Clube de Compras Dallas
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4,5
2616 notas

313 Críticas do usuário

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Tassiana
Tassiana

13 seguidores 41 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de abril de 2021
Definitivamente, McConaughey conquistou seu lugar ao sol. A partir de “O poder e a lei”, tem mostrado que é sim um ótimo ator e que amadureceu. E que atuação visceral! Jared Leto também surpreende.
O filme é convincente ao retratar o preconceito com relação a Aids nos anos 80, época em que a sociedade era mal informada e um tratamento eficaz ainda não existia.
É sabido que no início não havia um teste que detectasse o vírus, logo, quem precisasse de uma transfusão de sangue corria o risco de ser infectado. Se no início todos os contaminados eram homossexuais masculinos, nos anos seguintes, o denominado “câncer gay” se espalhou para hemofílicos, usuários de drogas, heterossexuais e mulheres. E foi nessa última estatística que Ron Woodroof se enquadrou.
A falta de dados concretos sobre os mecanismos de transmissão deixava as pessoas em pânico, de modo que pegar na mão de uma pessoa contaminada, ou ser alvo de sua saliva, como na cena em que Woodroof cospe em seus amigos, era algo inaceitável.
Uma vez infectado pelo vírus, era provável que o tempo de vida se restringisse a no máximo quatro anos, e no caso de Ron Woodroof, 30 dias e nada mais.
E como sobreviver a tanto preconceito e desconhecimento acerca da doença, mantendo uma imagem pública, quando se é um garanhão homofóbico e grosseiro? Tornando-se um ativista, mas ainda assim mantendo a mesma pose de mau.
E é justamente aqui que o filme acerta, pois a luta pela causa é muito maior do que o preconceito que Ron tem, além de todos os seus outros adjetivos é claro, e se aliar ao “inimigo” que luta pela vida como ele, o faz passar por um processo de humanização ao longo do filme.
Todo esse contexto mais o humor ácido, a linearidade do roteiro e a fotografia contribuem para um grande filme, com grandes atores e um resultado impactante.
Julio C.
Julio C.

15 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de março de 2017
Quando descobriu que estava doente não se perdeu, foi atrás de ajuda, teve que aprender a conviver com as pessoas a quais ele não gostava, fez negócios, salvou muitas vidas, lutou contra uma corporação que só queria dinheiro, fez ela perceber que ele estava certo! Uma grande história, muito bem contada! 
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Nos meados dos anos 80, um eletricista, que passa a vida bebendo, se drogando, aplicando pequenos golpes e tendo relações sexuais casuais e sem proteção, sofre um acidente de trabalho e através dos exames feitos descobre ser soro positivo para HIV, o vírus da AIDS. Como na época o HIV era considerado erroneamente como "doença dos homosexuais", ele busca não só o tratamento do AZT como tratamentos alternativos afim de não só se tratar como ganhar uma grana com isso. Matthew Mcconaughey, que está em um momento espetacular na carreira, já assusta pela aparência, arrebenta na interpretação, onde é meu favorito ao prêmio de melhor ator no Oscar de 2014. Jared Letto também surpreende etambém pode ser premiado no Oscar como coadjuvante. Vale uma visita ao cinema e tirar suas próprias conclusões.
ymara R.
ymara R.

838 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de janeiro de 2014
Nao é um filme que vc saia leve dele.. pelo contrario.. mas quem viveu estes dias confusos dos primeiros contatos com as noticias sobre o HIV, sabe que o filme é serissimo..e sem comentarios sobre os dois atores.. fabulosos.. irreconhecíveis alias.. merecem todos os premios do mundo..
Yanko Rodrigues
Yanko Rodrigues

369 seguidores 254 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2020
Clube De Compras Dallas é um filme chocante e tem uma atuação excelente de Matthew Mcconaughey. Esse filme nos faz lembrar que a AIDS foi e ainda é ainda uma realidade crua. Me segue no Adorocinema para não perder nenhuma crítica minha.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
Nós, libertários, somos frequentemente acusados de não termos coração quando dizemos que as pessoas deveriam ser livres para buscar sua própria felicidade, mesmo que isso implique que os mais desafortunados tenham que se virar muito mais. No entanto, quando esse pensamento chega no sistema de patentes estadounidense, mais especificamente as drogas que tentam amenizar a dor e prolongar a vida de pessoas com HIV/AIDS, torna-se claro que a manipulação estatal nunca teve por princípio a busca da felicidade.
Fabiano S.
Fabiano S.

10 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Clube de Compras Dallas | Crítica

Apenas para situar o leitor, cresci nos anos 80. E o grande monstro da década foi a AIDS. Até o início dos anos 90, a AIDS era considerada uma doença de gueto e restrita aos Homossexuais e drogados. Chegaram a ser noticiados alguns casos de contaminação por transfusão de sangue contaminado mas, para o grande público, a doença estava restrita a estes grupos.

No Brasil, a capa da revista Veja com o já debilitado Cazuza, foi algo assustador para todos e que reforçava a característica de gueto da AIDS. Nos anos 80, os homossexuais eram quase que obrigados a ficarem restritos aos clubes destinados a este público e sofriam com a não aceitação do seu modo de vida pela sociedade em níveis absurdos (um bom (e esquecido) filme que trata desta cena nos EUA é o policial “Parceiros da Noite” com Al Pacino).

Voltando ao “Clube de Compras Dallas”, muito se foi falado da mudança física de Matthew McConaughey para interpretar o personagem principal Ron Woodroof. E realmente foi algo impressionante. Toda a fachada de galã de Hollywood desaparece e, com exceção da voz e do sotaque do sul dos EUA, é impressionante como a dedicação física e de interpretação do ator o fazem desaparecer em seu personagem. E é exatamente ai, na interpretação de Matthew McConaughey com o apoio de um surpreendente Jared Leto na pele do travesti Rayon, que o filme tem seu alicerce e consegue prender o espectador.

A história tem início em 1986 quando conhecemos o eletricista Ron Woodroof. Um típico sulista norte americano com suas posições homofóbicas e gosto por rodeio que tem como objetivo gastar o seu dinheiro com drogas, bebida e mulheres. Claro que em sua busca desenfreada pelo prazer, tem contato com drogas injetáveis e sexo com homens e mulheres sem nenhuma proteção.
Diagnosticado com o vírus HIV, os médicos lhe dão apenas 30 dias de vida em decorrência dos abusos com álcool e drogas e do seu já muito debilitado sistema imunológico.

Mas Ron não se conforma. Busca de todas as maneiras ter acesso ao ainda recente (para uso no combate ao HIV) AZT e consegue no mercado negro. Porém, nos anos 80, o AZT foi o primeiro remédio dedicado ao combate do vírus, ao contrário do coquetel de que hoje faz parte. Tomado sozinho e na medida que era indicada, o remédio destruía não somente as células contaminadas mas as saudáveis também.

Ao buscar a medicação no México, ele começa a tomar uma série de medicamentos não aprovados pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão do Governo Americano que controla e libera o uso de remédios naquele país.
Após um tratamento inicial, Ron percebe que está muito melhor ao utilizar o coquetel mexicano do que com o AZT americano e, visando lucro, inicia uma rede de contrabando de remédios para venda nos EUA.

Sem apelar para saídas fáceis ou uma forçada “redenção” do personagem, vamos acompanhando a jornada de Ron Woodroof como ativista pelo direito à vida, mesmo que ainda visando o seu lucro. Sem se aceitar como bissexual, ele vai lutando contra tudo que faz dele a pessoa difícil e canhestra até alguém respeitado e admirado pelos portadores do vírus.

O trabalho de Matthew McConaughey e Jared Leto é magnífico e hipnotizante. Além das indicações ao Oscar de Ator e Ator Coadjuvante, respectivamente, ambos já faturaram os prêmios nestas categorias no Globo de Ouro e no SAG Awards (Sindicato dos Atores de Hollywood), transformando a dupla em fortes concorrentes ao prêmio máximo.

Um bom filme com uma ótima atuação de seus protagonistas e que vale, sem dúvida, ser conferido.
Soraya S
Soraya S

2 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de maio de 2016
excelente atuação! fala muito sobre o preconceito e a luta pelo direito de ser o dono do saber sobre si e do que é que te faz bem.
Leandro M.
Leandro M.

49 seguidores 79 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de junho de 2015
Filme muito bom. Atuações incríveis tanto do Matthew quanto do Jared. Vale muito assistir.
moreiraum
moreiraum

28 seguidores 32 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de fevereiro de 2016
E não podeira ser uma história atual?
Transando sem camisinha, preconceituoso , se sentindo imortal, afastando dos amigos.
Filme muito bom , figurino, atuação, roteiro.
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