Robocop
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4,1
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Benedicto Ismael C. Dutra
Benedicto Ismael C. Dutra

92 seguidores 145 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Embora a fase inicial mais se assemelhe a um vídeo game, o filme vai crescendo, embora com alguma previsibilidade, mas empolga pela posição delicada em que Alex Murphy fica em meio aos interesses econômicos na produção e venda das máquinas policiais. Fica bem nítida a manipulação da opinião pública, conduzida para decisões que julga ser de livre escolha influenciada. Um ensaio de neurociência no estudo da dinâmica cerebral, muito distante porém do núcleo interior humano, que quando desperto, se sobrepõe ao raciocínio.
Pedro O.
Pedro O.

14 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Robocop sem Spoilers...

O que dizer desse filme???

Não existe uma palavra para definir este grande sucesso de José Padilha, não sei quanto ao gosto de vocês, mas mesmo eu que sou um grande fã dos clássicos achei este reboot melhor e mais crítico que o de Verhoeven.

Inicio minha crítica dizendo que ao contrário da maioria dos espectadores, eu mantinha grande fé e confiança no trabalho de Padilha.

Ao iniciar a sessão, somos abordados com um discurso do personagem de Samuel L. Jackson (fundamental na trama), então, recebemos em seguida um verdadeiro bombardeio de críticas ao monopólio e dominação americanos, o filme indica massivamente como as ocupações dos EUA nos países menores são covardes e sem sentido (pois a maioria das invasões ocorrem principalmente para teste de armas e um verdadeiro roubo dos recursos alheios).

Vemos também, como exploram mão de obra barata como a chinesa, temos grande impacto socioeconômico, onde grandes indústrias fazem verdadeiras fronteiras com os costumes e tradição da agricultura da China.

Fora isso, temos lições de como o ser humano é destruído por sentimentos degenerativos, como Ganância, Ódio, Inveja, Corrupção e como somos iludidos por poder e dinheiro.

Do seu jeito, Padilha nos presenteia com grandes críticas à manipulação da imprensa sobre a opinião pública, mostrando como indiretamente acabamos sempre fazendo o que eles querem.

Enfim, entre lições e críticas temos verdadeiro resultado de um trabalho duro e inicialmente desacreditado de um verdadeiro gênio d indústria cinematográfica. José Padilha é o nosso verdadeiro herói dos filmes policiais.
Skybaggins
Skybaggins

11 seguidores 37 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
"RoboCop - O Policial do Futuro" é um ficção científica cultuada de 1987 que marcou a geração de muitos amantes de cinema. O filme trazia uma crítica social poderosa, além de frases de efeito e personagens cativantes. Há alguns anos foi anunciado que o filme teria um remake. Os fãs já ficaram com um pé atrás, afinal é difícil refilmar um grande clássico. Depois, vieram os trailers e foi aí que a expectativa de todos ficou lá embaixo. Mas com expectativa alta ou baixa ou filme está aí. "RoboCop" conta a história do policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) que após sofrer um acidente perde grande parte do corpo e para sobreviver é colocado dentro duma máquina. Essa máquina, chamada RoboCop, é um projeto do Dr. Norton (Gary Oldman), chefiado por Raymond Sellars (Michael Keaton) que visa acabar com a criminalidade nos Estados Unidos.

O roteiro é de Joshua Zetumer, em seu primeiro longa-metragem. O cenário político é muito bem usado no primeiro ato do filme e ali formou-se a esperança de um bom filme. Porém, a trama vai se desenrolando e essa trama política é esquecida para dar lugar ao drama do protagonista. Enquanto no filme original, as duas tramas eram excelentemente conectadas, nesse filme uma não dá espaço para a outra. Além disso, ocorre um romance entre o RoboCop e sua mulher totalmente desnecessários. Parece que isso foi feito para dar um final feliz para o filme. O filme, assim, tornou-se familiar. Os diálogos são irregulares. Enquanto as cenas com Samuel L. Jackson são hilárias, o público sente a falta das frases de efeito presentes no filme original. A famosa frase "Dead or alive, you are coming with me!" foi usada ridiculamente. Porém o filme também faz referências boas como no uso da frase "I would buy that for a dollar!" e na fantástica trilha sonora. O desenvolvimento do personagem principal foi bem mal feito. O roteiro não se decide qual é a posição do RoboCop em relação ao mundo e isso confunde o espectador.

Pela primeira vez numa super produção hollywoodiana temos um brasileiro na direção. O responsável pela façanha é José Padilha. Ele é responsável por grandes filmes brasileiros como "Ônibus 174", "Tropa de Elite" e "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora é Outro". A direção dele é bem notável no filme. A câmera que acompanha os movimentos táticos do personagem é muito bem usada. Os movimentos de câmera também são bem feitos e eficientes. Esse movimento que acompanha os personagens no chão, em vez de mostrá-los de cima, é muito característico dos filmes anteriores do Padilha e tornam sua direção autoral, pois isso mostra que ele não se omitiu perante aos produtores e dirigiu o filme da forma que gostaria. O filme passa-se alguns anos no futuro e a imagem que o longa proporciona é bem viável. A fotografia do filme não é bem usada e não é dado espaço a ela. Os robôs do filme, assim como as naves são bem feitos. O visual do RoboCop faz uma referência no início ao mostrar a cor cinza, mas depois já muda a cor e o estilo da roupa e fica mais parecido com o Homem de Ferro. Os tiros nas cenas de ação poderiam ser melhores, mas a direção ofuscou esse problema.

O elenco é razóavel. Joel Kinnaman possui uma atuação eficiente. Mas o problema não é a atuação. O problema é que ele é muito galã para fazer o papel. Ao escolher um galã para o papel, o filme perdeu o medo/horror que a cara do RoboCop passava ao público. Michael Keaton (Batman do Tim Burton) é o principal vilão do filme. Ele não faz uma atuação má, mas ele não tem cara de vilão. Parece que a escolha do elenco foi errada, não pelas atuações, mas pelo estilo de cada ator. Porém nem todas as escolhas foram más. Gary Oldman está excelente no papel e apresenta-se como o ator mais emotivo do longa. Samuel L. Jackson está muito bem interpretando ele mesmo, falando palavrões e sendo engraçado. O grande problema do filme é a produção. O roteiro, mesmo sendo superficial, dava para ser melhor trabalhado, principalmente com a auxílio do Padilha. Mas os produtores tomaram conta do filme. Eles não se importaram com o roteiro e com a história. Eles tornaram bons personagens e bons conceitos em cenas de ação. Afinal, o filme é um blockbuster do verão americano. Mas essas cenas de ação são muito cansativas e desnecessárias. Lógico que se você vai ao cinema querendo relaxar e descansar a cabeça, o filme é uma boa escolha. Mas se você quiser um bom filme profundo, a sugestão é o filme do Verhoeven. Se José Padilha tivesse total liberdade sobre o filme, aposto que veríamos uma excelente ficção científica com críticas à sociedade. Mas, como é um blockbuster comandado por produtores, obtemos um filme de ação para a família despreocupado com o roteiro.
Tiago M.
Tiago M.

6 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Pouca ficção, pouca ação e é um filme sentimental de mais. Porém gostei por ser um filme baseado num futuro não muito distante.
ANTONIOFPSS
ANTONIOFPSS

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
É um bom filme mas a história poderia ser bem mais elaborada. Vale o ingresso mas não surpreende.
anônimo
Um visitante
3,0
Enviada em 5 de setembro de 2014
Vamos esquecer,tudo aquilo que vimos no filme original de 1987.É claro que em alguns remakes,você se empolga bastante em tentar ver algo que possa ser bem reconstruído.Mas com Robocop,parece que a ideia não evoluiu.O filme é mesmo totalmente voltado a uma política e corrupções que acho que assombram toda a parte do mundo.O roteiro foca bastante nesse termo.Onde praticamente de dez em dez minutos,você irá se deparar com esse assunto.Esse mesmo assunto que dá um certo tipo de desanimo a história,onde,desfavorece toda aquela sequência de ação em que o personagem principal está metido.AÇÃO,essa palavra e essa atitude bem que poderia ter rondado mas a história de Robocop.Que na verdade,são poucas cenas em que a ação é prolongada,ficando quase que lento em relação ao filme original.A história se divide em muitos aspectos,de relação familiar,a relação profissional.Onde o foco é sim Alex Murphy (Joel Kinnaman),que está envolvido em todos os assuntos do filme.Ainda temos um bom elenco,cada um bem escolhido a função,de Abbie Cornish,ao sumido,Michael Keaton,passando por Gary Oldman,Jackie Early Haley e Samuel L.Jackson.Mas a grande atração,fica mesmo com Joel Kinnaman,que consegue seu primeiro grande trabalho de expressão,e mostra ser um bom nome para a ação daqui pra frente.
João Paulo B.
João Paulo B.

13 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
"Missão dada é missão cumprida, parceiro!" A frase marco dos filmes mais bem sucedidos de José Padilha podem representar bem o que significa ele ter assumido a bronca de tocar esse novo filme. E é realmente importante entender que era uma grande missão. Robocop é um clássico, de 1987, do qual, no mínimo todo mundo já ouviu falar, conhece a musiquinha tema e e odiou as sequências e a série de tv que fizeram depois do sucesso.
Por isso tudo, reanimar o policial robô, num ambiente de trabalho com o qual não está habituado e ainda ter a "caraça" de dar sua própria versão pra ele pode sim ser entendido por um ato de coragem digno de um caveira.
Dito isso, já deu pra perceber que eu gostei do filme. Sim, gostei mesmo. Não é perfeito, e até mesmo não é tão bom quanto o original. É diferente.
José Padilha fez sua versão pedindo pra que evitassem comparações, já que é uma história nova, e um novo ponto de vista. De fato. Porém é impossível não tentar pelo menos ver se faz alguma referência ao passado.
Pra quem não lembra muito, o filme de 87 tinha Peter Weller no papel de Alex Murph. Era muito mais violento, a começar pela forma como Murph foi quase morto. Até aparecer o robô em detalhes, se fazia muito mistério, com imagens em primeira pessoa, onde se tinha a visão e informações bem mais discretas do banco de dados da polícia. Murph tinha uma parceira, Nancy Allen, e sua família deixou a casa onde viviam após o incidente, só aparecendo no filme nas lembranças que o já robô começa a ter após um certo tempo, já que é feito pra não ter memórias nem consciência. E era ainda carregado de cenas de humor, desde a alimentação parecida com papinha de bebê até a cena quem atira nas partes íntimas de um estuprador que usa a vítima como escudo, deixando um furo imenso na saia da moça.
Eis aí as principais diferenças para o novo. Como o trailer revela, Alex (agora Joel Kinamann) sofre um atentado onde seu carro explode, por ter descoberto uma rede de corrupção policial (tema suspeito, não?). Era o que um programa de criação de máquinas de guerra precisava para progredir, já que apenas eram usadas fora do país, por falta de confiança e aprovação dos americanos. Queriam algo que pudesse sentir o que um homem sentia, para não cometer atrocidades e matar apenas pelo princípio de ser ou não ameaça.
Assim, é feito um robô com consciências, emoções e lembranças, mas com o corpo de uma máquina. A cena em que Murph descobre o que sobrou de si mesmo e foi aproveitado para confeccionar a armadura é muito interessante.
Mesmo assim, todo esse recurso mental também estava sob controle da empresa, através do médico e cientista interpretado por Gary Oldman, que podia desligá-lo ou afetar suas lembranças a qualquer momento.
Sua família ainda permanece com ele, sendo a esposa a responsável por autorizar o procedimento, convencida pela equipe liderada pelo CEO da OminiCorp (Michael Keaton), ganancioso e sem escrúpulos.
A partir daí é tudo bem parecido, com Robocop indo às ruas, aclamado pelo povo e investigando de tudo até se ver na obrigação de desbaratar a trama que envolveu a tentativa de seu assassinato. E quanto mais ele mexe, mais bichos aparecem no seu caminho, e acaba descobrindo que não pode confiar em ninguém. (outra referência ao Tropa 2).
As lutas e ação são bem mais ágeis dessa vez. O carro da polícia de Detroit agora é uma moto feita pra ele, o que com certeza dá bem mais agilidade na caça aos bandidos. O ED-209 também está bem presente, agora em maior número, mas sem a atenção que tinha antes, onde protagonizou uma cena super violenta em que metralha acidentalmente um membro da OCP. Não passa de um instrumento de segurança, mas está mais moderno e bacana.
Detalhes legais como o barulho das pisadas e os bordões como "obrigado por sua cooperação" também foram lembrados.
Esse novo filme carrega mais na emoção, no dilema de Alex ao perceber que sua família vai ter que lidar com a nova situação. É difícil pra ele e mais ainda para a família, que presenciou o atentado e não consegue ter o contato prometido pela empresa quando o converteu em máquina. Há um bom investimento nessa área, deixando de lado o humor e as piadas que simplesmente não fazem parte do roteiro.
Outro ponto interessante é a presença de um programa de TV de extrema direita, apresentado brilhantemente por Samuel L Jackson, que tentar mover a opinião em favor dos interesses da OminiCorp.
Competente e bem resolvido, o novo Robocop chega pra provar que Padilha está pronto pra esse novo terreno, tendo ainda a audácia de criticar a política americana através dos seus textos. Conseguiu reunir e bem conduzir um ótimo elenco, efeitos de primeira e certamente vai conseguir uma ótima bilheteria no seu primeiro trabalho hollywoodiano. Primeiro porque, apesar de já ter dito que não quer dirigir a possível sequência, vai saber aproveitar uma boa oportunidade que deve surgir logo em breve pra ele.
Thiara F.
Thiara F.

2 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
spoiler: Fui dia 22/02 assistir o filme Robocop, gostei do filme mais na minha opinião o final teria que ser diferente, foi decepcionante o final, gostei da historia e fiquei com muita raiva do dono da empresa que estava montando o Robocop, deu muita dó pois o doutor estava tirando sua humanidade e o transformando mais e mais em maquina, no decorrer do filme foi mostrando que a unica coisas que eles queriam era apenas um corpo dentro de uma maquina pois eles foram tirando as emoções e a humanidades do policial, fiquei muito feliz em ver que por causa do filho o ROBOCOP começou a recobrar suas memorias e começou a seu uma pessoa por inteiro mesmo enfurnado dentro de uma maquina,achei mais legal foi quando ele começou a desvendar sua própria tentativa de assassinato este foi o augue do filme pois a partir dai começou a ação que o filme prometia, quando ele entrou no armazém para pegar o bandido foi muito bom mais não tanto quanto ele conseguiu pegar os policiais corruptos e o melhor ainda foi quando ele foi atras do dono da empresa. A unica coisa que não gostei foi que o filme terminou com ele se encontrando com a família eu teria feito diferente, teria feito o ROBOCOP saindo do quartel da policia para enfrentar novos viloes e novas historias dando assim uma abertura para ter uma continuação do filme. Este foi o a minha opinião sobre o filme.
Zulmira Maria B.
Zulmira Maria B.

4 seguidores 8 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Ontem fui ver o filme, achei que eles colocaram em bastante evidência o lado emotivo do Alex( Robocop).
Ao longo da história senti muita pena do personagem, que estava dividido em fazer justiça no que aconteceu com ele e a familia!
Senti também que, infelizmente, com o avanço da tecnologia, as pessoas acabam transformando um ser humano com sentimentos, em um pedaço de metal. Como sempre o homem quando possue tecnologia avançada e ambição, querendo poder e dinheiro, esquece que dentro daquela máquina , existe um cérebro e um coração marcados por uma tragédia!
É certo que também sonhamos em ter um policial assim , quase que invencível nos dias de hoje, seria a solução para acabar com o crime organizado muito legal a armadura final dele, e as técnicas de efeitos visuais, claro a maioria computadorizada!
Parabéns ao José Padilha!
Patricia M.
Patricia M.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
filme muito bom ! com muita acao porem acredito q tenha continuacao pois o final do filme n foi claro.
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