“Parece que o jogo virou”, acho que essa é frase-alma dessa obra. Aqui, analogamente e inversamente real, temos um mundo em que - gradativamente - é tomado por pássaros. Agora, são os humanos presos em gaiolas. Se julga essa como sendo a única analogia profunda; pois aprofundarei; eles são atacados em suas próprias casas. Não obstante, esse filme não parece ter se preocupado com as críticas propriamente dita, já que o único diálogo que poderia revelar esse “lado” da história, é um mini diálogo presente no início ; após isso, nada de piadas ou comentários relacionados à ironia que estavam vivendo - ou prestes a viver. Saliento uma cena - impecável, inclusive - que aconteceu no limiar do segundo para o terceiro ato. A protagonista está em uma cafeteria, logo após ser atacada por pássaros, e lá ela relata os acontecimentos recentes. Então, no vasto lugar somos apresentados a vários novos personagens “npc”, que só aparecem para preencher lacunas e apresentar “raciocínios”. Diante a essas personalidades, uma idosa ganha brilho; tendo ela o estudo dos pássaros como passatempo, sua opinião - automaticamente - ganha autoridade na situação. E o que vemos é um ceticismo em relação ao fato. Ironia da cena; o senso comum estando mais “certo” que a ciência. Mas às vezes realmente não está? Novamente, não acho que o filme tenha essa ironia vontade de demonstração. Mas, novamente, não desqualifica o fato. Ressalto - além - o crescimento tão gradativo e belo do suspense. Primeiro com um pequeno ataque, depois uma concentração de vários pássaros em um local, depois outro ataque, agora da concentração, depois outro e assim se segue. Um belo acerto do roteirista. Um acrescento importante também é a opção de ter escolhido “os pássaros” como o vilão. Essa escolha, por ser algo do nosso convívio, exclui qualquer necessidade de explicação de origem, objetivo ou qualquer coisa. Mesmo a razão pela qual eles estão atacando é deixada de lado; simplesmente não ligamos. É isso, meus leitores, é raro e completo. Não ficamos, nos perguntamos coisas; os pássaros endoidaram, “e daí?”. Por fim, só relembrarei outro detalhe que me chamou atenção; os diálogos. São fluidos, foram muito bem feitos, a meu ver. Eu senti progressão, acidez e profundidade. Por fim, é isso. Um ótimo filme.
Filme bom,fico imaginando como seria assistir esse filme na época. Porém não é uma obra prima, Hitchcook tem filmes melhores e com desfechos mais interessantes. Não adianta querer aclamar o filme,para poder se achar Cool. O filme é interessante mas peca em só se preocupar em ter pássaros atacando.
Eu acho impressionante quanto as pessoas enaltecem esse filme. A história não tem sentido, não existe um desfechou ou ao menos algo que nos de uma dica sobre as motivações, entendemos que era uma outra época, mas ainda assim os efeitos são péssimos e não é falta de recurso e sim falta de coerencia. Pra finalizar, as atuações são horríveis. Realmente uma perda de tempo assistir isso.
Você já imaginou assistir ao clássico psicose sem uma trilha sonora?,não né,pois bem o Alfred Hitchcock conseguiu fazer mais um filme clássico 3 anos após o excelente psicose e desta vez sem a clássica trilha sonora presente em seus filmes.Primeiramente devemos destacar é que esse filme é um clássico do cinema e muitos podem assistir atualmente e apenas dizer que ele é subestimado demais que é apenas uma história tosca,mas se parar para pensar esse filme é sim muito bom,primeiramente ele é muito misterioso e inquietante e te prende para saber o que irá acontecer.Tudo bem que se você parar para pensar no roteiro existem sim coisas absurdas e sem sentido no filme que poderia ter rendido um fracasso,mas a diferença é que mesmo sendo meio ilógico ele é inteligente por sem imprevisível e te deixar com dúvidas o tempo todo.O elenco do filme também se sai bem e portanto entregam atuações convincentes.
Dada a direção a outro diretor, Os Pássaros poderia ser uma grande bobagem, por conta de sua história, mas, o longa foi dirigido pelo mestre Alfred Hitchcock, com muita maestria é verdade. A começarmos pelos ataques das aves, que para época, gravar tais cenas sem a tecnologia dos dias atuais era algo muito complicado, mas, Hitchcock consegue fazer tudo muito bem feito. Lendo a sinopse o filme pode parecer tosco, e como dito, ficaria mesmo, mas, Hitchcock consegue instaurar um pânico nos atores de forma muito bem feita, e crédito claro aos atores que fazem ótimas interpretações. Vale ressaltar também a não utilização de trilha sonora, que é de certa forma muito bom, já que o silêncio muitas vezes cai muito bem, e o ruído das aves também já é o bastante. Com uma fotografia belíssima, Os Pássaros mostra a genialidade deste incrível e já falecido diretor da sétima arte, é meio simples a história, sim, é, mas é esta simplicidade que faz o filme ser muito bom.
Não acho " Os Passaros" um filme de terror ou de suspense, mas sim muito instigante. As aparentes mortes sem sentido, provocadas pelos pássaros, o perigo causado por eles sem aparecet uma solução... parece bizarro, mas os filmes com assinatura de Hitchcock são assim, alegóricos, profundos. Este passa uma mensagem de que muitas das vezes não temos controle sobre as circunstâncias. Sejam pessoais, sejam gerais, sejam pelo desequilíbrio da natureza provocada pelo próprio homem ( vide o relativamente atual "O Impossivel".. O final nos remete a uma grande verdade, as vezes é preciso sair da situação conflitante. Quem nunca se retirou de uma circunstância que nitidamente só ia lhe prejudicar? Final magnífico!
A cena que mais evidencia a tensão presente na casa da família Brenner após um ataque-relâmpago de pássaros ensandecidos é quando vemos a câmera foca a matriarca da família olhando para o teto, assustada. Então a câmera se afasta, e, no mesmo quadro, é possível ver que os outros dois adultos estão fazendo a mesma coisa. Ao final desse quadro tão emblemático, sabemos que o diretor conseguiu o total controle sobre nossa atenção e sentidos, que, naquele momento, teimam em se comportar irracionalmente e exatamente como aquelas pessoas.
“Os pássaros” tem seu próprio estilo, durante a primeira hora, parece um filme de romance, mas a gente sempre fica com uma sensação que tem algo estranho, isso é muito bom, e é a cara do Hitchcock, cada personagem é muito bem aprofundado, nada é raso, por isso eu acho “Os pássaros” como um dos melhores roteiros dos filmes do Hitchcock (Juntamente com Vertigo),a s atuações são ótimas (Tippi Hedren linda como sempre), a fotografia é linda, deste as paisagens calmas nas estradas, até as cenas de puro suspense, com céu vermelho, aves aprontas e um clima de desespero no ar, a trilha sonora é quase inexistente, mas não faz muita falta. O filme é ótimo, mas tem alguns problemas, o filme tem algumas cenas que começam de maneira espetacular, você fica todo eufórico, e a cena termina de uma maneira boba, os efeitos são bons pra época, e Hitchcock realmente se esforça pra deixar tudo bem real, se você gosta de suspense, assista “Os pássaros”, não ira se arrepender.
spoiler: Muita gente reclama não ter uma explicação para o ataque das aves, bem, eu acho melhor assim, mas a gente pode deduzir, pois Hitchcock deixa pistas, o dialogo na agropecuária, os canários na gaiola, toda obra de ficção tem sua lógica interna, e Hitchcock tenta nos mostrar um lógica absurda (ou não), o animal simplesmente se cansa de ser oprimido, e decide oprimir, e fica quase claro no filme, que tem uma inteligência maior os controlando, lembre-se de seus ataques em ondas, é uma mistura de instinto com inteligência, o que Hitchcock quis dizer com isso ? talvez o criador se revoltando contra a criatura numa lógica meio bizarra, mas porque não ? Cada um que tire suas conclusões, essa é a magia do cinema.
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