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Leo_Caleor
8 seguidores
3 críticas
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3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Que tenso! Realmente é difícil de entender o filme de cabo a rabo. Mas dá pra fazer um resumo que ajude a entender: (podem ler, não tem spoler). O filho do casal morre, ela se culpa e ele tenta ajudar. No meio do tratamento psicológico eles acabam se deparando com a seguinte verdade (no ponto de vista deles): que satan (o anticristo do título) se encontra na natureza. E no filme, isso se apresenta no caos. E essas cenas de caos que são as cenas que geraram polêmica. Só que no início, essa natureza do mal é representada na floresta, depois passa e ser a natureza do ser humano, e por fim,(aqui já tem spoler) a natureza do próprio casal, que quando entra em caos, acaba se destruindo.
Mas o filme é mais eleborado e talvez gente mais instruída consiga ver mas coisas. Mas eu achei legalzinho.
E ele não é de terror, mas sim um suspense com drama e cenas fortes.
Olha, não recomendo muito “Anticristo”. Reconheço os méritos, a ousadia e a polêmica que esse filme apresenta, inclusive cenas de sexo explícito. Imagens muito fortes e constrangedoras. Nesse longa, que muitos odiaram e consideraram um filme de “mau gosto”, aborda um tema incompreendido. Se bem que, quando eu assisti, notei que os comentários eram um tanto que exagerados. Eu achei o filme muito bem dirigido e os atores não ficam atrás. Eu interpretei que o longa aborda Satan como a verdadeira natureza da vida e que Deus não passa de uma conspiração. "O vento é a respiração de Lúcifer" - Diz "Ela". E o mais evidente que o sexo é a arma mais forte de Satanás para dominar os outros. Sei lá (rsrs), sou só um amador de Cinema. É só minha opinião.
Lars von Trier traz à luz um filme denso, psicologicamente confuso e extremamente abalado. O terror ao qual os personagens mergulham faz-nos ir junto, em busca de entender o porquê de tudo aquilo e juntos achar uma solução, uma luz no fim de túnel. Papo cabeça.
O Massacre da Serra Elétrica (1974) foi um dos filmes que mais me provocou a sensação de o vi pela primeira vez, há alguns anos, fiquei incomodado pelo barulho da moto-serra e pelo próprio estado de espírito da produção que exalava horror e um tipo de depressão inexplicável. Fico imaginando o que se passou pela cabeça de quem viu o longa original de Tobe Hopper na sala escura do cinema.
O Anticristo (2009) do cineasta dinamarquês rivaliza com essa produção, tendo em vista o elevado grau de negatividade que o filme transpira. Toda a estrutura lembra uma opereta de horror que inicia chocando o espectador com uma cena em câmera lenta onde uma criança morre enquanto os pais (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, ambos em Ninfomaníaca) estão em plena e ardente prática sexual.
O luto da mãe, que se sente culpada pelo acidente, é exteriorizado de forma intensa, enquanto o marido utiliza suas técnicas de terapeuta para minimizar o trauma emocional da mesma. Quando ambos se isolam numa cabana isolada na floresta é que se inicia o verdadeiro festival de horror feito com a intensidade de quem tinha o real propósito de descrever toda a negatividade que se passa no interior de uma mente combalida.
O filme é dividido em capítulos, prática típica de Lars Von Trier. E no decorrer da narrativa a situação só piora entre o casal. O longa se torna ainda mais obscuro e há apenas um raríssimo momento onde acreditamos que a situação pode vir a melhorar. No geral, a tensão só cresce e Anticristo se firma na condição de um Torture Porn poderoso com cenas amargurantes, entre as quais, a conhecida sequência de mutilação genital.
A questão é que, enquanto muitas produções apelam naturalmente para o grotesco, ao mesmo tempo criam um clima estilizado que, de certa forma, minimiza a morbidez geral, com técnicas e clichês que confortam o espectador, demonstrando que tudo não passa de um ato ficcional. Na contra-partida, Lars Von Trier não poupa o seu público e entrega um produto doloroso de se ver e que muito se assemelha a uma espécie de tortura psicológica.
É inegável exaltar a realização artística do filme. Anticristo alcança sua finalidade com méritos. Apesar disso, não é um produto que conseguimos assimilar facilmente. E é aquele tipo de experiência recomendável apenas aos interessados em adentrar nos meandros psicológicos de um realizador interessado em chocar e provocar axiomático sentimento de repulsa. No mais, é para se ver uma vez e, como diria o corvo de Edgar Alan Poe, "Nunca Mais!".
É um filme tenso e perturbador, cheio de de cenas fortes e simbolismos. É um filme que induz a pensar sobre os seus significados. Entretanto não é errado dizer que o roteiro de Lars Von Trier sobre a história do casal em si é confuso, ao apresentar uma mulher que de uma hora pra outra seu estado mental (e que também de uma hora pra outra retorna ao seu estado anterior) deixa o espectador se entender o porquê disso. Enfim, acho ANTICRISTO, um filme que acerta na sua proposta de simbologia, mas erra na história pano de fundo. NOTA: 7
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