O filme tem toda uma camada cômica, disfarçando seu real propósito até com romance, mas é na verdade uma crítica inteligente à religião, uma analogia de quando as pessoas eram inocentes na antiguidade e acreditavam em qualquer bobagem que um cara mais espertinho dizia para manipulá-las, ou simplesmente para agradar as pessoas perante doenças, à morte, ao sofrimento e etc. Te faz pensar que mesmo depois que o personagem do filme morrer, vão continuar espalhando suas mentiras como se fossem verdades, e talvez até façam guerras por causa disso. É exatamente o que aconteceu na idade antiga graças ao primeiro mentiroso que criou as religiões e o que vemos atualmente com pessoas acreditando que ganharão virgens no paraíso ou reencontraram seus parentes mortos. No final das contas, não é bem uma realidade alternativa, só colocaram algo que realmente aconteceu na antiguidade e passaram para uma roupagem contemporânea. Além de debater outros assuntos menores tal como se baseia a preferência dos casais, como as pessoas do trabalho te odeiam, querem te passar a perna, a competitividade desnecessária entre as pessoas, o tédio, depressão, sentido da vida e etc.
Esta é daquelas comédias que tem o humor de comediantes de standup, mas que deu certo. Bom, Rick Gervais dificilmente dá errado. Aqui ele parte de uma história original, o que é louvável, pois ela é mais complicada de desenvolver do que parece. E cai no lugar-comum porque ele não é um roteirista de primeira.
Mas até chegar a nessa conclusão o espectador irá se divertir imensamente do resultado, que é o que importa, afinal de contas. A história já brinca com o conceito de filme nos créditos iniciais. Nosso narrador comenta “aguardem os créditos iniciais… por que temos créditos iniciais? Esses produtores ficam falando como é importante ter créditos iniciais…”. Em seguida ele verbalmente nos informa que essa humanidade onde os eventos se passam não possui o conceito de mentira. Isso quer dizer que todos são os mais honestos possíveis a maior parte do tempo. Em seguida vemos diferentes exemplos de como isso ocorre, como casais tendo uma briga sincera, onde admitem o que um odeia no outro, ou a bizarra relação entre garçons e clientes em um restaurante (o garçom chega dizendo “eu me sinto embaraçado de estar aqui, e você é bonita, o que me deixa mais embaraçado ainda”).
Eu até ri no começo pois a forma como o filme tratou a sinceridade nos primeiros minutos do filme me surpreendeu, mas depois de algum tempo as piadas me pareceram forçadas. A graça estava em pessoas deprimidas falando coisas desnecessárias ou humilhando outras pessoas sem motivo. Isso me faz pensar que quando a verdade dói eu apenas me calo, sinceridade não é falar tudo o que vem à cabeça mas aquilo que é relevante. A verdade falada quando te perguntam é sinceridade, mas se ninguém perguntou é só falta de educação.
Conclusão o filme consegue fazer refletir. Mas com as piadas forçadas faz parecer que a mentira faz o mundo melhor.
Sim, tem cenas exageradas e algumas um pouco sem nexo, mas no geral é uma obra que te deixa completamente curioso pelo desenrolar... e ainda traz a tona temas para a reflexão, como a superficialidade, a ganância e o egoísmo presente na sociedade.
Achei o filme hilário, uma sátira a muitos valores fúteis que a sociedade de hoje coloca em primeiro plano, uma sátira também a forma como os próprios filmes são produzidos e não deixando de ser polêmico uma sátira a "religião dos homens". Ao contrário da crítica do amigo que não gostou das piadas por achar "forçadas - para fazer um público que não tem senso critico amar o filme" respondo que curti o filme e tenho senso crítico, só não sou sou do tipo hater que sempre procura pelo em ovo pra criticar algo, não entendi como crítica pessoal ou ofensa as observações que as pessoas fazem umas das outras no filme pois a questão ali foi satirizar o modo geral como a sociedade de hoje idolatra certos valores fúteis esquecendo do que realmente importa na vida. Não ando curtindo muitos filmes de comédia mas este realmente me fez rir e só pra deixar um adendo, não sou ateu, acho que a religião é muito importante na sociedade principalmente em tempos difíceis quando as pessoas ficam mais descrentes na vida, mas compartilho com a ideia que a forma como se trata a religião está errada.
A ideia do filme é muito boa, e só. Os roteiristas tinham muitas oportunidades na mão de fazer algo realmente criativo e inovador, mas a busca por piadas forçadas - para fazer um público que não tem senso critico amar o filme - estragou o que poderia ser um ótimo filme, que não precisava ser necessariamente de comédia. E certas partes houve cenas desnecessárias, como uma pessoa humilhar outra porque não pode falar mentira. Isso é de uma falta de criatividade sem limites, afinal, é melhor colocar uma piada de 5ª série do que uma crítica ao ser humano.
Ninguém é obrigado a expor sua opinião de outra pessoa, não é necessário mentir, basta não falar. Por ex, se chegar uma garçonete "fora dos padrões de beleza" para me atender eu não vou humilha-la, apenas farei meu pedido. No filme, a necessidade de humilhar e jogar a verdade na cara dos outros personagens fazem desse filme um desperdício de talento, oportunidade e senso critico. Uma pena.
E não me venha me falar que era uma metáfora ou que as piadas estavam de fundo para a parte critica. Não estava. Quiseram fazer um filme de comédia. Conseguiram fazer um ou outro rir, mas ainda assim, com um exagero desnecessário.
Assisti no universal channel, achei um pouco fraco, história mal produzida e dirigida, atuações não convincentes, até a dublagem deixou a desejar, não recomendo..
Um dos melhores filmes que já assisti, um tapa da cara da sociedade, pode-se observar no filme uma correlação à bíblia cristã, em várias passagens (como os 10 mandamentos, ou a forma que ele se veste depois vira um "profeta"), MUUUITO BOM E MUITO ENGRAÇADO RECOMENDO!
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