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Benedicto Ismael C. Dutra
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3,0
Enviada em 3 de outubro de 2016
O filme Alexandria faz excelente reconstituição da história daqueles anos tumultuados em que os discípulos de Jesus fugiram de Jerusalém e cuidavam de divulgar os ensinamentos do Mestre sobre o significado da Criação e suas leis naturais, como o de que, o que se semeia se colhe, seja trigo, bondades ou maldades. Muitos deles foram para Roma, mas com o passar dos séculos as explicações iam sendo alteradas pela memória sendo escritas da forma como eram lembradas, restando com mais forças os aspectos pessoais sobre a pessoa de Jesus, que dizia aos seus discípulos que retornaria a sua pátria de onde não voltaria mais, e em sue lugar viria o Filho do Homem, para completar os ensinamentos.
A população sentia forte atração pelos ensinamentos de Jesus, e uma organização religiosa foi ganhando corpo e influência. Constantino o imperador romano, viu no cristianismo nascente a oportunidade para reunificar o Império fragmentado, os bispos assumiram o poder. Uma nova religião passou a se confrontar com a religião do povo judeu, e com o saber sobre os entes da natureza, transformado em mitologia. Abria-se um abismo entre a religião dos bispos romanos e o saber da Criação e suas leis. O saber espiritual que deveria ter sido enriquecido com os ensinamentos de Jesus entrou em processo de estagnação e indolência espiritual da espécie humana.
Isso é o que se vê em Alexandria quando os bispos passam a combater e impedir o progresso no saber com o intuito de ampliar seu domínio. Hipátia, (Rachel Weisz) filósofa e professora que, em Alexandria, buscava entender a Criação, foi acusada de bruxa, e forçada a crer nos ensinamentos da Igreja, mas ela não podia acreditar cegamente sem questionar, e por isso foi condenada, para não prejudicar a ampliação da indolência.
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