Mas afinal, o que vem a ser este “Mad Max 4”? Continuação? Releitura? Revisitação? Reboot?
Trinta anos após o último – e fraco – filme com Mel Gibson, é hora de Miller mostrar o seu valor. De lá pra cá, muita água passou por baixo da ponte. Miller continuou na ativa, ora levando os adultos às lágrimas, num dramalhão baseado em fatos reais – Óleo de Lorenzo (1992) –, ora levando às crianças interessantes reflexões sobre a aceitação do diferente e a luta contra o preconceito – como no bom “Babe – O Porquinho Atrapalhado na Cidade” (1998) e no premiado “Happy Feet – O Pinguim” (2006).
Mas é em Mad Max que Miller é facilmente reconhecido e lembrado.
O novo filme de Mad Max esmaga o público com um ritmo alucinado, de explosões, perseguição de carros, tiros, bombas. Solene e sisudo, Miller realmente assume a vocação da história para ser HQ, com vilões cartunescos, como que saídos de alguma saga da Marvel.
“Mad Max – Estrada da Fúria” não é um filme nostálgico, nem anacrônico, muito pelo contrário. Não é continuação, porque embora haja cenas que mantenham diálogo com os filmes predecessores, a trama é praticamente outra, independente.
A melhor maneira de fruir Mad Max 4 é encará-lo como uma “revisitação” – até porque o filme é fruto do nosso tempo, pois incorpora elementos dos atuais filmes-pipoca que mais se parecem com videogame. Em outras palavras, Mad Max 4 é um filme muito próximo de nós, mas muito, muito distante da trilogia consagrada com Mel Gibson.
Eis o gesto controverso de Miller: ele reconstruir seu próprio “clássico”.
O estranhamento é inevitável para quem se fez fã desde o primeiro filme (1979). E isso não ocorre só porque Tom Hardy assumiu – ainda que razoavelmente – o papel de Max Rockatansky. A estranheza está na mudança de “tom”.
Mad Max 4 é uma releitura modernosa, com suas pitadas de feminismo e ambientalismo – a água, aqui, vira relíquia, objeto de poder e opressão de um povo. Há também uma versão motorizada dessa religiosidade estranha dos nossos dias (leia-se fanatismo religioso) que leva jovens a matar e a se matar – como alusão clara ao terrorismo pós-11 de setembro.
Mas a perseguição sem fim é a locomotiva de todo o longa. Poucos diálogos, quase nenhuma explicação, e muito, muito ronco de motores. Se a saga Mad Max foi concebida como um “faroeste motorizado”, aqui toma proporções espetaculares.
O convencionalismo da narrativa vai abrindo caminho para o espetáculo. Miller faz de seu filme um balão de ensaio, em reempacotar todos elementos da mitologia do outback australiano pós-apocalíptico. Mad Max – Estrada da Fúria é o cúmulo high-tech de uma saga que já em 85 se esforçava em ‘hollywoodificar-se’, nem que para isso pagasse o preço de descaracterizar Max (como foi o caso do terceiro) ou relegá-lo a um segundo plano (como acontece aqui).
Até porque, digam o que quiser, a impressionante Rainha Furiosa (Charlize Theron) é a personagem principal.
Furiosa: uma saga Mad Max de 2024 dá sentido a este filme, por ser anterior a ele. Furiosa é um personagem complexo e rico, mais do que o próprio Max. Se este filme fosse posterior ao de 2024 faria maior sentido.
Sem o brilhantismo do Mel Gibson, o original Max, ainda assim o filme é bacana já que procura explorar o mundo apocalíptico em que vive a raça humana, se não pela luta atrás da gasolina também pela busca da água. Lembrando que o último filme foi em 1985, para mim o pior de todos, esse de agora explora bem mais o cenário do mundo e mais legal. O filme passa inteiramente em torno da fuga da Imperatriz com as mulheres para um lugar longe da tirania do Immortan Joe e seu reino. Bom filme, divertido.
Entretenimento hollywoodiano tecnicamente muito bem realizado. Mereceu alguns prêmios do Oscar. As cenas com Charlize Theron sem um braço são incrivelmente bem feitas. O roteiro, claro, é simplório.
4° filme da franquia de 1979 (que não vi nenhum),mas dá pra entender de boa,depois de 30 anos. Tem revistas e jogos inspirados na série. Qual era a serventia daquele cara tocando guitarra amarrado no carro,senão a da trilha sonora?! Parecia um desfile de escola de samba,só que de carros. O Immortan é muito do feio,o que adianta ser imortal e ficar feioso assim? E ainda quer ter um filho bonito e perfeito.O cara tinha uma mulher de cada raça praticamente,mas a preferência era por loiras. Aquele filho dele anão velho combinava perfeitamente com a beleza dele. O banco de sangue Max, no começo todo revoltado e não querendo ficar com ninguém e depois ajudando todo mundo. As lembranças dele,principalmente a da garotinha me lembraram muito "Resident Evil". Temos muita ação,perseguição e adrenalina mesmo,não deixando quase espaço para diálogos (o que era a intenção do diretor). Quase não reconheço Theron,deixaram a mulher feia e sem braço (que aflição! ),mas a Furiosa é até melhor do que o próprio Max. O casalzinho formado por uma das mulheres de Immortan e um dos filhos é bem estranho.
Esse "novo" Mad Max cai na vala comum para ganhar os teens de hoje: muita ação, vilões interessantes, barulho e roteiro fraco. As noivinhas em fuga que me desculpem, mas não convenceram como argumento do filme! Para quem assistiu a trilogia, esse quarto filme é menos interessante e charmoso que os anteriores...
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