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Nas lentes de Fernando Meirelles, o livro de José Saramago ganhou uma adaptação fantástica, em todos os sentidos. "Ensaio sobre a ceggueira", mais recente trabalho do diretor brasileiro, é daqueles filmes capazes de arrebatar a plateia indo a fundo em suas consciências, através de uma mensagem urgente. Capitaneado por um elenco que está em perfeita simbiose dramática, ele apresenta uma investigação, assim como acontece no livro, a respeito de uma inexplicável epidemia de cegueira branca que assola uma cidade que nunca é nomeada. Mais o filmenao é sobre a "cegueira" , e sim sobre como nos comportamos em sitações extremas.
O filme consegue ser quase tão bom quanto o livro! A genialidade de Saramago consegue ser notada nesta obra adaptada para o cinema, em que podemos constatar a linguagem metafórica que é utilizada no livro e, posteriormente, no filme. Nos passa uma mensagem extremamente interessante
Fui assistir sem saber exatamente o que esperar e um pouco despretensioso. Já havia "passado o olho" na sinopse e fui ver porque me recomendaram. Fiquei surpreendido. Nunca li, então qualquer julgamento que faço fica distante da obra escrita. Mas achei muito visceral e angustiante. A situação que eles passam enquanto estão isolados consegue exatamente retratar como o homem consegue agir como irracional em determinadas circunstâncias. Bastou perderem a visão, e "boom!" Podemos até ver como uma metáfora. Vai além da visão física, se trata lucidez. Não dá pra reconhecer exatamente o país em que se passa a história. Isso foi proposital do diretor: Não situar-nos em que país se passa. Então podemos reconhecer a cultura de um país pelo local em que se encontram e logo o ambiente estará completamente diferente.
Não li o livro, que normalmente é sempre melhor que o filme, mas posso dizer que vale a pena assistir, pelo menos para quem curte este contexto psicológico onde a natureza humana é exposta de maneira crua e direta. Sempre dou preferência a filmes que acrescentem algo bom, valores, acredito que não há necessidade de se falar das coisas instintivas pois vivemos a maior parte do tempo nelas mas enfim, faz parte da nossa natureza e se ainda não se ligamos nisso vale a pena ver para refletir o quanto precisamos evoluir enquanto seres humanos verdadeiramente falando. Recomendo!
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