Ensaio sobre a Cegueira
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4,0
1164 notas

44 Críticas do usuário

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Andreia F.
Andreia F.

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3,0
Enviada em 5 de março de 2014
Sinceramente, não li o livro, mas sei que os detalhes são maiores, mas o filme fica a desejar em cenas sem profundidade, em alguns momentos tem cenas boas, tipo quando ela mostra o dedo pra o soldado, ou quando são obrigados a ter que conseguir comida em troca de seus pertences e do coito com as mulheres dos outros grupos, porém tem coisas que não fazem sentidos... Os 'cegos' no isolamento por um instante não tem nomes, tem profissão. Todos muito resignados, praticamente sem personalidades, não se perguntam o porque, como, não pensam em outras soluções de socializar no isolamento... Outra situação é a traição com justificativa de que a mulher cuidava do cara como a mãe dele... Daí, a pessoa tá dando a vida pelo cara e por todos e ele ainda a esnoba, e ela leva numa boa a traição... O cara é inútil pra ir buscar comida, mas parece que tropeçou e caiu em cima da mulher que ele já devia gostar desde a época que a via. Outra, o filme não relata o tempo que durou o confinamento, mas por lógica, se a cegueira acontecia após dormir, quer dizer que a personagem que enxergava consegui ficar pelo menos 2 semanas sem dormir o suficiente pra cegueira não lhe contagiar.? Humanamente impossível!! Depois, eles saem do isolamento. A cidade tá um caos e ninguém, mesmo que cego tem reação alguma de horror, pânico, cansaço, estresse, medo, ou mesmo se questionam o suficiente diante de um possível fim em uma epidemia cega e selvagem da humanidade. Ps. pra mim resignação eh parte da cegueira interior dos homens de hoje, mas a revolta, medo, pânico generalizado diante de situações de como a do filme seriam frequentes pois não se tinha nenhum cuidado ou resposta das autoridades, mas não, existia resignação. E por fim, aquela que sustentou eles até ali, um pequeno grupo, o restante que morresse e se perdessem... não foi tão reconhecida pelo grupo. Teve que ser defendida quase que aos 48 do segundo tempo por um estranho, nem o marido defendeu e tem que quando todo mundo recuperasse a visão ficar cega. Será que o marido cuidaria bem dela?? E a explicação de tudo, dos porquês?? Pra mim, fica faltando, cabe a imaginação do leitor, telespectador completar lacunas? As vezes sim, mas... nem sempre... Não dá pra saber qual a intenção de fato.
Luckleite995
Luckleite995

1 seguidor 9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de junho de 2024
Como seria viver em mundo onde ninguém enxerga? Seria diferente do que vivemos?
Ensaio sobre a cegueira mostra o lado animalesco do homem num mundo onde a moral e ética já não existem. O egoísmo, o domínio do mais forte sobre o mais fraco, a violência multifacetada, o machismo… o homem em seu “estado natural”. Seria a cegueira a causadora de tudo isso ? Ou seria apenas uma metáfora? São múltiplas as camadas e temas abordados pela obra.
Ensaio sobre a cegueira é uma obra-prima!
Lucilene
Lucilene

2 seguidores 9 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um filme excelente que nos faz parar e refletir sobre os valores que trazemos conosco: a idéia que temos de piedade, compaixão, fidelidade, amizade e tantos outros sentimentos. Percebemos que ainda somos passíveis de sentir alguma coisa (não somos totalmente insensíveis), pois ninguém assiste ao filme e sai intacto ou convicto de que enxerga o mundo da maneira "certa". Um filme que precisa ser visto nem que seja por curiosidade.
Everton Tiburtino
Everton Tiburtino

1 seguidor 10 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012

O que acontece com a gente quando somos privados de um sentido vital? A resposta está nesta obra interessantíssima de Fernando Meirelles, Ensaio Sobre a Cegueira. A população vive uma epidemia de cegueira, um tipo de cegueira leitosa, intransponível que é chamada de “cegueira branca” pelos especialistas, ou seja, as pessoas enxergam uma camada branca sobre os seus olhos. Quando todos parecem estar infectados, uma mulher misteriosa e esperançosa, enxerga tudo o que está à sua volta: o marido médico, mulheres e homens atingidos pela impotência, desejo, vergonha e instintos selvagens. O governo os coloca em quarentena, num sanatório onde vivem como animais em condições extremamente inadmissíveis, lutando por comida, dignidade e sobrevivendo de maneira desumana. A mulher que ficou imune à cegueira tenta os conduzir, de maneira amigável, e os guiar para fora do local onde foram aprisionados.
Fernando Meirelles, diretor do fenômeno Cidade de Deus, foi incumbindo de transformar o livro de José Saramago em filme. A crítica ficou dividida em relação à adaptação, contudo a visão crítica do diretor é bem ampla sobre o comportamento do ser humano e traz a tona as questões morais e físicas presentes na trama de José Saramago. Nos perguntamos o porquê de todas as ações, práticas e insultos cometidas entre os personagens sem nome, sem rumo e sem visão. O autor não nomeia os personagens, temos que descobri-los através de suas atitudes, despertando dentro de nós a curiosidade de saber o que se passa na mente das vidas ali descritas.
Imaginamos que perder a visão não é somente deixar de ver as coisas, mas sim se aproveitar da falta dela para cometer atrocidades e barbarismos, pois se você não vê, ninguém vê também. A obra é uma parábola de como nós precisamos enxergar a nós mesmos para poder enxergar o próximo e o quanto isto é difícil se de difundir.Um relato interessante sobre a vida, a doença, a razão,a sobrevivência transpostos na visão analítica desse grande escritor português.
O filme é muito bom, vale a pena ressaltar a interpretação impecável da atriz Julianne Moore e do ator Mark Ruffalo. Fernando acertou na escolha do projeto, o bom sinal disso é que diretor brasileiro não faz só novelinha.
Manoel A.
Manoel A.

8 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de setembro de 2016
Uma boa especulação do que poderia ocorrer caso os seres humanos perdessem o sentido da visão. A desumanização foi o foco que percebi na direção. Embora não seja geral, mas uma minoria se mostraria mais humana. Como se a falta do sentido intensificasse o que o ser já era. Alguns clichês diminuem a ideia do filme, mas achei que fazem parte. Gostei do enfoque no áudio de coisas cotidianas. Me deram a sensação do mundo de um cego e nunca vira antes em um filme. Inédita para mim. Atuação muito boa, personagens passaram realidade. Fotografia feia, mas achei bem feita para adaptação do cenário.
Eliane P.
Eliane P.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de fevereiro de 2016
excellent film. spoiler:
spoiler:
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spoiler:
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spoiler:
spoiler:
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Jefferson E.
Jefferson E.

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 16 de dezembro de 2016
Filme começa bem, mas o desenrolar é ridículo. As pessoas se submetem a coisas que são ridículas. Não quero dar spoiler. Um cego ameaça outro cego por comida e todo tipo de humilhação é aceito, tudo em pé de igualdade mas ninguém rebela.
Luciana Nunes
Luciana Nunes

4 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Excelente, maravilhoso, profundo, tocante !!!
Luiz Otavio Dos Reis
Luiz Otavio Dos Reis

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2020
Insuportável, insuportável, insuportável. Eu nem gosto de steve Segall, mas é mais suportável que isso
LorenaPontes
LorenaPontes

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Bom eu li o livro , e assisti ao filme !e afirmo é muito sem noção quem crítica uma adaptação dessa, quase perfeita ! Fernando Meirelles fez um ótimo trabalho ! e pra quem falou que o filme é agonizante, a história é agonizante, o filme mostra isso perfeitamente em imagens, ( não assistam o filme esperando por um draminha água com açucar )
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