Filmes cujo mote principal são questões éticas, filosóficas ou sociais, possuem grande propensão a impactar seus espectadores, levando-os a questionarem a forma que agiriam na situação apresentada, muitas vezes, despertando empatia pelos sentimentos dos personagens ou mesmo por sua jornada. Esse filme falha, justamente, na abordagem do drama vivido pela protagonista, pois no decorrer da trama não consegue defini-lo como sendo um ato benemérito ou como apenas um alívio de uma consciência egoísta, mas não somos assim na vida real, imperfeitos e titubeantes? Sim, porém reagimos ao que vivenciamos, ora evoluindo ora involuindo, e, pelo diretor optar por abordar varias questões intercaladas ao desenvolvimento da questão principal, essa mudança foi relegada a segundo plano. Outro fator prejudicial, foi justamente a estagnação da personalidade da protagonista, acarretando a impressão de que sua jornada por justiça era uma ação infantil e não altruísta. Por fim, as quase 2h e meia de duração, aliados ao assunto principal "repicado" por subtemas, não desenvolvidos, tornou cansativo alcançar o seu termo. Essa obra possui uma reputação acima do que entregou, uma pena, tinha potencial pra bem mais.