Robocop
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4,1
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Skybaggins
Skybaggins

11 seguidores 37 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
"RoboCop - O Policial do Futuro" é um ficção científica cultuada de 1987 que marcou a geração de muitos amantes de cinema. O filme trazia uma crítica social poderosa, além de frases de efeito e personagens cativantes. Há alguns anos foi anunciado que o filme teria um remake. Os fãs já ficaram com um pé atrás, afinal é difícil refilmar um grande clássico. Depois, vieram os trailers e foi aí que a expectativa de todos ficou lá embaixo. Mas com expectativa alta ou baixa ou filme está aí. "RoboCop" conta a história do policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) que após sofrer um acidente perde grande parte do corpo e para sobreviver é colocado dentro duma máquina. Essa máquina, chamada RoboCop, é um projeto do Dr. Norton (Gary Oldman), chefiado por Raymond Sellars (Michael Keaton) que visa acabar com a criminalidade nos Estados Unidos.

O roteiro é de Joshua Zetumer, em seu primeiro longa-metragem. O cenário político é muito bem usado no primeiro ato do filme e ali formou-se a esperança de um bom filme. Porém, a trama vai se desenrolando e essa trama política é esquecida para dar lugar ao drama do protagonista. Enquanto no filme original, as duas tramas eram excelentemente conectadas, nesse filme uma não dá espaço para a outra. Além disso, ocorre um romance entre o RoboCop e sua mulher totalmente desnecessários. Parece que isso foi feito para dar um final feliz para o filme. O filme, assim, tornou-se familiar. Os diálogos são irregulares. Enquanto as cenas com Samuel L. Jackson são hilárias, o público sente a falta das frases de efeito presentes no filme original. A famosa frase "Dead or alive, you are coming with me!" foi usada ridiculamente. Porém o filme também faz referências boas como no uso da frase "I would buy that for a dollar!" e na fantástica trilha sonora. O desenvolvimento do personagem principal foi bem mal feito. O roteiro não se decide qual é a posição do RoboCop em relação ao mundo e isso confunde o espectador.

Pela primeira vez numa super produção hollywoodiana temos um brasileiro na direção. O responsável pela façanha é José Padilha. Ele é responsável por grandes filmes brasileiros como "Ônibus 174", "Tropa de Elite" e "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora é Outro". A direção dele é bem notável no filme. A câmera que acompanha os movimentos táticos do personagem é muito bem usada. Os movimentos de câmera também são bem feitos e eficientes. Esse movimento que acompanha os personagens no chão, em vez de mostrá-los de cima, é muito característico dos filmes anteriores do Padilha e tornam sua direção autoral, pois isso mostra que ele não se omitiu perante aos produtores e dirigiu o filme da forma que gostaria. O filme passa-se alguns anos no futuro e a imagem que o longa proporciona é bem viável. A fotografia do filme não é bem usada e não é dado espaço a ela. Os robôs do filme, assim como as naves são bem feitos. O visual do RoboCop faz uma referência no início ao mostrar a cor cinza, mas depois já muda a cor e o estilo da roupa e fica mais parecido com o Homem de Ferro. Os tiros nas cenas de ação poderiam ser melhores, mas a direção ofuscou esse problema.

O elenco é razóavel. Joel Kinnaman possui uma atuação eficiente. Mas o problema não é a atuação. O problema é que ele é muito galã para fazer o papel. Ao escolher um galã para o papel, o filme perdeu o medo/horror que a cara do RoboCop passava ao público. Michael Keaton (Batman do Tim Burton) é o principal vilão do filme. Ele não faz uma atuação má, mas ele não tem cara de vilão. Parece que a escolha do elenco foi errada, não pelas atuações, mas pelo estilo de cada ator. Porém nem todas as escolhas foram más. Gary Oldman está excelente no papel e apresenta-se como o ator mais emotivo do longa. Samuel L. Jackson está muito bem interpretando ele mesmo, falando palavrões e sendo engraçado. O grande problema do filme é a produção. O roteiro, mesmo sendo superficial, dava para ser melhor trabalhado, principalmente com a auxílio do Padilha. Mas os produtores tomaram conta do filme. Eles não se importaram com o roteiro e com a história. Eles tornaram bons personagens e bons conceitos em cenas de ação. Afinal, o filme é um blockbuster do verão americano. Mas essas cenas de ação são muito cansativas e desnecessárias. Lógico que se você vai ao cinema querendo relaxar e descansar a cabeça, o filme é uma boa escolha. Mas se você quiser um bom filme profundo, a sugestão é o filme do Verhoeven. Se José Padilha tivesse total liberdade sobre o filme, aposto que veríamos uma excelente ficção científica com críticas à sociedade. Mas, como é um blockbuster comandado por produtores, obtemos um filme de ação para a família despreocupado com o roteiro.
Mario F.
Mario F.

6 seguidores 2 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Lembro q em 1988 não pude entrar no cinema para ver Robocop, pois o filme tinha uma classificação 18 anos e na época tinha 6. Tive que esperar o VHS pra conferir um dos melhores filmes de ficção policial que já foi feito.
21 anos depois do último filme, Hollywood decide lançar uma refilmagem de um clássico que se tornou Cult. Péssima ideia, nem com José Padilha isso daria certo. Talvez fosse melhor lançar uma continuação do que uma refilmagem com classificação livre. Sem apelo, uma história muito resumida, sem detalhes, com efeitos previsíveis, não mostrando nada de novo. Aliás, no original parece que se passa no futuro, nessa refilmagem parece que se passa em outro planeta.
Foi fraco e desnecessário. O que pior pode acontecer nessa altura é alguém querer uma continuação disso.
Gustavo G.
Gustavo G.

20 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
O filme deve que se habituar á época atual fazendo algumas transformações para que o público que identificasse com que se passa e imaginasse um futuro não tão distante,o filme de 1987 é um sátira á sociedade repressora,e josé padilha deve que adaptar o roteiro para fazer um crítica á sociedade atual(cercada e dominada com máquinas).

No filme é usado muito á imagem em terceira pessoa,presente nos jogos FPS,essa estética gamer faz com que tudo fique mais frenético e divertido de se assistir.

Algumas frases,e cenas marcantes foram mantidas,porém José padilha poderia ter inovado criando bordões novos para o Robocop e claro,faltou um pouco de ousadia no final,que foi bem apático faltando um pouco de emoção.

RoboCop de José Padilha não deixa á desejar porém não vai causar nem de longe o impacto que o filme de Paul Verhoeven causou,vai ser apenas mais um em meio á tantos remakes feitos.
Charles O.
Charles O.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Penso que se não podem fazer melhor, para que assassinar o clássico dos anos 80 ???
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2014
Temas filosóficos, existenciais e, claro, políticos estão no Robocop de José Padilha

Uma cidade com altíssimos índices de violência. Uma força policial insuficiente e descrente, salientada por um sistema penitenciário falido e decadente e um governo omisso e indolente. Um enorme conglomerado empresarial que monopoliza a segurança pública, ao administrar a polícia local, tendo, em contradição, membros do seu alto escalão diretamente envolvidos com o tráfico de drogas e de armas. Não, este não é o roteiro de um novo Tropa de Elite, e sim um emaranhado de elementos que contribuíram para compor, há quase 30 anos, uma contundente obra de ficção científica. Ao realizar, em 1987, RoboCop, seu primeiro filme americano, o cineasta holandês Paul Vehroeven teceu – com altas doses de ironia – uma realidade incrivelmente próxima da rotina caótica e incendiária vivida pelos milhares de policiais, não apenas nos EUA mas ao redor do mundo, que têm a árdua tarefa de patrulhar e tentar manter a “ordem” nas anárquicas ruas dessas conturbadas metrópoles que há muito fugiram do controle, o que inclui, infelizmente, alguns centros urbanos brasileiros que, não raro, já vimos se transformarem em verdadeiros campos de guerra. Este cenário da vida real, por sua vez, se mostrou um terreno extremamente fértil para que outro diretor, desta vez um jovem brasileiro, mostrasse, com uma crueza documental e assustadora, a triste e violenta realidade de seu país, com Ônibus 174 (2002) e principalmente com os dois longas da série Tropa de Elite (2007 e 2010), que lhe conferiram fama internacional e lhe renderam um convite para dirigir a nova versão de um dos filmes mais emblemáticos dos anos 1980.
No RoboCop de José Padilha, portanto, vemos, em um futuro próximo, unidades ED-209, do conglomerado empresarial Omnicorp, espalhadas por todos os países, garantindo a “segurança da população mundial” e contendo toda e qualquer resistência à “pacificação” estabelecida. Ironicamente, os EUA é a única nação onde não há robôs andando por aí. É que os cidadãos norte-americanos não confiam em máquinas para salvaguardá-los do crime. Contudo, o executivo da Omnicorp Raymond Sellars (Michael Keaton), tem a ideia de apresentar ao povo uma máquina que tenha sentimentos e, dessa forma, possa ganhar a sua simpatia. A busca por um “voluntário” para a junção homem-software coincide com o acidente sofrido por Alex Murphy, policial de Detroit, que ganha, com o projeto, a oportunidade de uma nova vida. “Mas que tipo de vida ele vai ter?”, indaga Sellars. Três meses se passam, e presenciamos uma cena terrivelmente perturbadora. Alex Murphy, no laboratório, seu “novo lar”, diante do espelho, observando com pavor o que restou de seu corpo após o acidente, e se defrontando com a triste realidade de sua situação, na qual se tornou totalmente dependente da estrutura metálica que o reveste, e lhe confere um “novo corpo”. Percebemos facilmente a forma dolorosa, ainda que contida, com que o seu “criador”, o Dr. Norton (Gary Oldman, em uma cuidadosa interpretação) se compadece de sua “criatura”. Em nenhum momento vemos empolgação no cientista, ao contrário, apenas um misto de ressentimento e complacência, uma mórbida analogia ao Dr. Victor Frankenstein da literatura. Quanto ao protagonista, o que vemos é um personagem nitidamente desconfortável com sua nova condição (numa sensível construção de personagem por parte de Joel Kinnaman), o que se intensifica quando há tentativas de reaproximação por parte de sua esposa (Abbie Cornish) e filho, tema que havia sido apenas sugerido no longa original. Esses reencontros, quando acontecem, proporcionam momentos melancólicos, que traçam a infeliz jornada de um trágico herói.
Essa abordagem altera completamente a nossa forma de ver o personagem, que se distancia do “policial do futuro” que outrora proporcionava contagiantes sequencias de ação. Padilha nos traz um herói amargurado, à beira do colapso mental, por conta da sobrecarga de emoções (e informações implantadas) em sua mente, e quando o vemos em ação testemunhamos um homem-máquina em um angustiante conflito interior, evidenciado pela expressão de seu rosto, mesmo quando coberto pelo capacete. Vê-lo em ação pode ser anticlimático para quem espera algum eco do herói metálico que (ainda que também tivesse seus questionamentos) empolgava plateias com seu caminhado robótico e sua pistola em punho. O Robocop de Padilha, de visual hi-tech, é muito mais ágil e, consequentemente, mais eficaz em suas patrulhas, e a “câmera na mão” utilizada em vários momentos pelo cineasta conferem o tom de perigo às cenas de ação, mas então por que elas não empolgam tanto quanto antes? Referências ao original, sim, elas são perceptíveis, a começar pelos famosos acordes originais compostos por Basil Podelouris que ouvimos nos créditos iniciais e em outro momento-chave do longa. Os fãs ficarão admirados ao verem as unidades ED-209 subindo e descendo escadas, ou quando ouvirem frases antológicas, das quais a mais marcante seguramente seja: “Morto ou vivo, você vem comigo.” Mas talvez a violência explícita do original tenha alimentado uma expectativa exagerada em torno do que o criador do linha-dura Capitão Nascimento faria nesta releitura, e aí resida a maior decepção. Além de possuir um protagonista frágil psicologicamente, o filme carece de sequências viscerais. As qualidades do longa de Padilha residem em seus conceitos morais, éticos e, principalmente, políticos.
A obra original trazia irônicas intervenções em formato de telejornais e comerciais de TV, que mostravam uma sociedade com uma distorcida visão do “sonho americano”, incluindo até filmes institucionais promovendo a OCP, então principal acionista da força policial. Mostrava também, por meio desses mesmos noticiários, uma América completamente ineficaz com sua fracassada e vergonhosa política externa, desmoronando em suas tentativas de amenizar conflitos. E este é um dos itens nos quais Padilha acertou em cheio, ao incluir em seu longa flashes do programa televisivo jornalístico sensacionalista de Pat Novak (Samuel L. Jackson, que está em todas), que nada mais é do que uma propaganda escancarada do governo, despejando sua “verdade” ao povo norte-americano.
Após o sucesso de RoboCop (uma das maiores bilheterias de 1987), Paul Verhoeven quis se dedicar a outros projetos – nesta que foi a fase mais criativa (e lucrativa) de sua carreira – e realizou em seguida outras duas obras também icônicas: O Vingador do Futuro, em 1990 (que também ganhou um remake recentemente, mas sem muito êxito) e Instinto Selvagem, em 1992 (que fez de Sharon Stone o sex symbol definitivo do fim do século). Quanto ao “policial do futuro”, entregue em outras mãos, um ótimo segundo filme foi realizado em 1990. O mesmo não pode ser dito do desastroso terceiro longa, de 1993, que banalizou o personagem ao nível do ridículo. Deslizando ladeira abaixo, foi produzido ainda um equivocado e desnecessário seriado de TV. Com foco no público infantil, a franquia gerou ainda duas séries em desenho animado, além de revistas em quadrinhos, games... e 27 anos após ter sido apresentado ao mundo, este ícone da Cultura Pop é resgatado pela mídia que o lançou, o cinema, e sob a batuta de um brasileiro, ávido conhecedor de um dos principais temas recorrentes do universo do personagem, a violência das ruas. Ainda que a experiência de assisti-lo não seja totalmente satisfatória, e mesmo tendo economizado no item violência e optado por abordar temas filosóficos e existenciais acerca do protagonista, bem como os avanços da robótica como ciência, e suas implicações éticas, a decisão acertada de Padilha em investir no contexto político, resgatando com isso premissas básicas do original, pode agradar a muitos. A aceitação deste filme, portanto, dependerá muito do ponto de vista de quem o assiste. Não à toa ele tem dividido opiniões da crítica e do público.
A última fala do filme, dita com orgulho por Pat Novak, com a bandeira dos EUA à sua retaguarda, sintetiza com exatidão toda a ironia e o sarcasmo que José Padilha conseguiu imprimir à obra que acabara de entregar, superando inclusive, ao menos neste quesito, o original. O diretor tupiniquim dá uma bela alfinetada a quem a carapuça servir, deixando em Hollywood a sua marca, transbordante de acidez política. Um ácido tão “cáustico” aos olhos do telespectador quanto o líquido que é derramado sobre um capanga no filme de 1987, deixando-o completamente desfigurado. Essa “desfiguração moral” à qual Padilha nos atira com o novo RoboCop é claramente um alerta diante do fascismo de uma nação cujas decisões poderiam ser capazes de afetar as vidas de todos nós, mesmo sem terem essa autonomia, um governo que se auto intitula no direito de interferir nas relações internacionais, impondo sua “paz”. E viva a democracia do cinema!

Roberto Oliveira
Wander D.
Wander D.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2014
O filme, ou refilmagem, tem coisas boas e ruins. Tem muito de tropa de elite no filme: o Robocop(ou Capitão Nascimento), a esposa, os policiais corruptos, empresario inescrupuloso(políticos) e os robôs (homens de preto). Tá tudo recontado lá. Retoma o tema sobre a desumanização que os aspirantes (a policial) - opsss quer dizer: robocop - são submetidos. Então, o que é anormal torna-se aceitável, como normal. Padilha deixa claro que o próprio robocop (um justiceiro) é mal também. Esta tudo lá, inclusive o pregador (jornalista) gritando aos quatro cantos que o exercício da força é a solução.
Bruno L.
Bruno L.

9 seguidores 7 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 2 de março de 2014
Esse robôcop e muito frouxo, quase não se tem cenas de ação, deveria ser programando para fazer serviços de casa como lavar chão e panela!
Rodrigo M.
Rodrigo M.

3 seguidores 7 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 3 de março de 2014
O final poderia ter sido melhor, deveria ter mais ação no filme, ficou parecendo mais uma divulgação do Robô(policial do futuro)! :-P
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