Nina
Média
3,7
43 notas

10 Críticas do usuário

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Kamila A.
Kamila A.

7.939 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de junho de 2015
Nina (Guta Stresser, a Bebel do seriado “A Grande Família”) é uma jovem cheia de teorias. De acordo com ela, as pessoas são divididas em duas categorias: as ordinárias e as extraordinárias. As ordinárias são as pessoas acomodadas e que preferem deixar o mundo do jeito que ele está. Já as extraordinárias são as pessoas que querem mudar o mundo; mesmo que, para isso, tenham que realizar atos impensáveis.

Filme de estreia do diretor Heitor Dhalia, “Nina” bebe em inúmeras fontes. A mais nítida delas é o livro “Crime e Castigo”, de Fiodór Dostoievski, o qual livremente inspirou o roteiro do filme. Outra influência que pode ser notada em “Nina” é a presença da estética daquele que a revista “Vanity Fair” chamou de “A Nova Onda do Cinema Latino Americano”, cujos representantes mais ilustres são o mexicano Alejandro Gonzalez-Inarritu (“21 Gramas”) e o brasileiro Walter Salles (“Diários de Motocicleta”). O espectador mais atento também perceberá que, assim como Quentin Tarantino em “Kill Bill Vol. 1”, Heitor Dhalia apela para as animações para mostrar as cenas em que Nina extravasa toda a sua raiva em relação à Dona Eulália.

Este é um filme que não é fácil de se assistir, pois relata uma história densa através de imagens cruas e cortantes (mérito da excelente fotografia de José Roberto Eliezer). Além de ser aquele tipo de longa que deixa mais perguntas do que respostas na mente do espectador. A solução é mergulhar nos nossos sentimentos, do mesmo jeito que Nina o fez.
Eduardo C.
Eduardo C.

10 seguidores 28 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de novembro de 2015
Como ja foi dito aqui, Nina (Bebel do programa "A grande familia") é uma moça com uma teorias um tanto arrojadas. Para ela o mundo é dividio em 2 grupos: um de pessoas extraordinarias e outro de pessoas comuns. As pessoas comuns fazem a manutençao para que o mundo continue o mesmo. As pessoas extraordinarias se preciso destroem para que o mundo mude ou evolua. Mas seu personagem é de uma menina aparentemente inofensiva, geniosa, com seu mundo proprio, aparentemente boa e sentimental. O problema é que ela nao tem mais dinheiro para se manter e pagar o aluguel do seu quarto, alugado por uma senhora crue, amarga, detestavel que nao demonstra um pingo de compaixao pela situaçao de Nina, chegando a tortura-la psicologicamente. Nina sente-se perdida, acuada, sem recursos e acaba tomando uma atitude drastica que acaba levando-a a beira da loucura em seu mundo ja conturbado. Um filme sensacional, como nenhum outro do genero no Brasil! Cenarios e cenas surreais, sinistras, bizarras! Com desenhos representando os pensamentos e a ira de Nina, este filme é uma verdadeira arte do cinema brasileiro. Nota 10!
Carlos
Carlos

67 seguidores 117 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
...Trabalho poético, muito bom. Apesar de ser mais um "dramalhão" brasileiro, foi inovador. Pois já não vemos neste filme a tão rotineira morbidez do cinerma nacional, onde a tristeza não leva a lugar algum, e ficam vagando e vagando sempre sem demonstrar uma luz no final do túnel. Nina vivia uma vida sórdida, mas ela tinha humanidade...revelada até nos seus problemas psicológicos, e com sua subjetividade aflorada, tentava transformar com criatividade seu mundo feio em um mundo de fugas. Era sua única saída para não enlouquecer ainda mais. E retrata o cotidiano de uma jovem da geração post-punk moderna. Inovador por isso. Não aguentavamos mais o Brasil copiar sempre o realismo europeu a esmo...apenas retratando a dor de retirantes flagelados, ou moradores de comunidades carentes. Com certeza este filme já se tornou "Cult" .
Rafael V
Rafael V

385 seguidores 210 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
 
Nina:
Nina é um filme de difícil leitura, mas que prova a qualidade do cinema que se está fazendo atualmente no Brasil; a personagem Nina (Guta Stresser, soberba!) é uma jovem que tem uma sensibilidade muito grande e demonstra ser uma garota inteligente, bolando até mesmo uma teoria, que permeia todo o filme que é a seguinte: existem as pessoas ordinárias, acomodadas e que não querem mudanças no mundo e, existem as pessoas extraordinárias, que são revolucionárias e querem mudanças no mundo, Nina vive constantemente transitando entre esses dois tipos de pessoas, vive uma vida desregrada, sem emprego fixo e é atormentada todos os dias por Dona Eulália (Myriam Muniz, fabulosa!), que é quem aluga um apartamento para Nina, esta é tão espizinhada por aquela, que Nina cria ódio em relação à Dona Eulália; esta é uma pessoa ordinária, assim como Nina também o é, mas como esta quer se vingar daquela, até por meio da morte, Nina passaria a ser uma pessoa extraordinária, provocando mudanças, pelo menos no mundo à sua volta; sua raiva em relação à Dona Eulália é descarregada/extravassada em seus desenhos (estilo mangás japoneses), que simbolicamente mostram o ódio daquela por esta. Direção, fotografia e edição excepcionais!; roteiro ágil; e participações especiais de vários atores e atrizes de primeiro time. Ótimo! Nota: 9.
Francisco Russo
Francisco Russo

19.542 seguidores 687 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Muito bom filme. "Nina" surpreende pela estética usada, com o uso do grafismo e uma direção de arte que ajuda bastante a compôr seu clima. O filme possui duas partes bem definidas, uma em que se percebe claramente o clima de opressão pelo qual passa a protagonista, que se vê pressionada por Dona Eulália - excelente atuação de Myriam Muniz - e outra após o crime ser cometido, onde o clima de loucura e paranóia ganha espaço. O filme conta com várias participações especiais, principalmente nesta 2ª parte, que ajudam a criar o clima de bizarrice e nonsense da trama. A única exceção fica por conta da participação de Selton Mello, em uma cena deslocada do restante do filme.
Rodrigo
Rodrigo

103 seguidores 138 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Nina é a ovelha negra dos filmes nacionais, junto com alguns outros, como aquele com o Caio Blat, que eu esqueci o nome. Ovelha negra no sentido de possuir um estilo e um enredo diferentes em relação à produção predominante no Brasil. Não possui toques regionalistas e não trata da miséria e da criminalidade. Também não é uma comédia com atores globais de novela. Nina é um drama psicológico, livremente inspirado na obra Crime e Castigo, de Dostoiévsk, o que por si só já é uma grande mudança em relação aos longas-metragens nacionais. Nina parece ser uma jovem que, devido à sua intensa sensibilidade, sente toda a angústia e claustrofobia de viver numa grande cidade (que é São Paulo, mas poderia ser Berlin, Nova York ou Tóquio). E sua vida particular só faz contribuir para aumentar seus pesadelos: Nina pula de um emprego para o outro, e a proprietária do quarto em que ela ameaça despeja-la a todo o momento se ela não lhe pagar o aluguel. A proprietária, vivida por Myriam Muniz, é memorável, parecendo uma vilã de algum filme mudo alemão, alguém que parece não sentir nenhum remorso pelas maldades que comete e privações que impõe a Nina. O filme vai crescendo em loucura, ganhando contornos cada vez mais paranóicos, culminando com o assassinato da velha por Nina e seus pesadelos se tornando cada vez mais reais. Os personagens de seu pesadelo, em que um cavalo é espancado e que se repete durante o filme, agora aparecem em seu quarto para acusa-la, e uma série de acontecimentos desconexos parecem se relacionar com seu drama. Cada cena do filme é cuidada para passar o efeito do estado mental de Nina, inclusive a inserção de desenhos em preto e branco de cenas de violência imaginadas por ela, violência tipo mangás japoneses. Outro ponto forte do estilo do filme é com relação aos atores convidados. Vários atores de primeira linha do cinema nacional aparecem fazendo pequenas participações: De minha parte, destaco Lázaro Ramos e Matheus Nachtergaele (será que escrevi certo??) como dois pintores numa cena poeticamente trivial e Maria Luiza Mendonça (maravilhosa) que surge nos pesadelos com o cavalo. O filme parece realmente um grande delírio de uma pessoa desencontrada. A opressão sentida por Nina não vem do ambiente, mas de sua própria mente. Em Nina, São Paulo é uma alucinação, mas não criada por Nina, e sim pelas milhares de pessoas que ali sonham, vivem, morrem, amam... E matam. Está carregada de sentimentos opostos, contraditórios e, assim, é uma cidade viva. E no fim, é disso que se trata uma cidade: Um emaranhado de sentimentos encobertos pelo verniz da racionalidade e da sociabilidade. Um abrigo para monstros, cidadãos pacatos e sombras ameaçadoras. E cada indivíduo a experimenta de uma forma diferente. Existem aqueles que se aliam à massa e se confundem no meio dela; existem aqueles que, rejeitados pela cidade, vingam-se dela ferindo-a e são chamados criminosos, loucos, perdidos, mas que ainda podem ser recuperados; e existem aqueles que subvertem a própria lógica da cidade, moldando-a de acordo com sua visão e vivendo a seu modo: São os extraordinários, que estão excluídos das promessas da cidade e só podem contar consigo mesmo e com os crimes que cometem contra a sociedade, contra a sua própria natureza e contra Deus, enfim.
Thiago
Thiago

10 seguidores 62 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Adorei o filme. Me traz um universo bastante real de sobrevivência na megalópole. Myrian Muniz está extraordinariamente maravilhosaaaa! Guta também deixa boas impressões.
Leandro
Leandro

4 seguidores 39 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 28 de fevereiro de 2012
Um dos piores filmes que eu já vi! As atuações são péssimas, os personagens mal desenvolvidos, o roteiro fraco. Guta Stresses está sofrível. Os personagens secundários são ainda piores. Salvam-se a fotografia e a direção de arte. No mais, é pretensão pura. O cinema brasileiro não precisa disso.
jpvarp_25
jpvarp_25

7 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um ótimo roteiro, com atuações ótimas de Guta Stresser e Myriam Muniz. A fotografia e as imagens foram excelentes também, reforçando ainda mais o teor psicológico do filme.
É um filme que não é comercial, pois não é facilmente de ser compreendido e também não tem tramas de agrado, como mocinha e vilão. O roteiro é denso e psicológico, caracterizando-se como uma tortura psicológica provocada pela Eulália sob Nina, que por sua vez, fica passiva e desorientada na vida. A falta de alimentos, dinheiro e sobretudo de amor e carinho fez com que o lado negro da mente florescesse dia após dia! Sentimentos de abandono, passividade, raiva, culpa e mais tarde alívio resumem esse filme.
Villas Boas
Villas Boas

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 13 de janeiro de 2013
Na boa tô assistindo os filmes do Heitor Dhalia e me parece que realmente O Cheiro do Ralo é o melhor deles. Esse Nina mesmo é interessante por ver a Guta em outros trabalhos que não seja A Grande Familia, mas a historia fica meio sem sentido no final, não dá prá entender se ela teve um trauma familiar ou se está tendo um surto psicótico por causa das drogas. E a familia dela? Está morta ou está viva? Muito confuso eu acredito que não estou intelectualmente preparado prá entender esse filme.
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