Sangue Negro
Média
4,3
900 notas

46 Críticas do usuário

5
19 críticas
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Isabelle
Isabelle

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5,0
Enviada em 7 de janeiro de 2017
O filme conta com o já esperado show de Daniel Day-Lewis, só que agora em dueto com o assombroso jovem Paul Dano. A história é boa, o roteiro bem estruturado ( por falar nisso, há errinhos na sinopse do Adoro Cinema
...), mas espetacular mesmo é a rica e intricada personalidade do personagem principal. Trilha sonora excelente, reconstituição de época competente, o filme é daqueles para não se esquecer.
James Bondi
James Bondi

2 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de novembro de 2016
Este sem duvidas é o melhor filme do brilhante diretor Paul Thomas Anderson,assim como também é a melhor atuação de Daniel Day Lewis,que desde o começo mostra a determinação do personagem para a conquista do poder que tanto sonha.O filme é orquestrado de uma forma quase perfeita desde o primeiro minuto , durante cerca de 10 minutos as falas do filme desaparecem e apenas permanece uma trilha sonora estonteante, que durante toda a obra só some por alguns minutos.O filme também possui uma ótima fotografia do experiente Robert Elswit que inclusive ganhou o oscar por esse filme.
Nota 9.5
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de julho de 2016
A obsessão de um homem em empreender retratada tão fielmente que assusta, talvez seja o conjunto de técnicas brilhantemente usadas por Paul Thomas Anderson que faz esse filme encantar e incomodar ao mesmo tempo, é um retração humana, suja e bela, um fator que contribui bastante é a trilha sonora usada por Paul e composta por Jonny Greenwood, lembra muito os filmes do Kubrick, contraponto belas paisagens, a lama negra do petróleo, o sol do oeste ao sangue derramado, você sente tudo isso pela trilha sonora, é ótima, a fotografia é tão boa quanto, os planos abertos que Paul usa são sempre incríveis, e as atuações são incríveis, se o filme é ótimo, metade desse credito vai para as atuações, começando por Daniel Day-Lewis que chega a assustar de tão transformado esse personagem é, Paul Dano também está ótimo, e ele realmente entra dentro do personagem, podem criticar os sermões que ele dá por ser forçado ou até mesmo falso, mas o personagem dele é falso e forçado.
O roteiro não é brilhante, mas tem muito mais virtudes que falhas, ele é bem fechado nele mesmo, e tem um ótimo desenvolvimento dos personagens, embora as vezes deixe um pouco vago o objetivo dos mesmos, e depois de um tempo o ritmo se perde um pouco, mas pra quem já está completamente imerso na historia, isso não faz diferença, “Sangue Negro” é um grande filme.
spoiler:
O final pode ser meio dubio, tenho amigos que o viram e não entenderam nada, Daniel Plainview é um psicopata? Não, Daniel é um homem sincero e falho, ele admite sua ambição, ele confronta seus erros, e até certo ponta se reconhece como “pecador”, e é sempre julgado por isso, o que ele não admite é outros homens falhos que não assumem seus erros e são bem vistos por isso, é por essa razão que o personagem do Eli o incomoda tanto, pois ele é tão pecador quanto Daniel, e mesmo assim é sempre bem visto (Isso fica claro na cena do trem, a onde Eli parte para a sua missão), e esse desvio de caráter aceito socialmente o persegue e o faz querer consertar de seu jeito nada metódico e obsessivo, isso é claro quando ele mata o falso irmão e o falso profeta fazendo-os confessarem suas falhas antes de morrerem.
Marcela R.
Marcela R.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de junho de 2016
Este filme é fantástico! Uma obra prima, a história, a atuação de Daniel Day-Lewis, a trilha sonora, até a fotografia sombria do filme, tudo muito envolvente.
brulao
brulao

6 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2016
Que filme ótimo! Dirigido pelo incrível Paul Thomas Anderson e interpretado magistralmente pelo ator Daniel Day-Lewis, o qual ganhou o Oscar de melhor ator e mais uma dúzia de prêmios por sua atuação nesse filme. Reconheço que é um filme pesado, mas os sentimentos são muito intensos. Essa é uma história sobre família, religião, ódio, petróleo e loucura. O foco da história é um minerador/prospector da virada do século XIX para o século XX quando o mundo estava descobrindo a "febre do óleo". É uma obra prima porque retrata um conflito que é ao mesmo tempo uma parceria do "empreendedor obstinado e maluco" com o "líder religioso mal intencionado" Nota: 9,5
Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de abril de 2016
Filme de muita qualidade! Lewis dar um show incrível, roteiro maravilhoso o seja um filme para sentir em sua essência!!!
Neto S.
Neto S.

30.587 seguidores 773 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de abril de 2016
Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho, H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza mas também uma série de conflitos. Bom filme, mais eu achei um pouco cansativo, Daniel Day-Lewis faz na minha opnião sua melhor atuaçao, o filme uma bela fotografia, boa trilha sonora, o ator Paul Dano esta otimo nesse filme, Sangue Negro é um pouco cansativo mais vale apena assistir porque é um bom filme. Nota 8.1
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 18 de dezembro de 2015
Com Paul Thomas Anderson na direção.E Daniel Day-Lewis no protagonismo,"Sangue Negro" não tinha como dá errado em momento algum.
O começo é simplesmente épico,com uma longa duração sem diálogos -mais precisamente,11 minutos- o filme nos leva aquela época do cinema antigo.Com vários acontecimentos nas cenas,mas sem nenhuma palavra dita.
Uma pena não ter levado o Oscar de Melhor Filme daquele ano.Pelo menos Day-Lewis levou a estatueta merecidamente,depois de outra ótima atuação.

-Filme assistido em 18 de Dezembro de 2015
-Nota 8/10
Vilmar O.
Vilmar O.

2.033 seguidores 357 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de dezembro de 2015
Oscar merecido de Daniel Day-Lewis. Ótimo exemplo de mal pelo mal, ou os fins justificam os meios. Este foi um ano tenebroso da academia do Oscar.
Julio Davila
Julio Davila

17 seguidores 64 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de julho de 2015
Magistral, épico, extraordinário, revolucionário, perfeito.

Existe uma história que Paul Thomas Anderson sempre conta sobre a dificuldade que ele teve de achar um produtor que quisesse financiar esse filme. Ao contar a trama para um produtor, ele recebeu a seguinte resposta: “ Então você quer fazer um filme, de quase três horas, sem nenhuma mulher protagonista, sem nenhum dialogo pelos primeiros 15 minutos, que se passa nos Anos 20 da América? Como diabos isso pode dar certo?” A resposta é simples: fazer o melhor filme dos últimos 25 anos. Fazer um filme que tenha acertado em absolutamente tudo que tentou fazer. Fazer um filme que conte apenas com atuações espetaculares. Fazer um filme com uma cinematografia que é absurdamente faraônica, magistral. Escrever um dos roteiros mais inteligentes, mais revolucionários e mais marcantes de todos os tempos. Escalar um ator que possa imergir tanto no papel que ele vire o protagonista. Dirigir como Paul Thomas Anderson dirige.
O filme apresenta a história de Daniel Plainview (interpretado por Daniel Day-Lewis na melhor performance que eu já vi em toda a minha vida. Jamais vi ninguém se tornar, de maneira tão convincente, um personagem da forma como Day-Lewis fez. O personagem que ele criou é inesquecível. Ele obviamente ganhou o Oscar de Melhor Ator e mais tarde e tornaria o único homem a receber três Oscar de Melhor Ator na história) , um petroleiro que tem uma obsessão por fazer fortuna, por ser superior, por derrotar e aniquilar todo e qualquer oponente que exista na sua frente, arrasando pessoas com uma brutalidade tão chocante, tão incrível que só sobrará ele. Ele será o rei, o mandachuva do mundo, o herói que criado e glorificado pelo capitalismo. Daniel viaja com seu filho H.W Planeview para locais onde ele procurara petróleo e assim que esse for achado, ele irá manipular o povo da cidade para convence-los de permitir que ele explore aquele petróleo (uma curiosidade sobre o filme é que Daniel Day-Lewis improvisou seu excepcional discurso no início do filme, quando Planeview tenta convencer o povo de uma cidadezinha a deixa-lo explorar o petróleo deles. Paul Thomas Anderson descreveu o discurso como “Daniel Planeview falaria algo assim sem dúvida alguma. Foi perfeito”. Isso é mais uma mostra de como Day-Lewis capturou perfeitamente o personagem que Paul Thomas Anderson escreveu, sendo capaz de inventar discursos que o diretor poderia escrever para o personagem). De tanto procurar, Daniel ouve que há um lugar onde há muito petróleo e então segue para tal local. Daniel acha o petróleo e o povo da cidade aceita sua oferta. O único problema que Daniel encontra é uma espécie de resistência de um padre, Eli Sunday (esqueça qualquer preconceito que você pode ter com o ator Paul Dano. Ele teve quatro dias para se preparar para esse papel porque o ator que originalmente faria desistiu da filmagem pois, supostamente, estava muito intimidado pelo fato de ter que atuar ao lado de Daniel Day-Lewis e então Paul Dano teve que tomar seu lugar. A performance dele é sensacional. Ele contrasta bem com Daniel Day-Lewis e a química negativa entre os dois é muito verossímil) , que é o dono da Igreja da Terceira Revelação. A partir desse momento, conflitos e situações extraordinárias surgem no filme e seria terrivelmente grosseiro da minha parte revelar qualquer espécie de detalhe.
Seria lamentável descrever Sangue Negro como um filme sobre capitalismo. Ou sobre religião. Ou sobre família. Ou sobre petróleo. Ou sobre loucura. Ou sobre as consequências do sucesso. Ou sobre as relações conflituosas de ricos e pobres. Sangue Negro é um filme que não pode ser descrito com UM adjetivo. É filme sobre tudo acima e muito mais. É um filme que entrega sua mensagem com um impacto e intensidade jamais antes visto. As duas horas e 38 minutos passam rápido. O filme pode e deve ser assistido mais de uma vez. Existem centenas de interpretações que podem ser feitas sobre o filme. Não revelo a minha aqui porque verdadeiramente desejo que todos tenham uma experiência única ao ver esse filme e garanto que todos terão. Entrar no filme com uma ideia fixa sobre seu texto e contexto seria desleal a sua magnitude. Assista e viva seja lá o que tiver que viver ao conferir essa obra de arte.
Tecnicamente, o filme é simplesmente brilhante. Brilhante. A musica encaixa-se perfeitamente na atmosfera do filme, a cinematografia captura cenas com perfeição (especialmente a cena em que Daniel observa o fruto de seu trabalho, concretizado na vista do petróleo “voando”). Daniel Day-Lewis teve um ano para se preparar para o papel e o resultado é perfeitamente visível e assustadoramente real. Day-Lewis se transforma em Planeview e nós ficamos agradecidos por ter a oportunidade de ver isso. O ápice da performance (e do filme) é o final. O final desse filme é um dos melhores finais que já vi. A maneira perfeita de concluir a história. Não consigo imaginar outra.
A direção de Paul Thomas Anderson é espetacular. Ele conduz cenas de forma magistral, escolhendo perfeitamente ângulos e close-ups quando esses são necessários (a cena do batismo é uma cena que só funciona da maneira impactante como é por causa da direção de Anderson. O fato de ele manter a câmera em Day-Lewis e permitir que o leitor imagine o que ocorre a volta baseado nas reações, emoções e expressões de Day-Lewis eh algo inovador e incrível. Isso acontece algumas vezes no filme e essas são sempre dramáticas e potentes). Anderson sabe quando deve ser minimalista e quando tem que permitir que a espetacular cinematografia receba o credito que merece. Ao filmar em um cenário tão impressionante, é evidente que ele teria muitas oportunidades para fazer exatamente isso.
O roteiro que Anderson escreveu (baseado no livro Oil de Upton Sinclair) é sensacional. Cenas em que o protagonista dialoga com Eli Sunday mostram o talento magnífico que Anderson tem para escrever. Em nenhum momento Anderson recorre a clichês ou a coisas que soam repetidas em nosso ouvido. Tudo é original, inesperado e admirável nesse fenomenal filme.
Não consigo imaginar uma pessoa que não consiga aproveitar esse filme.
Nota: 10/10
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