Na Natureza Selvagem
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4,5
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Marco Paulo
Marco Paulo

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4,5
Enviada em 11 de setembro de 2013
Christopher McCandless é um jovem que não se encaixa na sociedade de consumo norte-americana. Recém-formado, não quer um carro novo, não quer estudar Direito em Harvard (apesar de ter notas para isso) e despreza relações sociais baseadas em status, dinheiro, carreira ou bens. Para ele a vida moderna é toda baseada em mentiras e maldades. Decide, então, abrir mão de absolutamente tudo e partir em busca de uma vida simples e próxima à natureza, onde deseja encontrar a verdade. Abandona sua família sem deixar rastros.

"Mais que amor, dinheiro, fé, fama e equidade, dê me a verdade", é uma das várias frases que cita de memória dos livros que carrega consigo, os únicos bens dos quais não abre mão. A filosofia e os poemas de Thoreau, naturalista norte-americano nascido em 1817, radical crítico das ideias desenvolvimentistas e autor da frase, o inspira a ir em frente. Outro escritor que acompanha Chris é Liev Tolstói, escritor nascido em 1828 que, também influenciado por Thoreau, foi um conhecido pacifista e naturalista russo. Alexander Supertramp, nome que o jovem Chris passa a usar, mergulha assim numa vida de liberdade, sem documentos, vivendo um dia após o outro no interior do oeste norte-americano sem nenhum outro plano futuro exceto viver sozinho algum tempo na natureza selvagem do Alasca. O nome adotado por Chris lembra o conjunto de rock Supertramp, mas é uma referência ao estilo de vida que passara a adotar: se tornou um "super-andarilho".

Em dois anos de caminhada e aventuras conhece diferentes pessoas que, cada uma a seu modo, vivem de modo simples suas vidas. Em alguns casos poderia ter fincado raízes, mas não se deixa prender por nada que o impeça de seguir sua aventura solitária. "Há um tal prazer nos bosques inexplorados / Há uma tal beleza na solitária praia / Há uma sociedade que ninguém invade / Perto do mar profundo e da música do seu bramir / Não que ame menos o homem / Mas amo mais a Natureza" é a citação de Lord Byron que abre o filme e define a vontade de Chris de se afastar da sociedade e conhecer a vida selvagem do Alasca. Lá encontra um ônibus abandonado numa planície e resolve estabelecer moradia. Serão, então, pouco mais de 100 dias de vida solitária na natureza selvagem.

Na Natureza Selvagem ("Into The Wild") é um filme de 2007 com roteiro e direção de Sean Penn, baseado na história verídica de Christopher McCandless (foto superior). Emile Hirsch (foto inferior) vive o jovem Supertramp com uma interpretação que envolve, mas é Hal Holbrook, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por esse trabalho, que traz emoção ao filme no papel de Ron Franz. A direção de Sean Penn é competente, mas o ponto alto da obra está na fotografia, com paisagens maravilhosas, e na edição de Jay Cassidy, que recebeu a outra indicação do filme ao Oscar.

Mas não há como deixar de falar da trilha sonora do filme. Com músicas originais, tal como "Garanteed", que ganhou o Globo de Ouro de melhor tema musical original, Eddie Vedder deu um show a parte com cantando letras que traduzem o bem espírito do personagem principal. Aliás, Sean Penn não poderia ter escolhido melhor o compositor para sua trilha sonora, já que o compositor e vocalista da banda de Seattle Pearl Jam tem em sua discografia outro grande sucesso que bem poderia ter sido o tema do protagonista: "I am mine".

Na Natureza Selvagem é daqueles filmes que mexem com o espectador, ficando na cabeça por algum tempo. A maioria de nós se identificará com o jovem Christopher, se não por sua atitude impulsiva e até certo ponto inconsequente, ao menos com seu inconformismo diante das mentiras da sociedade moderna e seu sonho de uma vida mais simples e próxima à Natureza.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de junho de 2017
A historia de um homem que se livra de todas as amarras sociais para se encontrar com o seu mais único e primordial instinto humano, para assim buscar respostas não apenas sobre si mesmo, mas sobre a vida, tal teor faz de "Natureza Selvagem", alem de ser um filme marcante e importante, o mesmo é muito interessante, embora abordagem não seja nova, tal visceralidade presente no longa é unica. Seu roteiro é adaptado a uma historia real e segue uma timeline bagunçada, acontece algumas quebras de ritmo e repetições de reflexões, mas a trama é bem contada e bem desenvolvida, personagens incríveis, únicos e extremamente tridimensionais são apresentados em questões de segundos, lotado de ótimos diálogos e monólogos incríveis, o excesso de carinho e cuidado fazem do roteiro algo grande dentro do filme. Contemplem a historia de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovem classe media, recem aprovado na faculdade que decide abandonar a sua vida e partir para uma aventura, vivendo da natureza e fazendo pequenos trabalhos, Christopher McCandless (Emile Hirsch) busca se auto conhecer. "Mais que o amor, o dinheiro, a fé, a fama, a beleza me dêem a verdade. A verdade nos torna livre e deixa as pessoas livres!" Tal frase dita no longa pode ser usada para personificar a moral do filme, tudo aquilo humano é dispensável para Christopher, pois isso o prende dentro de um sistema o impossibilitando de se conectar consigo mesmo e com a natureza, isso é exposto diversas vezes no filme -Como na cena do abrigo por exemplo-, Christopher, de maneira completamente involuntária e despretensiosa entra e muda a vida de todas que interagem com ele, mesmo que seja por breves momentos, pois todos conseguem vislumbrar o "eu" verdadeiro presente em Christopher, e quando o mesmo diz que a "A felicidade só é verdadeira quando partilhada" ele não se refere a relações sociais, pois para o mesmo a felicidade não está ai, e a compartilhação vem com o mundo. Tecnicamente "Na Natureza Selvagem" é épico, se utilizando de dezenas de técnicas visuais em suas duas horas e meia o filme parece ser bem maior do que é, mas não pelo aspecto negativo, pois o longa não é cansativo, mas sim pela quantidade de reflexão passada, com uma fotografia fria mas bela, uma boa mixagem de som, uma montagem que contrapõe um ritmo lento com acelerado não deixando o telespectador cair na monotonia, e claro, sua trilha sonora, que alem de linda, dar ritmo e se encaixar perfeitamente a película, ainda não é de graça, pois todas as canções refletem momentos do filme e suas letrar conversam com Christopher e o telespectador. O ator Emile Hirsch, alem de ser extremamente parecido com o Christopher McCandless real, manda bem no filme, o mesmo aparenta no inicio que não vai conseguir segurar a carga dramática que o filme pede, mas é só na impressão, com seu jeito irreverente e seus delírios, Emile manda bem e segura o tranco, nada alem disso, salve um destaque para os atores coadjuvantes que estão todos maravilhosos. O diretor Sean Penn, que é mais conhecido por atuar, faz um grande trabalho de direção, infelizmente seus outros filmes são fracos e o mesmo não dirige nada a 10 anos, mas sabemos que talento tem. Por fim "Na Natureza Selvagem" é um filme não inovador, mas mesmo assim único.
Nelson Jr
Nelson Jr

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4,0
Enviada em 11 de outubro de 2025
Uma história real , um filme muito poético, muito lúdico , contemplativo! a fotografia do filme é esplendorosa , fantástica !! uma história muito bem contado , bem dirigido , boa trilha sonora., a história de Cris , é muito difícil de ser entendida .., é difícil captar a ideia dele , viver daquela forma , é difícil entender o objetivo que ele tinha.., uma história muito exótica! E as vezes melodramática ..., mas o mais interessante é o valor que ele dava pra solitude! Sem apego a nada.., somente a busca pela liberdade , auto descoberta, amizades , conexões humanas! e em relação aos pais , um tanto de raiva e vingança, e porque não , crueldade.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.289 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de março de 2017
Um filme bonito e sua essência é viril e capaz de não envelhecer! Roteiro perfeito e inadmissível não ter sido indicado e assim também por melhor filme,ator e fotografia, com enormes chances de ganhar, com certeza será marcante com o decorrer dos anos.
William
William

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4,5
Enviada em 26 de fevereiro de 2015
Filme tocante em todos os sentidos: música, cenários, história, personagens e a personalidade forte do protagonista. Confesso que fiquei intrigado com a história de Christopher e toda essa peregrinação até chegar onde chegou, e como conseguiu passar tanto tempo em um lugar tão distante da civilização.
Sem dúvidas é uma história envolvente e encantadora, estou lendo o livro depois de assistir o filme. Muito bom.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

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4,0
Enviada em 2 de outubro de 2025
Na natureza selvagem foi dirigido e roteirizado por Sean Penn e foi baseado no livro Into the Wild, de Jon Krakauer. O filme recebeu 4 indicações ao oscar de 2008: melhor montagem, melhor ator coadjuvante ( Hal Holbrook) e melhor música. Na trama, acompanhamos Christopher McCandless (Emile Hirsch), filhos de pais ricos, que após se formar, decide abrir mão de sua carreira e dinheiro para viajar rumo ao Alasca. O livro em que o filme se baseia conta a história real de Christopher McCandless que abre mão de sua sociedade para ir em busca de autoconhecimento. A direção é certeira ao mostrar a inocência e contemplação do protagonista diante de uma natureza selvagem. O roteiro tbm é eficiente em seu primeiro ato, ao ir dosando aos poucos os motivos que levaram o Chris sair de casa: sua família tradicional falida. Ao longo da trama, acompanhamos arcos narrativos com personagens secundários que servem de apoio a jornada de Chris. Podemos aqui citar a participação discreta de Kristen Stewart e a ápice com certeza foi do saudoso Hal Holbrook, que teve um passado trágico, porém enxerga Christopher como alguém para lhe passar suas experiências de vida. O filme merecia ate ser indicado na categoria de fotografias, pois as paisagem foram algo deslumbrante. As composições de Eddie Vedder, do Pearl Jam foram algo perfeito para o filme. No mais, é preciso enxergar a obra com um prisma além de um joven mimado burguês que cansou da vida boa e quis se aventurar no mundo. E para isso é necessário enxergar Christopher não como uma pessoa totalmente certa de suas escolhas. No final, percebe-se que ele estava errado em sua busca por isolamento, pois precisou o tempo todo de contato e ajuda de outros seres humanos. A sua inocência e busca pelo bom selvagem lhe custou muito caro.
Mariela B.
Mariela B.

5 seguidores 31 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de janeiro de 2016
Não tem como escrever sobre este filme. É uma experiência pessoal assisti-lo... E tenho certeza que uma próxima vez que eu for assistir, as impressões serão outras... As conclusões, idem!!
daniloalegre
daniloalegre

23 seguidores 23 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de agosto de 2014
O filme é bacana, conta uma história real de uma forma bem interessante. O que desanima no filme, assim como na história real, é o fim da história.
Giordano G.
Giordano G.

20 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de abril de 2015
Um filme que nos faz refletir bastante sobre a vida em geral, e como podemos encontrar o verdadeiro estado de felicidade nas coisas mais simples e principalmente através das relações que estabelecemos com nossos semelhantes. Tocante!
" A verdadeira felicidade só existe quando compartilhada."
Mary M
Mary M

18 seguidores 55 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de julho de 2021
Que filme! Lindo, incrível, maravilhoso. Só quem entende esse desejo pela solidão, essa vontade de sumir no mundo, de sumir da sociedade...vai entender esse filme. Poético, profundo. Os atores estão incríveis. A direção é linda, com cenas lindas e bem construídas. A imersão emocional e psicológica no personagem é impressionante. É daqueles difíceis de esquecer e que te deixam pensando por dias no que ele tem a dizer, sem falar na trilha sonora impressionante do Eddie Veder, com uma música mais linda do que a outra. Esse filme é espetacular! Vá assistir agora mesmo...e cuidado com as lágrimas.
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