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Tiago Luiz Bubniak
14 seguidores
16 críticas
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3,5
Enviada em 23 de março de 2014
‘O Cavaleiro Solitário’ e sua máscara simbólica
Filme de Gore Verbinski une drama, humor, ação e aventura enquanto expõe abismo entre teoria e prática na aplicação da lei onde esse conceito é ignorado
Injustiçado. Pode-se dizer que ‘O Cavaleiro Solitário’, de Gore Verbinski, foi injustiçado. Grande parte da crítica massacrou a produção e muito se comentou a respeito da discrepância entre valores investidos e audiência conquistada. Mas o fato é que o filme com Johnny Depp (em mais um de seus tantos papéis exóticos) não é digno de tanto massacre. A química entre o personagem de Depp, o índio Tonto, e o de Armie Hammer, o advogado John Reid, é cômica o suficiente para “elevar a cotação” da película. Também há espaço para drama, ação e aventura em um contexto que envolve exploração de prata, conflitos com indígenas e expansão da malha ferroviária pelos Estados Unidos. “Desde o tempo de Alexandre, o Grande, nenhum homem andou mais veloz do que o cavalo que o levava”, expõe um dos personagens, referindo-se ao trem. “Quem controlar os trens controlará o futuro; terá um poder que faz imperadores e reis parecerem bobos”, prossegue ele, concedendo uma ideia dos interesses que esse “poder” pode suscitar. O filme conta as origens de John Reid, personagem criado por George Washington Trendle, na década de 1930, no rádio. Formado em direito, ele retorna à sua cidade natal, Colby. O advogado não demorará a perceber quão abismal é o distanciamento entre teoria e prática quando o assunto é a aplicação da lei em terras onde esse conceito é simplesmente ignorado. Dessa situação nasce a forte simbologia da máscara emblemática do protagonista. Ao acompanhar o irmão Dan (James Badge Dale) e outros companheiros em uma patrulha pelo deserto, o grupo é atacado pelos capangas de Butch Cavendish (William Fichtner), criminoso famoso por consumir a carne de seus desafetos. Todos são assassinados, com exceção de John, que fica à beira da morte. Unido a Tonto, ele passa a perseguir Cavendish. ‘O Cavaleiro Solitário’ põe em suspenso o conceito de justiça, provoca indignação, faz rir e chama atenção nas cenas de ação. Não é pouca coisa. Pode até não ser considerado um primor digno de entrar para a história do cinema. Mas tampouco é merecedor de tanto repúdio.
Minúcias Detalhes pedem atenção do público
‘O Cavaleiro Solitário’ traz a dobradinha Verbinski/Depp que funcionou muito bem (sobretudo em termos comerciais) nos três primeiros filmes da série ‘Piratas do Caribe’ e na animação ‘Rango’. As cenas são bem cuidadas e os detalhes exigem da atenção dos espectadores, detalhes que vão desde o reflexo de uma cena brutal no olhar de John Reid até o movimento de câmera que demonstra o que Cavendish tirou da personagem de Helena Bonham Carter.
Em 2013 chegou aos cinemas mais um filme da parceria entre Gore Verbinski e o produtor Jerry Bruckheimer ( os responsáveis pelos três primeiros filmes da série Piratas do Caribe). O elenco da vez é composto por Johnny Depp ( que dá vida ao Capitão Jack Sparrow), Armie Hammer ( do filme A Rede Social) ambos como protagonistas. O filme conta com a participação de Helena Bonham Carter ( a Bellatrix da saga Harry Potter) entre outros. O filme teve uma superprodução de U$ 250 milhões. Esse dinheiro foi bem gasto? Em relação aos efeitos especiais o dinheiro foi bem gasto, o filme é um espetáculo, visualmente falando, mas peca um pouco na história. A história faltou algo, faltou dinamismo ( algo que no Piratas do Caribe possuí). O enredo não sabia se preocupava em desenvolver o relacionamento entre o índio Tonto ( Depp) com seu parceiro mascarado ( Hammer) ou desenvolver o romance entre Rebecca ( Ruth Wilson) com o cavaleiro mascarado. Além do filme ser bastante clichê, exageraram um pouco em alguns personagens, enquanto outros quase não foram não apareciam em cena, aparecendo apenas para fazer graça ou quebrar tudo. Esse caso de pouca participação aconteceu com a personagem Red Harrington ( Carter), o personagem que poderia ter uma ótima participação, se resumiu apenas em três aparições, o engraçado é que ela tem motivos para querer que o vilão morto, mas isso quase não é explorado, simplesmente ela aconselha os dois protagonistas e termina por aí. Por falar no vilão interpretado por William Fichtner, o roteiro colabora com ele, utilizando argumentos aceitáveis para explicar sua vilania e as razões por ele está praticando aqueles atos. A única surpresa que tivemos foi descobrir que o vilão tem um irmão que o está ajudando (não direi que é, porque não darei spoilers). No quesito atuações o filme não faz feio. Johnny Depp mais uma vez se mostrou seguro interpretando novamente um personagem maluco, não decepcionando nenhuma vez, além dá um tom cômico ao filme. Armie Hammer se mostra confiante e faz seu Cavaleiro Solitário um personagem cheio de garra ao tentar fazer justiça. Helena Bonham Carter foi o desperdiço do elenco, uma excelente atriz que praticamente é dispensável. Em geral, o filme é um prato cheio para aqueles que gostam de uma boa aventura e exageros nas cenas de ação. Mas para aqueles que procuram um roteiro mais elaborado, não assistam o filme, pois irão se decepcionar com vários furos do roteiro e cenas desnecessárias como a do início do filme, onde o índio Tonto aparece em um museu mais velho e conta a sua história para um garotinho. Mas é possível se divertir com o filme e dá umas boas gargalhadas. Nota: 5 de 10
BOM. Jack Sparrow do velho oeste, essa foi minha percepção do personagem Tonto de Jonnhy Deep nesse filme, não dá pra não lembrar de Jack Sparrow. Os críticos falaram tão mal desse filme e a bilheteria tão fraca, assisti já esperando o pior e gostei do filme, uma boa aventura, divertida até...
A nova parceria entre Gore Verbinski e Johnny Depp continua com a essência de Piratas do Caribe, com boas cenas de ação, bom roteiro, e um pouco de humor, como na maioria dos filmes de Johnny. Um ponto forte é a Trilha Sonora, que ficou ótima. Outro ponto forte do filme é a participação de Helena Bonham Carter. Nota: 3,5
Com ótimos personagens, O Cavaleiro Solitário escorrega pelo fato de ser um cansativo filme. Afinal, 150 minutos desnecessários, desanima. Muitas cenas poderiam ser descartadas, e muitos personagens poderiam nem estar aí. Johnny Depp se saiu bem mais uma vez, muitas vezes dando uma reanimada no filme com seu humor. Armie Hammer foi bem também. O começo e o final foram ótimo, mas no desenrolar raras foram as cenas de luta.
O filme é bem feito e bem dirigido, mas não há grandes atuações; o roteiro é bem característico dos filmes de aventura da Disney, ficando entre a comédia e a ação, mas não sendo nem um nem outro: é, no final das contas, um filme de fantasia.
Há cenas grandiosas com desfechos decepcionantes, e já não bastasse isso, são mais de duas horas de filme.
Poderia se tratar de um filme totalmente infantil, não fosse uma cena de canibalismo ainda na primeira metade do filme.
Finalmente, não assistiria novamente, não indicaria a um amigo.
Não sei porque falam tão mal desse filme, achei ótimo, divertido, muita ação, boas locações, belissíma fotografia, ótima atuação do Armie Hammer e Tom Wilkinson, só o Johnny Depp que tá na média e nada mais. Mas eu gostei muito.
Estrelado por Armie Hammer e Johnny Depp, O Cavaleiro Solitário é baseado em uma série televisiva americana de mesmo nome, grande sucesso dos anos 1950. A trama se passa no século XIX e traz um justiceiro mascarado no velho-oeste americano. Na mais nova produção da Disney, porém, a história é contada pelo ponto de vista do índio Tonto, quem acompanha a criação do Cavaleiro e serve como seu mentor em suas primeiras aventuras.
John Reid (Armie Hammer) acaba de se tornar advogado e retorna a sua cidade natal, onde reencontra seu irmão, sua cunhada – e amor secreto – e seu sobrinho. Sem ao menos ter tempo para comemorações, o terrível assassino Butch Cavendish (William Fichtner), que possui a fama de comer carne humana, faz uma emboscada que termina na morte de seu irmão. Por ser o único sobrevivente da emboscada, o índio Tonto acredita que John seja o escolhido por um mensageiro espiritual, fazendo com que ele repense sobre os métodos de justiça que irá seguir dali em diante.
O diretor Gore Verbinski e o produtor Jerry Bruckheimer são os mesmos de Piratas do Caribe e, por conta disso ou apenas do sucesso de público e bilheteria que a saga de piratas representou para o estúdio, as semelhanças entre os dois filmes são bastante evidentes. Da trilha sonora ao gênero, uma mistura de comédia e ação que busca prender à telona principalmente os espectadores na faixa infanto-juvenil. Não à toa o ator Johnny Depp, o maior responsável pelo sucesso da franquia caribenha, divide o posto de protagonista com o relativamente novato e super carismático Armie Hammer. A relação entre seus personagens também lembra bastante a de Will e Capitão Jack. Enquanto John é o moço humilde que se recusa a aceitar seu destino e a missão que está a sua frente, Tonto é o homem mais experiente e um tanto maluco que o acompanha na jornada.
Como toda super produção da Disney, O Cavaleiro Solitário apresenta uma direção de arte excelente, com figurinos e cenários impecáveis e uma maquiagem que se destaca ainda mais na versão mais velha de Tonto, quando este narra a história. O roteiro, porém, não é dos mais elaborados e seus personagens, apesar de se esforçarem para ser simpáticos, não possuem características suficientes para conquistar a identificação do público.
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