Robocop
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4,1
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264 Críticas do usuário

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Ventureiro C.
Ventureiro C.

24 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de abril de 2017
Uma história convincente, com uma boa atuação de Joel Kinnaman, e efeitos muito bons.
Sem muitos clichês o filme mostra como a política e os negócios estão acima do humanismo.
Fábio R.
Fábio R.

23 seguidores 85 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de setembro de 2014
José Padilha arrebentando em Hollywood,ótima direção,ótimo filme e um grande elenco. Fez jus ao original.
Jhonathan C.
Jhonathan C.

3.325 seguidores 415 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de maio de 2014
Um filme incrível. José Padilha se saiu muito bem dessa vez. Além de ter bons nomes (Gary Oldman, Samuel L. Jackson), Joel Kinnaman se saiu bem na pele do Alex Murphy, depois do fracasso de A Hora Mais Escura. O filme teve belos efeitos especiais, abordou temas da violência, política e até mesmo da saude, mas em muitos momentos tudo foi previsível, especialmente nas cenas de ação. Mas vale a pena assistir.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 14 de novembro de 2014
Hollywood aposta atualmente em filmes que já possuam roteiros pré-fabricados (as HQs) ou continuações incessantes ou em refilmagens. Lamentavelmente isso demonstra um viés de que está faltando ideias aos roteiristas. Antes de assistir a refilmagem de Robocop me perguntei o porquê. Ainda mais pelo diretor José Padilha, que em minha opinião, é um dos diretores de destaque aqui no Brasil. Em entrevistas ele aprovou e gostou de realizar este filme, mas infelizmente o resultado não foi tão bom assim.
Alex Murphy (Joel Kinnaman) é um policial honesto que vive o dia-a-dia violento em uma América futurística em que os policiais correm risco de serem trocados por drones e robôs para o combate ao crime. Nesse futuro se encontra uma empresa chamada OmniCorp que é a responsável por criar esses seres mecânicos. Após uma mal sucedida missão de seus robôs, o CEO Raymond Sellars (Michael Keaton), pensa em criar com a ajuda do doutor Norton (Gary Oldman) um ser meio máquina meio ser humano que irá dominar o mercado de segurança nos EUA.
Neste filme temos a mesma essência do Robocop original, porém um pouco mais contextualizado. O novo Robocop acaba por ser mais um super-herói do que um ciborg. Diferente do antigo, este consegue pular muros altos e tem um movimento mais dinâmico, que em certas horas acaba por parecer mais um ser humano dentro de uma roupa do que um ciborg como foi o seu homônimo. Assim me faz pensar em mais uma criação para ganhar dinheiro com produtos do que uma criação que justifique realmente existir.
Os efeitos especiais conseguem ser interessantes ao desmontar e mostrar o que sobrou de Murphy, mas deixa a desejar quando o CGI prevalece. Pode afastar o espectador quando se deparar com bonecos (como vídeo game) em vez de atores atuando. É como se estivéssemos assistindo um desenho ou jogando um vídeo game.
Não consigo entender o personagem de Samuel L Jackson como importante para a trama. Ele é a forma que acharam para realizar críticas aos próprios americanos. Seu discurso patriótico serve como um anti-discurso. A escolha de um personagem para fazer isso não tem validade. Através de imagens seria uma melhor forma. O lado emocional mais acentuado nessa versão acaba com um efeito inverso, pois seu drama não consegue atingir tanto como o antigo que mesmo tendo uma escala menor do lado emocional consegue cativar mais somente com lembranças ou pela maldade exacerbada dos seus inimigos. Além disso Joel Kinnaman funciona mais na ação do que em seu lado emocional.
Através da atualização do roteiro temos mais incisivamente o lado do capitalismo voraz que as empresas empreendem a fim de buscar liderança no mercado e mais uma vez insiste em abordar o tema do terrorismo para justificar a implantação de máquinas no combate em vez de homens. Concordo que soa como uma crítica e não como uma propaganda, porém é um tema que já vem com uma utilização maciça e acabam, por esconder, as verdadeiras mazelas da sociedade americana. Além disso o roteiro do filme de 1987 mostra uma América internamente mais violenta do que é abordado nesse filme novo.
O roteiro até tenta levantar questões interessantes como quando o doutor Norton diz que quando Murphy está com a máscara é como se ele achasse que está controlando, mas na verdade é a máquina que manda. É o falso livre-arbítrio. Assim levanta-se questionamento sutil, mas inteligente a respeito de um mundo em que as pessoas vivem quase mecanicamente, ganhando o dia-a-dia sem perceber que na verdade somos máquinas sendo levadas adiante por um sistema extremamente arrojado e que em vários momentos da vida não nos tocamos o quanto há vida lá fora. Outro questionamento levantado, mas que seu homônimo de 1987 já tinha levantado é a relação homem x máquina e a questão do jogo de interesse que haveria dentro de um mundo em que a segurança seja realizada por uma empresa e não pelo Estado.
Um filme que já nasce fruto de uma indústria que, assim como a OmniCorp, quer visar somente o lucro de sua criação, mas que por pouco não torna sua criação desnecessária.
alexandrecunha
alexandrecunha

53 seguidores 34 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de janeiro de 2015
Infelizmente ficou aquém do que eu esperava. Claro que por ser um remake de um clássico do cinema moderno e por ter um brasileiro como diretor me empolgou muito e aumentou muito a minha avaliação, mas revendo o anterior, logo em seguida, ficou muito fraco de enredo e excessivo de ações, tiros e outras artimanhas do "cinema megalomaníaco"!
Rodrigo C.
Rodrigo C.

15 seguidores 21 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de maio de 2014
O reboot de Robocop, o clássico filme de 1987, teve sua estreia no último fim de semana. Dirigido pelo brasileiro José Padilha, e contendo um elenco de ponta, com Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson e Joel Kinnaman, obteve liderança nas bilheterias brasileiras em seu primeiro final se semana.

Padilha trás neste ano de 2014, o remake do memorável filme dos anos 80. Robocop foi uma sensação que cria fãs até hoje, em parte por ser um filme com muita ação e uma boa dose de violência (que nos tempos atuais é bem repudiada por Hollywood), mas também por ser um filme denso, um filme com camadas. Você pode enxergar só a parte da ação, mas por trás de toda a munição e sangue, há também um discurso sobre corrupção, sobre manipulação, sobre política, enfim, um filme que apesar de antigo, perdura com seu discurso até hoje. E talvez esse seja o principal argumento para sofrer um reboot.

Nos dias de hoje, fazer um reboot não é fácil. Veja o novo "Total Recall" para tirar a prova. Sendo assim, Robocop já ganha e muito nesse quesito. O filme foi muito bem respeitado pelo nosso diretor, que fez um filme honesto, um filme que cumpriu o que prometeu.

Como disse anteriormente, Robocop nunca foi um filme só de ação. Em sua essência ele queria passar uma visão crítica a toda àquela sociedade e aos acontecimentos que eram notícia todo o dia. E isso não muda no remake. A própria questão existencial ainda é presente; e é essa a pior luta do Alex Murphy, de tentar lidar e conciliar a parte máquina com a parte humana dele, de tentar não perder essa sua humanidade.

Podemos perceber outra crítica à manipulação da mídia e ainda ao fato de como uma empresa pode se beneficiar dessa manipulação. Em tese, para a população, o Robocop foi criado para salvar e proteger as pessoas da criminalidade. Mas o que vemos é que ele era só um produto, apenas um objeto para que as pessoas se acostumassem com a ideia de um robô nas ruas, para que essas empresas finalmente pudessem fazer os EUA um mercado para o seu produto, ou seja, tudo o que importa realmente é o lucro e o dinheiro.

O desejo de vingança ainda é a motivação principal do Alex Murphy quando ele começa a se reencontrar; mas quando ele a encontra, finalmente percebe que tudo aquilo tinha um lado mais obscuro, o lado da corrupção.

Tudo isso podemos encontrar tanto no filme original quanto no remake. O que faz dele um filme honesto. Talvez falte alguma adição, algo a mais. Mas o quê? O filme que trás discussões tão atuais e tão palpáveis por todos, só pode ser considerado um ótimo filme, e mexer nele neste momento, pode trazer graves consequências, visto que metade dos que foram assistir entram no cinema com certa desconfiança, mas acredito que saíram dele com um voto a favor ao Padilha, e que isso reflita nas bilheterias, para que no próximo filme que vier ele tenha carta branca para poder criar e adicionar o que achar necessário.

Sendo assim, Robocop merece e vale a compra do ingresso. Boa diversão!
Tiago Luiz Bubniak
Tiago Luiz Bubniak

14 seguidores 16 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de março de 2014
‘Tropa de Elite’ à la Hollywood

José Padilha conseguiu fazer de sua releitura do clássico RoboCop um produto coerente com sua filmografia sem deixar de lado, é claro, a obediência à cartilha hollywoodiana

Não tão ácido porque é Hollywood. Mas não tão ameno porque é um produto sob o comando do diretor dos dois ‘Tropa de Elite’. Esse é o resultado da refilmagem de ‘RoboCop’ feita pelo brasileiro José Padilha em sua estreia na mais poderosa indústria cinematográfica do planeta. Por mais que a violência e a ousadia dos dois filmes sobre corrupção policial no Brasil não estejam evidentes no remake de ‘RoboCop’, Padilha providenciou pinceladas críticas. Tal qual os tiros vindos de tudo quanto é lado em várias cenas (algumas que remetem a videogames), sobrou para todo o mundo. Ou, pelo menos, para muitos setores: polícia, política, mídia e a própria sociedade estadunidense, retratada como detentora de uma opinião pública suscetível a estratégias midiáticas que escondem interesses escusos.
Em 2028, drones garantem a segurança dos cidadãos. Menos nos Estados Unidos, cuja população “robofóbica” teme a presença de policiais sem consciência humana. O dono da empresa de tecnologia OmniCorp (Michael Keaton) tem a ideia de colocar um homem dentro da máquina e, assim, ganhar apoio popular para expandir seus negócios no promissor mercado estadunidense. A cobaia para o experimento é o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman), gravemente ferido em uma explosão.
O ‘RoboCop’ de Padilha recupera parte do original de Paul Verhoeven, de 1987. Mas dá um salto qualitativo, aprofundando (e muito!) a dicotomia homem/máquina, seja em termos filosóficos ou visuais. Pudera. De lá para cá, a imersão da tecnologia no cotidiano teve uma ampliação mais do que considerável. O avanço nas possibilidades dos efeitos especiais na grande tela? Idem.
Um dos grandes achados é justamente o aprofundamento na discussão sobre as fronteiras entre ser humano e autômato. Provocações para isso? 1) Softwares que criam a ilusão de livre arbítrio. 2) Administração calculada de neurotransmissores para fazer com que o corpo de Murphy (ou o que sobrou dele) seja manipulado. 3) O relacionamento do protagonista com a mulher e o filho. 4) E, claro, a cena emblemática que mostra claramente o que é orgânico e o que é tecnológico no corpo (?) do policial do futuro. O ‘Robocop’ de Padilha é, enfim, uma boa dose de diversão. O ‘Robocop’ de Padilha é, afinal, uma dose razoável de reflexão.
Willian C.
Willian C.

13 seguidores 17 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de março de 2014
filme coerente. com discussão sobre nossa relação com máquinas num futuro próximo. Vale muito a pena pela ação e pela dialética do filme
Almir S.
Almir S.

306 seguidores 214 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de junho de 2014
BOM. José Padilha fez um bom remake, colocando muitos aspectos parecidos com Tropa de Elite 2, corrupção, o roteiro adaptado ficou mais inteligente.
Achei muito legal ele dosar a ação na medida certa, trazendo ao filme um tom mais realista e também usando no filme tecnologias atuais.
Marcio A.
Marcio A.

165 seguidores 134 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de março de 2014
Não acho que esta refilmagem seja superior ao filmaço do Holandês Paul Verhoeven, mas me passa a impressão de que se não existisse o filme original, Padilha tomaria alguns caminhos parecidos, talvez com um pouco menos daquela violência artística que em alguns momentos choca pela brutalidade das cenas, que não perfaz o estilo de Padilha; porquanto no viés irônico e documental, O Diretor Brazuca teve que sair um pouquinho da risca de seu estilo de fazer cinema, pra que não soasse uma réplica do filme original. Mas a sacada de explorar um pouco mais o lado da família do Personagem Murphy, com certeza fora o caminho mais acertado do Diretor. As cenas do treinamento são muito boas e realmente as armaduras ficaram muito boas no conceito visual e inserido no contexto do filme. Como característica de Padilha, não são utilizadas muitas trilhas mas ainda sim ele utiliza em alguns momentos a trilha original que é muito boa e traz uma súbita nostalgia. Acertada e original a escolha de kinnaman como o protagonista, e Oldman como o médico responsável pela aparição do Herói; mas sinto que Jackie Earle Haley , deveria ter sido ainda mais aproveitado, até porque o duelo psicológico dos dois soldados foram os momentos ápices do melhor que o filme poderia dar. Diante de tantas pressões de um grande estúdio, e principalmente de ser um remake, com um elenco de astros, na minha modesta opinião - ainda sim - era possível ver com clareza o cinema de Padilha e sua intrépida câmera. Excelente estréia Padilha!
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