Robocop
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4,1
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Rafael M.
Rafael M.

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4,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Como pode cítica de profissionais oscilar tanto??? se ele tem formação em uma ciência, ou que seja uma arte, e assim possuem o conhecimento "know-how" sobre o assunto, não deveriam ter opiniões tão divergentes .... enfim, fica minha critica à critica.
Para mim um ótimo filme que nada deixa a desejar aos bons filmes americanos. Achei que ficaram bem amadurecidas as ideias que tentam aproximar a ficção de uma possível realidade.
E para mim o principal é que o filme tem os elementos essenciais para ser um sucesso com o público, mesmo que não venha a ser por causa das críticas dos chatos conhecedores, ele emociona, diverte e empolga enquanto se está assistindo.
Excelente!!!
Jhonatas S.
Jhonatas S.

22 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
esperava mais! principalmente na violência kkk mas a limitação vem pela faixa etária do filme, esses putos só pensam em vender e aumentar o público alvo acabou por tirar a parte violenta q marcou tanto os primeiros filmes `Robocop`
sfabio
sfabio

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Primeiramente gostaria de dizer que este filme do Robocop dirigido por nosso compatriota José Padilha, é uma releitura de seu antecessor de 1987, que obviamente não tem a obrigação alguma de se seguir ao pé da letra este filme. Mas mesmo assumindo este aspecto, José Padilha soube respeitar os pilares principais da estória de Robocop como já conhecíamos anteriormente, mostrando uma versão mais moderna do herói (podemos dizer "herói"?) e, mesmo tendo um pequeno teor de violência (principalmente em sua introdução), é justificável a falta dela, tendo em vista que Robocop em tempos atuais é visto mais como entretenimento infantil do que adulto, sendo assim, como fazer um filme violento para crianças?

Bem, o ponto alto do filme ficou claramente voltado ao que nosso novo "Policial do Futuro" poderia fazer, e ele mostrou confiantemente oq tem de melhor, com foco em bastante usabilidade tecnológica. Outro ponto alto foi uma homenagem mantendo sua trilha sonora temática, trazendo nostalgia a todos os fãns do filme da década de 80. A crítica pesada em cima da política de segurança do estado também foi bastante explorada e aproveitada neste filme, coisa que sabemos que o nosso querido José Padilha sabe fazer bem em seus filmes. Todavia, apesar de bastantes pontos altos, o filme peca um pouco no excesso de drama em volta do pseudo-protagonista, deixando de lado a ação que é oq nós realmente queríamos ver, tornando o filme em determinadas partes meio cansativo. A conclusão do filme poderia ser mais trabalhada, deixando bastante empurrado e em determinado aspecto chega a incomodar.

Mas de modo geral, Robocop (2014) é um filme aceitável que pode agradar bastante o público que se identifica com o personagem, quanto aqueles que estão o conhecendo desde já. Todavia, é um ótimo filme de ação. José Padilha está de parabéns, superou (ou na pior da hipóteses alcançou) as expectativas sobre esta nova releitura, e que se tudo der certo, que venha uma futura continuação. Vale a pena conferir.
Rogerio A.
Rogerio A.

3 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Ágil, nervoso, violento e com muito vigor visual..
Roberto H.
Roberto H.

13 seguidores 9 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Quando foi anunciado que o remake de Robocop seria dirigido por José Padilha, os fãs do original já ficaram preocupados, e ainda mais quando saíram os trailers do personagem em um novo uniforme. Por sorte, Padilha conseguiu um filme bem equilibrado e que agradou a maioria.
Alguns reclamaram bastante de como o original de Paul Verhoeven tinha uma carisma e tom diferente, mas quem disse que esse novo filme deveria ser a mesma coisa? Os tempos mudaram, infelizmente não temos mais a carisma de tempos passados - o que é uma pena, pois muitos filmes seriam bem melhores se fossem levados com um pouco de simplicidade - mas, no caso de Padilha, ele não quer apenas um grande filme de ação e ficção científica, que por si só já poderiam fazer algo ótimo, o rapaz tem uma abordagem mais séria e crítica do que o original. Verhoeven fez um excelente trabalho construindo todo universo em volta de Robocop e a trama de Alex Murphy, o que deixou para Padilha apenas o trabalho de incluir alguns elementos e criar um remake respeitável. Pouca coisa mudou do original, se formos falar da premissa envolvendo a batalha entre homem e máquina e a constante contradição envolvendo emoção e automação, mas aqui temos todo o ambiente e o tom que são completamente diferentes.

O ano é 2028 - Alex Murphy (Joel Kinnaman) é um policial que consegue atrair a atenção do crime organizado, chegando a sofrer um atendado em sua própria casa. O atentado acaba resultando em queimaduras de mais de 80 porcento do corpo do policial, o que atrai a atenção da empresa multinacional OmniCorp. Mas que que essa empresa quer? Bem, a OmniCorp tem atuação forte no Oriente com seus drones e artilharia pesada contra o terrorismo, mas ainda não conseguiu realizar o maior sonho de Raymond Sellars (Michael Keaton), o presidente da empresa, colocar androides no combate ao crime nas ruas da América. O governo não aceita muito bem a ideia, já que uma máquina não teria o poder de escolha. Qual a solução? Unir um homem a uma máquina, neste caso, Alex. O que poderia ser a salvação do policial, transforma-se em uma maldição, quando descobre não ter total controle de sua vida.

Padilha consegue equilibrar muito bem o filme, dando espaço para outros personagens que são bem aproveitados, como a família de Alex e o doutor Dennett Norton (Gary Oldman); O mais divertido é, sem duvidas, o apresentador de um programa sensacionalista na defesa da empresa OmniCorp, Pat Novak, interpretado por Samuel L. Jackson.

Por mais que sofra de alguns inevitáveis clichés, Padilha cria um ritmo interessante e nada cansativo, além de algumas sequências incríveis. O maior diferencial do diretor aqui é a dimensão que deu ao filme e o personagem, que não só recebeu uma trama mais elaborada, como um desenvolvimento muito bom.

Pode parecer chato ficar comparando o original com o remake, mas é a melhor forma de mostrar como este é um dos poucos casos em que o segundo não pareceu desnecessário e veio no momento certo, por mais que se passe mais de 10 anos no futuro, tudo parece real e acessível.

Nada é perfeito, é claro, mas como diz aquele ditado, "se é pra fazer, faz direito" - e Padilha conseguiu fazer a lição de casa.
Anna Clara  V.
Anna Clara V.

16 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Robocop 1987 / 2014 -

Robocop é um clássico do cinema desde seu lançamento em 1987 (dirigido pelo holandês Paul Verhoeven). Atualmente, José Padilha (diretor de Tropa de Elite I e II) se dispôs a regravá-lo, agora com a tecnologia avançada e a fama Hollywoodiana vibrando a seu favor. É inevitável a comparação entre o primeiro longa e seu remake, sem dúvida a catarse está presente em sua versão original, enquanto na atual o envolvimento da história diante do público deixa um pouco a desejar. (Mas não estamos aqui para focar nas comparações, e sim, observar a individualidade e os resultados da direção de José). O avanço tecnológico de Robocop (2014) foi um dos pontos positivos, fazendo valer o efeito realista das máquinas de 2028. Podemos dizer que o problema não está nos efeitos gráficos do longa, mas nos cortes de cena e o mal preenchimento de tempo com a história rica em detalhes, o que tornou o filme um pouco cansativo de se ver.

José Padilha na direção -

Não é comum ver um cineasta brasileiro ganhando nome em Hollywood. Robocop sem dúvida abre portas para Padilha, tanto para seu reconhecimento como cinesta, quanto para seu aperfeiçoamento no mundo do Cinema. É admirável ver um ícone do nosso Brasil mostrando profissionalismo pelos cantos do mundo. Olhando a parte técnica de Robocop, realmente é notável a forma de Padilha dirigir, tendo como base Tropa de Elite I e II, percebe-se que as sequências de ação e até mesmo certos clichês são características comuns, não desvalorizando o roteiro e a crítica bem elaborada que está por trás dos mesmos.

A história e sua crítica -

Logo no começo do filme retrata-se que a maior fraqueza do ser-humano é a forma de lidar com os sentimentos. Muitas vezes o “excesso do sentir” dificulta a realização de deveres justos, enquanto a falta dele nos impede de ter piedade para com o próximo. spoiler: Penso que não tem forma melhor de demonstrar isso contando a história de um policial que, depois de perder os membros de seu corpo em um acidente, teve que viver como um princípio inteligente dentro de uma máquina manipulada pelo governo.
Aí que a história se desenvolve e a crítica começa a fazer sentido. Com que propriedade uma pessoa se sente no direito de manipular a outra sem seu próprio consentimento? Como a mídia tendenciosa influencia em nosso modo de pensar e agir? Até que ponto temos liberdade de expressar todos os nossos apelos? Afinal, quem faz as escolhas por um mundo melhor somos nós ou quem está no poder? Esses são alguns questionamentos gerados ao decorrer do filme. Padilha acertou ao mostrar o lado familiar desse policial, o que nos comove e ao mesmo tempo nos deixa aflitos (o envolvimento da história com o público se dá através dessas poucas partes). O filme em si desperta muitos pontos de vista válidos, spoiler: porém no final é deixado pra você tirar suas próprias conclusões, visto que não teve um desfecho específico.
É um filme recomendável com seu prós e contras, como qualquer outro. É relativa a forma com que cada pessoa o interpreta, e nesse quesito, a moral do filme não se contradiz com seu objetivo.
Fabiano S.
Fabiano S.

10 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
RoboCop | Crítica

Antes de iniciar a crítica propriamente dita, preciso que você leitor entenda duas coisas: 1) Vivemos em uma era do “politicamente correto”. A década de 80 foi recheada de violência e personagens vingativos. Me lembro de assistir desenhos animados do Conan e Rambo nas manhãs antes de ir para a escola. Isso mesmo: desenhos animados para crianças de personagens que tiveram filmes violentos. Hoje isso não é mais tolerado ou permitido; 2) A indústria do cinema americano tem um objetivo como qualquer outra indústria: fazer dinheiro. E para tanto, os filmes geralmente tem que garantir a classificação etária em 13 anos, possibilitando uma maior bilheteria.

Depois desta pequena explicação, vamos passar para a crítica propriamente dita do filme. A premissa do filme é basicamente a mesma do original: policial entre a vida e a morte é transformado em uma máquina para integrar a polícia local. Depois de um período de adaptação, passa a buscar os responsáveis pelo seu atual estado.

Mas o filme de José Padilha parte para uma abordagem mais “real” do personagem e do mundo que ele habita. Desta maneira, somos apresentados a uma realidade em que os EUA mandam robôs, drones e paranoia militar.

O governo americano não aprova o uso de robôs dentro do país. Para resolver este problema, a Omnicorp desenvolve um projeto único ao colocar um ser humano dentro de uma máquina. Ao implantar o “Projeto Robocop”, a opinião pública aprova tal iniciativa com as imediatas baixas na criminalidade.

O mundo criado por Padilha é crível e muito próximo do nosso. Parece uma evolução natural do que vivemos hoje em dia.
Apesar da ausência da violência explícita em comparação ao original, o RoboCop versão 2014 é mais humano. Toda sua adaptação à nova realidade física é dolorida e sentida. Tem-se aqui o embasamento do avanço das próteses e fisioterapia de readaptação. A tensão e desconforto da família neste processo de 3 meses.

O modelo “black fosco” do policial do futuro tem um motivo. Assim como sua arma de projéteis de descarga elétrica. Tudo no filme tem uma razão e explicação. Do início ao fim.
Mas apesar de um roteiro bem arrumado e amarrado, o grande destaque deste filme é o elenco. Cercando Joel Kinnaman como o policial dedicado e pai de família Alex Murphy, temos Gary Oldman, Michael Keaton, Abbie Cornish, Samuel L. Jackson e Jackie Earle Haley atuando de forma concisa e segura. Gary Oldman abordando a ética médica de forma tão dividida e real é um show em especial. Somente no final é que ficamos sabendo qual o posicionamento do personagem. Michael Keaton em uma versão Steve Jobs tem papel de destaque. E Samuel L. Jackson em uma versão “Datena” faz crítica ao poder de que a mídia tem direcionar a população que a mídia tem.

Se você tem mais de 30 anos, não encare como uma refilmagem. Faça como eu: são dois filmes com a mesma premissa em realidades diferentes.

Um bom filme e que mostra o talento de José Padilha para o mercado internacional.
Arildo R.
Arildo R.

32 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
REPROGRAMADO EM NOVO TEMPO: Uma Análise de Robocop (2014) por Arildo "Mestre Ryu".

A moda dos últimos anos de refilmar clássicos intocáveis vem se tornado uma frustração por parte da velha guarda, os antigos fãs. Agora é a vez de Robocop: O Policial do Futuro, um dos meus clássicos favoritos, completos e intocáveis dos anos 80 (parece que foi ontem que nem se completavam 10 anos). Tudo ali se encaixa muito bem - o humor negro e a violência exagerada, caracterizavam o tom sombrio da obra dirigida por Paul Verhoeven.

Quando um trabalho cinematográfico marcante é refilmado por um renomado diretor, as coisas podem mudar e então passo a dar um crédito. José Padilha é sem dúvida alguma um dos meus diretores favoritos de todos os tempos e já começou bem em circuito americano ao ser escalado para refilmar um título muito importante. Um fato inédito para o cenário Brasileiro, um diretor do nosso país estar encarregado de refilmar um Blockbuster Americano que marcou uma geração e vendeu produtos como brinquedos e games cultuados até hoje.

Dificilmente se apaga marcas simbólicas como Robocop, cuja caracterização visual, trilha sonora e personagens e origem tão bem construídas que já se estabeleceram como um sucesso de público e crítica - decaindo a sua popularidade e infantilizado com as sequências (Robocop 2 e 3) e a série de TV.

José Padilha retoma o conceito maduro de Robocop a sua maneira - sem perder a essência do personagem e da história - trazendo a politicagem discutida comumente em suas outras obras: a decadência das corporações e a discussão sobre o uso da violência - em território Americano: a corrupção do Capitalismo e a utilização de máquinas de guerra substituindo o trabalho de soldados (seres eficientes, mas sem emoção para distinguir ou fazer escolhas).

Sem o humor negro e vilões tão cruéis quanto o filme original, por alguns momentos senti falta dos meus 20 anos atrás (quando só conhecíamos apenas um Robocop). Mesmo sem esses elementos e sem a violência 18 anos (nesse novo Robocop a classificação é 14 anos), a abordagem política pode cansar o público mais jovem ou o público que aguardava por apenas um filme carnificina - José Padilha mesmo disse que não fez um Robocop com o interesse de mostrar cabeças explodindo - mas existência dos drones (como é chamado as robôs do filme) são uma realidade nos tempos atuais fora dos territórios Americanos (como o caso das naves que voam no piloto automático).

A trama de Padilha (escrita por Joshua Zetumer), que também se passa no futuro (agora datado), trouxe elementos do presente para abrir mais um banco de dados sobre discussão ética, ficando muito bem encaixada para contar o que se passa nos tempos atuais - mas em universo fictício de um longínquo 2028. O futuro parece quase um plano de fundo do que parte de um elemento de fantasia complementar de um visual (totalmente atual).

Se na trama de 87 os efeitos visuais eram incríveis (ainda sem os recursos da computação gráfica) e se mantém convincentes com o passar do tempo, a versão de Padilha marca pela sua excelente edição vista em Tropa de Elite, apesar da câmera trêmula deixar situações levemente confusas do que realistas, para um filme Americano desse naipe. Pedro Bromfman (o compositor que Padilha trouxe de Tropa de Elite) em parceria com Bruce Fowler e Kevin Kaska,, fazem uma trilha tensa que convence nas cenas de ação fortalecida pela versão IMAX em cenas de tiroteios e explosões.

O maior ponto forte do filme fica mesmo é com as atuações - que desencadeiam muitas emoções principalmente na questão do controle que os criadores tem sobre o RoboCop. Ainda que a origem e o envolvimento humano do novo herói robô fique aquém do original, é interessante a expansão desse universo entre Alex Murphy e a máquina que ele se torna.

O ator sueco, Joel Kinnaman, é um novo Murphy com algumas rédeas mais rebeldes - personalidade adquirida pelo antigo Robocop firmemente após sua transformação ou da maneira como passamos a conhecê-lo melhor nos filmes originais. E ainda encara outros desafios que serão reconhecidas pelo antigo público - algumas de uma maneira diferente e embutidas de uma forma bem esperta.

Michael Keaton ( o meu eterno Batman dos saudosos anos 80 e 90 ) é o único vilão que realmente merece destaque, como o ganancioso Raymond Sellars, e Gary Oldman continua seguindo o seu destino de fugir de vilões (desde o seu tão querido James Gordon) e se mantém extremo como o Dr. Dennett Norton. Samuel L. Jackson, como o apresentador Pat Novak, chega a me lembrar a longa introdução de Patton: Rebelde ou Herói (1970), fazendo críticas em meio a guerra (agora mundial) e até contornando a imparcialidade da TV a seu favor.

José Padilha orgulha a nós Brasileiros e trata Robocop com o devido respeito, sem procurar matar o original, trazendo uma refilmagem de uma maneira devidamente minuciosa e inteligente (sem clichês bestas de filme Americano) e conseguindo manter algo de sua identidade, com peças novas (até o conceito da armadura preta convence), e apesar de pequenas coisas (pequenas mesmo) não surtirem tanto efeito como deveria (como uma versão da música tema originalmente composta por Basil Poledouris que se inicia meio levemente como uma rave - é melhor no álbum) e que podem fazer com que você viva detestando ou simplesmente procure deixar morrer.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Primeiramente gostaria de frisar que vi o filme original há muito tempo atrás, e não farei nenhuma comparação entre essas duas versões. O que importa aqui é que este Robocop me surpreendeu muito positivamente. A história pode não ser nova, mas a forma que é posta em prática é bastante interessante e atual. Para quem não sabe, o filme narra a jornada de Alex Murphy (muito bem interpretado pelo sueco Joel Kinnaman), que descobre um esquema de corrupção na polícia de Detroit e acaba sendo vítima de um atentado. Com a vida por um fio e o consentimento da esposa que buscava uma forma de salvar o marido, Alex é transformado em um artefato, meio humano, meio robô, capaz de unir os dois lados da moeda: a agilidade, precisão e frieza da máquina, com os sentimentos e discernimento do homem. Obviamente que o viés do filme retrata essa questão polêmica em meio a muita ação e correria, mas ao mesmo tempo não é deixada de lado toda a crítica referente ao dilema moral dessa circunstância limite. Na verdade, toda a manipulação política, de interesses e relacionada a dinheiro envolvidos nesse imbróglio é mostrada de maneira bastante ácida e marcante. O filme é uma crítica bastante pungente ao comportamento totalitário americano, e as visões ambíguas sobre corrupção e poder versus virtude e heroísmo são bem interessantes. A forma como um policial honesto é transformada num “monstro” robótico, onde seu primeiro contato com sua nova realidade é marcada pela repulsa, tem ares bastante contundentes. Ele absorve sua nova função amargamente, tornando-se uma figura sem sentimentos, um objeto controlado e manipulado pelos “grandes e poderosos”, sem consciência de ser uma mera marionete. Os cidadãos americanos abraçam Robocop como um novo heroi, mas não o consideram um homem perdido, e sim uma máquina que serve para combater uma criminalidade assustadora. O ritmo ágil e a coesão empregada pelo brasileiro José Padilha são bem vindos, assim como a forma que ele leva seu filme de maneira contundente em sua crítica social. Pode não ser um filme tão importante como Tropa de Elite 1 e 2, mas bom ver que o brasileiro conseguiu manter a discussão social em alto nível em sua primeira aventura hollywoodiana, coisa que ótimos diretores daqui como Walter Salles, Fernando Meirelles e Heitor Dhalia não conseguiram lograr com tanto entusiasmo em terra ianque. Fora isso, o filme conta com um ótimo elenco, onde além de Kinnaman, vemos ótimas performances de Gary Oldman e Michael Keaton, coisa rara em filmes de ação. Isso sem falar em um dos personagens mais interessantes do longa, que não poderia ter sido personificado por melhor ator: Samuel L. Jackson. É ver e avaliar com seus próprios olhos. Enfim, Robocop funciona como ótimo filme de ação e como filme reflexivo, item raro no cinemão de blockbuster atual. Pode não ser perfeito, e tampouco revolucionário, mas para um remake que muita gente não botava fé, o filme veio mostrar que tem uma qualidade bem acima da média do que se tem visto por aí no gênero.
Mario F.
Mario F.

6 seguidores 2 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Lembro q em 1988 não pude entrar no cinema para ver Robocop, pois o filme tinha uma classificação 18 anos e na época tinha 6. Tive que esperar o VHS pra conferir um dos melhores filmes de ficção policial que já foi feito.
21 anos depois do último filme, Hollywood decide lançar uma refilmagem de um clássico que se tornou Cult. Péssima ideia, nem com José Padilha isso daria certo. Talvez fosse melhor lançar uma continuação do que uma refilmagem com classificação livre. Sem apelo, uma história muito resumida, sem detalhes, com efeitos previsíveis, não mostrando nada de novo. Aliás, no original parece que se passa no futuro, nessa refilmagem parece que se passa em outro planeta.
Foi fraco e desnecessário. O que pior pode acontecer nessa altura é alguém querer uma continuação disso.
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