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Jackson A L
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1.245 críticas
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4,5
Enviada em 26 de agosto de 2016
Muita originalidade deste filme. Não foi a toa que levou seis estatuetas. Fugiu do clichê instalado em Hollywood e a trama fora conduzida brilhantemente. Óbvio que há muitas loucuras durante as duas horas diante da telinha, mas a criatividade foi bem conduzida e não caiu em mesmices de sempre. Adrenalina do começo ao fim. Enfim, uma tacada certeira.
O nome do filme é “Mad Max: Estrada da Fúria”, mas bem que poderia se chamar “Furiosa”, já que, na obra dirigida e co-escrita por George Miller, é em torno dessa forte personagem feminina (interpretada por Charlize Theron) que gira toda a trama, bem como a maior parte das personagens. Como nos outros filmes dessa clássica trilogia dos anos 80, então estrelada por Mel Gibson, estamos num mundo pós-apocalíptico, em que os recursos naturais do planeta terra estão escassos e em que os seres humanos regrediram ao ponto de terem um único instinto: o de sobrevivência.
O deserto australiano no qual se passa “Mad Max: Estrada da Fúria” é perfeito para retratar a solidão e a sujeira dessa nova conjuntura humana, mas, principalmente, o inferno em que o mundo se transformou. A loucura de Max (Tom Hardy) é um reflexo dessa nova realidade, bem como do seu turbulento passado. Por outro lado, o foco e a força da Imperatriz Furiosa também são um produto dessa realidade. O contraponto interessante, nesse caso, é que é justamente a esperança em vivenciar algo melhor que acaba unindo todos eles – mesmo que eles sejam céticos em acreditar nisso, em primeiro lugar.
O roteiro escrito por George Miller, Brendan McCarthy e Nico Lathouris se passa num momento em que Furiosa lidera um grupo em fuga da cidadela tiranizada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne). Com a ajuda de Max e de Nux (Nicholas Hoult), Furiosa irá enfrentar todas as gangues convocadas por Joe com o objetivo de mostrar que uma nova realidade pode ser vivida e conhecida, em que os seres humanos podem voltar aos seus instintos básicos, sem escravidão e pobreza.
“Mad Max: Estrada da Fúria” parece uma grande viagem conceitual em torno de algo que merece uma reflexão importante: a possibilidade real da escassez dos recursos naturais que temos no planeta terra. George Miller potencializa isso ao mostrar a obsessão humana pelo controle e pela submissão como uma verdadeira loucura. Pessoas como Furiosa, Max e Nux oferecem o outro lado: o da coragem suficiente para colocar toda a sujeira no ventilador e enfrentar as consequências por isso. Talvez, em decorrência dessa escolha narrativa, “Mad Max: Estrada da Fúria” seja um filme, por muitas vezes, esquizofrênico, rock ’n roll, exagerado e berrante. Mas, necessário, especialmente numa época em que o cinema está carente de filmes como esse, que são cheios de originalidade e de uma visão de autor.
Sem o brilhantismo do Mel Gibson, o original Max, ainda assim o filme é bacana já que procura explorar o mundo apocalíptico em que vive a raça humana, se não pela luta atrás da gasolina também pela busca da água. Lembrando que o último filme foi em 1985, para mim o pior de todos, esse de agora explora bem mais o cenário do mundo e mais legal. O filme passa inteiramente em torno da fuga da Imperatriz com as mulheres para um lugar longe da tirania do Immortan Joe e seu reino. Bom filme, divertido.
BRILHANTE. Chegou para redefinir o gênero ação nos cinemas. O mestre George Miller merece todos os créditos por esse feito, aliás, ele é a grande estrela aqui. Desde o momento em que decidiu contar essa história por meio de imagens, cortando todos os diálogos excessivos e didáticos que filmes medíocres apresentam, por diálogos pontuais e necessários somente para a progressão da história, Miller nos demonstra sua genialidade e ousadia ao conceber um dos melhores, senão o melhor, filme de ação da década.
Um dos piores filmes que já assisti até hoje. Quem tem na memória o ótimo filme estrelado por Mel Gibson, recomendo que não veja este. Ficção ao extremo, falas e personagens péssimos (estranhos e ilógicos). Tudo é irreal. O ator principal e o clássico carro ficam em último plano. História desconexa, figurino absolutamente estranho. Aos que falam sobre o tal guitarrista, quem toca guitarra que solta fogo pelo braço? Tentar forçar uma trilha sonora (os tais acordes) que se intensificam nas tais cenas de "ação". Realmente péssimo. Não te prende a atenção. Há muito tempo não sentia sono em filme!
A ópera da insanidade de George Miller está de volta com toda sua glória. Por meio de um espetáculo visual explosivo em escala colossal, prende a atenção do público nos primeiros 10 min. O novo longa do diretor australiano condiz muito bem com o termo Blockbuster, mas não pense que é um filme qualquer de "Ação Pós-Apocalíptica", é um baita de um FILMAÇO! Para encurtar a história, É O MELHOR FILME DE AÇÃO DE 2015, e sim, põe Vingadores Era de Ultron no chinelo. O longa faz uma breve introdução no mundo de Max Rockatansky, até por que, a geração atual não conhece a grandiloquente e cult trilogia de 1979, que cultuou o astro Mel Gibson. Mad Max: Estrada da Fúria acompanha a jornada de Max (Tom Hardy), um solitário que tenta lidar com suas alucinações do passado ao lado da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), que se rebela contra a gangue e o seu líder maior Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne). Buscando uma vida melhor ela parte acompanhada das 5 esposas do líder, que atravessa o deserto em uma caçada alucinante em busca de suas propriedades. A catarse nas perseguições são continuas, a ponto de fazer o espectador ter um ataque emocional (leve um desfibrilador, rs). A narrativa tem vários elementos que nos remetem as obras anteriores como: Cortes longos (tela negra) e Frames acelerados, fazendo um elo direto da assinatura peculiar desse grande diretor. Miller é um perito em cenas de Movie Road, seus takes e enquadramentos, com destaque para os Close e PG, são fenomenais, de deixar qualquer diretor com uma pequena inveja, pontos para o diretor de fotografia John Seale, além da trilha sonora clássica, impactante e ensurdecedora que acompanha todas as cenas de ação. Os personagens bizarros são recorrentes nos filmes de Miller, que possui uma criatividade acima da média para desenvolver tais elementos ficcionais em sua epopeia da loucura, tanto que o antagonista Immortan Joe é o mais caricato de todos, utilizando uma máscara medonha e uma maquiagem surreal, assim como todos os personagens, destaque para o guitarrista insano que vai na frente de uma máquina de guerra com sua guitarra de fogo. Irado! O design de produção de Colin Gibson, além de trabalhar magistralmente os tons da película, partindo do laranja para o azul, também desenvolveu a maioria dos veículos que são de uma grandeza sem precedentes, esteticamente falando. A plástica e o roteiro do filme, que também é assinado por Miller, faz todo o sentido para um filme de estrada que não polpa esforços para fazer cinema de qualidade. Mad Max: Estrada da Fúria é um filme para ser aplaudido de pé em todos os sentidos, é o resgate de uma trilogia sem repetições, sem mais do mesmo, é uma obra totalmente nova, fruto da genialidade de um diretor de mais de 70 anos que sabe fazer espetáculo. O filme é para ser visto, apreciado e debatido dentro de seu universo complexo, contraditório, grandiloquente e insano. Insano mesmo!
Filme incrível, te prende do começo ao fim: sejam pelos personagens e veículos nostálgicos, sejam pelas cenas de ações eletrizantes, usando e abusando dos ótimos e eficientes efeitos práticos, em uma época em que quase tudo fica na base das telas verdes e azuis do chroma-key, George Miller conseguiu fazer brilhar os olhos de quem foi ao cinema assistir o quarto filme da franquia, ou seja pela personagem da linda Charlize Theron, a FURIOSA, que rouba o filme. Não foi surpresa que o filme recebeu 10 indicações ao carequinha dourado, levando 6 deles. George Miller nos entrega entretenimento de primeira e poderia ter tido uma sorte melhor no Oscar, não fosse a também brilhante direção de Alejandro G. Iñárritu, que acabou levando a estatueta por seu trabalho na direção de O Regresso.
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