O Lobo de Wall Street
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4,5
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Henrique Paraguassú C.
Henrique Paraguassú C.

9 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de janeiro de 2014
Filme muito bom. Consegui abordar temas como vendas e mercado financeiro fazendo correlação entre ambos. Recomendo assistir caso você goste de vendas e mercado financeiro.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de janeiro de 2014
Em certo ponto de “O Lobo de Wall Street”, seu protagonista, o incansável Jordan Belfort fala algo como “nós somos depravados mesmo”. Outra frase não poderia resumir tão bem a tônica do novo filme de Martin Scorsese, onde os excessos se fazem presente, e mais: são necessários, imprescindíveis. Talvez por isso o filme seja de uma perspicácia tremenda, desde o código humorístico contido no título até à montagem frenética, que parece nunca parar, nem por um minuto sequer. E mesmo quando para, dá a impressão de poder surpreender o telespectador com um grito ou um susto a qualquer momento.

Scorsese tem muitos méritos no êxito do filme, ainda mais vindo do primeiro filme infantil de sua carreira praquele que talvez seja o seu mais subversivo, mas, o grande destaque mesmo é o roteiro inteligentíssimo de Terence Winter. Subvertendo em diversas maneiras a trajetória de seu protagonista, há pouquíssima ou nenhuma menção para aliviar a barra de Belfort, uma vez que tudo em torno dele está lá pra assumir o quão desprezível ele realmente é. Leonardo DiCaprio consegue atingir exatamente tudo o que lhe é exigido e é o auge de sua interpretação na parceria com Scorsese. Ele além de desprezível, é nojento, grotesco, mas, mesmo assim, é muito fácil entender o fascínio motivacional que causa em todos ao seu redor.

Milagrosamente sem mortes, as 3h de “O Lobo...” podem ser repetitivas, de certa forma, mas não há um momento sequer obsoleto. O filme é excesso, e a duração excessiva faz parte da intenção final para que seja possível entrar naquele delírio todo. A montagem é um declarado caos. Mas não saberia definir até que ponto essa maneira caótica de encadear as cenas é proposital (até porque há erros de continuidade no filme), mas, por mais apressada que ela possa parecer, e mais calma quando não há necessidade (e é), nunca prejudica o filme propriamente dito, porque, é até possível dizer, sua edição é uma dos grandes motivos para as imersões nessa loucura mostrada aqui.

Quando os coadjuvantes se fazem essenciais, um ou outro acaba se destacando. O fato é que a interpretação de Jonah Hill aqui é simplesmente a melhor de sua carreira até agora. Sempre achei um certo surto coletivo seu sucesso com “Moneyball”, há alguns anos atrás, mas aqui ele se justifica como um ótimo ator. Impagável, cria algo que é praticamente um sidekick de Jordan Belfort, mas que é essencial na trajetória do personagem. E já que estamos falando dos personagens que gravitam em torno do ponto central, o que é a participação de Matthew McConaughey? Definitivamente, pequena demais, faz querer muito mais daquele personagem.

Moralmente repreensível, subversivamente imprevisível e muito, muito divertido, o novo filme do Scorsese respira perversão e sexo como nenhum outro feito nessa década. E não digo no sentido explícito da coisa, mas em seu uso dentro da narrativa. Das cenas iniciais até o seu close final, é tudo sobre sexo, poder e drogas. Vale lembrar que é uma história real, baseada em pessoas que realmente existiram, mas sabe-se lá até que ponto o exagero é realmente um exagero no filme. Muito provavelmente, DiCaprio, quando o chama de um “Calígula” dos tempos atuais, esteja sendo bem mais certeiro do que prevíamos. O que fica, ao final, é uma obra-prima instantânea, que sem dúvida alguma, mesmo que não seja lá muito compreendido agora, entrará ao lado de vários outros filmes de seu diretor – um cara que entende tudo de Cinema - no hall de suas grandes obras. Tem poder de sobra pra reverberar pelos próximos anos.
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de janeiro de 2014
Como todo fã de cinema, quando sai a lista de indicados ao Oscar, corremos para o cinema para conferir se foi merecida a indicação ou não. Eu iria assistir mesmo que não fosse indicado(lembre-se, fã de cinema). Gosto muito dos trabalhos do Scorsese e fiquei curioso com mais esse. Na minha opinião, uma "comédia" que sabe muito bem debochar de Wall Street, criticando o "way of life", mas ao mesmo tempo achei muito apelativo com relação a uma certa "apologia" ao uso de drogas e ao sexo, além de achar o filme muito longo. Interpretações sensacionais e em alguns momentos forçadas, mas que exigiam ser dessa maneira. Di Caprio continua subindo no meu conceito, pois acho que com o tempo, seu talento só aumenta. Até Jonah Hill me surpreendeu no papel. Vale uma conferida se você não tem problemas de aguentar quase três (3) horas de filme(Não reclamo com relação a isso), mas acho que o Oscar não fica por aqui.
Airton Reis Jr.
Airton Reis Jr.

25 seguidores 66 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de janeiro de 2014
Será que a dinâmica que move a sociedade pode ser objeto de analogia com as leis da natureza, onde predadores estão sempre à espreita de suas presas? E a presa, seria o predador se tivesse oportunidade, ou tudo faz parte do determinismo. O roteiro de ”O lobo de Wall Street”, em uma tradução literal do título em inglês parte da premissa que sim. Assim, predadores reunidos na sua alcateia (corretores) com seus rituais, liderados pelo lobo Jordan Belfort (Leonardo D Caprio, que acredita e se entrega ao projeto) vão à caça de suas presas (especuladores) procurando vencer a vacilação que pode impedir que estas caíssem na armadilha, ambos querendo usar o sistema em benefício próprio, querendo extrair o máximo em um jogo que impõe regras sobre-humanas, superadas ora com obstinação e fé, ora com hipocrisia e ora com torpor, que é bem representado pelo uso abusivo de drogas. O filme evidencia a competição que prevalece na sociedade retratada: a norte-americana, a qual ao mesmo tempo em que permite fortunas instantâneas, exige o cumprimento de regras, e para isso conta com a determinação dos agentes da defesa da lei e da Justiça e personificados no policial Patrick Denham (Kyle Chandler), em um sistema que se esforça pela transparência e gera admiração mútua. É inevitável comparar o modelo retratado com o nosso: no retrato, todos sabem dos riscos e se sujeitam ao jogo apostando o resultado do seu esforço, havendo apesar disso, há espaço para o reconhecimento e o distributivismo, mas muitas vezes pode ser tudo ou nada; no nosso, a autoridade fiscalizadora não é resignada e ela própria exerce o papel de predador, dissimulação que confunde a todos e faz que incorramos em demagogias hipócritas de assistencialismo, que só fomentam mais desvios e distorções. Bom filme, de um Scorsese afiadíssimo, com grandes lições nas entrelinhas para serem aprendidas. Alguns críticos reclamam da falta de destaque no roteiro para as vítimas dos prejuízos milionários de Belfort, mas como as imagens bem dizem: é a lei da selva, no caso, os lobos contra os cordeiros.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de janeiro de 2014
Um bom filme, embora muito longo, 3 horas de projeção. Leonardo DiCaprio, como Jordan Belforte e Jonah Hill, como Donnie Azoff, estão perfeito. O enredo ficou um pouco exagerado. As sessões de consumo de droga e sexo grupal foram alem da conta, foge um pouco da realidade da época, ainda um pouco conservadora, mesmo nos altos escalões de Wall Street. Acredito que ainda não será dessa vez que Leonardo ganhará seu oscar.
Estevan Magno
Estevan Magno

5.246 seguidores 490 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de julho de 2014
Criticar, escrever, falar e , principalmente, assistir a um filme de Martin Scorsese é uma honra e um privilégio. E para aqueles que são fãs da sétima arte, conhecem e sabem o quanto esse diretor é importante; sua carreira começa com filmes dramáticos (Touro Indomável), violentos (Cabo do Medo), e mais tarde vemos o aprimoramento de sua técnica em Os Infiltrados e Ilha do Medo, e quando pensávamos que a cota de criatividade e brilhantismo está preenchida ele nos apresenta Hugo Cabret (história do cinema, contada de uma forma fantástica); e depois de tantos elogios e congratulações...punt... O Lobo de Wall Street. Os crimes do colarinho branco, famosos em Wall Street, como já vimos Michael Douglas, agora vemos Leonardo DiCaprio na pele de um corretor tetando a vida no mercado de ações, com a crise economica em 2008, todos se desesperam e perdem o emprego; mas para Jordan Belfort (DiCaprio) foi o início do sucesso financeiro, juntamente com Donnie (Jonah Hill) eles abrem uma corretora nada convencional, ganhando dinheiro ilegal, a corretora aumenta, os funcionário multiplicam e o dinheiro triplica. E o grande trunfo do filme é mostrar como o dinheiro no mundo dos negócio pode ser viciante e estimulante; o clima de sexo e drogas é a base da película, mas não assuste, é tudo planejado e encabeçado pelo gênio citado no início desta crítica. A atmosfera é pesada e é feita para você, espectador, se sentir um Lobo de Wall Street; e no ritmo de comédia o filme roda e nos revela o que o dinheiro pode comprar e destruir, num piscar de cenas. E é claro que não posso deixar passar as merecidas indicações ao Oscar, Golden Globe, SAG, etc... merecidas, de Scorsese, Jonah Hill e Leo Dicaprio; o elenco é realmente estupendo, excelente, atuações memoráveis, não é risco algum dizer que esta foi a melhor atuação de Jonah Hill até aqui, como um grande corretor, pilantra e amigo de Jordan (cenas hilárias protagonizadas por Hill e DiCaprio); e também não tenho medo de repetir a dose quando me refiro a Dicaprio, melhor atuação do ator, não só com Scorsese, mas de sua brilhante carreira até o momento. Assista e se encante, ou não, com as loucuras geniais dessas 3 horas de filme, um aviso, você sairá da poltrona se sentindo um verdeiro Lobo do mundo dos negócios.
Elisa B.
Elisa B.

9 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2014
Ontem assisti ao novo longa de Scorsese em parceria com Di Caprio e posso dizer que é um filme forte, de cultural chocante e ao mesmo tempo five stars. Muita gente, inclusive foi censurado nos EUA, vai fazer charme e se chocar com as cenas de uso enlouquecido de drogas diversas, sexo e crimes do colarinho branco, mas todo esse impacto é realmente a sequência de um filme que quis trazer a história desse famoso corretor da bolsa norte-americana, Jordan Belfort. O filme tem inicio já na parte que se instala a decadência desse corretor e aí vamos a atmosfera do ínicio da vida profissional do personagem até o encontro com a cena inicial e sequência final. Cenários justos, elenco golden e atuações inéditas de Di Caprio e do ator Johan Hill, bem como a de Matthew McConaughey que faz uma participação no início do filme, me levaram a imaginar bem todo aquele contexto e a realmente acreditar que os atores encarnaram os próprios personagens. Que multinível incrível esse de Di Caprio, realmente só tenho elogios a fazer, pois ele deu um show de talento e com muito brilhantismo trouxe momentos de verdadeiros delírios de comédia ao filme, tudo na pitada certa. Pois bem, é um filme de 180min, mas de competente elenco, enredo, trilha e adaptação. Em nenhum momento me senti cansada pelo tempo, e muito pelo contrário, ainda queria mais coisa no final kkkk. A parceria Di Caprio e Scorsese seguramente deveria render um oscar para o Di Caprio, ele está dando um banho de interpretação. Valeu a pena e minha nota é 9.
Sandro B
Sandro B

13 seguidores 42 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2014
Sensacional. Direção. Roteiro e Elenco. Sem comentarios. Só vendo. Matthew McConaughey roubou a cena....
André G
André G

15 seguidores 12 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de abril de 2014
O diretor Martin Scorsese ficou famoso por aqueles filmes de máfia e suspense pesadíssimos e, em sua maioria, com o Robert de Niro. O último filme nesse estilo que ele fez que eu realmente gostei foi "Os Infiltrados", que inclusive, ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2007. Fez "Ilha do Medo", um excelente filme de suspense, "A Invenção de Hugo Cabret", para agradar o público infantil, e agora vem na veia mais cômica, mais exagerada e mais escrachada da sua carreira de diretor com "O Lobo de Wall Street".

O Leonardo DiCaprio faz aqui o papel do Jordan Belfort, que se torna corretor de valores em uma empresa de Wall Street, recebendo um conselho do seu chefe para viver uma vida de muita droga, muito sexo e muito, muito dinheiro. Ao ir trabalhar numa corretoria de ações em Long Island, Jordan faz amizade com Donnie, um vizinho gorducho, e abre sua própria empresa junto com ele e um bando de traficantes de drogas. Começa então a faturar bilhões e a viver uma vida de muito sexo, muita, muita droga mesmo, de manhã até de noite, sem parar, cheirando muita cocaína e se envolvendo com corrupções na empresa.

O filme tem cenas absolutamente hilárias e impagáveis, e os atores, como era de se esperar, estão sensacionais; o Leonardo DiCaprio, como sempre, está ótimo, o Jonah Hill também, o Rob Reiner que faz o pai de Belfort está muito bom e o Matthew McConaughey, que faz uma pequena, mas significativa, participação no início, está espetacular.

Qual é o problema do filme, então? Simplesmente, ele é muito longo, como é típico dos filmes do Scorsese, mas é um longo exagerado e desnecessário. Não tinha necessidade de ele fazer um filme de 3 horas, onde há mais de cinco cenas de sexo e mais de cinco cenas de droga em cada uma. Então acaba o filme e seus olhos já estão cheios de ver gente cheirando pó, fazendo sexo dentro de um avião, dentro de um escritório, seja o que for. Não é que essas cenas não sejam boas, há cenas de sexo e de drogas que são ótimas, são hilárias e são oportunas; o problema é quando começa a passar do escrachado para o ridículo em determinadas cenas.

De qualquer maneira, meus parabéns para o elenco, principalmente. E boa sorte para o Scorsese nessa veia mais escrachada da carreira dele. Só espero que ele pegue um pouquinho só mais leve com a duração e com o exagero nas próximas produções dele.
Fernando d.
Fernando d.

10 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de janeiro de 2014
excelente filme! Essa dupla, Leonardo e Martin, é sensacional! A atuação de Leonardo te traz pra dentro do filme e faz você viver aquele momento, aquele personagem é tão real quanto qualquer pessoa.
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