Pequena Miss Sunshine
Média
4,3
2393 notas

216 Críticas do usuário

5
55 críticas
4
84 críticas
3
45 críticas
2
28 críticas
1
0 crítica
0
4 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Francisco Mateus Alves Maia
Francisco Mateus Alves Maia

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de dezembro de 2019
"Pequena Miss Sunshine" (2006), é um filme no qual os diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris representaram o que realmente seria um ótimo longa metragem, logo que apresenta um modelo de família que foge do “padrão”, expondo os principais problemas que circundam a sociedade, como drogas, suicídio, homossexualidade, pressão social, expressos em cada personagem. É incrível como todos esses temas são abordados de uma maneira tão engraçada e descontraída, de forma a despertar mais ainda o interesse de quem assiste, mas o que podemos realmente destacar é a tamanha trajetória da família em levar a filha mais nova até a o concurso de “Miss Sunshine” na Califórnia, na qual temos a chance de conhecer cada vez mais os aspectos de cada personagem e chegamos à conclusão de como eles possuem muitos problemas, além de cada um possuir a personalidade diferente do outro, entretanto, tudo isso não impediu o apoio dos mesmos ao sonho da pequena Oliver, interpretada pela fantástica Abigail Breslin, que deu um show de atuação e mostrou seu jovem potencial.
Eu vejo a pequena Olive como a salvação da família, pois acima de tantas diferenças entre eles, todos compartilham o mesmo amor pela pequena garota, e foi exatamente essa semelhança que levou eles até o concurso de Miss Sunshine. A trajetória cômica e cheia de emoções mostra a superação da família, de forma conjunta, em momentos de dificuldade, que torna o longa cada vez mais tocante e emocionante, spoiler: principalmente na morte de Edwin Hoover (Alan Arkin), vô de Olive,
porém a medida que todos esses problemas são superados, motivados pela força de vontade da garotinha em ir competir no concurso, fica bem claro que a família que saiu de Albuquerque não é a mesma que chega na Califórnia, passando uma bela lição de moral e mostrando que em um curto espaço de tempo tudo pode mudar. Mesmo após toda a dificuldade já dentro do concurso, Olive e sua família mostraram que jamais se deve desistir dos seus sonhos e que a união faz a força.
Mesmo fugindo de todo o padrão clichê dos filmes, este não perde sua inovação e criatividade, que me satisfez bastante, assim como satisfez outras pessoas, pois quando acaba você pode refletir, por meio das fortes críticas presentes, o quanto a sociedade é preconceituosa e como existem pessoas com problemas maiores que os nossos, mas mesmo assim conseguem superar com o apoio de um grupo, seja família ou amigos.
Maria Laysa Moreira
Maria Laysa Moreira

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 7 de dezembro de 2019
A categoria cinematográfica Pequena Miss Sunshine simboliza o drama e a comédia incorporando uma família divergente, causa no espectador a torcida, emoção e um bom riso durante o filme. O sonho é a peça fundamental para ser realizado. Todos tem algo para realizar e algum problema. Indicado para assistir em conjunto com a família, pois causa reflexão ao decorrer e desperta a emoção e valorização. Moradores do Novo México, Richard (Greg Kinnear) é o pai e palestrante que busca vender seu programa chamado 9 passos de auto-ajuda fracassado. Sheryl (Toni Collette) é a mãe, exerce as funções domésticas e é a favor da retidão. Seus filhos são pequenos sonhadores, Dawyne (Paul Dano) e Olive (Abigail Breslin). Olive uma menina que sonha em ser miss. Dawyne é um jovem revoltado, que vive isolado em seu quarto e fez voto de silêncio até alcançar seu objetivo de ser piloto de avião. Frank (Steve Carrell) é irmão de Sheryl, professor especialista,é homossexual e tentou se suicidar, acabando por ir morar na casa da irmã para tentar se recuperar. Edwin (Alan Arkin) pai de Richard,foi expulso da casa de repouso por consumir heroína. Um grupo bem desajustado e com muitas diferenças vão vivenciar grandes aventuras na estrada. O filme publicado em 2006 mostra o envolvimento da sociedade atual. Debate a homossexualidade, controversas familiares, vícios, problemas financeiros e a busca do sonho. Obtenho uma perspectiva que é fundamental para a sociedade, deveria ter mais filmes como este, mostrando sempre pontos necessários. O ponto positivo é a compreensão, alcance da união e informar a atualidade do cotidiano, para a conscientização. O pai de Olive insiste que é preciso vencer, estar em primeiro lugar para ter sucesso e que é uma vergonha perder, enquanto, na verdade, a garota só quer se divertir. A reflexão que fica é que a vida não é feita apenas de conquistas, mas de derrotas também e, o mais importante, de tentativas.A parte que deixa uma atenção maior na minha perspectiva é união para empurrar a Kombi amarela, símbolo da união porque para funcionar todos precisam empurrar. De cena a cena foram se construindo entre os personagens a mudança e a forma de agir. O filme faz uma crítica aos valores da sociedade atual, discutindo temas como o culto à beleza e o valor da tolerância, com as quais se torna impossível não se emocionar, mas também repensar valores, ideais e princípios de vida. O filme tem uma chave principal o sonho de Olive de ser miss, e ela acaba perdendo, e isso não deixa ela mal, pois a diversão causada gerou um valor maior. Uma mensagem que a pequena Olive deixou que o importante era ser ela mesmo, devemos usar no nosso cotidiano. Esperamos sempre um final feliz depois de derrotas e etc, e este mostrou um desfecho diferente que poderia ser mais trabalhado, gerou uma curiosidade como ficaria os personagens depois do concurso. A conclusão deveria ter mostrado mais sobre um contexto da história de como cada um começaria a dar continuidade a sua vida e planos. Na minha interpretação a família ao se redimir não para resolver os problemas, mas encontrar uma forma de vivenciar um sonho de uma garotinha deixa o filme emocionante. . Os pequenos detalhes fizeram grandes diferenças, será que tem como assistir e não se deixar influenciar por toda essa drama e que tira um riso seu? Eu acho que cai um cisco no seu olho e um riso depois. Cada personagem tinha sua forma de ser e o carinho surgiu por eles, que ao assistir você possa se divertir e refletir as ações ao seu redor, recomendo.
Raimundo Arlânio
Raimundo Arlânio

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 7 de dezembro de 2019
spoiler:
Achei o filme muito clichê por conta que conta a história de uma família que é coberta por desgraças e o diretor tenta passar esses fatos com um tom de humor.

Frank Ginsberg (Steve Carell) tentou suicídio e estar se recuperando, Dwayne Hoover (Paul Dano) que tinha sonho em entrar para as forças aéreas e fez até um voto de silêncio e cumpriu por 9 meses descobre que é daltônico e por esse motivo não pode se alistar, Richard Hoover (Greg Kinnear) fez um projeto e não foi aprovado, Olive Hoover (Abigail Breslin) que viaja com sua família e passar por muitas dificuldades é desclassificada por conta que sua apresentação foi inapropriada, Sheryl Hoover (Toni Collette) sofre por ver nada dando certo e Edwin Hoover (Alan Arkin) que queria muito ver a apresentação de sua neta Oliver e morre no meio da viajem.

O final do filme deixa muito ha desejar porque tem um final aberto e deixa o público curioso para saber oque vai acontecer com a vida dos personagens do filme, como, oque vai acontecer com o corpo Edwin sobre o enterro, qual profissão Dwayne irá fazer e se Oliver futuramente ganharia um concurso de beleza.
emeli casemiro
emeli casemiro

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de dezembro de 2019
O filme “Pequena Miss Sunshine” tem uma narrativa simples e desconcertante, tratando de assuntos sociais sem necessidade de “uma camada de proteção” para o público. Vemos isso através da cena onde a pequena Olive (Abigail Breslin) pergunta o por que do seu tio, Frank (Steve Carrell), spoiler: estar com os pulsos feridos, e a família explica, sem nenhum “filtro”, que o mesmo tenta suicídio
. Na casa dos Hoover percebesse um conflito interno, o que pode trazer problemas para as crianças, principalmente para a pequena Miss, deixando relações entre essas pessoas a serem resolvidas.
As aventuras que acontecem durante a viagem para Califórnia são variadas, trazendo uma linha temporal desordenada e uma liberdade de interpretação enorme. Dentre tantos casos de críticas que o filme oferece, está a apologia de imagem, corporal, representada pela ganância de vencer os concursos de misses por Olive, mesmo sendo inocente e não percebendo tal comportamento. O seu pai, Richard (Greg Kinnear), também fornece ações que indicam preconceitos sobre imagens, oferecendo a exaltação do corpo padronizado, “jogando” a própria filha nesse mundo.
Vícios estão presentes nos assuntos da obra, com os personagens da mãe, Sheryl (Toni Collette), e do avô, Edwin (Alan Arkin), tendo respectivamente as fraquezas do fumo e da droga heroína. O telespectador pode torcer para a recuperação desses personagens, querendo um final feliz, porém neste filme estamos tratando de uma realidade descontínua, recebendo assim, spoiler: a morte do avô.

Também teremos o irmão de Olive, Dawyne (Paul Dano), que representa o esforço e também a rebeldia contra a família, quando o mesmo fala que odeia a todos e quer sair dali imediatamente. Seu sonho de entrar na aeronáutica juntando-se com seus sacrifícios reporta uma grande decepção quando spoiler: é descoberto que o mesmo não pode completar seu objetivo.

Ao final, é perceptível que finais felizes não são necessários para fortalecer uma família. A exposição precoce de crianças em concursos de beleza, para satisfazer os desejos frustrados dos pais, porém, mesmo com uma revira volta inesperada é possível obter uma satisfação, pois o filme nunca deixou claro spoiler: que Olive ganharia o concurso, sempre mostrando que sua aparência não seria capaz de atingir as das outras concorrentes
. Mas mesmo assim ela estaria feliz e segura consigo mesma.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 7 de dezembro de 2019
O filme “Pequena Miss Sunshine” tem uma narrativa simples e desconcertante, tratando de assuntos sociais sem necessidade de “uma camada de proteção” para o público. Vemos isso através da cena onde a pequena Olive (Abigail Breslin) pergunta o por que do seu tio, Frank (Steve Carrell), spoiler: estar com os pulsos feridos, e a família explica, sem nenhum “filtro”, que o mesmo tenta suicídio
. Na casa dos Hoover percebesse um conflito interno, o que pode trazer problemas para as crianças, principalmente para a pequena Miss, deixando relações entre essas pessoas a serem resolvidas.
As aventuras que acontecem durante a viagem para Califórnia são variadas, trazendo uma linha temporal desordenada e uma liberdade de interpretação enorme. Dentre tantos casos de críticas que o filme oferece, está a apologia de imagem, corporal, representada pela ganância de vencer os concursos de misses por Olive, mesmo sendo inocente e não percebendo tal comportamento. O seu pai, Richard (Greg Kinnear), também fornece ações que indicam preconceitos sobre imagens, oferecendo a exaltação do corpo padronizado, “jogando” a própria filha nesse mundo.
Vícios estão presentes nos assuntos da obra, com os personagens da mãe, Sheryl (Toni Collette), e do avô, Edwin (Alan Arkin), tendo respectivamente as fraquezas do fumo e da droga heroína. O telespectador pode torcer para a recuperação desses personagens, querendo um final feliz, porém neste filme estamos tratando de uma realidade descontínua, recebendo assim, spoiler: a morte do avô.

Também teremos o irmão de Olive, Dawyne (Paul Dano), que representa o esforço e também a rebeldia contra a família, quando o mesmo fala que odeia a todos e quer sair dali imediatamente. Seu sonho de entrar na aeronáutica juntando-se com seus sacrifícios reporta uma grande decepção quando spoiler: é descoberto que o mesmo não pode completar seu objetivo.

Ao final, é perceptível que finais felizes não são necessários para fortalecer uma família. A exposição precoce de crianças em concursos de beleza, para satisfazer os desejos frustrados dos pais, porém, mesmo com uma revira volta inesperada é possível obter uma satisfação, pois o filme nunca deixou claro spoiler: que Olive ganharia o concurso, sempre mostrando que sua aparência não seria capaz de atingir as das outras concorrentes
. Mas mesmo assim ela estaria feliz e segura consigo mesma.
francisca aline rodrigues
francisca aline rodrigues

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de dezembro de 2019
O roteiro do filme “ Pequena Miss Sunshine” gira em torno de uma problemática família, que passa por grandes dificuldades, além de problemas financeiros o roteirista Michael Arndt também abordou várias temáticas de grande relevância dentro da convivência familiar.
Pequena Miss Sunshine é um dos raros filmes que consegue trazer a mistura de comédia e drama, que faz rir sem aviso prévio, mas que também te faz emocionar, e ainda existe tem a soma de vários assuntos que ligam-se entre si no decorrer do filme. A família retratada no filme, enfatiza a individualização, apesar de se mostrarem bem conscientes no que diz respeito a questão financeira, no entanto é notório o desinteresse de cada integrante do grupo no que diz respeito às angústias e sofrimentos psíquicos da família. Dentro dessa família o roteirista Michael Arndt, trouxe o vício em drogas e no tabaco (cigarro), suicídio.
Mas a principal crítica do filme é o culto à beleza, aos estigmas de vencedores e perdedores, sugerindo que a vida não é um concurso permanente. Apesar de ter um roteiro muito parecido com o do filme Férias Frustradas, não altera em nada sua qualidade, logo que a mensagem passada em Pequena Miss Sunshine é de perdedores, vencedores e aceitação.
Carlos Eduardo Araújo Ferreira
Carlos Eduardo Araújo Ferreira

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de dezembro de 2019
O filme “Pequena Miss Sunshine” foi uma obra cinematográfica feita em 2006, da qual possui um gênero típico de comédia “pastelão”, cuja diversão é garantida para toda a sua família ver.
Tudo começa com o padrão de longas-metragens, mostrando o dia-a-dia dos seis integrantes da família em um rápido período, isso abre espaço para você mesmo tirar suas primeiras impressões sobre cada personagem, o que de longe é um ótimo começo para filmes nesse estilo.
A obra tem diversos tipos de piadas, das quais usam muito bem e na hora certa, como as que fazem com a pequena Olive (Abigail Breslin), aproveitando sua inocência e fazendo situações constrangedoras parecerem normais, spoiler: como falar sobre as cicatrizes nos pulsos de Frank (Steve Carrell), ou quando o apresentador do show Pequena Miss Sunshine pergunta a ela onde está seu avô e ela diz que ele está no porta-malas.

Em questão de trilha sonora se deixou a desejar bastante, em momentos tristes não houve nenhuma composição para acompanhar e deixar os espectadores no mesmo clima que os personagens, preferindo o silêncio ao invés de uma música lenta. spoiler: Um exemplo é quando o Dawyne (Paul Dano) desiste de continuar a viajem e vai pra longe de sua família.

No quesito de atuação dos atores, a que mais se destacou, apesar de ser uma criança, foi a Abigail Breslin, pois ela sabe muito bem como usar as suas expressões faciais e não teve vergonha alguma de interpretar algumas cenas mais constrangedoras de Olive. Já em relação aos outros atores, não teve nenhum que ficasse abaixo da média, porém, não houve nenhum ficasse acima.
O final do filme foge completamente dos clichês dos filmes que sempre acabam com tudo resolvido e todos os sonhos realizados, o que pode acabar pegando os espectadores de surpresa, tornando-o ainda mais imperdível.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 7 de dezembro de 2019
O filme “Pequena Miss Sunshine” tem uma narrativa simples e desconcertante, tratando de assuntos sociais sem a necessidade de uma "camada de proteção” para o público. Vemos isso através da cena onde a pequena Olive (Abigail Breslin) pergunta o por que do seu tio, Frank (Steve Carrell), spoiler: estar com os pulsos feridos, e a família explica, sem nenhum “filtro”, que o mesmo tenta suicídio
. Na casa dos Hoover percebesse um conflito interno, o que pode trazer problemas para as crianças, principalmente para a pequena Miss, deixando relações entre essas pessoas a serem resolvidas.
As aventuras que acontecem durante a viagem para Califórnia são variadas, trazendo uma linha temporal desordenada e uma liberdade de interpretação enorme. Dentre tantos casos de críticas que o filme oferece, está a apologia de imagem, corporal, representada pela ganância de vencer os concursos de misses por Olive, mesmo sendo inocente e não percebendo tal comportamento. O seu pai, Richard (Greg Kinnear), também fornece ações que indicam preconceitos sobre imagens, oferecendo a exaltação do corpo padronizado, “jogando” a própria filha nesse mundo.
Vícios estão presentes nos assuntos da obra, com os personagens da mãe, Sheryl (Toni Collette), e do avô, Edwin (Alan Arkin), tendo respectivamente as fraquezas do fumo e da droga heroína. O telespectador pode torcer para a recuperação desses personagens, querendo um final feliz, porém neste filme estamos tratando de uma realidade descontínua, recebendo assim, spoiler: a morte do avô.

Também teremos o irmão de Olive, Dawyne (Paul Dano), que representa o esforço e também a rebeldia contra a família, quando o mesmo fala que odeia a todos e quer sair dali imediatamente. Seu sonho de entrar na aeronáutica juntando-se com seus sacrifícios reporta uma grande decepção quando spoiler: é descoberto que o mesmo não pode completar seu objetivo.

Ao final, é perceptível que finais felizes não são necessários para fortalecer uma família. Mesmo com uma revira volta inesperada é possível obter uma satisfação, pois spoiler: o filme nunca deixou claro que Olive ganharia o concurso, sempre mostrando que sua aparência não seria capaz de atingir as das outras concorrentes.
Mas mesmo assim ela estaria feliz e segura consigo mesma.
Luiza Delfino Silva
Luiza Delfino Silva

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de dezembro de 2019
O filme tem uma ótima direção, isso não posso discordar, mas acho que em algumas cenas e em seu enredo poderia ser sido melhor.
A escolha de atores e atrizes para fazer os papéis foi perfeita, sendo perceptível que os autores estavam bem preparados para o papel.
Poderiam ter abrangido melhor o Disney, não sabemos se o mesmo superou os desafios e conseguiu oque queria. spoiler: Também o fato do falecimento do avô
foi um fato q deixou o filme um pouquinho chato, pois ele tinha ótimas cenas de comédia.
O final do filme também não foi um dos melhores, já poderiam passar outro tipo de lição de moral como que não deve existir padrão de beleza ou que não existe mulher perfeita, diferente do que foi passado no filme, porém, a moral do filme também é muito bonita e inspiradora.
Apesar do fim dececionante, é um bom filme e eu recomendo, ótimo filme para assistir com familiares e amigos.
Uenes Batista de Oliveira
Uenes Batista de Oliveira

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de dezembro de 2019
O que dissociaria os vencedores dos perdedores? O êxito do insucesso? O que, de maneira incontrovertível, possibilitaria o indivíduo aniquilar o fracasso e ser, portanto, influenciado ao sucesso? E, também, qual seria o desígnio de permanecer nesta busca obstinada por este sucesso, em sua convicção mais estatutária? Somente objetivar o almejado desejo? Objetivar para quem ou para o que? Para as pessoas que lhe rodeia? Para todo o mundo? Para erradicar o que mais lhe tira suas noites mal dormidas? Para si mesmo? Perguntas como essas lhes serão respondidas, de forma silenciosa, ao assistirem ao filme cinematográfico "Pequena Miss Sunshine".
Desse modo, inaugurou no Festival de Sundance, no dia 06 de outubro do ano 2006, o excelente longa-metragem do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, o qual, a princípio, acomete acerca das palestras criadas por Richard Hoover (Greg Kinnear), o pai da fantástica garotinha Olive Hoover (Abigail Braslin). spoiler: Tais palestras são concebidas por intermédio de seu livro de autoajuda, o qual é caracterizado, em geral, por fazer uma introdução aos nove passos necessários para alcançar o sucesso que o indivíduo deseja, e ser, portanto, um vitorioso,
como ele profere em sua obra e, ainda, em suas relações cotidianas. Nesse ínterim, a realidade a qual ele encontra-se é, então, dividida e classificada em dois segmentos incompatíveis: perder ou vencer.
A sobrecarga do seio familiar, contudo, é incorporada e direcionada à figura da mãe de Olive, Sheryl Hoover (Toni Collete), que é cônjuge de Richard, mãe de uma garota e um garoto que, de certa forma, mantêm a esperança de conquistarem seus respectivos objetivos, os quais, a longo prazo, são considerados inatingíveis, e, vale ressaltar, também, que Sheryl Hoover é a provedora primordial da família e da residência Hoover.
Ademais, no que se remete a Richard, vale postular que, embora utilize os ideais englobados em sua obra literária na formação e na educação de seus filhos, se encontra ludibriado por não atingir a venda do mesmo para com qualquer que seja a editora.
Como irmão de Sheryl Hoover, tem-se Frank Ginsberg (Steve Carell), especialista do conhecimento em relação ao escritor Proust, exteriorizando, assim, na temática trágica de sua vida: spoiler: o indivíduo que não conseguiu suicidar-se.
Nessa lógica, tendo que morar com os Hoover, Frank torna-se uma pessoa submissa a essa família, visto que o mesmo necessita dos cuidados e atenções médicas, as quais, em suma, são proporcionadas e efetivadas por sua irmã.
Um outro integrante desta obra revitalizante é o irmão da caçula aprendiz, que se chama Dwayne Hoover (Paul Dano), o mesmo que, destinado a tornar-se um piloto de teste e, ao perceber que sua família conspirava para que isso não fosse possível, spoiler: decidiu criar uma espécie de "voto de silêncio",
o qual surgiu, também, pela sua inspiração na literatura do filósofo prussiano Friedrich Nietzsche.
Diante do exposto, nota-se uma falsa liberdade de escolha: alguns dos protagonistas da obra supracitada não sentem-se pessoas livres para decidirem o que realmente desejam para o presente delas e, ainda, para o planejamento de suas vidas profissionais futuras, resultando, assim, que os mesmos estejam a mercê de algo que lhes são inserido, de modo alternativo, por exemplo, ou, de forma distante de seu livre-arbítrio, imposto em suas vidas.
Isso é visível, por exemplo, na realidade de Olive Hoover: garotinha sonhadora que, apesar de desejar efetivar seu desejo, o qual consiste em ganhar o título de miss no concurso de beleza mirim "Pequena Miss Sunshine", seu pai a coloca em posições críticas, visto que ele impõe que ela não perca, de maneira nenhuma, o tal concurso de beleza. Por um mesmo ângulo, ela tem que aniquilar coisas que, perante seu pai, a distanciava da realização do sonho, e, se você, leitor, fizer um paralelo da ficção à realidade, perceberá que, igualmente a meu ver, a criança sofre uma subjugação em relação ao adultocentrismo, fazendo com que ela perca sua liberdade para realizar suas escolhas e, assim, incorpora-se aos moldes criados pelos adultos.
Tal quadro merece atenção e criticidade, pois, as crianças têm que viverem o período da infância e, de maneira nenhuma, poderia haver, do meio exterior, um contato prejudicial à vida delas, restringindo-se à infância: ao ferimento e a desproporcionalidade de acontecimentos entre a vida adulta e a vida infantil de uma criança, como é o caso em que a principal protagonista do filme "Pequena Miss Sunshine" está inserida: imposição externa para com ela.
É de extrema importância salientar, também, o distanciamento dos comportamentos da família tradicional do século XXI. Nesse sentido, a família Hoover faz uma interpretação que, até meados dos séculos XIX e XX, não era muito corriqueira: o seio familiar só poderia ser constituído pelo pai, pela mãe, seus filhos e, juntamente com essa formação, teria que prevalecer e transmitir o conceito de família "normal" para a sociedade a qual vivem, família que não apresentasse, em seus constituintes, pessoas patológicas, que apresentassem algum tipo de deficiência física ou mental, vício, entre outras "patologias", como eram chamadas, por exemplo, no período naturalista brasileiro.
Em contraste com as imposições, está, nessa perspectiva, os membros Hoover, os quais, de maneira normativa, isso na hodierna sociedade na qual adentram, tornam-se pessoas normais como qualquer outra família contemporânea, que apresentam particularidades, superações, obstáculos a serem enfrentados, sacrifícios, variações familiares, transtornos psicológicos, entre outros problemas.
Tais termos supracitados enriquecem, na contemporaneidade, o conceito de "família", causando, assim, uma quebra dessa linha de pensamento imposta anteriormente e uma maior aceitação do que, hoje, integra esse meio constitucionalista. Portanto, um dos pontos positivos abordados nesse longa-metragem fantástico é, sem dúvidas, o de mostrar uma das novas formações familiares do século XXI.
Além desses incríveis protagonistas supracitados, vale trazer o avô de Olive, o qual chama-se Edwin Hoover (Alan Arkin), que, também, é pai de Richard, embora seja uma pessoa completamente distinta dele. Nesse viés, spoiler: Edwin é expulso de um asilo do qual estava recebendo tratamento contra o seu vício maléfico: a heroína.
E, ao sair desse hospício, adentra na casa dos Hoover, passando, assim, a morar com eles. Nesse contexto, ele é uma das pessoas mais importantes para Olive, spoiler: visto que ele a ajuda, cria uma coreografia para que ela apresente no sonhando concurso e, ainda, acredita em seu potencial mais do que ela própria.

Sem dúvidas, ela o considera o treinador responsável por manter seus aspirantes desejos de ser a futura Pequena Miss Sunshine. Ao receber uma notícia inesperada, spoiler: a qual baseia-se em ela ser classificada para o almejado concurso, podendo, então, disputar com as outras crianças a sonhada coroa,
há um momento que compatibiliza a união familiar e que, pelo meu ponto de vista, é importante salientar, mesmo que de forma espalhafatosa: depois de vários contratempos, problemas internos e revoltas incorporadas nessa família, eles decidem acompanhar a pequena menina nesta busca incessante por esta realização. Assim, adentram em uma velha e amarela Kombi rumo a Redondo Beach, no sul da Califórnia.
Indubitavelmente, as obras cinematográficas deveriam, como a supracitada ao desenrolar da crítica, trazer mais este tipo de conteúdo familiar, pois, como sabe-se, a constituição familiar deve, acima de tudo, ser priorizada e empregada nesses tipos de gêneros, como foi o caso do filme "Pequena Miss Sunshine".
O roteiro de Michael Arndt para com essa obra é surpreendente: ele atrai o espectador para uma trajetória extraordinária, cheia de "altos" e "baixos" que são, indiscutivelmente, raros. Sob o mesmo ponto de vista, a fórmula road trip é, de forma inquestionável, bem sucedida, uma vez que nela é projetado um estudo acerca da concepção de família, seja em conjunto, seja individualmente.
Por um outro viés, há alguns tópicos contestáveis nesse trabalho de Arndt: o contexto mais catastrófico ocorre tanto onde os personagens se hospedam quanto em um hospital, dando espaço, portanto, para um irrefletido, quase inanimado, tratamento humorístico. Desde a conversa de Sheryl com a pequena Olive acerca do que, naquele momento da película, estava acontecendo, de maneira totalmente sincera, até sobre o que viria a acontecer, tornando-se, portanto, algo verdadeiramente inverossimilhante. Os componentes incongruentes não são, totalmente, contendentes aqui, nessa crítica, quanto os inseridos no momento em que chegam ao hotel, os quais são, diga-se por experiência passageira, beneficamente engraçados, assim como a forma de correr, absurdamente cômica, de Frank.
Portanto, a obra é, basicamente, um retrato da sociedade e seus constituintes do século vigente, visto que ela apresenta temáticas que vão de encontro à realidade a qual nos encontramos, as quais, indubitavelmente, precisam ter um olhar mais crítico e embasado, desde a concepção do que é ser criança até do que é ser adulto no atual contexto social e econômico. Logo, sem sombra de dúvidas, o filme "Pequena Miss Sunshine" aborda, de maneira intensa, embora questionável, essas questões sociais, econômicas, políticas e, acima de tudo, atenciosas. Fielmente, se você, leitor curioso, for um ser crítico para com o que permeia as variadas relações ao seu redor, eu lhe sugiro que assista esse filme e conheça seus personagens, pois, como supracitado, o maior objetivo intrínseco dessa envolvente produção cinematográfica é, incontestavelmente, levar os espectadores a uma maior reflexão acerca de quem são atualmente.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa