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Johnny V.
1 crítica
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5,0
Enviada em 14 de novembro de 2017
Esse filme é uma obra de arte, do começo até o seu fim, é uma trama, que fica subentendida, pois não há diálogos ou ações que explanam a ideia central, mas, analisando bem, tem-se um entendimento, isso pode parecer cansativo, devido ao ritmo do filme, mas com o desenrolar das cenas, se obtém um estase, assim como uma epifania, visto a grandeza poética do filme, sua excelente trilha sonora ajuda a dar o tom certo as cenas, um ponto a se observar é que, a trilha sonora não foi feito pela dupla francesa, mas tem os seus traços, os ótimos cortes da boa direção e a ótima montagem lançam esse filme para um nível a frente de sua época, tornando-o em um marco, mesmo que não haja muito alarde na noticia do filme e mesmo que muitos não tenham o visto, esse filme é, de forma irrefutável, uma obra de arte digna do Daft Punk, pois tem posse de seus trejeitos, fans do duo irão gostar e fãs de filme irão julgar, mas em tempos confusos, o que realmente é bom ou ruim? Esse é um filme que merece ser lembrado pela academia de filmes, como um filme poético, sem ação, mas como uma beleza, que não é portadora de palavras para descreve-la.
Se você é fã do cinema de ação, que tende a cochilar sempre que assiste a algo um pouco mais lento, fique bastante longe de "Daft Punk's Electroma". Inteiramente sem diálogos, apenas com músicas e som ambiente, trata-se de um filme bastante visual, com cenas até certo ponto poéticas. O filme acaba servindo de contraponto a "Interstella 5555", que também contou com a participação do Daft Punk: se "Interstella" é em animação, "Electroma" é com atores; "Interstella" tem trilha sonora do Daft Punk, "Electroma" é dirigido, roteirizado e estrelado pelos integrantes do Daft Punk, mas em sua trilha sonora não há uma música sequer do duo francês. A história é bastante simples: dois robôs, os integrantes do próprio Daft Punk, desejam se tornar humanos. Para tanto se submetem a uma transformação, na qual é implantada pele sobre suas armaduras. A iniciativa surpreende os moradores da cidade, mas não provoca o efeito esperado pelos robôs. Trata-se de um bom filme, com algumas sequências muito boas. A cidade inteiramente formada por robôs é interessantíssima, principalmente quando os próprios robôs são mostrados fazendo situações rotineiras, como tomar sorvete ou ir a um casamento. Outros bons momentos são o da transformação em si, pelo contraste de cores usado para diferenciar humanos e robôs, e a resolução da história, já no deserto. Neste trecho final o filme peca por ser mais extenso do que o necessário, principalmente pelo passeio que a câmera dá pelas dunas. Um filme bastante interessante, mas que pelo seu formato não é recomendado a todos.
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