O Lobo de Wall Street
Média
4,5
7086 notas

304 Críticas do usuário

5
152 críticas
4
82 críticas
3
26 críticas
2
17 críticas
1
16 críticas
0
11 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Roberto R.
Roberto R.

22 seguidores 12 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de janeiro de 2014
“Essa é a lei da oferta e da procura”. Através dessa frase, Jordan Belfort, interpretado por Leonardo DiCaprio, quer demonstrar que, qualquer coisa pode ser vendida, bastando existir procura. Mas essa fala, não se resume a sua semântica ou ao seu papel de pedra basilar, para o que chamamos de economia. Ela transcende sua mera interpretação gramatical. Martin Scorcese consegue então, expandir e demonstrar, algo que a obra de Jordan Belfort, tem como limitação: sua literalidade.

Ao apresentar ao público, a história de ascensão e declínio de um jovem ambicioso de Wall Street, Scorcese atinge diretamente, a nossa procura. Ele sabe que existe uma demanda do público, por ver uma representação visceral do que é o mercado de ações. Sabe que, mais do que premiações ou laureamentos, tudo não passa de uma maneira de inflar e impulsionar as vendas de um filme, fazendo produtores e o estúdio, felizes com esse sucesso.

Você pode não admitir querido leitor ou leitora, mas vivemos assim, e nós só temos a oportunidade de ver esse filme, justamente por que nós somos um número, um valor para indústria. Ao longo de 3 horas, portanto, somos expostos a uma fábula sobre a ganância, pela qual, qualquer um de nós poderia se encaixar. Não se tratada do “american dream” e sim de ser rico. Esse tipo de temática já foi abordada ao longo da extensa filmografia de Scorcese. “O Lobo de Wall Street” é o “sucessor espiritual” de “Cassino”. A mesma estrutura, ascensão do protagonista, estabilização do mesmo e declínio total.

Nesse ponto, Socrcese não mudou. Contou uma história à maneira tradicional. Sem maiores rodeios, com narração em off do protagonista – beirando a quebra da quarta parede, ao conversar com o público – para explicar que, não é preciso saber ou gostar do tema, para se maravilhar e surpreender com o filme. Contudo, a diferença crucial existente entre “Cassino” e seu mais recente filme, não esta nos detalhes e sim na espinha dorsal de todo e qualquer filme; seu protagonista.

Jordan Belfort não é só um homem cujo o principal objetivo de vida é ser rico. Ele é um líder, um messias de uma sociedade, que precisa de alguém como ele para prosperar. Comparar seu papel, ao de um líder religioso não é absurdo, pois tal como uma empresa existe, a igreja é também considera um negócio, que só se sustenta pela procura do público.

Desde às primeiras cenas do filmes, temos á clara noção de que Leonardo DiCaprio não teria construído tal personagem, se não fosse suas atuações anteriores. Existe muito improviso, tal como o personagem Calvin Candie (do filme “Django Livre”), a sedução e confiança de Jay Gatsby (em “O Grande Gatsby”) e a complexidade de um J. Edgard (no filme de mesmo nome, incompreendido pela crítica). Muitas de suas sequências, ainda que sejam monólogos (verborrágicos, com palavrões mil), quebram a quarta parede, pois, são como diálogos, com cada um de nós na plateia, nos vendendo o filme, explicando através de metáforas, que estamos lá, o assistindo, pois investimos nele.

“O Lobo de Wall Street” é mais do que uma obra de cinema. Classificar o filme como comédia, drama, thriller ou suspense, seja qual for o gênero, é pormenorizar algo que vivenciamos em nosso dia à dia. Dinheiro é a alma do negócio e o cinema, não foge dessa máxima. Hipócrita é aquele, que afirma que cinema é só arte e vai sempre vê-lo dessa maneira. Martin Scorcese escancara os desejos mais profundos do ser humano e choca à todos. Mas é claro que isso iria ocorrer. Numa sociedade em que a moralidade diz ser preservada, a exposição aos nossos desejos mais íntimos, nunca será fácil.
Richard O.
Richard O.

22 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2014
esse filme é muito bom atuaçao de leonardo de caprio digna de oscar e um filme longo mais é legap de assistir vc fica o filme todo querendo saber o final indico a todos ;)
Maiara T.
Maiara T.

21 seguidores 19 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de janeiro de 2014
Durante a década de 1970 a declarada “Nova Hollywood” trouxe para o cinema um jeito nunca antes visto de se fazer e assistir filmes, surgiram ali nomes como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Steven Spielberg e George Lucas. Após a extinção do Código Hays, que exigia que os filmes evitassem a empatia entre personagens condenáveis e o público, o cinema foi invadido por anti-heróis que marcaram época e são ícones até os dias de hoje, como é o caso de Don Corleone em O Poderoso Chefão.

Desde então o diretor Martin Scorsese nunca se desapegou destes heróis ao avesso e em O Lobo de Wall Street conta a história real de Jordan Belfort, um homem simples que sonha grande e é corrompido pelo poder e as facilidades que o sucesso e o dinheiro de Wall Street lhe trazem. Superficialidade e materialismo se tornam, então, características que Jordan exibe com orgulho.

O estilo de vida daqueles que trabalham na região que é uma das mais poderosas do mundo não é um tema novo no cinema. Os danos morais do dinheiro e a ambição sem limites do ser humano já eram assuntos abordados desde O Lobo da Bolsa, filme que estreou em fevereiro de 1929, antes mesmo da Quebra da Bolsa naquele ano, até o clássico de Oliver Stone, Wall Street – Poder e Cobiça (1987) e sua continuação Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme (2010).

Dessa vez, porém, a história é um pouquinho mais inusitada, já que a trama vem de um livro escrito pelo próprio Jordan Belfort, quem narra suas aventuras e desventuras, do seu início inexperiente, ao topo da fama e riqueza até seu declínio alguns anos depois. Cada etapa recebe a atenção devida e nenhum detalhe é poupado, sórdido ou não. O retrato consciente e sincero dá abertura para uma abordagem cômica que é bem aproveitada por Scorsese, mesmo nas passagens mais tensas, incômodas ou sexuais.

Cenas fortes, inclusive, nunca foram problema para o diretor, que adora pegar um marginalizado por Nova Iorque que deixa sua ambição o levar por caminhos tortuosos e cheios de eventos chocantes. É o caso em Táxi Driver e Touro Indomável, dois de seus maiores sucessos, assim como em seu Oscarizado Os Infiltrados. Cenas estas que são sempre acompanhadas por uma forte trilha sonora capaz de impactar e manter o ritmo ágil dos cortes rápidos de sua câmera. Técnica que novamente vem a calhar em O Lobo de Wall Street conforme este acompanha os grandiosos fatos da vida de Jordan Belfort, contados em 180 minutos de filme, duração que só um gênio como Scorsese seria capaz de fazer passar praticamente despercebida.

Jordan tem o carisma e a confiança de um líder, comanda seus funcionários e quem quer que deseja enganar com classe e um sorriso conquistador. Habilidades perfeitamente executadas por um Leonardo DiCaprio que parece se sentir em casa ao realizar seu quinto filme em parceria com o diretor. Já Jonah Hill apesar de não ser tão experiente no gênero dramático, provou sua capacidade e diversidade ao lado de Brad Pitt no longa O Homem que Mudou o Jogo (2011) e novamente usa seu timing humorístico nos momentos que o filme precisa. No elenco vale também o destaque para Matthew McConaughey, o nome da hora em Hollywood, que faz uma pequena, porém fundamental participação como o grande mentor de Jordan.

Ajudados por vezes pela quebra da quarta parede que permite um tipo de conversa mais íntima entre personagem e espectador, Leonardo DiCaprio e Jonah Hill, Jordan Belfort e Donnie Azoff, conquistam clientes, mulheres, o mundo dos negócios e o público. No melhor estilo John Dillinger de ser, estes fora da lei americanos ganham a atenção e simpatia de quem testemunha esta história, incapaz de não embarcar nesta jornada maluca e aproveitar cada segundo ao lado deles.
Victor C.
Victor C.

21 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de março de 2014
apesar do filme ser praticamente so putaria é um bom filme com uma boa critica... vale a pena assistir...
Mateus M
Mateus M

19 seguidores 20 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2014
Leonardo Dicaprio mais uma vez surpreende com "O Lobo de Wall Street". Roteiro e Trilha Sonora Excelentes. Jonan Hill e Matthew McConaughey foram incríveis. o humor transborda, assim como o sexo e o uso excessivo de drogas. Martin Scorsese foi excelente.
Luiz Alexandre
Luiz Alexandre

20 seguidores 79 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de maio de 2014
Espetacular, surreal e com sequências marcadas pela ousadia e explosões do personagem principal. Com um Leonardo DiCaprio alucinado, brilhante e possuído quando está diante do microfone, o filme mostra como uma pessoa pode não aguentar o poder e o dinheiro em um mundo de excessos, ganância e egoísmo vividos pela sociedade americana nas décadas de 80 e 90. Os puritanos podem se ofender e sentir-se incomodados com várias cenas de orgias e consumo de drogas, mas convenhamos que um surtado Martin Scorsese acertou em cheio em nos apresentar essa preciosidade.
Guilherme  V.
Guilherme V.

19 seguidores 20 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 20 de maio de 2014
Talvez tenha ido com muita sede ao pote?

Nesse "admirável mundo depravado" e como depravado traz inúmeras sensações que não gosto de sentir. Um filme de uma baixaria sem limites, não venho fazer moralismo nem quero, apenas vejo este como uma aceitação de cidadania passiva e de uma modernidade assestada ao final do poço.

Dicaprio, Jonah Hill e Matthew obtiveram seu destaque, como de praxe, mas o enredo que pegaram foi de total desgosto. O trabalho dos personagens é de fato bom, motivo pelo qual dei a nota. Mas o filme, por seu turno, também é de fato horrível.

Sei que estamos em momento de mudanças e transformações, e corrupções, como retrata o filme, mas eu prefiro ser um pouco mais otimista em relação onde eu vivo.

ATT...

Guilherme Venâncio.
Jonas M.
Jonas M.

18 seguidores 1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 13 de agosto de 2015
Um filme que fez perder 3 horas. Ótima atuação do Di-cáprio e direção do Scorcese ( lugar comum), mas eu detestei o enredo, fazer o quê. A última cena, pra mim, parece uma mensagem de que pessoas de bem são babacas no mundo dos negócios.
Mary M
Mary M

18 seguidores 55 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de setembro de 2022
Martin Scorsese e Leonardo Di Caprio: essa parceria mais uma vez arrasando nos cinemas e fazendo um filmaço! Mesmo com três horas de duração, O Lobo de Wall Street é dinâmico, divertido e, em alguns casos, bastante realista, o que nos faz refletir sobre muitas questões sociais. Di Caprio e Margot Robbie estão simplesmente BRILHANTES como casal! Eles nos passam aquele sentimento de casal rico, que está unido somente pelas posses, e isso, no filme, foi fantástico. Gostei muito do filme, mesmo que não seja um dos meus favoritos. Sem falar na direção do Scorsese, como sempre, sem comentários: lindíssima!
Leonardo d.
Leonardo d.

18 seguidores 73 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de janeiro de 2015
Atuações impecáveis e o domínio cênico de Scorsese prevalecem nesta fábula adulta sobre o poder do dinheiro de fabricar a realidade e forjar amores, personalidades e desejos. A memorável cena em que DiCaprio, drogado e embriagado, pensa ter pilotado o carro com segurança e chegado em casa incólume é um belo retrato cinematográfico do olhar deslumbrado de quem, inebriado por drogas e pela grana, acredita no irreal.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa