) foi um dos pontos positivos, fazendo valer o efeito realista das máquinas de 2028. Podemos dizer que o problema não está nos efeitos gráficos do longa, mas nos cortes de cena e o mal preenchimento de tempo com a história rica em detalhes, o que tornou o filme um pouco cansativo de se ver.

José Padilha na direção -

Não é comum ver um cineasta brasileiro ganhando nome em Hollywood. Robocop sem dúvida abre portas para Padilha, tanto para seu reconhecimento como cinesta, quanto para seu aperfeiçoamento no mundo do Cinema. É admirável ver um ícone do nosso Brasil mostrando profissionalismo pelos cantos do mundo. Olhando a parte técnica de Robocop, realmente é notável a forma de Padilha dirigir, tendo como base Tropa de Elite I e II, percebe-se que as sequências de ação e até mesmo certos clichês são características comuns, não desvalorizando o roteiro e a crítica bem elaborada que está por trás dos mesmos.

A história e sua crítica -

Logo no começo do filme retrata-se que a maior fraqueza do ser-humano é a forma de lidar com os sentimentos. Muitas vezes o “excesso do sentir” dificulta a realização de deveres justos, enquanto a falta dele nos impede de ter piedade para com o próximo. spoiler: Penso que não tem forma melhor de demonstrar isso contando a história de um policial que, depois de perder os membros de seu corpo em um acidente, teve que viver como um princípio inteligente dentro de uma máquina manipulada pelo governo.
Aí que a história se desenvolve e a crítica começa a fazer sentido. Com que propriedade uma pessoa se sente no direito de manipular a outra sem seu próprio consentimento? Como a mídia tendenciosa influencia em nosso modo de pensar e agir? Até que ponto temos liberdade de expressar todos os nossos apelos? Afinal, quem faz as escolhas por um mundo melhor somos nós ou quem está no poder? Esses são alguns questionamentos gerados ao decorrer do filme. Padilha acertou ao mostrar o lado familiar desse policial, o que nos comove e ao mesmo tempo nos deixa aflitos (o envolvimento da história com o público se dá através dessas poucas partes). O filme em si desperta muitos pontos de vista válidos, spoiler: porém no final é deixado pra você tirar suas próprias conclusões, visto que não teve um desfecho específico.
É um filme recomendável com seu prós e contras, como qualquer outro. É relativa a forma com que cada pessoa o interpreta, e nesse quesito, a moral do filme não se contradiz com seu objetivo.
Luan D.
Luan D.

6 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
o filme é realmente esplendido, tendo um roteiro interessante,embora seja sem duvidas formado por eventos muito semelhantes ao primeiro,mas isso não diminui a qualidade,já que desde o inicio foi esclarecido que seria um remake do filme de Kinnaman fez um excelente trabalho substituindo Peter Weller na interpretação do novo robocop,fazendo uma atuação notória aos olhos de muitos admiradores do trabalho de Weller.
alem de ter um elenco excelente,que conta com figuras como Samuel L. Jackson,Gary Leonard e Michael Keaton,o filme conta com excelentes efeitos,um visual dinâmico,fazendo uso das novas tecnologias,o que deixa a qualidade visual e auditiva do filme mais atraente que no robocop de 1987,claro que o novo robocop não pode ser considerado uma copia total do primeiro,considerando também,que o primeiro robocop teve a ideia de um ser humano que se transforma em uma maquina depois do termo já ter sido abordado pelo anime japonês "O oitavo homem" de 1963.O novo robocop apresenta semelhanças sim,com o de 1987,o que é fundamental já que o filme é um remake,mas também possui diferenças,que dão ao filme um toque original do seculo 21,constituído por qualidades visuais e tecnológicas que só os produtores de agora sabem fazer.
Caio A.
Caio A.

10 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Com o sucesso internacional de Tropa de Elite, o diretor brasileiro José Padilha naturalmente chamaria atenção de Hollywood e o remake de Robocop parecia um projeto que se encaixava em seu perfil por ser tanto uma história policial como também ter o seu teor político; entretanto as diferenças entre o cinema feito aqui e no EUA fazem com que a estreia de Padilha faça uma estreia comum e menos autoral em Hollywood.

A trama é levemente adaptada para os tempos atuais; nela a empresa norte-americana Ominicorp conseguiu colocar seus robôs policiais ao redor do mundo lutando no lugar dos militares americanos em guerras em outros países; entretanto o líder da empresa Raymond Sellars (Michael Keaton) não consegue convencer o governo e o povo americano a aceitarem colocarem seus robôs no lugar dos policiais humanos nas ruas de Detroit. Diante do medo da sociedade de confiar sua segurança em uma máquina; a solução de Sellars é com ajuda do doutor Dennett Norton (Gary Oldman, da trilogia Batman) colocar um homem dentro de uma máquina criando assim a combinação que faria o povo americano aceitar suas máquinas nas ruas. O escolhido para experiência é Alex Murphy (Joel Kinnaman, de The Killing); um detetive que após sofrer um atentado fica entre a vida e a morte; então o doutor Norton vende para a esposa (Abbie Cornish, de Sucker Punch) do policial a ideia de que esta maneira seria a única maneira de salvar a vida de seu marido.

O novo Robop faz sua crítica social de uma forma mais séria do que o humor propositalmente escrachado do filme original; o roteiro do estreante Joshua Zetumer difere da obra original por ser bem menos audacioso e sua ideologia política ser muitas vezes confusa. O longa insiste o todo tempo na questão de homem contra máquina para decidir qual dos dois seria o melhor para defender a humanidade; questão debatida do começo ao fim através do personagem de Samuel L. Jackson que vive ironicamente um típico apresentador de um programa sensacionalista, e que lembra bastante os nossos apresentadores de programas policiais. O roteiro exagera no seu discurso brando e não decidido; faz a crítica e ao mesmo tempo não toma um lado deixando para o público essa opinião sem realmente apresentar fatos para se criar uma opinião; um temor burocrático de colocar um tema em discussão, mas não querer se aprofundar no mesmo.

Um filme doRobocop com poucas cenas do policial do futuro; preso nos debates sociais do roteiro o filme realmente não aproveita ao máximo seu personagem principal que é colocado exclusivamente para as cenas de ação e através dela chega a lembrança de ser um filme dirigido por Padilha. Nas cenas de ação é possível enxerga a assinatura do diretor brasileiro que com cenários maiores e um enorme orçamento refaz suas cenas de tiroteios visto nas favelas de Tropa de Elite agora nas ruas desta Detroit futurista; a melhor de todos envolve uma luta entre Robocop e outros robôs em um prédio abandonado; uma cena arquiteta e a única onde é possível ter a sensação de ver na prática as habilidades de um homem misturado com máquina.

Assim como seu personagem o ator sueco Joel Kinnaman vive mecanicamente seu personagem onde existe pouca diferença da sua versão humana e da sua versão máquina; o suposto arco dramático envolvendo sua família não se concretiza diante da inexistente química dele e a caricata atuação de Abbie Cornis; outro ponto fraco é a própria história de vingança do protagonista contra aqueles que o tentaram matar. Com menos Robocop quem se sobressai é o inicialmente coadjuvante Gary Oldman como um doutor preso no poder que sua própria experiência lhe dá ao ter em suas mãos a vida de um homem para poder controlar da maneira que o quiser; um doutor que inicialmente parece preocupado mais no bem-estar de seus pacientes e que ao longo da história perde o controle da sua própria experiência tirando do Robop o seu lado humano e prevalecendo o lado máquina. Muito mais que um fio condutor para a trama principal; Oldman dá profundidade ao seu personagem e ao lado da divertida atuação de Samuel L. Jackson rouba atenção que deveria ser dada ao protagonista.

O remake de Robocop era um projeto muito antigo da MGM que teve diversos problemas para tirá-lo do papel; o estúdio escolheu Padilha para comandar o projeto sabendo de suas habilidades para cenas de ação policiais e nessa parte o diretor brasileiro fez corretamente o pedido. Seria utópico acreditar que Padilha um diretor estrangeiro e estreante em Hollywood faria com Robocop um novo Tropa de Elite; Hollywood é muito diferente da nossa indústria cinematográfica e são raros os diretores que realmente podem fazer obras pessoais e não ficam presos as ordens dos produtores e estúdios.

O Robocop de José Padilha e tambem da MGM é um típico blockbuster e remake hollywoodiano da atualidade, puro entretenimento descartável e sem personalidade; não superando, igualando ou trazendo algo inovador para o clássico filme de 1987 de Paul Verhoeven.
Victor Hugo P.
Victor Hugo P.

8 seguidores 12 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
O roteiro no começo era até bom mas não souberam como terminar o filme.
Ele poderia enfretar alguém mais forte
João Ricardo S.
João Ricardo S.

2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Achei um bom filme, não fui pro cinema esperando encontrar algo parecido com o Robocop original, pois já sabia que isso seria praticamente impossível só de olhar a classificação indicativa: 12 ANOS. Os efeitos são sensacionais, spoiler: principalmente quando mostram só o que sobrou do pobre Alex. Michael Keaton como Sellars esta bem meia boca. Curti os diálogos do Novak (Samuel Jackson), única hora que consegue quebrar um pouco da ação do filme para dar uma risadas (de leve), mas ficam cansativos ao longo do tempo
. Quem não conhece o Robocop Robocop, dos originais, deve ter gostado do filme, mas que tem cara de Disney, têm. Recomendo que assistam sem pretensão, esqueça do filme original quando entrar no cinema, lembrem-se que é um Brasileiro que dirige aquilo ali, não falo isso em sua defesa, mas ele merece reconhecimento pelos seus filmes nacionais. Como primeira experiência em Hollywood, pra mim, passou.
Raildon L.
Raildon L.

29 seguidores 22 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
Na melhor cena de Robocop (2014), Alex Murphy (Joel Kinnaman) encara a realidade ao ver o que resta do seu corpo, após a explosão que o mutilou. Transformado em máquina para sobreviver esse Frankenstein moderno bem sabe que, a partir de agora, nada mais será como antes.

Esse arco dramático é o que dá força à releitura do policial do futuro, comandada por José Padilha. É o dilema de ser meio homem, meio máquina, de ter consciência dos seus atos ou se tornar um mero produto de uma grande empresa que utiliza a segurança para vender suas máquinas hiper-modernas ao Estado.

O filme se passa no ano de 2028. Uma lei norte-americana proíbe a utilização de robôs para garantir a segurança da população. A imprensa tendenciosa mostra os resultados mundo afora do êxito dessa empreitada e, quando algo dá errado, caso da sequência inicial, basta manipular a informação.

A questão é que a sociedade americana aprova esse regimento, levando em conta o fato de que uma máquina não tem livre arbítrio para decidir o que é certo e o que é errado. A corporação responsável pela criação dos drones decide criar um robô conduzido por um homem e, quando o detetive Murphy sofre um atentado, é a deixa para testar o novo produto, transformando-o no Robocop.

Há vários questionamentos importantes nesse filme que privilegia mais a crítica social do que a ação em si. A trama mostra a corrupção dentro da própria polícia, a ganância das grandes empresas e a conivência da imprensa e da política, formando uma grande teia de manipulação da opinião pública, em prol dos seus interesses particulares.

Méritos para José Padilha que conseguiu produzir um filme ácido, que faz uma atualização certeira do clássico de Paul Verhoeven.
Pablo M.
Pablo M.

19 seguidores 25 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
Bom novo visual uma nova história. Padilha optou em um roteiro totalmente diferente do clássico de 1987 mantendo a consciência do produto e colocando o personagem em outros paradigmas a ser tomados. Mais ágil, rápido e com alta tecnologia a seu serviço nos presenteia com sequências de ação e tiroteio muito boas, salve também o elenco de peso que dá gosto de ver na tela. O filme começa a perder pontos no desenrolar da trama até o final deixando alguns furos. Mas deu gosto de ver Alex Murphy e sua clássica trilha sonora de volta aos cinemas.
Fox S.
Fox S.

6 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
eu sei que vai ser totalmente esquecivel como todas as refilmagens são
entendo de cinema eu sei o que to falando
Sandro R.
Sandro R.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
Uma boa distração. Ótimos efeitos especiais.
Samuel L. Jackson foda como sempre!
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