O Lobo de Wall Street
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Maiara T.
Maiara T.

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4,5
Enviada em 27 de janeiro de 2014
Durante a década de 1970 a declarada “Nova Hollywood” trouxe para o cinema um jeito nunca antes visto de se fazer e assistir filmes, surgiram ali nomes como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Steven Spielberg e George Lucas. Após a extinção do Código Hays, que exigia que os filmes evitassem a empatia entre personagens condenáveis e o público, o cinema foi invadido por anti-heróis que marcaram época e são ícones até os dias de hoje, como é o caso de Don Corleone em O Poderoso Chefão.

Desde então o diretor Martin Scorsese nunca se desapegou destes heróis ao avesso e em O Lobo de Wall Street conta a história real de Jordan Belfort, um homem simples que sonha grande e é corrompido pelo poder e as facilidades que o sucesso e o dinheiro de Wall Street lhe trazem. Superficialidade e materialismo se tornam, então, características que Jordan exibe com orgulho.

O estilo de vida daqueles que trabalham na região que é uma das mais poderosas do mundo não é um tema novo no cinema. Os danos morais do dinheiro e a ambição sem limites do ser humano já eram assuntos abordados desde O Lobo da Bolsa, filme que estreou em fevereiro de 1929, antes mesmo da Quebra da Bolsa naquele ano, até o clássico de Oliver Stone, Wall Street – Poder e Cobiça (1987) e sua continuação Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme (2010).

Dessa vez, porém, a história é um pouquinho mais inusitada, já que a trama vem de um livro escrito pelo próprio Jordan Belfort, quem narra suas aventuras e desventuras, do seu início inexperiente, ao topo da fama e riqueza até seu declínio alguns anos depois. Cada etapa recebe a atenção devida e nenhum detalhe é poupado, sórdido ou não. O retrato consciente e sincero dá abertura para uma abordagem cômica que é bem aproveitada por Scorsese, mesmo nas passagens mais tensas, incômodas ou sexuais.

Cenas fortes, inclusive, nunca foram problema para o diretor, que adora pegar um marginalizado por Nova Iorque que deixa sua ambição o levar por caminhos tortuosos e cheios de eventos chocantes. É o caso em Táxi Driver e Touro Indomável, dois de seus maiores sucessos, assim como em seu Oscarizado Os Infiltrados. Cenas estas que são sempre acompanhadas por uma forte trilha sonora capaz de impactar e manter o ritmo ágil dos cortes rápidos de sua câmera. Técnica que novamente vem a calhar em O Lobo de Wall Street conforme este acompanha os grandiosos fatos da vida de Jordan Belfort, contados em 180 minutos de filme, duração que só um gênio como Scorsese seria capaz de fazer passar praticamente despercebida.

Jordan tem o carisma e a confiança de um líder, comanda seus funcionários e quem quer que deseja enganar com classe e um sorriso conquistador. Habilidades perfeitamente executadas por um Leonardo DiCaprio que parece se sentir em casa ao realizar seu quinto filme em parceria com o diretor. Já Jonah Hill apesar de não ser tão experiente no gênero dramático, provou sua capacidade e diversidade ao lado de Brad Pitt no longa O Homem que Mudou o Jogo (2011) e novamente usa seu timing humorístico nos momentos que o filme precisa. No elenco vale também o destaque para Matthew McConaughey, o nome da hora em Hollywood, que faz uma pequena, porém fundamental participação como o grande mentor de Jordan.

Ajudados por vezes pela quebra da quarta parede que permite um tipo de conversa mais íntima entre personagem e espectador, Leonardo DiCaprio e Jonah Hill, Jordan Belfort e Donnie Azoff, conquistam clientes, mulheres, o mundo dos negócios e o público. No melhor estilo John Dillinger de ser, estes fora da lei americanos ganham a atenção e simpatia de quem testemunha esta história, incapaz de não embarcar nesta jornada maluca e aproveitar cada segundo ao lado deles.
Leonardo Roriz
Leonardo Roriz

4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de janeiro de 2014
O mais empolgante sobre o filme é saber que foi baseado em uma história verídica e que as loucuras mostradas no filme devem ter realmente acontecido! Direção e elenco ótimos!
Marcio A.
Marcio A.

165 seguidores 134 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de janeiro de 2014
Embora não seja um dos fãs fiéis de Di Caprio, sou um apreciador do trabalho de Scorcese, desde que assisti um dos seus primeiros filmes geniais: Taxi dRiver. Neste O Lobo de Wall Street ele consegue arrancar uma interpretação visceral e de extrema entrega de Leonardo Di caprio, e inserir uma fabulosa e ousada narrativa a que se propõe o filme. Orgias gays, héteras, estupros, piadas politicamente incorretas, violência, nudez frontal, consumo de drogas, sadomasoquismo entre outros repertórios que perfazem o contexto de toda a história e cenas irreais que desafiam a percepção do espectador, estão entre as atrações que constituem as variáveis do sido incômodo para muitos, a forma como o filme é mostrado, mas coube a Scorcese ousar neste desafio sem regras que aplaude o poder e a prepotência de pessoas totalmente envolvidas no excesso desenfreado da ganância para o alcance da riqueza. Não existe por parte do filme uma criticidade quanto a ética dos personagens, o que torna o filme ainda mais interessante. O sarcasmo inserido pelo protagonista e personagens e a falta de visão durante os excessos perfazem a essência temática da película. Mas uma vez Scorcese exercita o seu talento e o seu feeling para constituir trabalhos grandiosos e transforma a história de Belfort numa trama conduzida de forma extraordinária.
Thomas Jefferson
Thomas Jefferson

192 seguidores 133 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2014
O Lobo de Wall Street é o filme mais sujo, ambicioso, depravado que já tive o prazer de gozar diante da tela de Cinema. O Filme é uma Obra-Prima depravada extremamente, sujo absurdamente. Martin Scorsese fez uma coisa feia e bonita ao mesmo tempo, tornou uma realidade abusiva em algo simples, mostrou um é fácil ser enganado com um simples telefonema. Não se passa de uma obra podre, mas de um clássico! O Filme é completamente merecedor de vários Oscar, sendo que a Fotografia é farta de linda, o elenco digno, Leonardo DiCaprio é inexpugnável atuando, Jonah Hill está nos trilhos certo! Apesar do filme ser abusivo mostrando intensamente o Sexo explicito, tonar todo filme irônico, as cenas não chocam mas as pessoas maduras o suficiente pra entender a piada. Os minutos iniciais são sufocantes, eles são fortes o bastante pra arregalarmos nossos olhos. spoiler: Sexo explicito, Jordan Belfort inalando cocaína diretamente do ânus de um prostituta
foi um tapa na cara daqueles que já estavam fartos de tanta miséria cinematográfica.
Fabiana R.
Fabiana R.

17 seguidores 24 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de janeiro de 2014
É um filme surpreendentemente depravado, imoral, sem julgamentos, um tapa na cara. Mais impactante ainda por ser uma história real. Consumo de drogas, ganância, consumismo, capitalismo, enganar os outros para ter vantagem própria, sexo, depravação. Tudo sem nenhum limite, totalmente explícito, como se fosse tudo muito natural. O humor sarcástico está presente no filme todo por isso no Globo de Ouro foi classificado como comédia, o que não é bem apropriado. Na realidade é até difícil classificá-lo. As situações são tão bizarras e absurdas que é difícil não rir, mas um riso de indignação. Não é um filme para todos. Pessoas mais "puritanas" irão se constranger. Jamais assistiria a um filme desses ao lado de minha mãe ou minha vó, por exemplo. Confesso que ficaria constrangida. Além disso, são 3 horas de filme. Se o espectador não entrar no clima do filme, ele se tornará cansativo. Leo DiCaprio em mais uma atuação primorosa. Se você acha que em "O Aviador" ele se entrega totalmente ao papel, nesse é muito mais evidente essa entrega, sem nenhum, digo absolutamente nenhum pudor. Aliás, o elenco todo entrou perfeitamente no clima escrachado da produção. Não leve menores, é muito pesado, por isso ser censura 18 anos. Uma criança ou um adolescente não teria o discernimento de entender que o filme explicita uma situação em um tom de crítica e não um exemplo a ser seguido. Um Scorsese totalmente oposto de seu último filme, o Hugo Cabret. Mais no estilo de "Os bom companheiros" e "Os infiltrados" mas acreditem, muito mais escrachado. Provavelmente se tornará em um cult. Esse filme me impactou muito mais que eu esperava. Somente não é perfeito por não ser 100% realista. Conforme pesquisei na internet, alguns fatos foram mudados. Digamos que 90% é real. É estar com a mente aberta, conferir, apreciar e refletir depois...
Anderson F.
Anderson F.

7 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2014
Três horas de um filme que falem a pena... Gostei!
Joao O.
Joao O.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de janeiro de 2014
Confesso que O Lobo de Wall Street assusta um pouco nos primeiros minutos de exibição, tanho que era possível notar nos vizinhos de poltrona a abundância do brilho branco refletido em seus olhos arregalados de perplexidade. Nem nos documentários sobre drogas do Discovery Channel você vai conseguir ver tantas, de fato, até algumas que eu nunca ouviria falar.
Martin Scorsese foi bem sucedido ao dirigir O Lobo de Wall Street. O filme é uma adaptação de dois livros de memória de Jordan Belfort - The Wolf of Wall Street e Catching the Wolf of Wall Street.
Bem sucedido porque o filme consegue trazer algum tipo de originalidade a partir da adaptação, principalmente através do humor. Não residia em minhas expectativas encontrar muita comédia, esperava um filme basicamente sobre bolsa de valores, ascensão e declínio do personagem, semelhante ao filme Wall Street com Michael Douglas e Charles e Sheen.
Creio que este foi o ponto forte do filme: extraiu boas risadas do público. Às vezes as situações retratadas eram tão perturbadoras e surreais que a reação não poderia ser outra além de uma risada - às vezes desconcertadas.
A atuação do Leonardo DiCaprio foi agradável, não achei memorável - apenas gostei enquanto durou...
Para quem quer se divertir, sugiro.
Sidney  M.
Sidney M.

29.816 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de janeiro de 2014
Quando assisti pela primeira vez não havia gostado, também porque não estava prestando muita atenção, então resolvi ir no cinema novamente. E olha, é um bom filme, não é o melhor de Scorsese mas é a melhor interpretação de Leonardo DiCaprio. È uma história de ambição, desejos, vícios, e consequências. Não é um filme para todos, confesso que em muitas cenas fiquei constrangido, mas eram ações de Jordan. Lobo de Wall Street conta com um elenco de apoio muito bom, e um Jona Hill fora da realidade. São praticamente três horas de filme, então se for assistir no cinema, escolham um bem confortado. 9,0
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de janeiro de 2014
Como todo fã de cinema, quando sai a lista de indicados ao Oscar, corremos para o cinema para conferir se foi merecida a indicação ou não. Eu iria assistir mesmo que não fosse indicado(lembre-se, fã de cinema). Gosto muito dos trabalhos do Scorsese e fiquei curioso com mais esse. Na minha opinião, uma "comédia" que sabe muito bem debochar de Wall Street, criticando o "way of life", mas ao mesmo tempo achei muito apelativo com relação a uma certa "apologia" ao uso de drogas e ao sexo, além de achar o filme muito longo. Interpretações sensacionais e em alguns momentos forçadas, mas que exigiam ser dessa maneira. Di Caprio continua subindo no meu conceito, pois acho que com o tempo, seu talento só aumenta. Até Jonah Hill me surpreendeu no papel. Vale uma conferida se você não tem problemas de aguentar quase três (3) horas de filme(Não reclamo com relação a isso), mas acho que o Oscar não fica por aqui.
Airton Reis Jr.
Airton Reis Jr.

25 seguidores 66 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de janeiro de 2014
Será que a dinâmica que move a sociedade pode ser objeto de analogia com as leis da natureza, onde predadores estão sempre à espreita de suas presas? E a presa, seria o predador se tivesse oportunidade, ou tudo faz parte do determinismo. O roteiro de ”O lobo de Wall Street”, em uma tradução literal do título em inglês parte da premissa que sim. Assim, predadores reunidos na sua alcateia (corretores) com seus rituais, liderados pelo lobo Jordan Belfort (Leonardo D Caprio, que acredita e se entrega ao projeto) vão à caça de suas presas (especuladores) procurando vencer a vacilação que pode impedir que estas caíssem na armadilha, ambos querendo usar o sistema em benefício próprio, querendo extrair o máximo em um jogo que impõe regras sobre-humanas, superadas ora com obstinação e fé, ora com hipocrisia e ora com torpor, que é bem representado pelo uso abusivo de drogas. O filme evidencia a competição que prevalece na sociedade retratada: a norte-americana, a qual ao mesmo tempo em que permite fortunas instantâneas, exige o cumprimento de regras, e para isso conta com a determinação dos agentes da defesa da lei e da Justiça e personificados no policial Patrick Denham (Kyle Chandler), em um sistema que se esforça pela transparência e gera admiração mútua. É inevitável comparar o modelo retratado com o nosso: no retrato, todos sabem dos riscos e se sujeitam ao jogo apostando o resultado do seu esforço, havendo apesar disso, há espaço para o reconhecimento e o distributivismo, mas muitas vezes pode ser tudo ou nada; no nosso, a autoridade fiscalizadora não é resignada e ela própria exerce o papel de predador, dissimulação que confunde a todos e faz que incorramos em demagogias hipócritas de assistencialismo, que só fomentam mais desvios e distorções. Bom filme, de um Scorsese afiadíssimo, com grandes lições nas entrelinhas para serem aprendidas. Alguns críticos reclamam da falta de destaque no roteiro para as vítimas dos prejuízos milionários de Belfort, mas como as imagens bem dizem: é a lei da selva, no caso, os lobos contra os cordeiros.
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