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Arthur
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85 críticas
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4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2022
O que a princípio parece ser mais um filme de tecnologia 3D obrigatório do começo dos anos 2010, se mostra como sendo muito mais inteligente do que parece, baseado no livro de Brian Selznick de 2007, o filme conta a história do jovem Hugo Cabret; um jovem órfão que vive na estação Gare Montparnasse na Paris dos anos 1930. Seu pai era um relojoeiro e juntos eles estavam consertando um velho autômato, mas quando o seu pai morreu em um acidente ele foi levado para a estação por seu tio onde ele mantém os relógios funcionando. Em seu tempo livre, ele continua consertando o autômato com peças que rouba na loja de brinquedos da estação. Quando ele é pego, o dono da loja confisca seu caderno e começa uma aventura enquanto luta para recuperá-lo. Ele faz amizade com a afilhada do lojista, Isabelle, e juntos eles conseguem fazer o autômato funcionar; Hugo esperava que entregasse uma mensagem de seu pai, mas em vez disso desenha uma imagem familiar e assina com o nome do lojista; Georges Méliès… um pioneiro do cinema primitivo. Georges acredita que seu trabalho foi perdido e esquecido; Hugo e Isabelle devem provar o contrário.
A filmografia de Martin Scorsese é inegavelmente conhecida justamente por filmes maduros com histórias intimistas de personagens disfuncionais, mas aqui ele mostra que possui sim a leveza e o toque para fazer um conto encantador que pode ser apreciado por espectadores de todas as idades. Achei uma delícia e as duas horas voaram. Asa Butterfield e Chloë Grace Moretz fizeram ótimas atuações como Hugo e Isabelle. O resto do elenco, que inclui muitos nomes conhecidos como Ben Kingsley, Helen McCrory, Sacha Baron Cohen e o saudoso Christopher Lee, em um de seus últimos trabalhos, fazem ótimas atuações. O diretor conduz aqui o nosso fascínio a partir de muitas cenas referenciando momentos famosos no início do cinema. A história principal é uma delícia com um bom equilíbrio de momentos de tristeza e de pura alegria. Alguns espectadores podem ficar menos impressionados com a história paralela envolvendo o inspetor da estação de Sacha Baron Cohen, que está constantemente tentando pegar Hugo e enviá-lo para o orfanato… algo estranho para o que é essencialmente um personagem de alívio cômico! Inicialmente eu pensei que o personagem seria desinteressante, mas gradualmente se afeiçoou a ele à medida que a história progredia.
Em termos de narrativa, o filme pode não ser tão perfeito quanto alguns esperavam (difícil dizer às vezes), mas a cinematografia, o amor e o cuidado com que Scorsese lidou com um filme "infantil" é simplesmente surpreendente. Enquadramento muito cuidadoso, ótimos efeitos e o amor de Scorsese pelo cinema brilha em cada quadro. 'A Invenção de Hugo Cabret' é simplesmente uma linda carta de amor à história do cinema dentro de um filme poético.
Martin Scorsese é um eterno apaixonado pelo cinema, qualquer pessoa que goste de cinema e que conheça o nome de Scorsese, sabe disso. E é assim que Scorsese demonstra seu amor pela sétima arte em A Invenção de Hugo Cabret.
Os irmãos Lumiére inventaram o cinema em 1895, eles achavam que essa seria uma idéia passageira, que não daria lucro, mas uma pessoa apostou nisso George Méliés, um ilusionista de sucesso. Isto fica bastante claro em A Invenção de Hugo Cabret.
O filme conta a história do orfão Hugo Cabret (Asa Butherfield, ótimo) que mora na estação de trem de Paris, desde de que perdeu seu pai (Jude Law) num incêndio. Hugo faz de tudo para não ser visto principalmente pelo inspetor da estação (Sacha Baron Cohen, engraçado como de costume). Hugo ficou com o robô deixado por seu pai que ele sempre tenta concertar o robô, um dia ele conhece Isabelle (Chloe Grace Moretz, talentosa) que possui a chave para ligar o robô novamente.
A direção de arte feita por Dante Ferretti é belíssima e bastante refinada. Os figurinos de Sandy Powell, companheira de vários trabalhos de Scorsese, faz um excelente trabalho com um belo e agradável figurino de época. Howard Shore, vencedor de três Oscars, faz um excelente trabalho na parte da trilha sonora, ressucitando a boa época do antigo cinema, e com um grande espírito francês. A edição sempre bem trabalhada de Thelma Schoonmaker, editora de longa parceria com Scorsese, é incrível. O roteiro de John Logan (O Aviador, também de Scorsese), adaptando o livro de Brian Selznick (sobrinho neto de David O. Selznick, produtor de E O Vento Levou...) é muito bem costurado com bons diálogos e um humor inteligente.
O longa que é divulgado como gênero infantil, mas não tem chega a ser totalmente infantil, sendo capaz de emocionar e encantar a todos que conferirem o filme. O uso do 3D é consideravelmente relevante que chega a ser encantador. Scorsese é capaz de costurar brilhantemente sua trama trazendo excelentes momentos de encantamento á quem assiste.
Scorsese além de tudo faz uma singela homenagem á história do cinema e nos dá uma incrível sensação com sua incrível história. O filme traz no elenco ainda Ben Kingsley, Ray Winstone, Christopher Lee, Emily Mortimer e Helen McCroy. Além disso o filme está sendo indicado á 11 Oscars incluindo Melhor Filme e Melhor Direção.
A Invenção de Hugo Cabret é uma singela homenagem ao cinema e aos seus criadores, e ainda nos dá uma sensação de frescor é de ter prazer por estarmos sentados na poltrona na frente daquela enorme tela, apreciando a obra prima que Martin Scorsese realizou. Magnífico.
Sinceramente, pelos comentários esperava um filme maravilhoso. Que me remetesse a pensamentos e reflexões. Muito cansativo, sem muito fundamento e dinamismo. Achei o efeito 3D muito bom, e o propósito da vida uma ótima lição! Fora isso, nada demais! Para os historiadores recomendo com paciência. Para os mais jovens... Existem muitos melhores.
Como sempre, Scorsese arrasou! Uma trama inovadora. A história é emocionante, e os efeitos especiais esplêndidos! A atuação do garoto Asa Butterfield realmente é de arrepiar! A fotografia é estupenda, e a utilização do 3D também. O filme conta a história do cinema e de seus primórdios de uma forma poética, tendendo a alcançar um publico mais sensível. Porém, também nos prende a atenção, com cenas de aventura e muita emoção! Adorei, para A Invenção de Hugo Cabret, tiro meu chapéu. Recomendo mesmo!
Filme Espetacular. A temática do filme é muito boa, e a atuação do elenco também. O contexto do filme é muito interessante, e cativa aos telespectadores. Em linhas gerais, um excelente filme. Só peca no "objetivo" do filme, não chegando a uma conclusão clara.
Marina Matos, recomendo que assista 'Velozes e Furiosos'. Sem sombra de dúvida, terá mais a sua cara. Filme ruim e que não precisa de atenção deve ser mais seu tipo.
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