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Alan
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360 críticas
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4,0
Enviada em 15 de janeiro de 2024
Muito bom o filme. Não é um filme água com açúcar como Crepúsculo, mas um drama sombrio com cenas fortes e protagonizado por crianças. Tudo isso em um belo cenário gélido. Também é um ponto positivo o fato de ser uma produção sueca, para sair um pouco do domínio hollywoodiano.
A Escandinávia nos oferece ótimos filmes, filmes que não vem com formulas prontas já batidas em Hollywood e que são capazes de mudar a maneira de faze filmes nos EUA. O que é ótimo para todos os amantes da sétima arte.
Até a semana passada estava meio traumatizado com filmes de vampiro, tudo culpa da saga Crepúsculo e aquele último Drácula a história nunca contada (Que não deveria ter sido contada de nenhuma maneira), entretanto como toda matéria aqui e acolá indicava o Deixa Ela Entrar de 2008 versão sueca, resolvi pegar para assistir, já que há muto tempo tempo havia assistido a versão remake sem saber e havia achado um lixo.
Vc conseguiu essas informações lendo o livro? Fiquei curiosa pra ler, pq ao assistir o filme não passou pela minha cabeça essas pervesidades, talvez que o vampiro fosse assexuado, mas nada da forma como vc está dizendo, Fiquei curiosa agora.
Gostei do filme, sem muitas pretenções nos envolve num romance entre a inocência e a malícia pela sobrevivência, num lugar onde outras crianças insistem na hostilidade banal enquanto que o personagem de Oskar não distingue sua amiga por ser uma vampira, achei um filme simples e interessante.
A minha crítica em si não será apenas uma opinião sobre o filme, mas também um começo de discussão, portanto estarei marcando-a como spoiler. Assim, só a leia depois de assistir. spoiler:
O fantástico desse filme, ao meu ver, não é o fim da inocência do protagonista, ou o amor entre os dois. Aliás, engana-se redondamente que acha que o filme conta uma história de amor. Sim, o jovem Oskar descobre em Eli alguém que porá fim à sua solidão, mas o sentimento não é recíproco.
Eli, na verdade, não o ama. Ela o usa. Assim como usou por tantos anos Hakan, que para mim o filme deixa bem claro que nada mais é do que um Oskar de outros tempos. É isso que Eli procura: um servo que a mantenha viva por mais 20, 30 ou 40 anos. Eis então o que considero fantástico: como o mal destrói a inocência, sob a máscara do amor! Assistam e tirem suas próprias conclusões.
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