Pink Floyd: Live at Pompeii
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Sergio Lima Nascimento
Sergio Lima Nascimento

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5,0
Enviada em 28 de abril de 2025
PINK FLOYD POMPEII NO IMAX UCI
Graças aso meu amigo @CesarCerqueira, fiquei sabendo da exibição desse clássico do progressivo nos cinemas. Por conta de meu acidente recente perdi um monte de filmes importantes em abril, só agora retomando a atividade.
Lembro criança de ver trechos de Pompeii no Sábado Som, ÚNICA OPÇÃO de música ao vivo nos anos 70, algo impensável hoje em dia. Cheguei a ouvir críticas técnicas à essa nova produção, mas que caem por terra completamente se assistirmos em um cinema decente. As críticas de quem as fez deveria cair na indigência de operação e equipamento de certas salas pelo país. Sou um privilegiado em morar na Barra da Tijuca e poder quando quiser, pegar em BRT e em 10 minutos estar na melhor sala do Rio. Ali pude saborear em boas caixas e acústica, o trabalho irretocável de Steven Wilson, Músico e excelente Engenheiro de Áudio, com extenso currículo de re-mixagens de King Crimson, Jethro Tull, etc. Impossível assistir em salas mais pobres e mal reguladas, como infelizmente o Cinemark do Downtown, onde posso chegar até a pé, mas que emprega as pessoas menos capacitadas para operar as máquinas. Lembro do filme da Amy Winehouse, que saí p. da vida porque além do som baixo, as caixas de surround estavam desligadas. E sem o surround essa remixagem do Floyd não funciona. A guitarra e teclado estão abertos nas caixas de surround, assim como a parte cantada de David Gimour e Richard Wright. Essa não é uma mixagem mono como assistimos na antiga TV de tubo e nem um filme de drama onde a informação que não vai pras caixas frontais é mero adorno. É o trabalho musical pioneiro de uma banda que ousou misturar rock com música eletrônica, eletroacústica e concreta onde tudo importa, e os exibidores deveriam saber disso. SQN!
O filme é uma viagem a lembranças de minhas primeiras experiências com essa música; a Time (que não está no filme) tocando no rádio do carro da família, aumentando minha viagem não apenas física; ao comentário que ouvi ainda criança de coleguinhas de minha irmã na festa de 15 anos de uma amiga sua, quando os garotos sugeriram botar Pink Floyd e as meninas disseram que não dava pra dançar; ao primeiro disco comprado usado cheio de ruídos Wish You Were Here, onde ouvi inúmeras vezes tentando entender aquela loucura toda e acho que ainda não entendi hoje completamente...
Isso me traz outra reflexão. O Rock Progressivo seria impossível de acontecer hoje em dia, de culto à imagem, sem cuidados maiores auditivos, de informações rápidas e superficiais, de exaltação quase absoluta à futilidade. O QUE IMPORTAVA ERA O SOM!!!!! Hoje não há a oportunidade de interpretar algo como obra, obrigatório na audição do Lado A e B de um disco físico. Após o movimento punk, a cultura do óbvio virou obrigatória, e a inteligência, pesquisa e o risco criativo tornaram-se proibidas. Salvo honrosa exceção a bandas que ousaram no pós-punk, o que veio depois é um rodízio de xuxu de músicas pobres e curtas, pose e imagem e lucro fácil pra novas crianças consumidoras de rock fácil de rádio. Mesmo o pós punk não conseguiu gerar novos artistas infliuenciados. Só pra citar alguns, quem seguiu Echo & Bunnymen, The Cure, Siouxsie & Banshees, The Clash, Cocteau Twins? Mesmo The Police só teve o Paralamas como discípulo, porque o reggae continuou como dantes no quartel de Abrantes.
Esse filme é um retrato de uma época onde a juventude buscava afirmação, respeito e construção de uma nova sociedade.
Não percam essa experiência, até como aula de ousadia criativa de garotos um pouquinho mais capazes que a juventude subsequente.
Ricardo P
Ricardo P

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de abril de 2026
É muito bom. Assistir no cinema é como estar em um show, no melhor lugar possível, confortávelmenete sentado.
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