Olha, de antemão, o filme é legal. E ficamos por aqui! Nada espetacular, nada de bom demais! Não achei melhor que Vingadores: Era de Ultron também, tampouco um fechamento surpreendente. Aliás, fazendo uma comparação dentro do UCM, vejo-o superior aos Capitão América e Thor, que pareceram ser feitos somente para cumprir a função de contar a histórias dos Vingadores que faltavam antes de lançar o Blockbuster da patota toda de 2012. Mas também Homem-Formiga está muito longe de ser a decepção que pintavam, devido a troca de diretores, mudanças no roteiro, etc. É válido e acaba sendo bem conectado com o Universo Cinematográfico Marvel justamente por não usarem Hank Pym e sim Scott Lang, o segundo Homem-Formiga das HQs. Ficou muito boa essa escolha, principalmente porque, pelos Flashbacks existentes já ficou claro que Pym trabalhava para a SHIELD há tempos e só não fez parte dos Vingadores, mas era um dos principais cientistas da turminha.
O filme não tem enrolação, é simples e gostoso de assistir, mesmo com o exagerado conflito de pai e filha (digo exagerado porque pela forma com que ela encarava, o conflito termina ‘fácil’ demais); traz a história do “vilão” que quer se tornar “herói” para filha mas que não tem habilidade sobre-humana alguma, a não ser as que o traje lhe dá e um vilão raso, que está ali porque o filme precisava de um. Apresenta um furo gigantesco:
até agora não entendi como o Jaqueta Amarela colocou seu traje em questão de microssegundo no helicóptero, mesmo com tantas dúvidas e testes negativos do encolhimento com seres vivos
, mas também é FANTÁSTICO na apresentação do Universo diminuto, principalmente na riqueza dos detalhes, além do humor na medida certa, sem forçar (destaque para Luís, o parceirão de Scott, e também o próprio Scott).
Enfim, é um bom filme: nada espetacular, nada decepcionante. Garantia de diversão.
P.S. – Duas cenas pós-créditos no longa, a primeira mais com os personagens do filmes, a segunda com desdobramentos em Capitão América 3: Guerra Civil.