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Ewerthon França
3 críticas
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4,5
Enviada em 14 de abril de 2020
"Essa é a história de um homem que conhece uma mulher, mas adianto aqui que, isso não é um romance" - é assim que, nos primeiros minutos de filme, o narrador nos introduz ao que veremos durante toda a trama.
Eu simplesmente me apaixonei pela edição do filme, que por sinal é bem leve. Cara, que negócio maravilhoso; muito original! A trama, sem te cansar ou deixar perdido, te joga no futuro, volta um tempão no passado, se estabiliza no presente, vai pro futuro de novo...
A química dos "casal" não tem preço. Zooey Deschanel é hipnotizante no papel de Summer, mas se você contrariar aquele aviso do começo, as possibilidades de você odiar a personagem são imensas.
Com meus olhos fechados, eu diria que é um dos romances mais caprichados por aí, mas como o próprio filme já me alertou que não se trata de um romance, eu fico apenas com a definição de a obra é maravilhosa.
SPOILER: Tom fica tão cego de amor pelo verão (primeira garota), que, mesmo não correspondido, acaba esquecendo de olhar pro lado a procura de enxergar o outono, estação que vem depois (garota que ele conhece no final). O filme acaba com ele indo de Summer (verão) à Autumn (outono), iniciando um novo ciclo.
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Teve que aparecer um cara intelectualmente mais atraente, fisicamente bonito e que pudesse dar um anel de brilhantes pra ela, coisa que o pobre Tom não poderia. Eu sei bem esse "destino" que apareceu pra ela. Puro interesse!
(500) Dias com Ela é uma experiência de altos e baixos. Joseph Gordon-Levitt é muito carismático e segura bem o filme, mas não há muito o que fazer. Forçosamente fofo, desajeitado, mecânico, indeterminado e desnutrido, esse romance ostensivamente emotivo é um vazio plástico. Apesar dos momentos espertos e dos toques de melancolia, é prejudicado por clichês dignos de sitcom, e estranhamente pouco curioso sobre a vida particular de sua protagonista feminina. Este é um filme que se esforça tanto para ser novo e diferente que perde de vista o quadro maior, deixando aquela sensação de ''podia ser melhor'' e ''ei! isso não está certo!'' na cabeça. Apesar de ter uma premissa inteligente, essa comédia romântica sem graça cheia de clichês é centrada em um casal chato e desinteressante que nunca nos convence do que eles sentem - É quase impossível entender como alguém se apaixonaria pela personagem detestável de Zooey Deschanel. Com uma mensagem hipócrita, em uma narrativa que tenta nos fazer encarar com passividade todas as atitudes de um personagem sem qualquer questionamento enquanto o outro é posto a todo momento em situações onde é instado a refletir sobre seus atos, e ainda contando com um humor completamente over, essa comédia romântica sem graça é praticamente salva pelo carisma de Joseph Gordon-Levitt e ótima trilha sonora. É aquele típico exemplo de filme que tenta tanto ser desconstruído e realista que acaba ficando denso e amargo demais. A necessidade de ser "pseudo" no cinema recente americano invadiu até as comédias românticas, onde o que cabe é o lúdico e o absurdo, coincidindo assim com a natureza do amor. NOTA : 5.5 / 10
Dos filmes bobos e bonitinho? Esse é o meu favorito!
Me sinto a SUMMER, aliás, eu sou a SUMMER, completamente Summer! Mas o legal desse filme são as passagens de tempo! Como o personagem Tom narra a sua vivência do amor pela Summer, ou melhor, como ele analisa o amor que ele sente por ela no decorrer do filme todo, entre as expectativas e as realidades. Talvez em alguns momentos você se perca porque passou do dia 400 pra o dia 21, ou do dia 50 pro dia 499 e você fica tipo "what?! what happen?", sabe? Mas juro que o filme é daqueles que dá pra tirar uma lição legal no final de tudo, e por isso mesmo vale a pena assistir! Pode ser bobo, mas ao menos passa uma mensagem realista, e esse é o ponto!
Chato, cansativo, com uma edição confusa que preferiu uma forma não linear de se contar a história. O roteiro não é original quando se fala sobre o dilema de um relacionamento. Mesmo tendo 1h30 de filme com 500 dias para se contar, os personagens são rasos e com isso não dá a devida força para que se torça para qualquer um deles na trama. Mesmo assim, foi muito bem de bilheteria arrecadando mais de 60 milhões de dólares, mas talvez eu por não gostar desse gênero de água com açúcar insossa, não considere uma qualidade para querer voltar a ver esse filme.
Esse é um filme romântico pontual para um público pontual e a grande sacada é justamente fugir daquilo que estamos acostumados em romance, apesar de seu lado trágico, não deixa de ter seu encanto dosando momentos de comédia e romantismo em uma boa medida. Joseph e Zooey são atores com uma fisionomia perfeitas para o papel, tanto quanto a atuação dos mesmos. Fora os protagonistas, os personagens de fundo cumprem bem seus papéis; minha impressão tanto pelo figurino quanto pelo cenário é que o diretor procurou mesclar o atual e o antigo, o que casou bem com os personagens. O fato de, a maior parte focar no relacionamento dos dois e nas tensões que vivem os mesmos faz-nos, mesmo depois do final, pensar que eles realmente ficaram juntos, ou que deveriam; a reviravolta e até mesmo as tensões fazem trazer em nossas mente uma reflexão sobre a realidade da vida e dos relacionamentos. A crítica que faria talvez fosse o ato do personagem do Joseph soar demasiado romântico e ingênuo, fora isso, o filme já se tornou um dos meus preferidos . No mais, o personagem da Zooey demonstra que pode ser linda com simplicidade e sem vulgaridade
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