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Jessica M.
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1 crítica
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4,5
Enviada em 27 de julho de 2013
Filme excelente.... Altamente recomendável... Muitos criticam o filme pelo simples motivo de não o ter entendido. É um filme diferente para um publico diferente! Já assisti umas três vezes... Valeu cada centavo pago pelo ingresso...
Um filme de tirar o fôlego, no começo parece louco e sem nenhum nexo, mas ao desenrolar do roteiro ele traz um plot twist incrível. Vale muito a pena ver.
Esse filme é sem palavras,forte,chocante que marca,mas macabro também,imagine que louco seria se fosse realidade,mas a trama é muito boa,tem mistério e suspense até o fim.
Um filme brilhantemente lírico, cruel e estarrecedor. Um filme que fica para sempre em sua memória. Almodovar como sempre surpreende e marca mais uma vez o nosso imaginário. Antonio Bandeiras volta a filmar com seu diretor e descobridor, depois de mais de 20 anos.
Quando assisto Almodôvar sempre espero por "algo", espero ser surpreendida de alguma forma, mas confesso não estava preparada para esse filme, conforme o enredo foi tomando corpo, meu pensamento ia em um crescente de - não...não é isso...não pode ser isso... o que é isso? estava com amigos no cinema, saímos em silêncio.
O filme é incrivelmente bem elaborado. Do início até a metade é um tanto quanto "parado", mas da metade pro final é sensacional! Uma loucura genial demais!
O que dizer sobre esse filme? Surpreendente, estranho, diferente, esquisito, "sem noção", "nada a ver"... Talvez todos esses adjetivos de certo modo configuram o filme em um todo. Pedro Almodován nunca teve medo de ser expor, ele sempre achou que o normal é a maior exposição. Nessa trama que envolve o telespectador do começo ao fim, já se começa com uma pergunta: Porque ele deixa Vera naquele quarto como uma prisioneira? Nos traillers e fotos dá para sacar que ele é um cirurgião plástico e ela uma paciente, mas só.
O longa vai ganhando importância maior a cada cena, é como se cada parte do filme fosse uma cena teatral do estilo shakesperiana, em que cada narrativa tem completa significância no ato final. O elenco interage muito bem entre si, claro, os personagens de difícil criação ou acabariam com o filme ou o elevariam ao êxito. Não se teve um ator (atriz) que roubasse a cena, perdoe-me Banderas, perdoe-me Elena Anayam - que concerteza deixou a academia em dia, mas cada cada atuação e personagem mostrou relevância.
É um filme sofisticado, que com absoluta certeza afeta mais a mente masculina (assista e concorde), e que deve ser assistido e discutido. E pode ter certeza, no final desse filme você entenderá o título para lá de diferente: A PELE QUE HABITO.
As experiências de Pedro Almodóvar sobre a subjetividade humana
Vingança, juízo de valor e paternalismo. Temas frequentes na obra de Almodóvar tornam a figurar em A Pele que Habito (2011). A produção espanhola foge do gênero habitual do cineasta, contudo reforça algumas das suas suas marcas e agrada a maioria dos fãs que o autor conquistou em tantos anos de cinema dramático, romântico e crítico.
A trama que tem como base o romance Tarântula, de Thierry Jonquet, é uma enxurrada de referências, que vão desde a obra de Franz Kafka passando pela história de Kaspar Hauser e cercando Frankenstein, e são anexadas em um enredo atual e transpassadas aos olhos do espectador por um belíssimo elenco e atuações minimalistas.
Robert (Antonio Banderas) é um cirurgião plástico que sofre de diversos traumas, desde uma criação atribulada, com os pais ausentes, até à trágica morte da esposa, que acabou cometendo suicídio após ter o corpo inteiramente queimado em um acidente de carro. A filha do casal, Norma (Blanca Suárez) presencia o ato e desenvolve uma série de problemas psicológicos, enquanto Robert torna-se obcecado em estudar o tecido epitelial humano, tentando reconstituí-lo por completo, justamente para que a história de sua esposa não se repita.
A partir deste ponto, cada vez mais a insanidade domina Robert, que acaba não medindo a intensidade dos seus atos. E nesse contexto é que Almodóvar apresenta Vera (Elena Anaya) ao espectador. Uma mulher calma e aparentemente complacente com a situação de ser mantida em cárcere privado dentro da casa do cirurgião.
Sobrecarregado de informações, porém com narrativa de fácil compreensão e um ótimo andamento, A Pele que Habito é um ensaio sobre as relações humanas, as máscaras sociais, a essência do ser, a liberdade individual e os limites da crueldade intraespecífica.
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