Quem conhece a obra do diretor Daren Aronofsky, sabe que não é uma filmografia fácil de assistir. No tempo da faculdade de cinema tive contato com seu primeiro e segundo filme, “Pi” e “Réquiem Para um Sonho”, respectivamente. Réquiem é daqueles filmes que você ama, mas não vê nunca mais, pelo menos eu não. É muito forte!
Depois vieram outros títulos, acima da média, até ele dirigir Cisne Negro, e como é curioso o cérebro, logo imaginei que seria parecido com os filmes anteriores e relutei ao máximo assisti-lo. Semana a após semana o burburinho só aumentava, e comentários sobre ele repercutiam em todos os cantos, e quanto mais falavam menos eu queria vê-lo. Até ontem.
O diretor nunca tem medo de correr riscos e isso faz toda a diferença. É tenso, sofrido, dolorido, manipulador, superprotetor, frágil, inocente, infantilizado, perfeccionista, ameaçador, castrador, sexual, chocante, libertador… tudo isso e muito mais, presentes nos diversos personagens, mas principalmente nos papéis da Natalie Portman e Barbara Hershey e sua relação doentia entre mãe e filha, e na ligação com sua rival Mila Kunis, ambas bailarinas de uma renomada Cia de Ballet em NY que vai encenar o obra clássica “Cisne Branco” e busca uma nova primeira bailarina.
Acompanhamos a transformação da Natalie em cena, do cisne frágil, branco, para forte e sedutor, negro, e é I M P R E S S I O N A N T E. A câmera está a favor da história, assim como o roteiro, a trilha sonora, as interpretações, a fotografia em luz e sombra, e os efeitos especiais.
Estou em transe.
Curiosidade. A cena de sexo entre as personagens de Natalie Portman e Mila Kunis acontece aos 69 minutos do filme.
Nota do público: 8.0 (IMDB)
Nota dos críticos: 87% (Rotten Tomatoes
Bilheterias
USA – $106 milhões
Mundo – $329 milhões
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