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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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293 críticas
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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O diretor paranaense Sergio Luis Bianchi volta a empunhar artilharia pesada contra as instituições brasileiras que ao invés de diminuirem o hiato entre as camadas mais favorecidas e as menos favorecidas economicamente, acabam por amplificar a miséria. ONGs, políticos corruptos, pilantras de toda espécie, enfim, ninguém escapa dos tiros da metralhadora giratória sob o comando de Bianchi. De acordo com os dados da arrecadação das aproximadas 20.000 organizações não governamentais, num prazo de dois anos todos os moradores de rua poderiam receber um apartamento. A crítica corrosiva do diretor atinge as ONGs, que são caracterizadas como uma sub-espécie de serviço público, repletas de mamatas, ou seja, os mesmos vícios que o estado brasileiro carrega no seu ventre desde o início da colonização. A analogia entre a sociedade escravocrata do século XVIII e os tempos atuais é o recurso que Bianchi utiliza para evidenciar que nada mudou em termos sociais na história brasileira. A polarização entre os exploradores e explorados não se modificou no transcurso dos últimos cinco séculos. O filme é uma mistura de documentário com ficção, que faz uso de um humor negro, que, por sinal, não poupa o politicamente correto relacionado aos pobres e negros (a cena em que as crianças são escolhidas para um comercial de uma ONG, cujo percentual de 75% de meninos negros é exigida pelo diretor dessa organização). Não pensem que é uma visão leninista-trotskista. Até mesmo o pessoal da esquerda leva chumbo, fato que corrobora com o que vem acontecendo no seio de nosso poder legislativo, em Brasília. O trabalho de atores é o que menos importa. Portanto, os atores Herson Capri, Caco Ciocler, Myriam Pires, Lázaro Ramos, Joana Fomm e toda a molecada que aparece são meros coadjuvantes diante do roteiro que dinamita a hipocrisia institucionalizada em nosso país. E tudo com muito humor.
Sem dúvida esse filme é um tesouro nacional. Ainda que te faça sentir mais vergonha a cada minuto que passa, ele é um retrato fiel e sem ensaio da história de nossas vidas. Mexe bastante com o ser. Choca a forma inescrupulosa com que o sistema é usado a favor do próprio sistema. Diálogos riquíssimos em preconceitos e hedonismos fajutos, disfarçados num altruísmo sem limites. Vale cada minuto. Uma atenção à edição perfeita dessa obra.
Um bom filme brasileiro e pra variar enviesado. Na boa... vira bandido quem quer. O sistema está aí para ser combatido por meio de cidadãos que se preparem para enfrentá -lo . A maioria das pessoas não estuda e não cresce porque não quer. Muito mais fácil mudar o sistema se pegarmos em livros e buscarmos o conhecimento. Moro em favela e sei do que estou falando.
Um filme que mostra muito bem a realidade em que vivemos no brasil e no mundo pois a corrupção esta ficando cada vez mais absurda aonde iremos parar desse jeito.
o que eu acho desse filme e que temos que nos preocupar sim mas nao gereralizar dessa meneira somos quem podemo ser vamos onde querermos chegar nao e bem assim nao parece que no Brasil tudo pode né assim não gente vamos valorizar mais o nosso pais spoiler:
Uma desabafo social, um tapa na cara de muitos que, infelizmente, vão se fazer de desentendidos. Para as pessoas socialmente conscientes do Brasil onde vivemos, isso é uma aula.
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