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jaime filho
10 seguidores
86 críticas
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4,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2021
Um retrato da capacidade destrutiva do fanatismo. As cenas em que aparece o planeta Terra e os conflitos em sua superfície provoca a ideia do quão mesquinhos são nossos confrontos. Somos seres que habitam uma ínfima partícula do universo. Nossa existência é pouco significativa para a vastidão do cosmos (ao menos pelo que sabemos, não exatamente pelo que acreditamos). Contudo, muitos de nós desperdiçam sua curta experiência por questões dogmáticas.
Um filme espanhol de 127min, de 2009 e dirigido por Alejandro Amenábar tem como mote principal a figura de uma mulher polímata: Hipátia (Rachel Weisz) filósofa, matemática, astrônoma e referência para os alunos do Egito, lecionou diversos temas e era muito respeitada por eles, despertando inclusive paixões. A forte influência de seu pai a diferenciou do paradigma feminino, forte e constante até hoje, sobre a presença da mulher no poder, o que nos faz refletir sobre a nossa própria cultura e a forma de criação. Curiosa, passa o filme refletindo sobre a forma de rotação da Terra, a distanciando de assuntos amorosos, para desprazer de seu escravo, Davus -Max Minghella -e o futuro prefeito do Egito, Orestes -Oscar Isaac. Tudo isso em um ambiente de forte discussão religiosa, misturando assuntos de governo com a religião, com as consequentes guerras internas resultantes desses embates. Acredito que tanto a figura de Hipátia, como seu contexto da época foi bem representado no filme, com as discussões religiosas a todo vapor (cristianismo, judaísmo e cultura grego-romana) e os fatos acontecendo sem controle social. Vale a pena!
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