O filme retrata a vida de uma família, os Hoover, no mínimo excêntrica. Nossa menina protagonista é Olive aquela que irá unir toda a família e nos fazer dar muitas risadas.
Tudo começa quando a mãe de Olive, Sheryl Hoover, vai ao hospital da cidade buscar o irmão que está passando por maus bocados e se encontra em um estado seriamente depressivo. De volta à casa a família toda nos é apresentada: Richard, o pai, que tenta vender seu programa motivacional mas que acaba sendo um fracasso; Sheryl a mãe dedicada em manter a poeira baixa entre o grupo, Olive a menina sonhadora de sete anos de idade; Dwayne, irmão de Olive, que faz um voto de silêncio para alcançar um objetivo, Frank o tio depressivo e por fim o avô muito pirado.
Olive descobre que conseguiu uma vaga no concurso de beleza mirim Pequena Miss Sunshine em Redondo Beach – Califórnia – ,e, como é de se esperar, vai às nuvens de felicidade. O tio, Frank, se hospeda na casa dos Hoover por ordens médicas, o avô, pai de Richard, mora com a família. Portanto trata-se de uma família grande e longe de ser a mais harmoniosa.
Quando Sheryl atende o recado na secretária eletrônica descobre sobre a vaga para Olive e imediatamente liga para a irmã na esperança que ela possa levar a menina. Como os tios têm uma corrida de cavalos no fim de semana do concurso fica aos pais o cargo de levar Olive até o evento. O primeiro conflito tem lugar quando Richard diz que a família não tem condições de viajar e que, infelizmente, a menina irá ter que aceitar a situação. Sheryl não concorda e faz de tudo para chegar num acordo com o marido. As discussões terminam com a decisão de irem de Kombi amarela – um grande símbolo nessa trama –, sendo que Richard irá dirigi-la. Como Frank, que sofre de depressão, nãot em permissão para ficar sozinho aceita a empreitada; o avô, que treina a neta para o concurso, está mais que disposto a viajar. Dwayne, no entanto, o adolescente de 16 anos e rebelde não se mostra tão favorável à jornada mas acaba sendo convencido por Sheryl que diz lhe dar a permissão para a Escola de Aviação.
Então a viagem começa. Obstáculos atrás de obstáculos induzirão a família a se juntar e tornar-se, até o fim de trama, mais harmoniosa e amorosa.
Nos Estados Unidos são muito comuns concurso de beleza o que é uma questão polêmica, sobretudo, sobre os concursos mirins onde meninas pequenas têm de agir como moças, maquiar-se como mulheres e sorrirem com afetação para ganharem títulos tão narcisistas de “A Mais Bonita” ou “ Miss Estado Tal”. No Brasil, mesmo sendo menos comum, ainda é possível encontrar concursos similares. E o que o filme tem de diferente nesse aspecto? Olive Hoover não está no padrão de beleza imposto no concurso e nem por isso uma fada mágica irá aparecer e sumir com sua barriguinha infantil, nem a tornará mais parecida com uma boneca fazendo-a ganhar o concurso. Mas o que há de diferente em Pequena Miss Sunshine é o contraste entre as exigências estéticas que uma sociedade narcisista impõe e a vontade de vê-la sendo feliz e realizada que impulsiona uma família tão desmembrada a se unir e tornar o sonho da criança uma possibilidade. A diferença do filme é que não se trata apenas de um endeusamento de crianças para se tornarem adultas consumistas e escravas dos padrões estéticos, mas sim o conceito de que toda a beleza é bela e que somente depende daquele quem vê.
Em suma, é uma obra muito bem feita. Um filme com drama, comédia, amor e superação; uma real mistura que faz quem assisti a se apaixonar por cada personagem e querer rever e rever novamente a Pequena Miss Sunshine.